17/07/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp adota Enem até para quem zerar na redação  (Correio Popular – Cidades – 17/07/09)

A nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a partir deste ano, será levada em consideração na primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) mesmo que o candidato tenha zerado na redação. Entre os vestibulares de 2007 e 2009, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) descartava a nota do Enem de quem tivesse tirado zero na redação. O motivo, segundo a Comvest é que mudanças no calendário para divulgação das notas da redação do Enem tornaram impossível à Comvest saber a nota da redação dos candidatos antes da data em que precisariam usá-la. Como nos anos anteriores, a nota do Enem pode contribuir com até 20% da nota da primeira fase do vestibular da Unicamp. Interessados em fazer o novo Enem têm até as 23h59 de hoje para fazer a inscrição no
http://enem.inep.gov.br/inscricao
. Até quarta-feira, 3,7 milhões de pessoas já tinham acessado o sitema para aderir à prova, que neste ano será usada em pelo menos 35 dos 55 vestibulares de universidades federais do País. O exame deste ano será diferente dos últimos. As antigas 63 questões interdisciplinares serão substituídas por perguntas objetivas em quatro provas: linguagens e códigos (incluindo redação), ciências humanas, ciências da natureza e matemática. Cada grupo terá 45 testes de múltipla escolha, aplicados em dois dias. O exame será nos dias 3 e 4 de outubro.



Enem também serve para obter certificado de conclusão do supletivo  (Globo.Com – G1 Vestibular – 17/07/09)

Além de ser usado nos vestibulares das universidades, o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) vai servir também para conseguir o certificado de conclusão do ensino médio em cursos de Educação de Jovens e Adultos (EJA), antigo supletivo. Para isso, o interessado deve se inscrever no Enem até esta sexta-feira (17) pelo  site http://enem.inep.gov.br/inscricao  e fazer a prova exatamente como os demais candidatos. Depois, munido do boletim individual de desempenho, deve procurar a secretaria de educação de sua região para obter o diploma de conclusão do ensino médio. A idade mínima para pedir a certificação por meio da prova do Até o ano passado, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep/MEC) oferecia como prova para certificação o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja). Este exame deixará de existir para o ensino médio e será oferecido neste ano apenas para o ensino fundamental.

Confira como as universidades federais vão adotar o Enem  (Globo.Com – G1 Vestibular – 17/07/09)

Das 55 universidades federais, 45 instituições adotarão o novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 8 ainda não se decidiram e 2 definiram que não levarão em conta o resultado do exame em seu vestibular.  São quatro as possibilidades de se utilizar a nota do Enem: como fase única; como primeira fase; como fase única para as vagas remanescentes, após o vestibular; ou combinado ao atual vestibular da instituição. Neste último caso, a universidade definirá o percentual da nota do Enem a ser utilizado para a construção de uma média junto com a nota da prova do vestibular. Cada instituição de ensino superior divulgará em seus editais em qual formato participará e e se haverá diferenças entre os cursos.



“Ensino médio não atende aos jovens do país”  (Folha Dirigida – Entrevista – 15/07/09)

Nos últimos meses, uma verdadeira revolução tomou conta do ensino médio no país. Após o Ministério da Educação ter solicitado ao Conselho Nacional de Educação que apresentasse uma proposta de reformulação das Diretrizes curriculares desta modalidade de ensino, nada mais foi o mesmo na vida de milhares de estudantes e de instituições de ensino. A proposta foi aprovada, no mês passado, por unanimidade pelo CNE. De acordo com as novas diretrizes haverá uma ampliação na carga horária, além de uma reorganização na grade curricular e 20% das horas de aula serão escolhidas pelos próprios estudantes, em disciplinas que podem ser as tradicionais ou ainda teatro, música, artes ou esportes. Para completar o impacto do processo de mudanças, tais modificações não valem imediatamente para todas as escolas do país mas devem entrar em vigor a partir do ano que vem, ao menos para 100 escolas que servirão como base para o processo de reformulação.  Presidente do CNE, a educadora Clélia Brandão é uma das que acreditam no sucesso da proposta de mudanças, apesar das críticas de parte da comunidade acadêmica, que alega que o processo foi acelerado. Segundo ela, a integração entre municípios, estados e a União é fundamental para a melhoria da qualidade do ensino no Brasil e as diretrizes atuais do ensino médio não atendem à demanda dos alunos. “Existe a necessidade de repensar o ensino médio, já que, de acordo com resultados de pesquisas, os jovens sentem um certo desencanto pelas escolas. O projeto busca o conhecimento de uma forma muito mais integrada, tendo assuntos que tenham relações de conhecimentos com outros, afim de que tenha uma possibilidade de avaliar melhor este mundo globalizado, a complexidade do mundo moderno”, explica.



Enem // Testes exigem menos fórmulas  (Diário de Pernambuco – Vida Urbana – 17/07/09)

Num ano de tantas mudanças, em que o vestibular tradicional será substituído de forma total ou parcial pelo novo Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), a disciplina de física acabou seguindo na contramão. Para os feras, felizmente, pouco mudou na área. Melhor: muitos assuntos foram suprimidos do conteúdo. E as temidas fórmulas, 426 aprendidas durante todo o ensino médio, não serão cobradas à risca, como acontecia no vestibular tradicional da Covest. O Ministério da Educação (MEC), responsável pela elaboração do teste nacional, dará maior ênfase à compreensão das teorias físicas. Quer uma dica? Comece a ler manuais. De tudo. Televisão, geladeira, computador. Através dos livretos é possível compreender melhor o consumo e a geração de energia, tema dado como certo no teste nacional deste ano. A física aplicada ao dia a dia é o assunto da 8ª reportagem da série sobre os novos conteúdos do Enem. A primeira lição, segundo os professores, é compreendera física como parte das ciências da natureza, que também envolve os conteúdos de química e biologia. E vislumbrar o conceito interdisciplinar que será cobrado no exame nacional. Assim como nos testes das outras áreas de conhecimento, as questões de física virão recheadas de gráficos e tabelas. O típico aluno de exatas vai ter que se acostumar a ler os longos textos que devem cair no Enem. A leitura, aliás, deve ser privilegiada na hora dos estudos. “Além dos livros e apostilas, uma dica que dou aos meus alunos é a leitura de manuais de eletrodomésticos e a análise da conta de luz. Dessa forma eles começam a entender a lógica do consumo de energia, a potência dos equipamentos e passam a enxergar a física como parte do dia a dia, como quer o Enem”, explicou o professor de física do BJ Colégio e Curso, Luciano Albuquerque. O fera de engenharia Maurício Maranhão, de 18 anos, incorporou o hábito. “Antes já lia manual de computador, de TV, de geladeira, de celular, só por curiosidade. Mas agora passei a prestar mais atenção”, admitiu. Apesar de ser da área de exatas, ele acredita que o fim da cobrança das fórmulas ao pé-da-letra é uma vantagem para os alunos no Enem deste ano. “Agora teremos que usar a lógica, o que torna tudo mais fácil”, apostou.
Muitos professores acreditam que as fórmulas para a resolução dos problemas que cairão no teste nacional devem ser fornecidas na própria prova, logo abaixo do enunciado. Além da geração de energia, os outros assuntos que podem cair na prova são: aquecimento global e efeito estufa (calorimetria), tópicos de física mecânica (Leis de Newton), novas tecnologias (transmissão de informações pelo computador, ângulo limite e refração) e queda de raios (física elétrica, pressão e diferenças de potencial). “Digo aos estudantes que o mais importante é ter paciência. Às vezes, mesmo nas questões de física, a resposta está no próprio enunciado. Basta prestar atenção”, alertou Albuquerque.

Entrevista // Leonardo Menezes  (Diário de Pernambuco – Vida Urbana – 17/07/09)

Este ano o ensino da física mudou com as novas habilidades da matriz curricular do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os professores deixaram para trás as demonstrações das mais de 400 fórmulas ensinadas durante os três anos do ensino médio para dar ênfase ao pensamento e às teorias da disciplina. Segundo o professor do departamento de física da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), Leonardo Menezes, isso é ótimo. Em entrevista ao Diario, o doutor em física afirmou que a disciplina está mais presente em nosso dia a dia do que conseguimos perceber. “Ela desempenha um papel fundamental na vida do ser humano moderno. A física está presente do aeroporto à medicina”, disse. Mais do que decorar fórmulas, a dica para os feras é desenvolver o pensamento físico.



Viva o Enem, por Cláudia Schiedeck Soares de Souza*Zero Hora – Artigos – 17/07/09)

A nova proposta do Ministério da Educação sobre a utilização do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), como forma unificada de ingresso às universidades, repercute de forma bastante provocativa na sociedade brasileira. Talvez esse seja o primeiro mérito da proposta: colocar em discussão o acesso às universidades federais e, agora, também aos institutos federais. O novo Enem se apresenta e as pessoas começam a discutir, se mobilizar, se posicionar e questionar. O cerne da proposta está na possibilidade de atingir um número maior de alunos e também facilitar o acesso às universidades públicas. Estamos falando em inclusão. Trabalhar com alunos que possuem todo o conhecimento é muito fácil. Por isso, muitos alunos que ingressam nas universidades públicas são oriundos de escolas privadas ou de cursinhos pré-vestibulares. O mais difícil é oferecer conhecimento àqueles que realmente não o tem. Esse deveria ser o papel de tais universidades. É claro que se pode entender que algumas delas, renomadas que são, tenham resistência à mudança, pois toda mudança desacomoda e nos confronta com o que estamos fazendo ao longo de anos. Quem pode afirmar que os vestibulares tradicionais avaliam realmente o conhecimento dos nossos egressos do ensino médio? Existem dados confiáveis sobre isso? O vestibular é um teste padronizado, cujas questões, em muitos casos, estão longe de avaliar a real capacidade do aluno de resolver problemas. E ainda vou mais longe, acaba pautando o ensino. Como professores, somos obrigados a trabalhar com conteúdos e informações específicas que caem nas Universidades X e Y. Treinamos alunos para resolver questões objetivas e não para desenvolver raciocínio lógico. Trabalhamos com informações, mas não fazemos nossos alunos produzirem conhecimento, o que é muito distinto. O novo Enem traz as duas coisas: a cobrança das informações, essencial, e uma nova formatação. Não se cobrará somente uma fórmula, mas o que esse aluno pode fazer com ela. Exemplo: um adolescente pode ler um mapa geográfico, perceber que ele é do Rio Grande do Sul, verificar onde estão os rios e os vales do Estado. Contudo, se colocarmos como problema que ele encontre o caminho mais curto entre cidades do norte e do sul, provavelmente ele não conseguirá resolver, pois terá dificuldades em aplicar a informação e transformá-la em conhecimento. O novo Enem não desmerece os profissionais que sempre se dedicaram à formulação de questões para os vestibulares. Muito pelo contrário: valoriza a profissão de professor que é a origem de todos eles, pois antes de serem formuladores de provas, eles são professores. Nosso país carece de alunos com mais consistência e conhecimento. Não é o vestibular que deve trazer essa concepção, mas as licenciaturas que formam nossos professores. Antes de pensar nos vestibulares, a academia precisa formar professores de qualidade. Se vestibular resolvesse essa questão, não teríamos avaliações tão baixas em exames internacionais. Portanto, viva o Enem, com sua nova concepção e com sua excelência.

*Reitora do Instituto Federal do Rio Grande do Sul



Unicamp aceitará Enem de quem zerar na redação  (Tribuna da Bahia – Educação – 16/07/09)

A Unicamp divulgou ontem que, diferentemente dos anos anteriores, mesmo candidatos que zerarem na redação do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) poderão usar o resultado da parte objetiva do exame na composição da nota da primeira fase. A Unicamp abriu mão da exigência porque o Ministério da Educação só divulgará a nota da redação em 8 de janeiro. Só que a lista dos convocados para a segunda fase sai em 16 de dezembro –até lá, só estarão disponíveis para as universidades as notas da parte objetiva. A nota do Enem só será considerada caso melhore a nota final no vestibular. Como o seu uso é opcional, os candidatos devem autorizar a utilização da nota no formulário de inscrição, que estará no endereço www.comvest.unicamp.br. A Vunesp e a Fuvest, responsáveis pelos vestibulares da Unesp e da USP, já desconsideravam a nota da redação. As duas instituições também só considerarão o Enem caso ele não diminua a nota final. Nas três universidades estaduais, o Enem pode contribuir com até 20% da nota da 1ª fase. Só será aceito o resultado do Enem 2009.