16/12/2013 / Em: Clipping

 


Jovens se endividam para custear a educação    (O Estado de S.Paulo – Economia – 15/12/13)

Enquete realizada por uma empresa de tecnologia especializada em recrutamento de pessoal, com base na análise de 1.400 currículos, constatou que 22% dos candidatos a empregos temporários neste final de ano pretendiam uma renda extra para pagar dívidas. Neste grupo, 59% indicaram o cartão de crédito como o motivo do endividamento, vindo a seguir os gastos com educação, com 28% das respostas. O peso dos gastos com estudo surpreendeu, afirmou Fabíola Lagos, coordenadora da enquete na empresa Vagas. Mas estudantes que não têm ajuda financeira da família são obrigados a recorrer ao cartão de crédito para seu sustento, sobrando pouco para pagar a mensalidade de curso superior ou profissionalizante. Isso é tanto mais verdadeiro com estudantes vindos de cidades onde não existem faculdades ou, quando existem, as opções de cursos são limitadas. Arcam também com o custo de moradia, geralmente em “repúblicas”.



Hélio Schwartsman
Ainda pior   (Folha de S.Paulo – Opinião – 16/12/13)

Há exatos sete dias, eu fazia neste espaço algumas observações sobre os resultados desastrosos que o Brasil obteve na última edição do Pisa, o exame internacional de avaliação de estudantes. Bem, a situação pode ser ainda um pouco pior do que parecia. Ao longo da semana, o assunto foi debatido em blogs de especialistas como Simon Schwartzman e João Batista Araujo e Oliveira e surgiram não poucas dúvidas sobre a tímida melhora que o Brasil registrou. A pergunta mais fundamental foi colocada pelo próprio Simon: por que só em matemática? Por que não observamos avanços semelhantes também em leitura e ciência, as outras áreas avaliadas pelo Pisa, como seria de esperar se a educação brasileira estivesse melhorando de forma razoavelmente consistente? E vários outros problemas foram levantados.



Trabalhos de monografia são cada vez mais cobrados no Ensino Médio   (Globo On Line – Educação – 16/12/13)

Escolha de tema, encontro com orientador, dúvidas sobre como inserir citações e formatar textos, ansiedade antes da apresentação para a banca. Engana-se quem pensa que esses são “dramas” só de universitários. Os “temidos” Trabalhos de Conclusão de Curso, os TCCs, já são realidade também em escolas de ensino médio. Com metodologias e níveis de cobrança variados, elas incorporaram as monografias como tarefa obrigatória para os alunos de 3º ano, a fim de prepará-los para a realidade das faculdades. Sentados em um tapete e em almofadas no chão da biblioteca, alunos do 3º ano do ensino médio do Colégio Ofélia Fonseca, escola particular de São Paulo, folheiam TCCs de turmas anteriores enquanto o professor tira dúvidas sobre a maneira correta de formatar parágrafos e dar créditos a autores. E pede que os alunos prestem atenção aos acertos e erros dos que já fizeram TCCs. Nessa escola, onde eles foram introduzidos em 2008, uma vez por semana os jovens têm aula de Metodologia para TCC e aprendemcuidados com fontes de pesquisa,como relacionar fatos e redação de texto. Depois de cerca de dois meses de aulas introdutórias, escolhem os temas e são orientados por professores de áreas correlatas.