19/02/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp: declaração de interesse a partir de sexta  (EPTV – Virando Bixo – 19/02/09)

Aprovados têm que confirmar matrícula no dia 26

Começa nesta sexta-feira (20) o período para declaração de interesse por vaga pelos candidatos que continuam concorrendo no Vestibular 2009 da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas). O prazo vai até as 17h do dia 27 de fevereiro.  Os candidatos que fizeram a segunda fase, não foram eliminados por nota zero e não foram convocados até e inclusive a terceira chamada deverão declarar interesse em continuar concorrendo a eventuais vagas nas próximas listas. A declaração deve ser efetuada no site www.comvest.unicamp.br, em formulário específico. Os que não declararem ficarão eliminados do processo de convocação para matrícula. Três chamadas já foram realizadas pela Unicamp. As próximas serão todas em março. A quarta chamada será divulgada no dia 3; a quinta, no dia 6; a sexta, no dia 10; a sétima, no dia 13; a oitava, no dia 17; a nona, no dia 24 (juntamente com uma lista de espera); a décima, no dia 26 (às 16h); e a última no mesmo dia, às 18h.

Matrícula em opção não preferencial

O candidato convocado para a sua 2ª opção, em qualquer chamada do vestibular da Unicamp, deverá optar exclusivamente por uma das situações a seguir:

I – Comparecer para fazer a matrícula a que foi convocado, em data, hora e local conforme divulgado, mantendo interesse por futuro remanejamento para o curso em primeira opção, que poderá ocorrer durante as chamadas para matrícula;

II – Comparecer para fazer a matrícula a que foi convocado, em data, hora e local conforme divulgado, desistindo irrevogavelmente de possível remanejamento para o curso de sua primeira opção que poderia ocorrer durante as chamadas para matrícula;

III – Não comparecer para fazer a matrícula a que foi convocado, perdendo irrevogavelmente o direito à vaga no curso de segunda opção. O candidato continuará a concorrer por uma vaga ao curso de primeira opção.

Confirmação de matrícula

No dia 26 de fevereiro, todos os matriculados nas 1ª, 2ª e 3ª chamadas devem obrigatoriamente confirmar a matrícula, inclusive aqueles que aguardam remanejamento. A confirmação deve ser feita das 9h às 16h.

Os ingressantes no curso de Odontologia deverão confirmar matrícula no campus de Piracicaba. Em Limeira, deverão confirmar matrícula os aprovados no Ceset (cursos superiores de Tecnologia) e na Faculdade de Ciências Aplicadas (cursos de Ciências do Esporte, Engenharia de Manufatura, Engenharia de Produção, Gestão de Comércio Internacional, Gestão de Empresas, Gestão de Políticas Públicas, Gestão do Agronegócio e Nutrição). Em Campinas, nas respectivas unidades, acontecerá a confirmação de matrícula para os demais cursos.  Os ingressantes nos cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto) deverão confirmar a matrícula em São José do Rio Preto. Os ingressantes em cursos noturnos poderão confirmar a matrícula das 18h às 21h. A não confirmação da matrícula leva à automática e definitiva perda da vaga. 



Graduação tecnológica: uma formação que cresce em meio a novas polêmicas   (Folha Dirigida – Primeira Página – 17/02/09)

Os dados do Censo da Educação Superior 2007, divulgados no início do mês,  sinalizam um ligeiro crescimento no número de instituições e na oferta de vagas, com dados mais favoráveis aos cursos de formação tecnológica. Numa proporção maior, surgem os questionamentos desta nova realidade: este é o caminho que levará o país ao desenvolvimento econômico e social tão sonhado pela população? Os investimentos estão sendo aproveitados adequadamente? Para quem busca a formação superior, o que é melhor: cursar uma graduação tradicional ou investir numa formação mais rápida, com cursos tecnológicos?  Há educadores que consideram a formação tecnológica positiva pela possibilidade de inserção rápida e requalificação dos estudantes aumentando as chances de ingresso no mercado de trabalho. Outros, no entanto, tecem críticas à maioria desses cursos por não possuírem a qualidade que apregoam e apontam um aumento demasiado da oferta dos cursos tecnológicos.  O Censo Educacional divulgado na última semana pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), órgão do Ministério da Educação, revela um aumento de, cerca de seis vezes, em relação as 636 vagas oferecidas em 2002 pelos cursos tecnológicos. A oferta subiu para 3.702 vagas em 2007. Já a formação superior tradicional cresceu 60% no mesmo período, de 14.399 para 23.488 cursos. Na opinião do ex-ministro da Educação, que dirigiu o MEC nos oitos anos do governo Fernando Henrique Cardoso, deputado federal (PSDB) Paulo Renato Souza, os cursos tecnológicos representam uma opção ao ensino superior tradicional. “É preciso que surjam alternativas e esse modelo é vitorioso. Obviamente que é necessário verificar a qualidade. A vantagem dos cursos tecnológicos é a rapidez na formação. Algo fundamental para quem pretende se requalificar ou ingressar no mercado de trabalho”.  De acordo com ele, a demanda pelo ensino superior é uma realidade e as instituições não devem ficar paradas. “É muito importante que exista esse público cada vez maior buscando o ensino superior. É sinal do fortalecimento do ensino médio, com políticas que vem sendo implementadas há longo prazo. Existe espaço para todos os modelos: o tradicional, o tecnológico e o profissionalizante. Não deve haver preconceito com as formações mais rápidas”, disse o ex-ministro.

MEC: setor ainda precisa avançar mais

O representante do MEC no Rio de Janeiro, professor Cícero Rodrigues, afirmou que o panorama da Educação superior no Brasil é de recuperação do prestígio e da estrutura das universidades públicas. Ele acredita que, de uma forma geral, há uma melhora visível, mas ainda é preciso avançar muito. Ele enaltece os cursos tecnológicos no Brasil afirmando que existe uma demanda enorme pelo ensino superior no país e que é preciso formar cada vez mais profissionais. Temos uma carência de professores nos diversos segmentos de ensino, por exemplo. “O crescimento na área de telefonia ocasionou a necessidade de milhares de profissionais, porém como não existiam muitas pessoas as empresas tiveram que contratar mão-de-obra do exterior. Por isso, os cursos tecnológicos são muito importantes. Eles proporcionam aos alunos um conhecimento fundamental para um bom rendimento no mercado de trabalho”. Ele explicou que o MEC está buscando ações que não fiquem restritas a ‘apagar incêndios’ e sim oferecer soluções definitivas para a formação dos brasileiros. Uma universidade pública forte, um professor valorizado e bem remunerado com a legítima opção das instituições privadas de qualidade é um caminho correto e de sucesso em todo o mundo.

Vagas concentradas nos grandes centros urbanos

Para o professor Pablo Gentilli, coordenador do Observatório Latino-Americano de Políticas Educacionais e integrante do Laboratório de Políticas Públicas da Uerj, num país de dimensões continentais como o Brasil existe uma grande dificuldade de expandir projetos sociais para o interior, onde se concentra a população mais carente.  “Uma ação nesse sentido poderia evitar a aglomeração nas grandes metrópoles que gera, entre outros problemas, a miséria e a violência. Porém, vivemos um aumento da população nas maiores cidades e isso ocasiona uma demanda por estudo. Como a elevação de oferta de vagas no ensino médio, aumenta a busca por vagas no ensino superior”. A seu ver, a partir dessa necessidade e da impossibilidade de o ensino superior público e privado de receber todos os interessados surgiu um verdadeiro mercado de cursos tecnológicos. Ele explica que isso ocorre apesar de o Brasil ter registrado um aumento de vagas superior a média da América Latina. Os cursos tecnológicos possuem curta duração e vendem a idéia de inserir rapidamente os alunos no mercado de trabalho, fato que segundo Pablo Gentilli, é na maioria das vezes, não condiz com a realidade. “Existe uma grande demanda por Educação, principalmente superior, no Brasil, mas é fundamental priorizar a qualidade. Nem sempre os tecnológicos oferecem o que alardeiam, muitos são verdadeiras fraudes. Existem cursos muito baratos e sem nenhuma estrutura, com professores despreparados. Acredito, inclusive que é função do MEC fiscalizar essas vagas, como está fazendo com alguns cursos de Medicina. Esse mercado por cursos de curta duração é proveniente da dificuldade de acesso ao ensino superior. Apesar das ações do governo, a população de baixa renda não consegue ingressar no ensino superior”. A seu ver, a política de cotas nas universidades públicas, embora correta, atende a população de forma limitada, o ProUni é uma solução interessante, mas as universidades públicas foram sucateadas durante muitos anos e não podem atender à demanda exigida, e as privadas, de boa qualidade, possuem preços que inviabilizam o acesso aos mais pobres. “Na verdade, sobram as instituições que cobram mais barato e que, geralmente, não possuem a qualidade esperada. Infelizmente, a população que ingressa nessas faculdades tem enfrentado problemas com fechamento de curso ou descrédito do mercado de trabalho. O que se espera do governo federal é a continuidade do processo de recuperação das universidades públicas. Atualmente, as universidades privadas oferecem 83% das vagas contra 17% das oficiais. É um desnível absurdo”. 
Vice-presidente da Associação Brasileira de Ensino de Engenharia, ex-reitor da Uerj e ex-presidente do Conselho de Reitores das Universidades Brasileiras, Nival Nunes de Almeida, observa que o Brasil, já no Império, discriminava quem trabalhava com as mãos, como o pedreiro ou o servente. “Os trabalhos manuais sempre foram vistos como serviço dos escravos. A elite tem um olhar discriminatório valorizando o doutor, o diploma. Porém, precisamos de profissionais com formação técnica ou tecnológica, de curta duração, para exercer funções importantes na sociedade. É o técnico em Enfermagem ou o tecnólogo em Radiologia. Esses profissionais não são médicos ou enfermeiros, mas possuem seu valor. No entanto, percebo que a sociedade já começa a perceber a importância dessas pessoas e a valorizar o surgimento dos cursos de curta duração”.



Manifestação de interesse por vaga na Fuvest tem início hoje  (Jornal Agora – Dicas – 19/02/09)

O candidato que ainda não foi convocado para matrícula na USP e na Santa Casa deve manifestar interesse por vaga hoje ou amanhã, das 9h às 16h, pessoalmente.  Os endereços dos postos que receberão as declarações -que podem ser feitas por procuração- estão na página 58 do manual. A terceira e a quarta chamadas serão processadas apenas com esses candidatos.  Na Unicamp, a declaração poderá ser feita de amanhã até o dia 27, pelo site www.comvest.unicamp.br.