19/09/2013 / Em: Clipping

 


Cotas para negros, pardos e indígenas cresceram em 2013 nas universidades

Lei 12.711 define que as instituições federais devem reservar 50% das vagas para este público até 2016.


Manaus –
 Levantamento do Grupo de Estudos Multidisciplinares da Ação Afirmativa, da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (Uerj), mostra que as vagas reservadas nas universidades federais para estudantes pretos, pardos e indígenas cresceram em 2013.

A Lei 12.711 define que, até 2016, as instituições federais de ensino superior devem reservar 50% das vagas para estudantes autodeclarados pretos, pardos, indígenas (conforme definições usadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística – IBGE), de baixa renda (de famílias com renda igual ou inferior a 1,5 salário mínimo per capita) e tenham cursado o ensino médio em escolas públicas. O número de cotas para pretos, pardos e indígenas é estipulado conforme a proporção dessa população em cada estado, segundo último censo do IBGE.



Política de cotas avança em cursos de pós-graduação do país

Depois da Universidade de Brasília, USP e Universidade Estadual do Sudoeste da Bahia, a UFRJ também adota medida mais abrangente que a própria Lei de Cotas

São Paulo – Menos de um ano depois da vigência da Lei de Cotas, que garantiu pelo menos 12,5% de reserva de vagas em todos os cursos de graduação das universidades e institutos federais, algumas instituições de ensino superior foram além e já aplicam políticas afirmativas na pós-graduação. É o caso do programa de Antropologia Social do Museu Nacional da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), que vai reservar pelo menos duas vagas para indígenas e adicional de 20% para candidatos negros, além de nota de corte inferior aos outros concorrentes.

A iniciativa saiu do papel em fevereiro e é válida para o processo de seleção ainda deste ano. Os primeiros cotistas do Museu Nacional devem ingressar em 2014. “A medida foi adotada em função da dinâmica interna que busca fortalecer a diversidade étnica”, afirmou João Pacheco, subcoordenador do programa de pós-graduação do Museu Nacional.