19/01/2016 / Em: Clipping

 

Matemática é Bicho-Papão da 2a Fase   (Correio Popular– Cidades – 19/01/16)

A prova de matemática assustou os candidatos no segundo dia da 2ª fase do Vestibular 2016 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), nesta segunda-feira (18). A quantidade de cálculos, fórmulas e a falta de contextualização foram alguns dos pontos criticados pelos estudantes. A prova também incluía seis questões de história e seis questões de geografia. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) registrou uma abstenção de 14,8%, considerada alta. O resultado do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), divulgado nesta segunda, é apontado como o principal motivo da desistência. Na terça-feira (19), os estudantes fazem as provas de química, física e biologia. O estudante Felipe Silveira, 16 anos, candidato de tecnologia em construção de edifícios, disse que a matemática “pegou”. “Foi a que mais requereu conhecimento. Tinha muitos cálculos e cada questão era uma tema diferente. História estava mais tranquila e geografia tinha perguntas muito diretas”, disse. Para terça, o candidato acredita que não será diferente. “Também deverá ser uma prova cansativa e com bastante cálculo”, afirmou. Natália Varela, de 17 anos, disse que deixou algumas questões matemática em branco. “Matemática para mim é sempre difícil. Não lembrei de algumas fórmulas e deixei alguns itens em branco”. Na visão da estudante, história e geografia também não deixaram de marcar que se tratava da segunda fase da Unicamp. “No geral, a prova de hoje foi difícil”, resumiu a estudante. Para Samuel Portes Ribeiro Strah,de 16 anos, matemática não foi tão difícil assim. “Caiu plano cartesiano, com função de 1º e 2º grau. Tinha bastante fórmula, mas achei tranquila. Acho que a Unicamp está ficando mais decoreba que antes”, afirmou. Letícia Leal, de 18 anos, candidata de arquitetura, achou a prova de matemática deste ano mais fácil do que a de 2015. “Você pensando um pouco dava para responder. História estava na média, mas estava difícil ainda assim”, disse. Clara Pardo, de 19 anos, candidata do curso de dança espera que a prova de terça seja mais tranquila. “Consigo me virar melhor em química e física do que em matemática. Porque física tem conceitos simples e química tem muita coisa de interpretação e relacionada com o cotidiano. Biologia eu gosto também”. Diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, disse que a prova de matemática estava mais trabalhosa do que difícil. “Não tinha contextualização nenhuma porque nunca teve. São questões de cálculo pelo cálculo e conta pela conta, mas não surpreende”. Um ponto da prova considerado positivo foi a “conversa” entre as provas de história e geografia e a atualidade da prova, segundo Tasinafo. “Essa conversa entre as duas disciplinas é positiva porque leva o aluno a trabalhar diferentes aspectos sobre mesmo tema. O aluno pode mostrar mais o que sabe e conhece”. Segundo o coordenador da Comvest, Edmundo Capelas de Oliveira, o segundo dia de prova foi tranquilo e sem intercorrências. Sobre a reclamação dos candidatos em relação a matemática, Capelas afirmou que uma questão era fácil, uma muito fácil, duas eram médias e duas difíceis. “30% da prova diz respeito ao conceito de função. E a prova cobriu todo o conteúdo do Ensino Médio. Acho que foi bastante abrangente, honesta e foi feita com carinho”. Nesta segunda-feira, a abstenção subiu 1,6 ponto percentual em relação ao primeiro dia, que registrou abstenção de 13,2%. A diferença foi considerada alta. No ano passado, o aumento da abstenção do primeiro para o segundo dia foi de 0,8%. Para o professor Jayme Vaz, coordenador de pesquisa, disse que o maior aumento ocorreu nas cidades de provas distantes de Campinas. “Esperava que ia aumentar de um dia para o outro. Mas aumentou mais que o esperado. A gente acredita que esse efeito tem a ver com o resultado do Sisu que foi divulgado oficialmente hoje, porque quanto mais afastado da região de Campinas, maior foi a abstenção”. Para Vaz, o perfil do estudante está mudando. Eles querem ficar mais perto de casa e levam em conta o gasto que vão ter em uma cidade distante.


Candidato precisou relacionar fatos e ter senso crítico no 2° dia da Unicamp   (Folha Online – Educação – 18/01/16)

O dia de provas de matemática, geografia e história da segunda fase do vestibular da Unicamp, realizado na tarde desta segunda (18), exigiu senso crítico e caminhou para a interdisciplinaridade, segundo professores de cursinhos. A prova da segunda fase incluiu seis questões de matemática e história. O vestibular ainda contou com uma questão de sociologia, que abordou os direitos dos negros no Estado brasileiro, deixando a avaliação com cinco questões de geografia, segundo os professores. 13,5 mil candidatos compareceram à prova. As questões de geografia e história trataram de assuntos tradicionais, mas de forma inovadora, segundo a professora Vera Lúcia da Costa Antunes, do Curso Objetivo. “O aluno deveria saber correlacionar os fatos”, afirmou. Já para o professor Edimilson Motta, coordenador geral do Etapa, a prova foi bem exigente. Em ambas disciplinas houve questões sobre o Oriente Médio, com perguntas sobre o Estado Islâmico e sobre os Curdos. “A prova de história foi bem original, exigindo assuntos atuais com a sua contextualização histórica”, afirma Marcio Castelan, coordenador de vestibular do Anglo. Já para o professor Célio Tasinafo, diretor pedagógico da Oficina do Estudante, “a formação do Estado brasileiro também foi um tema bastante abordado, tematicamente as provas conversam entre si”. A prova de matemática na avaliação geral foi abrangente e condizente com o candidato de segunda fase. “Um assunto que não é mais pedido em outras provas, como o Enem, mas que foi cobrado na Unicamp foi matrizes e determinantes”, diz Edimilson Motta. Já a questão nove, que abordou progressão aritmética e geométrica tinha uma imprecisão conceitual, segundo Marcio Castelan. “Isso, porém, não prejudicou a elaboração da questão”.  A abstenção geral do segundo dia foi de 14,8%. Neste domingo (17), primeiro dia de provas, a abstenção foi de 13,2%. Nesta terça (19), os estudantes farão as provas de química, física e biologia.


2ª fase do vestibular da Unicamp tem provas de química, física e biologia   (Globo.com – G1 Vestibular – 19/01/16)

Termina nesta terça-feira (19) a segunda fase do vestibular da Unicamp . Passaram para esta etapa do vestibular 2016 15.848 aprovados na primeira fase, mas no primeiro dia confirmaram presença 13.759, abstenção de 13,2%. Já no segundo dia, o número de presentes foi de 13.508. Os candidatos tentam uma das 3.320 vagas em 70 cursos de graduação da universidade. As provas desta terça, último dia de provas tem perguntas ligadas a química, física e biologia. Na avaliação de especialistas, a chave para o bom desempenho nesta etapa do vestibular foi a interpretação de textos. O G1 esteve na saída de um dos maiores pontos de exame em Campinas, a Unip. Lá, os estudantes que estavam deixando a prova a consideraram de nível médio de dificuldade. Professores de cursinhos pré-vestibulares, convidados a fazer uma avaliação da prova, concordam. Para o diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, a prova do primeiro dia da 2ª fase da Unicamp não ofereceu grandes surpresas. “Como esperávamos, a Unicamp priorizou os livros que estavam na lista dela e não estavam em outros vestibulares, como a Fuvest. Quem estudou bem estas obras teve a dificuldade reduzida.”, disse ao G1.

 

Para cursinhos, 2º dia de Unicamp tem provas trabalhosas e sem surpresas  (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/01/16)

A Unicamp aplicou nesta segunda-feira (18) as provas do segundo dia da 2ª fase do vestibular 2016 para as 3.320 vagas em 70 cursos de graduação. De acordo com a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), o índice de abstenção foi de 14,8%. Os candidatos fizeram nesta segunda as questões dissertativas de matemática, geografia e história. O G1 conversou com professores de cursinhos pré-vestibulares sobre o grau de dificuldade das provas. Confira a análise de cada um deles.
Oficina do Estudante
O diretor pedagógico do cursinho Oficina do Estudante, Célio Tasinafo, disse que as provas do segundo dia não tiveram grandes surpresas, já que abordaram os temas clássicos de cada área. “Foi dentro do esperado, mas não significa uma prova fácil”, explica. Segundo Tasinafo, a prova de história, além de temas tradicionais, trouxe questões que ficaram na fronteira com a de geografia. “Teve proximidade maior com geografia, com questões como a regionalização do Brasil. Foram provas atuais, com questões sobre o estado islâmico e também sobre a inserção do negro e cotas”, afirma.

 

USP termina primeiro Sisu sem alunos selecionados em 11 cursos   (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/01/16)

Onze cursos da Universidade de São Paulo (USP) não conseguiram selecionar nenhum candidato por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) 2016, de acordo com levantamento do G1. São carreiras que exigiram, para participação no processo seletivo, de notas mínimas de 650 ou de 700 pontos em cada prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2015.  Houve ainda sete cursos que somente conseguiram preencher parcialmente as vagas oferecidas. Esta foi a primeira participação da USP no Sisu. Nela, a USP restringiu o uso das notas do Enem somente para alunos que cursaram o ensino médio em escolas públicas. De acordo com a USP, as vagas que não foram preenchidas terão alunos selecionados por meio da Fuvest.
CURSOS COM ZERO SELECIONADOS
– Engenharia Agronômica (Piracicaba) 40 vagas
– Engenharia florestal (Piracicaba) 8 vagas
– Gestão ambiental (Piracicaba) 8 vagas
– Química (Ribeirão) 6 vagas
– Administração | matutino  (Ribeirão) 6 vagas
– Administração | noturno (Ribeirão) 6 vagas
– Ciências da informação e da documentação e biblioteconomia (Ribeirão) 8 vagas
– Química (Ribeirão) 5 vagas
– Engenharia de alimentos | noturno (Pirassununga) 10 vagas
– Medicina veterinária (Pirassununga) 12 vagas
– Zootecnia (Pirassununga) 8 vagas

 

Sisu: escola recordista de medalhas de matemática tem 75% de aprovação   (Globo.Com – G1 Vestibular – 18/01/16)

Conhecida em todo o Brasil como a escola recordista em medalhas nas Olimpíadas Brasileiras de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP), a Escola Augustinho Brandão, localizada em Cocal dos Alves, a 262 km de Teresina, obteve um índice de 75% de aprovação no Sistema de Seleção Unificado (SiSU), que teve seu resultado divulgado nesta segunda-feira (18).


Prova do 2º dia da Unicamp usou temas recorrentes e cobrou atualidades   (UOL – Vestibular – 18/01/16)

A segunda fase do vestibular 2016 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) foi aplicada hoje (18) e professores de cursinhos pré-vestibulares ouvidos pelo UOL destacaram a escolha de temas recorrentes nas questões do exame. Os candidatos fizeram hoje os exames de geografia, história e matemática. “A prova foi bem feita, com temas tradicionais e recorrentes nas provas da Unicamp”, afirmou a professora Vera Lúcia, coordenadora do Curso e Colégio Objetivo. Segundo Célio Tasinafo, coordenador do cursinho Oficina do Estudante, não teve nenhuma surpresa no exame. “O aluno que passou pelas provas anteriores se sentiu muito recompensado, pois se deparou com maioria absoluta dos temas que já foram cobrados. O quadro do Picasso [Guernica], por exemplo, já caiu umas duas outras vezes com perguntas bem parecidas”, acrescentou. Apesar de usar temas que já caíram, a prova manteve o padrão exigência da Unicamp, segundo os professores. Eles consideraram as questões com nível de dificuldade entre médio e difícil. Outro ponto que chamou a atenção foi a cobrança de atualidades na prova de hoje, fato que não havia sido notado em edições anteriores. “Perguntas sobre a península arábica e o mundo islâmico foram nitidamente inspiradas nos problemas geopolíticos atuais. Em geografia tem uma pergunta sobre os cursos e o estado islâmico.  sses assuntos dominaram as manchetes aí pelo mundo”, resumiu Célio Tasinafo. “Essa segunda fase com certeza separa quem sabe do que não sabe. As provas tiveram um nível adequado de dificuldade e o candidato bem preparado conseguiu resolver”, comentou Marcio Castelan, coordenador de vestibulares do Anglo.