19/04/2018 / Em: Clipping

 

Universidades registram aumento da presença indígena; veja relatos (G1 – Terra da Gente – 19/04/2018)

Estudantes de várias etnias buscam conhecimento para defender suas comunidades de origem

 

Muitos indígenas têm procurado os bancos das universidades para se especializar e ter nas mãos um conhecimento que pode ser utilizado a favor das suas comunidades de origem. Os diplomas, assim, se transformam em importantes ferramentas para resistir e existir. Em Campinas, a terceira cidade do estado com maior número de indígenas – são 1.043 pessoas, de acordo com o Censo 2010 do IBGE – a procura de indígenas pela universidade vem aumentando. No vestibular da Unicamp de 2017, por exemplo, foram 153 inscritos. Esse ano, o número pulou para 189. Para 2019 está sendo trabalhada em parceria com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) a realização de um processo voltado especificamente para essa parcela da população. As inscrições começam em agosto. A PUC-Campinas, por sua vez, conta atualmente com 17 alunos declarados indígenas, matriculados em cursos como direito, ciências biológicas, engenharia civil e sistemas de informação. “Se eu estou aqui é porque tem um propósito. Vou poder defender o meu povo com propriedade e conhecimento, além de representá-lo”, afirma a artesã e estudante de direito Liliane Cruz, nome social da kaingang Jaxuka Mirim, nascida na reserva de Nonoai (RS), que mora em Campinas. “O que muitas pessoas pensam é que o indígena está lutando para ter um espaço, mas ele já tem. Eu sou prova disso.” “A gente fala de um empoderamento da identidade indígena para mostrarmos à sociedade que aquela imagem de que não participávamos do cenário nacional, do mercado de trabalho e do estudo ficou para trás. É muito importante hoje os indígenas estarem na universidade. É fundamental nos apropriarmos da política para fazer valer esses direitos de inclusão, de cidadania”, reforça Fabiane Medina, da etnia nhandeva, doutoranda em ciência política pela Unicamp. Morando em Dourados (MS) no início do curso, a estudante percorria mil quilômetros para estudar e voltava para casa logo em seguida. Seu sono era dentro de um ônibus. Recentemente, ela conseguiu se estabelecer em Campinas. “O indígena ficou fora dessa construção (social) e agora estamos avançando para um movimento mais sólido, para podermos reverter essa condição de não-cidadãos que os indígenas ainda têm 518 anos depois”, comenta. “É um momento importante, crucial. A gente preparou várias lideranças jovens que estão bastante fortes e ocupando esse espaço na universidade.” Após doutorado, Fabiane Medina será batizada como Ivotan Arandu, ‘flor da saber’ (Foto: Giulia Bucheroni/TG) Após doutorado, Fabiane Medina será batizada como Ivotan Arandu, ‘flor da saber’ (Foto: Giulia Bucheroni/TG)

 

No Brasil

De acordo com o Censo 2010 do IBGE, ao todo, foram registrados 896,9 mil indígenas no País. São 36,2% em área urbana e 63,8% na área rural. São 305 etnias com 274 línguas identificadas. Também foram identificadas 505 áreas indígenas, cujo processo de localização teve a parceria da Fundação Nacional do Índio (FUNAI) no aperfeiçoamento da cartografia. Essas terras representam 12,5% do território brasileiro (106,7 milhões de hectares).

 

 


Universidade de São Paulo se destaca em rankings da Rússia e Turquia (Portal Governo SP – Últimas Notícias – 19/04/2018)

Unicamp e Unesp também obtiveram posições de destaque nos levantamentos elaborados por entidades internacionais

 

A Universidade de São Paulo (USP) é a universidade latino-americana mais bem colocada segundo o Round University Ranking, publicado em 9 de abril pela agência russa RUR Rankings, ocupando a 117ª posição. As três primeiras posições ficaram com as norte-americanas Universidade de Harvard (1ª posição), Universidade de Chicago (2ª) e o Instituto de Tecnologia da Califórnia (3ª). Entre as brasileiras, a segunda colocada foi a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), na 190ª posição, seguida da Universidade Estadual do Estado de São Paulo (Unesp), na 331ª. Na edição deste ano, o ranking avaliou 783 instituições de ensino superior de 74 países, de acordo com 20 indicadores de performance, agrupados em quatro categorias: ensino, pesquisa, internacionalização e sustentabilidade financeira. Considerando apenas os indicadores de ensino, a USP fica na 60ª posição; em pesquisa, fica na 211ª posição; em internacionalização, na 432ª; e em sustentabilidade financeira, na 127ª posição.

 

Evolução

Em outro levantamento divulgado recentemente, o URAP World Ranking, a USP ficou na 36ª posição entre as 2.500 instituições avaliadas. No ano passado, a universidade ocupou a 40ª posição. Elaborado desde 2010 pela University Ranking by Academic Performance (URAP), uma organização não governamental formada por pesquisadores do Instituto de Informática da Universidade Técnica do Oriente Médio, da Turquia, o ranking avalia as instituições de acordo com seis indicadores de desempenho: artigos publicados, citações, produtividade, impacto dos artigos, impacto das citações e colaboração internacional. A Unesp foi a segunda brasileira mais bem colocada, em 260º lugar, e a Unicamp foi a terceira, em 262º. Lideram o ranking a Universidade de Harvard, seguida da Universidade de Toronto e da Universidade da Inglaterra.