18/01/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp 2010: Provas de aptidão começam nesta segunda-feira  (UOL – Vestibular – 18/01/10)

As provas de aptidão do vestibular 2010 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) para os cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes visuais, dança e música iniciam nesta segunda-feira (18) e vão até quinta-feira (21), em Campinas. 709 candidatos foram aprovados para fazer os exames, que ocorrem conforme o calendário:



Provas de aptidão do vestibular da Unicamp começam nesta segunda-feira  (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/10/10)

As provas de aptidão do vestibular 2010 da Unicamp começam a ser aplicadas a partir desta segunda-feira (18) e vão até quinta-feira. Os exames são obrigatórios para candidatos aos cursos de arquitetura e urbanismo, artes cênicas, artes plásticas, dança e música. Os candidatos devem chegar com antecedência com a cédula de identidade e o material determinado nas páginas 17 – 22 do Manual do Candidato. Verifique com atenção os horários e locais de exames e compareça com antecedência mínima de 15 minutos.



Unicamp divulga respostas esperadas da 2ª fase  (O Estado de S.Paulo – Educação.Edu – 15/01/10)

A Comissão Permanente para Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulga as respostas esperadas pela banca corretora para a segunda fase do processo seletivo de 2010. A divulgação vai seguir a mesma ordem da aplicação das provas: português e biologia, hoje; química e história na segunda-feira (18); física e geografia na terça (19) e matemática e inglês na próxima quarta, dia 20.  As provas e as respostas esperadas podem ser acessadas no site da Comvest (https://www.comvest.unicamp.br/) ou neste link.



Unicamp divulga respostas esperadas para provas de português e biologia  (Folha Online – Educação – 15/01/10)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgou nesta sexta-feira as respostas esperadas pela universidade para as questões das provas de português e biologia da segunda fase do vestibular 2010. Os candidatos podem conferir as respostas no site da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), veja. Hoje, foram divulgadas as respostas de 12 questões da prova de língua portuguesa e literatura, e outras 12 questões do exame de ciências biológicas. Na segunda-feira (18), serão divulgadas as respostas esperadas para as provas de química e história; na terça-feira (19), de física e geografia; na quarta (20) serão divulgados os exames de matemática e inglês.

O ensino médio continua órfão?  (Folha de S.Paulo – Tendências/Debates – 18/01/10)

É INCRÍVEL, mas verdadeiro, o que se comenta sobre a educação média no Brasil. Cada novo gestor se sente atraído pela ideia de começar tudo de novo, como se ali houvesse uma grande plataforma de experimentação. O resultado é objetivo: há uma grande deserção no alunado desse ciclo, fato que se agrava pela natural necessidade de inserção dos jovens no mercado de trabalho. Operando no Centro de Integração Empresa-Escola, que tem mais de 45 anos de experiência na realização de estágios, sente-se como é fácil a estrutura oficial dos cursos de ensino médio, exceção feita para o que acontece nas escolas técnicas federais, que merecem todo o nosso respeito. O nosso sistema privilegia o ensino superior, hoje estagnado, mas é preciso repensar as prioridades nacionais em matéria de educação.  o caso, não se pode acusar o MEC de inércia. Propôs uma série de modificações substanciais para a implantação de um novo modelo de ensino médio. O sistema cansou de tentativas inúteis, como as que marcaram o período FHC. Nunca foi tão oportuna a lembrança do comentário do educador Anísio Teixeira: “No Brasil, o ensino médio é órfão”.  Hoje, as ideias são mais claras. Deseja-se uma espécie de ensino médio nacional -e, para isso, o governo criou a lei 11.892/08 e instituiu a portaria 971, de 9 de outubro de 2009. Nasceu a Rede Federal de Educação Profissional, Científica e Tecnológica, com os institutos federais de educação, ciência e tecnologia (são 38 deles, com 311 campi no país). Para o ensino médio integrado ao técnico ficaram 50% das vagas, nas licenciaturas, 20%, e para os cursos superiores de tecnologia ou bacharelados tecnológicos, 30%, disponibilizando especializações, mestrados e doutorados profissionais. A ascensão ao nível superior tornou-se, assim, mais natural. À primeira vista, o observador fica meio confuso, sem saber exatamente o que é ensino médio ou o que pertencerá ao terceiro grau, mas entendemos que se trata de uma questão de tempo para a adaptação devida. Há dois aspectos a considerar de imediato: em primeiro lugar, a autonomia estadual dos currículos, que é um dispositivo de lei; em segundo lugar, o que é mais complicado, como se fará a distribuição de recursos. O próprio ministro Fernando Haddad calculou que o modelo só funcionará bem com a média de investimento por aluno superior a R$ 2.000 (hoje, a média é de R$ 1,4 mil). Deseja-se mudar o modelo federativo, o que exigiria mexidas constitucionais, mas estariam os Estados dispostos a assumir mais esses encargos? O governo federal teria condições de suprir os Estados de acordo com as suas necessidades financeiras? É bonito pensar em regime de cooperação, mas isso não pode representar uma utopia inexequível. Seria mais um sonho frustrante. É admirável o intuito de quebrar a barreira entre o ensino geral e o ensino técnico para aproximá-los do mercado de trabalho. Mas isso requer tempo e recursos. De toda forma, fazer com que os institutos federais de educação tecnológica, centros de excelência profissionalizante, sejam o modelo a ser expandido é uma boa ideia, para ser adequadamente implementada. Sendo instituições de educação básica e profissional, pluricurriculares e multicampi, especializadas na oferta de educação profissional e tecnológica, nas diferentes modalidades de ensino, equiparadas por lei às 58 universidades federais, representam uma revolução na condução dos destinos da educação brasileira. Esse hipotético “ensino médio nacional” deverá se basear numa grande mudança curricular, para o que seria essencial que o MEC e os governos estaduais operassem em perfeita harmonia, sem a mesquinharia da interferência político-partidária. O modelo, que se encaixa no Plano Nacional de Educação, deve representar considerável expansão de matrículas (o que é muito necessário, hoje), além de tornar a educação média mais atraente e de qualidade para os jovens. Há 2 milhões deles fora do ciclo escolar, muitos talvez por absoluta desmotivação. O ensino médio ainda não encontrou o seu caminho.

ARNALDO NISKIER, 74, é doutor em educação, professor de história e filosofia da educação, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Ciee/RJ (Centro de Integração Empresa- Escola).