18/11/2008 / Em: Clipping

 


Sistema de cotas raciais ainda não reverte desigualdades no ensino superior  (Agência Brasil – 17/11/08)

Das 55 universidades federais do país, 16 adotam hoje algum sistema de reserva de vagas para negros em seus processos seletivos. Apesar dos avanços nas políticas afirmativas para a inserção de pretos e pardos no ensino superior, a disparidade ainda é grande quando se compara o acesso dos brancos à mesma etapa de ensino. Em 2007, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), 3,9% da população de pretos e pardos com mais de 25 anos tinha ensino superior completo. Entre os brancos, o percentual é três vezes maior: 12,6%.  Na avaliação do secretario de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do Ministério da Educação (MEC), André Lázaro, os efeitos das políticas afirmativas só serão sentidos a longo prazo. Ele compara que em 1997 a relação entre brancos e negros que freqüentavam o ensino superior era de 5,6 e caiu para 2,6 em 2007. “Essa relação está melhorando, ainda que não na velocidade desejada. Ainda não responde às necessidades da população negra, mas a gente nota uma tendência de melhoria”, aponta. Este ano, a Universidade de Brasília (UnB), primeira instituição federal a implantar o sistema, formou sua primeira turma. Quatro anos depois, os estudantes negros acreditam que o diálogo sobre o tema dentro da universidade melhorou. Humberto Borges, 18 anos, aluno do primeiro semestre do curso de Letras, diz que nunca sofreu preconceito por ser cotista. “Os estudantes que entraram em 2004 sempre relatam que no início havia uma discriminação muito forte. Hoje eu vejo que existem muitas pessoas contrárias ao sistema, o debate é sempre polêmico, mas isso não muda a forma como a gente é tratado”, explica. Raquel Viana, 19 anos, também cotista e estudante de Biblioteconomia, acredita que a redução desse preconceito é fruto do bom desempenho dos cotistas. Estudos da UnB apontam que a nota dos alunos é igual ou superior ao dos estudantes que entraram na universidade pelo sistema tradicional. “No começo, dizia-se que o nível do ensino e a qualidade do que era produzido pela universidade cairia. Com a comparação das notas esse discurso foi quebrado. Somos cotistas e as nossas notas são iguais ou ainda melhores que as do restante dos alunos”, compara Raquel. O secretário Lázaro defende que um dos principais méritos desse sistema é não vitimar mais gerações. “Um dos méritos da ação afirmativa é não dizer a uma geração que ela aguarde enquanto o país melhora. A diferença da escolaridade média entre a população branca e a negra está estável há três gerações”, indica. Para reverter de fato as desigualdade, o secretário do MEC acredita que são necessárias ações mais fortes. Um passo seria a aprovação de um dos três projetos de lei que estabelecem a obrigatoriedade da reserva de vagas nas universidades públicas e  tramitam no Congresso Nacional. O mais antigo está na Câmara há nove anos. “O Brasil está sendo muito tímido no enfrentamento da desigualdade racial e eu acho que isso é uma expressão de uma sociedade racista que não consegue olhar a questão de frente. O Brasil não consegue aceitar o problema, e se ele não existe, como você vai ter solução?”, questiona. A estudante Luiana Maia, 19 anos, aluna cotista do curso de História da UnB, defende que um dos principais méritos dessa política é apresentar o problema à sociedade.  “As cotas são uma ação afirmativa e, por isso, temporárias, para que a gente possa inserir os negros na sociedade. Elas não resolvem todo o problema, mas são um primeiro passo. O sistema ajuda a ter mais conversas, mais discussões a respeito. Quando a gente coloca os motivos e a necessidade do sistema as pessoas conseguem entender melhor. Mais ainda, as cotas ajudam a entender essa sociedade em que a gente vive”, diz Luiana.



Unicamp surpreende com  prova sobre homens e animais  (Jornal de Piracicaba – Últimas Notícias – 17/11/08

Com a proposta de discutir a relação do homem com os animais, a prova da primeira fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada ontem em 24 cidades do País, recebeu elogios de professores de cursinho e do ensino médio. ?Foi uma prova de ótimo nível, mas fácil?, afirmou Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. ?A Unicamp está de parabéns pela criatividade.? O coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, também considera que a prova foi bem feita. Para Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli, não houve nenhuma questão polêmica.  O tema geral, o homem e os animais, surpreendeu os candidatos. A prova forneceu textos com informações sobre como os animais foram e podem ser usados para o progresso da humanidade, levantando questões como extinção e reprodução. Os temas foram associados a discussões políticas e às disciplinas básicas do currículo – matemática, física, química, biologia, história e geografia.  Segundo Leandro Tessler, coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), a surpresa é um dos fatores que permitem a disputa mais justa pelas 3.434 vagas. ?A gente tenta justamente colocar um elemento surpresa. Se o tema fosse aquecimento global, certamente metade dos candidatos já teria uma redação em mente, praticamente pronta?, afirmou.



Índice de abstenção foi de 5,53%  (Jornal de Jundiaí – Página Principal – 17/11/08)

Após meses de estudo, os candidatos que aguardavam a hora para fazer a prova da primeira fase do vestibular da Universidade de Campinas (Unicamp) não conseguiam disfarçar o nervosismo e a ansiedade, na tarde de ontem, no câmpus da Universidade Paulista (Unip), um dos locais onde o exame foi realizado em Jundiaí.
Considerado um dos mais concorridos vestibulares de instituição estadual pública, ao lado da Universidade de São Paulo (USP) e Universidade Estadual Paulista (Unesp), a Unicamp oferece 3.434 vagas em 66 cursos e dois cursos da Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.  Em Jundiaí, dos 1.609 candidatos que se inscreveram para a primeira fase do processo seletivo, 1.520 compareçam à Unip e ao Centro Universitário Padre Anchieta, segundo a organização do vestibular. O índice de abstenção ficou em 5,53%. No vestibular do ano passado foram 1.629 inscritos e o índice de abstenção ficou em 6,75%. O exame, com duração de quatro horas e meia, foi composto de 12 questões discursivas, além da redação.  Apesar de se considerar preparada, a estudante Sue Ellen Vanessa Pinheiro, de 22 anos, que disputa uma vaga no curso de Engenharia Química, assumiu que não conseguiu dormir direito, na noite anterior, e que sentia um ´friozinho na barriga´. Para se preparar, fez cursinho pré-vestibular durante o ano, mas largou os livros no sábado para ´desencanar´. “Estou confiante.” Já William Fernandes dos Santos, 20 anos, tenta pela segunda vez uma vaga no curso de Física. “Pagar uma instituição privada é complicado. Não dá. Então optei por me preparar novamente para o vestibular das instituições públicas”, avalia o jovem, que estudou até as 11 horas de ontem. “Nem sai de casa nesses últimos dias e, no dia da prova, só parei para almoçar.”    
Aparentando certa tranqüilidade, o jovem Vinicius Pedro Correia Zanoli, de 18 anos, era um dos concorrentes para uma das vagas do curso de Ciências Sociais. “Também não vou desanimar se não passar nesta prova porque ainda vou tentar USP e Unesp”, conta.   A coordenadora do vestibular da Unicamp no câmpus da Unip, Maria Angélica Castro Reis, afirmou que o processo seletivo ocorreu normalmente, sem o registro de ocorrências.  A segunda fase do vestibular da Unicamp será realizada entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2009. O resultado da primeira fase será divulgado dia 17 de dezembro.



Ausência na Unicamp é de 4,57%  (Jornal Agora – Dicas – 17/11/08)

DOS 49.322 INSCRITOS, 2.256 FALTARAM À PROVA; TEMA GERAL FOI “O HOMEM E OS ANIMAIS”

A prova da primeira fase da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), realizada ontem, registrou índice de abstenção de 4,57%. O número, contudo, ficou abaixo do registrado no ano passado, quando 5,95% dos candidatos faltaram ao exame. Dos 49.322 inscritos, 2.256 não compareceram. Entre as 24 cidades onde o exame foi aplicado, o Rio de Janeiro teve o maior índice de ausentes (16,13%), e Piracicaba o menor (2,47%). Na capital paulista, a abstenção foi de 4,31%; em Campinas, 5,72% dos candidatos faltaram. A prova da primeira fase da Unicamp, com uma redação e 12 questões dissertativas, é sempre temática. Neste ano, o tema geral foi “O Homem e os Animais”. Segundo Alberto Francisco do Nascimento, coordenador de vestibular do Anglo, a prova foi “simples, criativa e bem elaborada”. “As questões foram relativamente fáceis e, de forma geral, a prova foi menos complexa que a do ano passado.” A mesma impressão teve a coordenadora do Objetivo, Vera Lúcia da Costa Antunes. “Embora simples, a prova foi inteligente.” Segundo ela, o exame dava subsídios para que o candidato chegasse a uma boa resposta. “O aluno preparado passa tranqüilamente para a segunda fase. E a Unicamp é assim: a partir de um tema simples identifica o candidato realmente preparado.” Para Caroline Andrade, professora de redação do Cursinho da Poli, a proposta para a redação foi bastante interessante. “A redação convidou os estudantes a refletirem sobre a responsabilidade do homem em relação ao espaço em que vive. A proposta exigia uma postura crítica do candidato. A sociedade e a universidade não estão interessadas em pessoas alienadas.”



Vestibular – Argumentação conta mais que criatividade na redação  (Correio Popular – Cidades – 18/11/08)

Candidato deve evitar rasura, escrever de forma legível e obedecer norma culta

Ao contrário do que muita gente acredita, as provas de redação no vestibular não têm a função de selecionar textos que esbanjem criatividade e inovação. O que se espera de um vestibulando não é a habilidade de um escritor, mas de alguém que saiba ler os textos que embasam a proposta, consiga argumentar de forma coesa e coerente, além de demonstrar conhecimentos da norma culta da língua. “A criatividade não tem peso algum na prova do vestibular”, diz a professora de redação Liliane Negrão, do cursinho pré-vestibular Oficina do Estudante. De acordo com a professora, achar que na dissertação o estudante deve fazer o máximo de citações possíveis e demonstrar tudo o que ele leu durante a vida é outro mito. As referências a outros autores devem ser feitas sempre com muito cuidado. O que o aluno deve fazer, na verdade, é se embasar em tudo o que sabe para construir a sua argumentação. A estudante Caroline Vasconcelos, que pretende ingressar em química, sabe que a preparação para a redação é um acúmulo de informações que o estudante adquire com muitas leituras. “Desde o começo do ano, procurei ficar mais atenta aos jornais e às revistas. Estar atualizada faz diferença. Essa bagagem tem me ajudado a melhorar os textos”, diz ela. Os temas das redações, geralmente, partem do contexto da atualidade e raramente dizem respeito a um fato específico. Assim, a eleição de Barack Obama, nos Estados Unidos, dificilmente geraria um tema, mas a questão do racismo ou da esperança que as pessoas depositam nos governantes poderiam gerar propostas. Foi o que ocorreu, por exemplo, na prova da 1 fase da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada no domingo, que focou a relação entre os homens e os animais, em vez de simplesmente tratar de extinção de espécies ou destruição do meio ambiente.  Um passo importante para se dar bem na redação é identificar qual a sua habilidade: a narração ou a dissertação, já que na maioria dos vestibulares é possível fazer uma escolha. “Tenho um pouco de dificuldade na produção de narrativas. Acho que as dissertações são sempre mais fáceis, pois dá para usar muitas informações que estão na prova”, afirma a estudante Mércia Silveira, que tenta uma vaga em fonoaudiologia. O aluno também estar atento à organização do seu texto, como a delimitação de parágrafos, a letra legível e tomar cuidado com rasuras. “O ideal é fazer a leitura da coletânea e destacar as palavras-chave, para depois ficar mais fácil organizar a idéia”, completa Liliane.  A maioria dos vestibulares divulga, em forma de livros ou em seus sites, as melhores produções de texto do ano anterior. Nas dissertações, o gênero mais cobrado, os textos apontados como exemplos têm a estrutura seguida à risca: introdução no primeiro parágrafo, desenvolvimento em outros dois ou três e uma conclusão. O estilo é sempre simples, numa linguagem sem rodeios, com palavras do dia-a-dia e argumentos encadeados entre si. A Unicamp lançou na semana passada o livro com os melhores textos, que está disponível para compra no site www.editora.unicamp.br. No caso da Fundação para o Vestibular da Universidade de São Paulo (Fuvest), o principal processo seletivo do País, as redações podem ser consultadas gratuitamente no site www.fuvest.br (confira nesta página um dos textos mais bem avaliados na Fuvest 2008). (Colaborou Carolina Cunha/AAN)

Fuvest, PUC e Unifesp divulgam locais do exame

A Fuvest, a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e a Pontifícia Universidade Católica de Campinas (PUC-Campinas) divulgaram ontem o local onde vão aplicar suas provas. As informações estão disponíveis no portal Cosmo On Line (www.cosmo.com.br), da Rede Anhangüera de Comunicação (RAC), e também podem ser acessadas nos sites da Fuvest e das universidades. A primeira fase da seleção para quem tenta uma vaga na Universidade de São Paulo (USP) será no domingo. A prova da Unifesp será realizada nos dias 17, 18 e 19 de dezembro. Já a PUC-Campinas realiza seu processo seletivo nos próximos dias 28 e 29. Nas três instituições, o candidato precisa informar o número da inscrição para consultar o local onde vai prestar o vestibular. Mais informações podem ser obtidas nos sites www.fuvest.br, www.puc-campinas.edu.bre www.unifesp.br. (FO/AAN)

PONTO DE VISTA

Alexandre Feijó
Professor dos cursos de comunicação social da Esamc

Comunicação tem vários caminhos

A área de comunicação social, na verdade, é um grande guarda-chuva, que abrange uma série de profissões, das quais posso citar aqui o publicitário, o jornalista, o relações públicas e o designer. Todas elas buscam a comunicação com o público, na forma e no conteúdo, e todas elas são pautadas pelos detalhes, pelo preciosismo desses profissionais, que sabem o quão difícil é se comunicar, fazer com que o outro entenda o que se quer transmitir. A grande maioria das faculdades tenta ensinar técnicas para a comunicação; técnicas básicas para que eles possam usar como modelos, mas cada um desses profissionais, durante o curso que ele escolheu e durante sua carreira, desenvolve estilos próprios que os diferenciam. Aqui entra o papel da boa faculdade, desenvolver não só a parte técnica, mas também despertar outras competências em seus alunos para que todos possam se destacar na suas carreiras. São esses profissionais que as empresas buscam incessantemente. O mercado de trabalho para o formado em comunicação social é amplo, e não faltam oportunidades, pois algumas das competências que se exige desse profissional são a flexibilidade e o empreendedorismo para que ele possa se colocar em qualquer posição.

SAIBA MAIS

Confira um exemplo de redação bem avaliada na Fuvest:

Overdose de informações

A disseminação da internet, ocorrida no período de transição do século 20 para o 21, desencadeou um processo de democratização do acesso à informação. A princípio, todo e qualquer registro escrito na rede mundial de computadores pode ser lido por alguém que nela esteja conectado. Sem dúvida, isso contribui para garantir o direito à informação, mas até que ponto essa avalanche de idéias é benéfica? Na realidade, o excesso de informação disponível acaba muitas vezes por prejudicar o acesso à verdade. Quando se pesquisa a respeito de algo, ou se quer formar uma opinião acerca de determinado assunto, é sempre importante analisar pontos de vista diversos. É a partir dessa diversidade que é possível avaliar todos os aspectos do objeto da discussão, e assim chegar a uma conclusão mais balanceada que aquela partida de uma visão unilateral. Nesse sentido, no que toca à disponibilidade de diferentes análises, à disponibilidade de se obter instantaneamente ensaios contrários relativos a um mesmo tema, a internet é maravilhosa, pois oferece milhares de milhares de opiniões, emitidas por centenas de milhares de indivíduos ao redor do mundo.Contudo, o principal problema da era digital é que, dessas centenas de milhares de opiniões, apenas algumas centenas ou no máximo milhares podem ser realmente úteis. Primeiro, há a cópia de informações, hábito comum no mundo virtual, que faz com que os internautas se deparem repetidas vezes com as mesmas palavras, algumas vezes até fora de contexto. Em segundo lugar, mas com maior importância, está o fato de que pouquíssimas das inúmeras fontes existentes são confiáveis. A liberdade ilimitada de expressão tem como conseqüência primária a saturação das vias de comunicação mais acessíveis e abertas ao público. Na internet, pode ser encontrado um sem fim de informações supérfluas, vãs, mal redigidas, e até parcial ou completamente falsas. A vocação da rede para o entretenimento e a possibilidade de qualquer um escrever qualquer coisa faz valer a máxima: não se pode acredita em tudo que se lê. Assim, é preciso cuidado na utilização das facilidades do mundo digital. Se bem aproveitadas, as ferramentas como a pesquisa na internet podem se tornar grandes aliadas, seja na educação, no trabalho ou no enriquecimento cultural. Basta para isso analisar as informações de forma consciente, dando a devida importância tanto ao seu conteúdo quanto à sua origem. Em suma, para se servir da internet com propriedade e sabedoria, é necessário, como bem lembrou Stephen Kanitz na revista Veja, uma virtude: saber separar o joio do trigo.

Unicamp faz prova sem surpresas (Correio Popular – Cidades – 17/11/08)

Avaliação de professores e vestibulandos é de que exame da 1ª fase teve grau de média dificuldade

A prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizada ontem, foi considerada de nível médio e exigiu conhecimentos básicos dos estudantes, segundo avaliação de professores de cursinho de Campinas, do coordenador executivo do vestibular, Leandro Tessler, e até pelos alunos que fizeram a prova. Segundo maior vestibular do Brasil, perdendo apenas para o processo seletivo da Universidade de São Paulo (USP), o exame da Unicamp contou com 49.287 inscritos, que disputam uma das 3,4 mil vagas disponíveis. A prova, composta por 12 questões dissertativas interdisciplinares e de uma redação baseada no tema proposto, que neste ano foi O homem e os animais. Na opinião de Tessler, o teste foi relativamente tranqüilo. “Nós seguimos, como em todos os anos, os padrões da Unicamp”, explica, argumentando que as provas são sempre aquelas que convidam o candidato a pensar. “Dentro de um tema que é desenvolvido em toda a prova o aluno responde a questões com dados de situações reais”, diz. Ele conta que não houve nenhuma novidade em termos numéricos no processo seletivo deste ano. O número de inscrições ficou dentro do que era esperado. Um pouco abaixo do registrado no ano passado, quando 49.480 candidatos se inscreveram. “Também não há uma explicação para isso, já que a diferença é muito pequena. Em alguns anos é um pouco maior, em outros é um pouco menor”, afirma. Segundo dados divulgados pela organização do processo seletivo, neste ano a porcentagem de abstenções também não saiu da variação historicamente registrada, apesar de ficar menor que no ano passado. Nesta fase do vestibular, 4,57% dos inscritos não compareceram para a prova. No processo do ano passado o índice foi de 5,95%. “Esse número é completamente dentro do esperado. Todos os anos há uma variação para cima ou para baixo, mas nada que preocupe a organização”, afirma. A estudante de Administração, Roberta Sellera, de 20 anos, prestou o vestibular pela segunda vez na Unicamp. “Resolvi prestar o exame para ver se consigo entrar na Unicamp, pois aqui não vou precisar pagar o curso e também porque para o currículo é bem melhor”, diz. Com relação ao grau de dificuldade da prova, ela acha que foi fácil. “Mas não tem como saber ao certo se vou para a segunda fase”, pondera. Para o candidato a uma vaga no curso de física, Alexandre Vasconcelos, de 18 anos, que fez uma prova de vestibular pela primeira vez, a situação não foi diferente. “Eu estudei a prova do ano passado e este ano achei bem mais fácil”, conta. Somente a vestibulanda Juma Scaratto, de 16 anos, afirma que a prova foi complicada. “Não foi tão fácil assim. Achei bem complicada. Não sei se é porque estudei em escola pública e muitas coisas em nunca tinha visto”, afirma. Para ela, as chances de ir para a próxima fase são pequenas. “Não faço a menor idéia se vou passar. Mas a gente tem que confiar sempre.”

Avaliações

Para os professores da Oficina do Estudante, que analisaram as questões, a prova não apresentou um grau de dificuldade muito alto. A Equipe de História analisou que as questões relacionadas à matéria abordaram temas tradicionais dos vestibulares, mantendo o mesmo nível de dificuldade dos anos anteriores. “A primeira questão sobre Revolução Francesa, muito bem elaborada, e a segunda sobre as relações entre Brasil e Estados Unidos no contexto da 2ª Guerra Mundial. Ambas trazem texto de apoio, através dos quais o aluno já respondeu facilmente a alternativa A de cada questão. A alternativa B cobrou do aluno conhecimento básico a respeito destes mesmos temas, muito trabalhados em sala de aula pelos professores”, sinalizam. As questões relacionadas à física também não levaram os vestibulandos à loucura. Segundo a equipe de professores do Núcleo de Física da Oficina do Estudante, as questões estavam contextualizadas com o tema central da prova e exigiram do candidato a interpretação de gráficos e esquemas, além do uso de conceitos básicos de mecânica (energia, potência e equilíbrio). “Embora seja citado Campo Magnético, não foi necessário nenhum conhecimento específico. Uma prova sem surpresas que privilegiou o candidato bem preparado”, avalia.
Se as questões de física não assustaram, as de química ficaram dentro do que se exige de um estudante para a prova da primeira fase da Unicamp. Na opinião dos professores do Núcleo de Química da Oficina do Estudante, a prova da matéria no vestibular 2009 da universidade exigiu conhecimentos básicos de equilíbrios químicos e de reações inorgânicas. “Nas duas questões, o equilíbrio deveria ser escrito pelo candidato, e, na segunda questão, a reação é fornecida por uma leitura do enunciado. A diferença das duas questões estava no item B, com um grau de dificuldade levemente superior. A primeira questão exigia um conhecimento de teoria atômico-molecular e de concentração de soluções, enquanto a segunda exigia conhecimento de reações de oxidorredução. Foi uma prova dentro do esperado para uma primeira fase da Unicamp”, comentam. A prova de biologia foi considerada a de mais fácil resolução, exigindo um mínimo de conhecimento. Para os professores da Oficina do Estudante, a questão 7 enfatizou a evolução biológica, especificamente o neodarwinismo no item A e as mutações em células germinativas no item B, cobrando do estudante a ligação das mutações em células germinativas com os seus descendentes. A questão 8 utilizou um texto de cunho ecológico. No item A, cobrou conhecimentos básicos de ecologia, estando parte da resposta no próprio texto. O item B explorou os vertebrados, especificamente as diferenças básicas entre anfíbios e répteis no quesito reprodução. Para o Núcleo de Professores de Matemática, as questões não surpreenderam. “Como sempre, a Unicamp privilegia bons leitores. O enunciado das questões pedia para que o candidato interpretasse e elaborasse gráficos simples e estivesse familiarizado com equacionamentos, proporcionalidade direta e cálculo de volumes. Em resumo, o usual: conhecimentos de Ensino Fundamental.” Os professores de Geografia da Oficina de Estudante destacaram que as questões relacionadas à matéria se apresentaram de forma bem elaborada, trabalhando conceitos tradicionais de geografia, como fatores naturais e econômicos, além da cartografia, que, por muito tempo, não era trabalhada nas provas. Na avaliação dos professores de Língua Portuguesa, a prova de Redação apresentou como tema geral as relações entre o homem e os animais, e a responsabilidade que ele tem nesta questão. “Como coletânea de textos, a Unicamp ofereceu uma quantidade menor de trechos que nos anos anteriores: cinco fragmentos de textos e uma imagem. No entanto, a extensão destes textos mostrou-se, em média, maior que nas provas passadas, exigindo do candidato uma leitura mais atenta.” De um modo geral, os professores coordenadores da Oficina do Estudante, acham que a Unicamp manteve seu padrão de exame de primeira fase, que foi estabelecido com a elaboração de uma prova temática. A maioria absoluta das questões apresentou textos introdutórios, com informações importantes para que o candidato elaborasse a resposta de ao menos um dos itens de cada questão. Com isso, a banca favorece, mais uma vez, os candidatos que têm boa capacidade de leitura e interpretação.

OS NÚMEROS

68
CURSOS

De graduação são oferecidos, sendo 66 na Unicamp e dois na Famerp

Na véspera, evento oferece dicas úteis

A Oficina do Estudante, cursinho pré-vestibular de Campinas, promoveu no sábado, véspera do vestibular, o 7º Oficinão. O evento deu as últimas dicas para os alunos que iriam participar da primeira fase do vestibular da Unicamp. A aula, que teve início às 9h e foi encerrada por volta das 13h, ocorreu no Teatro TIM, localizado no Parque D. Pedro Shopping, e foi aberta a alunos de outras instituições. O Oficinão teve o objetivo de repassar informações relevantes e técnicas para ajudar na hora da prova, como também proporcionar aos alunos momentos de descontração no dia que antecede o vestibular. Foram dadas dicas que envolvem questões de história, geografia, biologia, química, física e matemática, além de redação. Cada disciplina contou com a participação de dois professores que falaram por cerca de 30 minutos. Eles abordaram a melhor maneira de solucionar as questões e os principais conceitos cobrados na prova, que é temática e interdisciplinar. (AAN)

Congestionamento aumenta estresse de atrasados

Fila de veículos na Rodovia D. Pedro I obrigou muitos candidatos a seguirem a pé para o local de exame na universidade

Edson Rópule, de 20 anos, foi o último candidato a subir as escadas do Ciclo Básico da Unicamp antes do fechamento do acesso, às 13h45, para a prova da 1ª fase do vestibular. Por muito pouco ele não perdeu a chance de tentar uma vaga em estatística em função do congestionamento próximo à Rodovia D. Pedro I (SP-65), onde muitos desceram do carro e seguiram a pé, por volta de 13h. A candidata Monalice Vasconcelos Duarte, de 24 anos, não teve a mesma sorte e chegou três minutos depois de fechada a entrada. Mas não foi o trânsito que a fez atrasar. “Foi displicência”, disse conformada. Monalice tentaria uma vaga em fonoaudiologia, mas adiou seus planos para o ano que vem. Segundo ela, só não estava mais chateada porque também pretende prestar vestibular na Bahia, onde nasceu. A estudante e vendedora mora há cinco anos em Barão Geraldo, mesmo distrito do local da prova, e diz que não teve nenhum imprevisto. “Saí ontem (sábado) à noite, mas acordei tranqüila, fui ao mercado, tomei banho, e por falta de atenção perdi a hora”, confessa. “Estou quase chorando, mas a culpa foi minha”, disse Monalice, que fez cursinho comunitário no segundo semestre para tentar a vaga na universidade. Preocupada com a possibilidade de enfrentar trânsito, a candidata Késia Cavalcanti Siqueira, de 18 anos, chegou mais de uma hora antes do horário de entrada. Ela tenta uma vaga em economia pela segunda vez. Este ano, fez o cursinho pré-vestibular que ela considera mais forte e acha que está mais preparada. “Fiz minha parte. Estudei bastante”, considera. Entre os 49.287 candidatos que tentam uma das 3,4 mil vagas da Unicamp, a maioria preferiu chegar com pelo menos uma hora de antecedência, como Olavo Cunha Kalunga, de 52 anos, e seu filho Oton Rúbio Cunha, de 23 anos. O pai já cursa pedagogia e agora quer tentar uma vaga em sociologia. Conhecido em Barão Geraldo por ficar atrás do balcão do Kalunga Lanches, o empresário diz que pretende ter uma atividade onde possa “interagir com as pessoas” durante sua aposentadoria. “Além de colher conhecimento.” O filho cursa 4º ano de estatística e agora quer fazer ciência da terra, porque não está satisfeito com sua atual graduação. “É legal ter o pai como parceiro”, disse o filho, que apesar de já ser aluno da Unicamp fez cursinho preparatório para o vestibular. Os dois chegaram mais cedo porque pretendiam encontrar os conhecidos antes da prova. Apesar de ser sua quarta tentativa, o estudante Ivan Franco, de 23 anos, não desistiu de tentar uma vaga em midialogia, com segunda opção em filosofia. Ele chegou mais de uma hora antes do fechamento do acesso à prova. Disse que este ano estudou sério. O colega Alan Siimas, de 23 anos, vai tentar letras e disse que fica mais calmo quando chega com muita antecedência.



Começa a corrida  (Diário do Povo – Cidade – 17/11/08)

Vestibular da Unicamp Prova da primeira fase ofereceu pouca dificuldade, segundo opinião de professores e candidatos

A prova da primeira fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), realizada ontem, foi considerada fácil e exigiu conhecimentos básicos dos candidatos, segundo avaliação de professores de cursinho de Campinas, pelo coordenador executivo do vestibular da Universidade, Leandro Tessler, e até pelos alunos que fizeram a prova. Segundo maior vestibular do Brasil, perdendo apenas para o processo da Universidade de São Paulo (USP), o vestibular da Unicamp contou com 49.287 inscritos, que disputam uma das 3,4 mil vagas disponíveis em 68 cursos. O exame foi composto por 12 questões dissertativas interdisciplinares e de uma redação baseada no tema proposto, que neste ano foi: “O homem e os animais”. Na opinião de Tessler, a prova foi relativamente tranqüila. “Nós seguimos, como em todos os anos, os padrões da Unicamp”, explicou, argumentando que as provas são sempre aquelas que convidam o candidato a pensar. “Dentro de um tema que é desenvolvido em toda a prova, o aluno responde as questões com dados de situações reais”, explicou. O coordenador do vestibular da Unicamp contou ainda que não houve nenhuma novidade em termos numéricos no processo seletivo desse ano. O número de inscrições também ficou dentro do que era esperado. Um pouco abaixo do registrado no ano passado, quando 49.480 candidatos foram inscritos. “Também não há uma explicação para isso, já que a diferença é muito pequena. Em alguns anos é um pouco maior, em outros é um pouco menor.” Segundo dados divulgados pela organização do processo seletivo, neste ano a porcentagem de abstenções também não saiu da variação historicamente registrada, apesar de ficar menor do que no ano passado. Nesta fase do vestibular, 4,57% dos inscritos não compareceram para a prova. No processo do ano passado, o índice foi de 5,95%. “Esse número está completamente dentro do esperado. Todos os anos há uma variação para cima ou para baixo, mas nada que preocupe a organização”, afirmou Tessler. Para os estudantes que participaram da primeira fase do vestibular da Unicamp, não houve grandes surpresas na elaboração da prova, considerada de nível fácil pela maioria.

CURRÍCULO. A estudante de Administração, Roberta Sellera, de 20 anos, prestou o vestibular pela segunda vez na Unicamp. “Resolvi prestar o exame para ver se consigo entrar na Unicamp, pois aqui não vou precisar pagar o curso e também porque para o currículo é bem melhor”, disse. Com relação ao grau de dificuldade da prova, ela considerou fácil. “Achei tranqüila”, comentou. Para Alexandre Vasconcelos, de 18 anos, que estava fazendo a prova pela primeira vez, a situação não foi diferente. “Estudei a prova do ano passado e achei essa bem mais fácil”, afirmou.

NÚMERO

24 Cidades do Brasil contaram com pontos de prova do vestibular 2009 da Unicamp

Oficina do Estudante dá dicas de forma divertida

A Oficina do Estudante, cursinho pré-vestibular de Campinas, promoveu anteontem, o 7º Oficinão. O evento deu as últimas dicas para os alunos que iriam participar da primeira fase do Vestibular Unicamp 2009, ocorrida ontem. A aula, que teve início às 9h e foi encerrada por volta das 13h, ocorreu no Teatro TIM, localizado no Parque Dom Pedro Shopping e foi aberta a alunos de outras instituições também. O Oficinão teve o objetivo de repassar informações relevantes e técnicas que ajudariam na hora da prova, como também proporcionar aos alunos momentos de descontração no dia que antecedia o vestibular. Foram dadas dicas que envolviam questões de História, Geografia, Biologia, Química, Física e Matemática, além de Redação. Cada disciplina contou com a participação de dois professores que falaram por cerca de 30 minutos. Eles abordaram a melhor maneira de solucionar as questões e os principais conceitos cobrados na prova, que sempre costuma ser temática e interdisciplinar. O estudante Benito Trento, de 23 anos, que iria prestar a prova com a intenção de cursar Biologia, contou que esta última recapitulada no conteúdo foi essencial. “É bom revisar os pontos mais importantes na véspera do vestibular, já que a carga de informações é muito grande. Como este é o segundo ano que tento ingressar na universidade, toda ajuda é bem-vinda”, disse. Para Juliana Antônio, de 21 anos, que também pretende cursar Biologia, os momentos mais importantes do Oficinão foram aqueles que os professores interromperam a aula para brincar com os estudantes. “Aliviar a tensão neste momento talvez seja mais importante que o próprio conteúdo que foi passado”, comentou.



Unicamp surpreende com prova sobre homem e animais  (BOL – Educação – 17/11/08)

Com a proposta de discutir a relação do homem com os animais, a prova da primeira fase do vestibular 2009 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), aplicada ontem em 24 cidades do País, recebeu elogios de professores de cursinho e do ensino médio.
“Foi uma prova de ótimo nível, mas fácil”, afirmou Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. “A Unicamp está de parabéns pela criatividade.” O coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, também considera que a prova foi bem feita. Para Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli, não houve nenhuma questão polêmica.O tema geral, o homem e os animais, surpreendeu os candidatos. A prova forneceu textos com informações sobre como os animais foram e podem ser usados para o progresso da humanidade, levantando questões como extinção e reprodução. Os temas foram associados a discussões políticas e às disciplinas básicas do currículo – matemática, física, química, biologia, história e geografia. Segundo Leandro Tessler, coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), a surpresa é um dos fatores que permitem a disputa mais justa pelas 3.434 vagas. “A gente tenta justamente colocar um elemento surpresa. Se o tema fosse aquecimento global, certamente metade dos candidatos já teria uma redação em mente, praticamente pronta”, afirmou.



Prova da Unicamp foi simples e inteligente, dizem professores (Folha de S.Paulo – Fovest – 18/11/08)

Realizada no domingo por 47.066 vestibulandos, a prova da primeira fase da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi simples e inteligente, de acordo com professores de cursinhos ouvidos pela Folha.  Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do colégio e do cursinho Objetivo, considera que o tema do exame, “O Homem e os Animais”, foi mais fácil que o do ano passado -“Saúde”.  Os professores concordam que o vestibular seguiu o padrão dos últimos anos. “É uma prova muito bem-feita e sem surpresas ou pegadinhas para confundir os candidatos”, avalia Edmilson Motta, coordenador do cursinho Etapa. Alberto Francisco do Nascimento, coordenador do Anglo, também achou as questões “criativas e muito bem elaboradas”.  A taxa de abstenção foi menor que a da edição anterior -4,57% contra 5,95% no ano passado. O resultado deve sair no dia 17 de dezembro. A segunda fase do vestibular será entre os dias 11 e 14 de janeiro.

Redações exemplares

A Unicamp lançou um livro com as 30 melhores redações do vestibular do ano passado. A obra pode ser comprada pelo site www.editora.unicamp.br.

Professores elogiam prova da Unicamp   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 17/11/08)

Primeira fase do vestibular teve como tema “o homem e os animais”; taxa de abstenção caiu em relação ao ano passado

O resultado dos selecionados para a 2ª fase do vestibular da Unicamp deve ser divulgado no dia 17 de dezembro

A prova da primeira fase da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi aplicada ontem e, de acordo com professores ouvidos pela Folha, foi simples e não apresentou nenhum problema. Pouco mais de 47 mil vestibulandos fizeram o exame. A taxa de abstenção foi de 4,57% -2.256 inscritos não compareceram. O índice foi menor que o do ano passado- 5,95%. Só na região da Grande São Paulo, 612 vestibulandos faltaram. Constituída de uma redação com três propostas e 12 questões dissertativas -duas para cada uma das seguintes disciplinas: matemática, física, química, geografia, história e biologia-, a prova teve como tema “O Homem e os Animais”. “Foi uma prova de ótimo nível”, disse Vera Lúcia da Costa Antunes, coordenadora do colégio e do cursinho Objetivo. Segundo ela, a prova foi mais fácil que a do ano passado, cujo tema foi “Saúde”. “Animal é um assunto mais tranqüilo, porque está mais presente no cotidiano do vestibulando.” Para Edmilson Motta, coordenador do cursinho Etapa, o exame seguiu a sua tradição. “Há alguns anos a prova não surpreende os candidatos.”
“Foi um vestibular ótimo para atingir o que ele se propõe, que é, como diz o próprio manual, selecionar pessoas que saibam organizar as idéias, demonstrar capacidade para interpretar dados e fatos, entre outros pontos”, disse o coordenador do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento. Nascimento considerou as questões “criativas e muito bem-elaboradas”. A frase do coordenador de geografia do Etapa, Omar Fadil, resume bem o que professores de diferentes disciplinas disseram: “Foi uma prova simples e inteligente, mas que não favorecia o pára-quedista [candidato que não se preparou]”.

Redação
A redação pedia um texto sobre o uso de cobaias -o candidato podia optar entre dissertação, narração ou carta. “O tema foi muito bom, porque exigiu do candidato uma postura crítica em relação ao meio ambiente”, diz Caroline Andrade, professora do cursinho da Poli. Célia Passoni, coordenadora de português do Etapa, também aponta a intimidade do candidato com o tema. “De certa maneira, todo mundo tem opinião sobre o uso de animais”, afirma. “Seja o candidato contra ou a favor [ao uso de cobaias], ele tem uma opinião.” Guilherme Augusto Fabozzi, 18, foi um dos candidatos às 3.434 vagas oferecidas pelo vestibular. “Achei a prova simples, não teve nenhum cálculo difícil”, disse ele. Opinião semelhante tem Rejane Funes, 18. “Achei a prova de nível médio para fácil, e consegui controlar o tempo bem.” O resultado dos selecionados para a segunda fase deve sair no dia 17 de dezembro.



Unicamp surpreende com prova sobre homem e animais  (Diário do Grande ABC – Geral – 17/11/08)

Com a proposta de discutir a relação do homem com os animais, a prova da primeira fase do vestibular 2009 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), aplicada domingo em 24 cidades do País, recebeu elogios de professores de cursinho e do ensino médio. “Foi uma prova de ótimo nível, mas fácil”, afirmou Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. “A Unicamp está de parabéns pela criatividade”, acrescentou. O coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, também considera que a prova foi bem feita. Para Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli, não houve nenhuma questão polêmica. O tema geral, o homem e os animais, surpreendeu os candidatos. A prova forneceu textos com informações sobre como os animais foram e podem ser usados para o progresso da humanidade, levantando questões como extinção e reprodução. Os temas foram associados a discussões políticas e às disciplinas básicas do currículo – matemática, física, química, biologia, história e geografia. Segundo Leandro Tessler, coordenador executivo da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares), a surpresa é um dos fatores que permitem a disputa mais justa pelas 3.434 vagas. “A gente tenta justamente colocar um elemento surpresa. Se o tema fosse aquecimento global, certamente metade dos candidatos já teria uma redação em mente, praticamente pronta”, afirmou.



Unicamp surpreende com prova sobre homem e animais  (Jornal Cruzeiro do Sul – Educação – 17/11/08)

Com a proposta de discutir a relação do homem com os animais, a prova da primeira fase do vestibular 2009 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), aplicada ontem em 24 cidades do País, recebeu elogios de professores de cursinho e do ensino médio. “Foi uma prova de ótimo nível, mas fácil”, afirmou Vera Lúcia Antunes, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. “A Unicamp está de parabéns pela criatividade.” O coordenador de vestibular do Anglo, Alberto Francisco do Nascimento, também considera que a prova foi bem feita. Para Fernando Rodrigues, professor de história do Cursinho da Poli, não houve nenhuma questão polêmica. O tema geral, o homem e os animais, surpreendeu os candidatos. A prova forneceu textos com informações sobre como os animais foram e podem ser usados para o progresso da humanidade, levantando questões como extinção e reprodução. Os temas foram associados a discussões políticas e às disciplinas básicas do currículo – matemática, física, química, biologia, história e geografia. Segundo Leandro Tessler, coordenador executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), a surpresa é um dos fatores que permitem a disputa mais justa pelas 3.434 vagas. “A gente tenta justamente colocar um elemento surpresa. Se o tema fosse aquecimento global, certamente metade dos candidatos já teria uma redação em mente, praticamente pronta”, afirmou. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.



Unicamp registra abstenção menor na 1.ª fase em Limeira   (Gazeta de Limeira – Geral – 18/11/08)

Dos 1.666 candidatos inscritos para prestar o vestibular nacional da Unicamp 2009 em Limeira, 1.585 compareceram ao câmpus 1 da universidade neste domingo, quando foram aplicadas as provas da primeira fase. A lista dos aprovados será conhecida em 17 de dezembro. Com os 81 postulantes que deixaram de comparecer, o índice de abstenção registrado na cidade foi de 4,86%. O indicador é menor que o apontado em 2007, quando 97 dos 1.427 concorrentes inscritos em Limeira não participaram, provocando índice de abstenção de 6,80%. No quadro geral, o índice de abstenção na primeira fase do vestibular cai. Dos 49.322 inscritos, só 2.256 (4,57%) deixaram de comparecer no exame, que foi aplicado em 24 cidades brasileiras. No ano passado, a abstenção registrada foi de 5,95%. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) disponibilizou a prova e os índices de abstenção por cidade em sua página na internet (www.comvest.unicamp.br).
A prova teve como tema geral “O homem e os animais”, sendo as propostas para a redação e as doze questões gerais formuladas a partir desta temática. Em nota da Comvest, o coordenador e professor Leandro Tessler afirmou que a mudança no formato da prova, cujas respostas passaram a ser feitas no próprio Caderno de Questões, deu agilidade aos candidatos. Os candidatos tiveram quatro horas para fazer a redação e responder as questões de natureza discursiva das disciplinas do núcleo comum do ensino médio, ambas totalizando 48 pontos cada. Segundo a Comvest, são eliminados do vestibular aqueles que tirarem nota zero em qualquer um dos dois componentes. Os candidatos serão classificados por decrescente da nota obtida nas questões gerais.  Os mais bem classificados, até oito vezes o número de vagas em cada curso, terão a redação corrigida. Se os próximos da lista tiraram nota maior ou igual a 24 pontos nas questões gerais, também terão correção da redação, até que seja atingido o limite de doze vezes o número de vagas. Quem não teve a redação corrigida fica eliminado do vestibular. No mesmo dia de divulgação da 1ª fase (17/12), serão conhecidos os locais de prova da segunda fase, prevista para acontecer entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2009.