18/10/2010 / Em: Clipping

 


GUIA UNIVERSITÁRIO O que fazer para não errar? (Correio Popular – Cidades – 18/10/10

Estudar com afinco é a principal estratégia para um vestibulando. No entanto, há diversas variáveis no caminho de um estudante até a aprovação do vestibular. E mesmo com uma preparação adequada, muitos erros aparentemente simples podem comprometer horas e horas de estudo e dedicação. Alguns candidatos acabam se prejudicando na hora da prova por cometer erros banais, em que, na maioria das vezes, bastaria um pouco mais de atenção para garantir aquele tão precioso ponto adicional na hora da correção da prova. Um exemplo aparentemente improvável é que os vestibulandos, muitas vezes, não atendem aos requisitos de algumas questões porque não lêem os enunciados com atenção. E pode ser até doloroso para um estudante perceber que errou uma questão não por não saber a resposta, mas porque não leu direito o enunciado. “Não acredito que errei isso! É o que mais ouvimos dos alunos durante a correção das provas”, conta Roberto Accorsi, professor de cursos pré-vestibulares há 13 anos. De acordo com o coordenador-executivo do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Renato Pedroso, grande parte dos equívocos cometidos pelos candidatos que lutam por uma vaga na faculdade está relacionada ao não cumprimento do que foi solicitado na questão. “Os textos das questões têm informações importantes para a resposta. Por isso é preciso muita atenção, primeiro para atender ao que foi pedido e depois para perceber os elementos do texto que auxiliarão na solução do problema”, explica. Pedroso diz que a fórmula se aplica também para a redação, que tem grande valor na prova e pode decidir a aprovação do candidato. “A redação não é uma avaliação de conhecimento, e sim de escrita, leitura e interpretação de textos.” Mais uma vez, entender o que está sendo pedido é fundamental, já que o texto-auxiliar determina o formato que o aluno deverá obedecer quando estiver redigindo. E o professor ainda dá uma dica: “Neste ano poderão aparecer novos modelos. Assim, se o que foi pedido for um editorial, é preciso que o texto obedeça às exigências deste tipo específico de escrita”, afirma.  A estudante Paula Sauerbromn, de 17 anos, que prestará artes cênicas na Unicamp pela segunda vez este ano, confirma que a atenção ao que está sendo pedido pode fazer a diferença. No caso dela, a pressa fez com os requisitos não fossem completamente atendidos quando prestou o exame no ano passado. “Eu não calculei bem o tempo e só tinha vinte minutos para fazer o texto. Tive que me apressar e por isso não atendi completamente a proposta da redação.” Sua colega de cursinho, Bianca Helena de Paula, de 18 anos, que prestará midiologia completa: “É preciso saber distribuir o tempo e elencar as prioridades.” Para ela, que também prestou Unicamp no ano passado, a estratégia em 2010 vai ser diferente. “Vou começar pelos textos, que neste ano, serão três. Depois faço as questões.” E ainda sobre o tempo, o coordenador Renato Pedrosa faz um alerta. “É preciso não se atrasar no dia da prova. Parece irrelevante dizer, mas muita gente ainda chega depois que os portões já foram fechados.” Pedrosa aconselha, especialmente para os vestibulandos que são de outras cidades e não conhecem as dependências da universidade, que visitem o local um dia antes do vestibular e se programe para estar no local com uma hora de antecedência.

Dicas

·  Não insista em questões que não saiba a resposta. Vá para a pergunta seguinte e deixe para voltar ao tema no final da prova, se houver tempo
·  Lembre-se de que há muitos modelos de textos e que eles têm formatos específicos que precisam ser observados
·  Leia com atenção e repare em todos os detalhes do enunciado
·  Visite com antecedência o local onde será realizada a prova
·  Preste atenção aos materiais que podem ser usados na prova e nos documentos que deverão ser apresentados

EXEMPLOS DE QUESTÕES

O professor Roberto Accorsi separou alguns exemplos de questões que exigem ainda mais concentração dos vestibulandos.

(Vunesp) Um corpo de massa 1,0kg é lançado obliquamente, a partir do solo, sem girar. O valor da componente vertical da velocidade, no instante do lançamento, é 2,0m/s e o valor da componente horizontal é 3,0m/s. Supondo que o corpo esteja sujeito exclusivamente à ação da gravidade, determine sua energia cinética:
a) no instante do lançamento;
b) no ponto mais alto da trajetória.

Esta é uma questão clássica que exige raciocínio. O vestibulando desavisado pode achar que a velocidade vertical é igual à velocidade horizontal no ponto mais alto da trajetória, porém a velocidade horizontal é 3,0m/s, por isso a energia cinética não pode ser igual a 0.

(Fuvest) “A crise atingiu o mundo inteiro. O operário metalúrgico de Pittsburgo, o plantador de café brasileiro, o artesão de Paris e o banqueiro de Londres, todos foram atingidos”. (Paul Raynaud – La France A Sauvé L Europe, T. I. Flamarion ) O autor se refere à crise mundial de 1929, iniciada nos Estados Unidos,da qual resultou:
a) o abalo do liberalismo econômico e a tendência para a prática da intervenção do Estado na economia.
b) o aumento do número das sociedades acionárias e da especulação financeira.
c) a expansão do sistema de crédito e do financiamento ao consumidor.
d) a imediata valorização dos preços da produção industrial e fim da acumulação de estoques.
e) o crescimento acelerado das atividades de empresas industriais e comerciais, e o pleno emprego.

A questão pede os resultados da crise mundial de 1929, mas a maioria das respostas fala sobre as causas da crise. Se o vestibulando não estiver atento, pode marcar uma alternativa com as causas e não os resultados.
Resposta: B

(Uece) A desertificação é um processo que conduz à degradação irreversível dos solos, da biomassa e dos recursos renováveis, em geral. Sobre esse processo assinale a informação FALSA:
a) A desertificação, no Brasil, tem afetado principalmente áreas do semiárido nordestino
b) Apesar da expansão do processo no semiárido do Nordeste, não tem ocorrido desorganização dos sistemas produtivos do campo que motivam o êxodo rural.
c) A desertificação resulta da expansão de ambientes desérticos fora dos desertos.
d) O processo de desertificação implica o surgimento brusco, nos ecossistemas semiáridos e subúmidos, de processos erosivos que são próprios dos desertos.

A questão pede a afirmação falsa relativa ao processo de desertificação. Se não estiver atento, o vestibulando pode marcar a questão D, que trata das características das regiões já desertificadas e não das regiões em processo de desertificação. Mas a alternativa que pode ser assinalada é a B, pois os processos de desertificação tendem a agravar o êxodo rural, já que limita as áreas cultiváveis.

GUIA UNIVERSITÁRIO Para quem quer se sair bem no vestibular  (Correio Popular – Cidades – 17/10/10

COMO ESCOLHER A INSTITUIÇÃO

·  Para fazer a escolha correta é preciso que os alunos avaliem as instituições de ensino.
·  A instituição de ensino precisa respeitar às leis e regras do Ensino Superior no Brasil.
·  Verifique quem são os professores do curso. A experiência profissional do docente e postura ética. Se estiver trabalhando durante o curso, avalie o tempo que ele exigirá de leituras e estudos. Ao final, precisará de tempo para fazer o trabalho de conclusão.

NA HORA DA REDAÇÃO

REDAÇÃO GARANTE BOA PARTE DOS PONTOS NO VESTIBULAR
Estudante à beira do vestibular sente arrepios quando o assunto é redação. Sem ter a fórmula do sucesso os alunos buscam, quase que matematicamente, a precisão na estrutura do texto. Esse pode ser o erro.

BOAS IDEIAS E UMA REDAÇÃO SIMPLIFICADA
Procure desenvolver seus argumentos de uma maneira clara e coesa. Não é necessário nem recomendável que se dê mostras de erudição. Os avaliadores dos vestibulares apenas querem ver se você sabe argumentar. Suas idéias devem ser expostas de uma forma clara para que o avaliador entenda o que está escrito.

COERÊNCIA NO TEXTO
Os argumentos do seu texto devem obedecer a uma linha de raciocínio lógica. Desenvolva um determinado assunto até o fim e somente depois inicie outro. Caso contrário, o texto vai ficar confuso e difícil de ser compreendido.

FIQUE ATENTO AO TEMA
Atenha-se ao que foi pedido no enunciado da redação. Por mais bem escrito que seu texto for, se ele fugir do tema, a nota será zero!

BUSQUE INFORMAÇÕES
Procure ler jornais e revistas para aumentar sua visão de mundo. O vestibulando bem informado produz um texto mais rico e diversificado. Não dá para escrever sobre um assunto que você nem sabe do que se trata. Portanto leia bastante e esteja sempre por dentro das últimas notícias.

(Dicas fornecidas pelo site www.sejabixo.com.br)

Dicas para fazer uma boa prova

·  Cuca fresca é o melhor remédio
·  Evite estudar na véspera das provas
·  Estudar é preciso; morrer de estudar não
·  Quanto mais você se conhece, mais preparado estará para trilhar o seu caminho
·  O importante é não embarcar na profissão da moda
·  Respire suave e profundamente
·  Cuide do seu sono
·  Mantenha uma atitude mental positiva
·  Pense no seu desempenho, não no dos outros
·  Não embarque na guerra psicológica
·  Divida o seu tempo de estudo proporcionalmente entre as matérias
·  Tenha uma meta bem definida
·  Faça caminhadas
·  Pense positivamente
·  Relaxe, relaxe e relaxe mais
·  Lembre-se sempre dos professores que mais gostou
·  Encare as dificuldades como desafios e como oportunidades
·  Concentre-se no que você está fazendo
·  Tenha uma alimentação mais natural
·  Elimine todas as drogas
·  Sistematize o seu dia
·  Evite decoreba, estabeleça associações
·  Evite desconfortos
·  Tome um banho quente antes de dormir
·  Toda vez que a tensão bater na sua porta, procure aquele cantinho confortável e respire profundamente
·  Diga para você mesmo: confio em mim
·  Administre bem eventuais tensões

GUIA UNIVERSITÁRIO Uma lista de novos desafios (Correio Popular – Cidades – 17/10/10)

Depois de passado todo esforço para a aprovação no vestibular, os novos universitários, especialmente os que vão estudar em universidades fora da cidade onde moram, ainda têm pela frente uma lista de novos desafios. Onde morar? Qual a melhor opção: uma república ou pequeno apartamento? Nas redondezas da faculdade ou no centro da cidade? Nesta hora, a ajuda de um parente que more na cidade, um amigo, ou mesmo da própria instituição de ensino que vai frequentar, é valiosa. A estudante do segundo ano de jornalismo da Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas), Lígia Camargo Antoniazzi, de 19 anos, conta que a mudança de cidade foi uma verdadeira aventura. Ela é de Taubaté e veio para Campinas. “Como eu não conhecia nada em Campinas, nem mesmo o caminho de casa até a faculdade, um dia peguei o ônibus com sentido contrário ao meu destino e fui parar em Barão Geraldo. Levei três horas em um caminho que levaria no máximo uma hora de ônibus”, conta. Mesmo assim, para Lígia, a opção de sair da cada dos pais, serviu para seu amadurecimento e se tornou uma grande lição de vida. “Eu tive que começar a fazer tudo sozinha, aprender a andar de ônibus e até fazer movimentações bancárias. Antes, meus pais resolviam tudo por mim”, diz. Lígia optou por dividir um pequeno apartamento com uma amiga para baratear as despesas e poder estar mais próxima ao campus. Sua companheira, Thais Renata Inocêncio da Silva, de 19 anos, conta que dividir a casa entre duas pessoas é para elas, a melhor opção. “Muita gente diferente junto, como no caso de uma república, dificulta tudo. Inclusive a administração da casa e das personalidades. É mais fácil haver conflitos”, afirma Thais, que veio de São José dos Campos.

Apoio

Para facilitar a vida dos universitários de outras cidades, algumas instituições oferecem assistência para que o aluno consiga se instalar em Campinas. Na Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), por exemplo, o Serviço de Apoio ao Estudante (SAE), é o principal órgão de apoio e assistência ao aluno. Sua política de assistência estudantil presta auxílios referentes à moradia, alimentação, transportes, saúde, esporte, cultura e lazer, além de suportes como orientação nas áreas educacionais, jurídica e até mesmo sobre mercado de trabalho. Com a intermediação da faculdade, é possível até encontrar acomodações em casas de famílias vizinhas à instituição, como o caso do casal Ivani e João Carlos Siqueira que abriu sua residência para acolher estudantes. A casa ampla conta com espaços independentes, que garantem a privacidade da família e das garotas. “Só acomodamos meninas porque a convivência com elas é mais tranquila”, explica Ivani. Somados os cômodos onde mora o casal, a ampla casa tem nove dormitórios, cinco banheiros e duas cozinhas. “Os nossos filhos casaram e constituíram suas próprias famílias, por isso, a casa ficou grande só para nós. Como estamos próximos à Unicamp e sabíamos da necessidade dos estudantes, passamos a oferecer parte de nossa casa para os alunos. Tem sido uma experiência muito enriquecedora, pois temos sempre gente diferente aqui, de diversos lugares do Brasil e do mundo”, conta Ivani.

Estrangeiros

Na Unicamp, além de muitos alunos de outras cidades e Estados, há também, estudantes de todos os lugares do mundo: Argentina, Paraguai, Colômbia, Chile, Peru, Venezuela e Uruguai, na América do Sul; Estados Unidos, Canadá e México, na América do Norte; Espanha, França, Itália, Portugal, Alemanha, Dinamarca, República Checa, Noruega e Romênia, na Europa; Coreia do Sul, na Ásia; Israel, no Oriente Médio. A universidade tem convênios firmados com mais de 40 países, por isso, a presença de intercambistas é cada vez maior. Para auxílio desses estudantes, a faculdade disponibiliza informações sobre alimentação, transporte, documentação e, principalmente, moradia no posto da Coordenadoria de Relações Institucionais e Internacionais (Cori). “Todos os estudantes estrangeiros que já estiveram ou estão hoje estudando na universidade fazem parte dos programas de intercâmbio onde foram firmados acordo entre as suas instituições de origem e a Unicamp”, explica Thereza Barreto, assistente de Mobilidade Internacional do Cori.

SAIBA MAIS

A Unicamp mantém um banco de dados onde são cadastradas famílias que têm disponibilidade para oferecer alojamento para universitários estrangeiros. Mais informações podem ser adquiridas pelo e-mail: thereza@reitoria.unicamp.br

GUIA UNIVERSITÁRIO Muita leitura para ir bem no vestibular (Correio Popular – Cidades – 17/10/10

Se há um consenso de que o hábito da leitura é mais que recomendável entre as pessoas de uma forma geral, especialmente estudantes e vestibulandos devem manter os livros como parte essencial da rotina de estudos. Além de fonte de conhecimento sobre os mais variados assuntos, quem lê, adquire desenvoltura e habilidade para desenvolver seus próprios textos. E mesmo que os jovens já estejam acostumados com a era da internet, em que as informações são mais rápidas e sucintas, a própria web pode auxiliar quem deseja ter acesso a obras literárias clássicas, requisitadas em boa parte dos vestibulares. Alguns sites disponibilizam downloads gratuitos de livros, em que não há ilegalidade no compartilhamento dos arquivos. Na maioria dos casos, os direitos autorais de um autor expiram em alguns anos após a sua morte, quando suas obras tornam-se de domínio público. Assim, podem ser reproduzida livremente por qualquer pessoa. Segundo o professor colaborador voluntário da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Ezequiel Theodoro da Silva, é mais que importante que os vestibulandos se utilizem dessa ferramenta. “O Brasil é muito grande e os livros podem não chegar a todos os lugares. Basta um computador para que todos tenham acesso a obras importantes, de domínio público. Sem contar que é de graça, o estudante não precisa pagar nada para adquirir o livro.” Um dos mais confiáveis e recomendado pelo professor da Unicamp é o site Domínio Público, que propõe o compartilhamento de conhecimentos, colocando à disposição uma grande biblioteca virtual para promover o acesso às obras literárias, artísticas e científicas (na forma de textos, sons, imagens e vídeos), já em domínio público ou que tenham a sua divulgação devidamente autorizada. “A internet como um todo é um ambiente que quebra barreiras e amplia os horizontes de reflexão e conhecimento dos estudantes. Esse site é um bom exemplo de ferramenta, mas os vestibulandos devem se valer de outros mais, já que as possibilidades são muitas”, explica a professora Marta Fontenele, da Faculdade de Jaguariúna (FAJ). No entanto, como alerta Gabriela Vieira de Campos Meirelles, mestre em teoria literária pela Unicamp, e professora de leitura e produção de textos da Veris Faculdades, é preciso observar a procedência das informações pesquisadas. Em sites como o Domínio Público, em que há ligação com um órgão oficial, as informações são confiáveis, o que pode não acontecer com páginas pessoais, por exemplo. “Em blogs é muito comum haver alteração do conteúdo de um texto literário. Especialmente contos e poesias, por isso é preciso que os estudantes prestem atenção aos resultados de pesquisas realizadas na internet”, afirma Meirelles.

SAIBA MAIS

Obras literárias se tornam de domínio público quando por força de lei, os autores perdem os direitos patrimoniais sobre os trabalhos, de forma que não possam mais cobrar direitos autorais pelo uso. “É mais comum nos casos em que o autor já faleceu há alguns anos e não deixa herdeiros. Também pode acontecer quando já se passaram 70 anos da data da primeira publicação’, explica o advogado Aloisio Menegazzo, do escritório de advocacia Tozzini Freire. Para acessar os livros de domínio público na página ligada ao Ministério da Educação (MEC), basta entrar em http://www.dominiopublico.gov.br



Estatuto entra em vigor nesta semana  (Diário de Pernambuco – Brasil – 18/10/10)

As medidas não são exatamente aquelas sonhadas pelos militantes do movimento negro que ajudaram o senador Paulo Paim (PT-RS) a redigir o projeto de lei 10 anos atrás. Mas o que sobrou da proposta, depois das tesouradas sofridas em uma década de tramitação no Congresso Nacional, entrará em vigor nesta quarta-feira. Sonhado pelos grupos que combatem o racismo e atacado por quem considera mais preconceituoso ainda instituir políticas públicas de acordo com a cor da pele, o Estatuto da Igualdade Racial já começa a valer no Brasil suscitando discussões.  Os principais pontos criticados pelos próprios militantes em favor da igualdade racial no país concentram-se na ausência de temas considerados prioritários. “As cotas não poderiam ter ficado de fora, porque a sociedade não avança se não houver política afirmativa na área educacional. Retiraram também o dispositivo que previa a reserva de vagas nos meios de comunicação”, lamenta Nelson Inocêncio, professor da Universidade de Brasília (UnB). “Em toda negociação é preciso ter uma margem para ceder, mas o que houve foi uma mutilação do Estatuto”. Para o ministro Eloi Ferreira de Araújo, da Secretaria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial, o único prejuízo do estatuto está no atraso de 122 anos. “Se na época da abolição da escravatura os negros já tivessem uma proteção legal que garantisse a igualdade de direitos, o desenvolvimento social do país teria sido mais harmonioso”, afirma Araújo. Ele atribui à nova legislação o início de uma caminhada rumo a um Brasil mais justo.