18/02/2013 / Em: Clipping

 


Matrícula presencial para USP, Unesp e Unicamp começa nesta segunda  (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/02/13)

Os candidatos aprovados nos vestibulares da Fuvest, Unesp e Unicamp devem fazer a matrícula presencial a partir desta segunda-feira (18). Na Universidade de Campinas (Unicamp), a matrícula será feita somente nesta segunda. Na Universidade Estadual Paulista (Unesp), na Universidade de São Paulo (USP) e na Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, ocorre na segunda e terça-feira (19).



62% apoiam cotas para alunos negros, pobres e da escola pública, diz Ibope  (O Estado de S.Paulo – Educação – 16/02/13)

Quase dois em cada três brasileiros são a favor de cotas em universidades públicas tanto para negros quanto para pobres como para alunos da escola pública. Pesquisa nacional do Ibope feita a pedido do Estado mostra que 62% da população apoia a implementação dos três tipos de cotas – mecanismos que facilitam o acesso desses segmentos sociais às vagas do ensino superior. Há variações significativas, porém. O grau de apoio muda de região para região, entre classes sociais, de acordo com a cor da pele do entrevistado e segundo o seu grau de escolaridade. Outra constatação importante da pesquisa é que há um apoio significativamente maior às cotas que levam em conta a renda (77%) e/ou a origem escolar (77%) dos pretendentes às vagas que às cotas baseadas só na cor autodeclarada do aluno (64%). Em contraposição aos 62% que apoiam todos os tipos de cotas, 16% dos brasileiros são contra qualquer uma delas, segundo o Ibope. Os restantes não souberam responder (5%) ou são a favor de um ou dois tipos de cotas, mas contra o terceiro: 12%, por exemplo, defendem cotas para alunos pobres e para alunos da rede pública, mas são contrários às cotas para alunos negros. A oposição às cotas para pobres, negros e alunos da rede pública tende a ser maior entre brancos, entre brasileiros das classes de consumo A e B, entre pessoas que cursaram faculdade e entre os moradores das capitais e das Regiões Norte e Centro-Oeste.

‘COR DA PELE NÃO FAZ SER MENOS POBRE’    (O Estado de S.Paulo – Educação – 18/02/13)

Caixa em uma padaria de Salvador (BA), Ademir Oliveira, de 34 anos, faz parte dos 77% da população brasileira que apoiam cotas para estudantes de baixa renda. “Pobre é pobre, independentemente da cor da pele, da raça ou da religião. Ninguém é mais ou menos pobre por ter a pele mais clara. Se o objetivo é dar condições para que os menos favorecidos tenham mais chance, então a reserva de vagas nas universidades tem de ser para todos.” Oliveira afirma que teria um presente diferente se na época em que prestou Biologia, após concluir o ensino médio, existisse a Lei de Cotas. Agora, espera que a irmã tenha sorte diferente.

Resultado não indica reflexão, dizem críticos  (O Estado de S.Paulo – Educação – 18/02/13)

Para críticos das cotas, os resultados da pesquisa Ibope não indicam uma reflexão objetiva sobre essa política afirmativa, mas surgem de uma reação ao tema da desigualdade. Segundo o sociólogo Demétrio Magnoli, o resultado do levantamento é uma mostra de que a imensa maioria dos brasileiros é contrária às desigualdades sociais e costuma ser favorável a qualquer política que pareça gerar uma redução desse problema. “Mas, com isso, aparece uma forma mágica de acesso que tende a ocultar o debate sobre o nível das escolas públicas.” Ele afirma que a estratégia interessa a políticos de todos os partidos, ao agradar ONGs e ser garantia de votos. “Uma aparente solução agrada grupos com muito peso eleitoral. E estar ao lado de grupos influentes dá melhores resultados políticos que defender interesses difusos, como a melhoria da educação.” Segundo Magnoli, ter a oposição da população a algum consenso político é impossível.

USP, Unesp e Unicamp debatem cotas  (O Estado de S.Paulo – Educação – 18/02/13)

As universidades estaduais de São Paulo – USP, Unicamp e Unesp – já encaminharam para as unidades de ensino o projeto de cotas desenhado entre reitores e o governo estadual. Mesmo sem um calendário claro de participação, a ideia é abrir o debate com os professores antes de o projeto chegar aos conselhos universitários, que baterão o martelo. Batizado de Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Público Paulista (Pimesp), o projeto propõe alcançar, em três anos, 50% das matrículas em cada curso de alunos da escola pública, sendo 35% pretos, pardos e indígenas. Parte das vagas seria preenchida por alunos que passariam por um college, semipresencial de dois anos. A proposta que começa a ser debatida nas unidades estipula metas graduais já a partir do próximo vestibular. E, para começar a valer em 2014, os conselhos universitários, instâncias máximas das instituições, precisam deliberar ainda no primeiro semestre. A reitoria da USP encaminhou um material para fundamentar o debate nas unidades em 28 de janeiro.

Docentes duvidam de espaço para discutir projeto do governo   (O Estado de S.Paulo – Educação – 18/02/13)

Os professores das universidades estaduais de São Paulo estão sob pressão. Apesar de as instituições sempre terem sido contrárias à ideia de cotas – abraçadas ao princípio do mérito e excelência – docentes têm dúvidas se há, de fato, espaço para uma discussão deste programa, o Pimesp. Vindo do governador, com o carimbo dos reitores, seria possível rejeitá-lo? Realizar os debates nas unidades é mais uma tentativa de reforçar a impressão que o programa não veio de cima, estratégia que não colou. “Mais uma vez o governador está usando a universidade de modo eleitoral, como fez com a USP Leste”, disse um professor de Medicina da universidade. Geraldo Alckmin (PSDB) foi criticado por tocar às pressas a nova unidade para servir de bandeira no pleito de 2006.

Ex-reitores discordam sobre programa de São Paulo    (O Estado de S.Paulo – Educação – 18/02/13)

Ex-reitor da USP, José Goldemberg é “frontalmente contrário” à adoção de cotas pelas universidades públicas paulistas. Ex-reitor da Unicamp, Carlos Vogt pensa diferente: diz que o Pimesp atende a “demandas socioétnicas”, sem deixar de lado o “mérito” na seleção dos estudantes. Os dois conversaram no estúdio da TV Estadão sobre o plano de inclusão apresentado pelo governador Geraldo Alckmin. O debate esquentou em alguns momentos, como quando Vogt insistiu no caráter temporário da adoção de cotas. “As universidades são permanentes, os governos vêm e vão”, rebateu Goldemberg, ao criticar a Lei de Cotas.