20/12/2012 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga aprovados para 2ª fase do vestibular 2013 nesta quinta   (Globo.Com – G1 Vestibular – 20/12/12)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulga às 12h desta quinta-feira (20) a lista de aprovados para a segunda fase do vestibular 2013. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) decidiu antecipar o prazo porque a correção das provas da primeira fase foi mais rápida do que o esperado. Até então, os aprovados seriam anunciados na sexta-feira (21). A Comvest informa que a lista e os locais de prova estarão disponível no saguão do Ciclo Básico II na Unicamp, no campus do distrito de Barão Geraldo, em Campinas (SP), e na página na internet da universidade. A segunda fase será realizada entre os dias 13 e 15 de janeiro de 2013. Já as provas de habilidades específicas, para os cursos que as exigem, serão feitas entre 21 e 24 de janeiro, em Campinas. A Unicamp registrou pelo quarto ano consecutivo número recorde de inscrições e 67,4 mil candidatos disputam as 3.444 vagas em 68 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade pública de Medicina (Famerp) de São José do Rio Preto.



Plano de cotas das universidades de SP propõe curso como opção ao vestibular   (O Estado de S.Paulo – Educação – 20/12/12)

O governador Geraldo Alckmin (PSDB) anuncia hoje a proposta mais ousada já feita para mudar o acesso à USP, Unicamp e Unesp. A principal inovação é a criação de um colégio comunitário que será opção ao vestibular e principal porta de entrada para o ensino superior de alunos de escolas públicas – em especial os de baixa renda e, em menor escala, pretos, pardos e indígenas. O colégio é o diferencial da proposta em relação à Lei de Cotas federal, que provocou o debate em São Paulo. Com essa estratégia, o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp) prevê chegar a uma “cota” de 50% de vagas para estudantes de escolas públicas até 2016. Dentro desse universo, o Pimesp vai propor critérios de renda e raciais. A proporção de 50% deverá ser alcançada em cada curso e turno. Para se atingir as metas, são necessários mais 4.520 estudantes oriundos de escolas públicas, de acordo com cálculos das universidades realizados com base no número de matriculados em 2012. Desses, 2.543 seriam autodeclarados pretos, pardos e indígenas. Os alunos da rede privada continuam prestando a Fuvest normalmente. Já os candidatos da rede pública têm a opção de se valer da bonificação das universidades no vestibular tradicional, com acesso direto, ou disputar um vaga no colégio comunitário, pela nota do Enem ou do Saresp (avaliação estadual ). A partir daí, em até dois anos, eles terão um cardápio de caminhos a seguir na USP, Unesp, Unicamp e até no Centro Paula Souza (veja infográfico).

 

Na Unicamp, ranking define escolha de vagas   (O Estado de S.Paulo – Educação – 20/12/12)

O embrião do projeto que será anunciado hoje é o Profis, criado pela Unicamp há dois anos. A universidade divulgou o programa em todas as 96 escolas públicas de Campinas. Anunciou que selecionaria pelo menos um candidato de cada unidade, com base na nota do Enem. Abriu exceções dependendo do tamanho das escolas – nas maiores, até três alunos foram selecionados. Chegou a um universo de 120 estudantes. Desses, 50 se formam neste ano e, com base num ranking, poderão escolher 135 vagas reservadas em 58 cursos da Unicamp, mesmo os mais concorridos, como Medicina e Arquitetura. “O número 1 do ranking tem prioridade na escolha da vaga e assim por diante”, explica o pró-reitor de Graduação, Marcelo Knobel. Dos alunos que não se formam agora, cerca de 40 foram reprovados no ano passado e continuam estudando – o Profis tem prazo de três anos para conclusão. Alguns estudantes prestaram o vestibular no fim de 2011: sete entraram em cursos convencionais da própria Unicamp. Outros fizeram o vestibular de outras universidades. No fim, abandonaram os estudos perto de 10 alunos. Os selecionados recebem bolsa de R$ 400. No primeiro ano, ela foi paga pela Unicamp.

 

Programa também valerá para Fatecs e Etecs  (O Estado de S.Paulo –Educação – 20/12/12)

As Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e também as Escolas Técnicas (Etecs) de São Paulo farão parte do Pimesp, programa de cotas do Estado. Nessas unidades, cuja responsabilidade é do Centro Paula Souza, já são registrados índices superiores aos 50% de alunos oriundos de escola pública previstos pelo programa. No entanto, o objetivo é chegar a esse equacionamento em todos os cursos e unidades, o que ainda não ocorre.  Além disso, o programa terá impacto crucial na inclusão de pretos, pardos e indígenas. O programa vai estabelecer o respeito nas matrículas do porcentual desse grupo correspondente à proporção deles na população segundo o Censo Demográfico do IBGE, que é de 35%. Dos 22.538 alunos matriculados este ano nas 56 Fatecs, 5.355 são afrodescendentes – o equivalente a 23%. Os alunos oriundos de escola pública somam 16.853, o que representa 75% do total. No geral, essa proporção é de 77%. A instituição aplica desde 2006 uma política que concede bônus de 10% para estudantes da rede pública e 3% aos afrodescendentes (somando até 13%). Cursos disputados. A diferença a ser atingida pelo programa diz respeito a cursos e turnos em que o número de matriculados ainda não atinge a porcentagem proposta, o que ocorre especialmente em cursos e unidades mais disputados. Cursos como Logística, em algumas Fatecs, e Análise de Desenvolvimento de Sistemas, por exemplo – esse último, com uma concorrência de 18 candidatos por vaga -, não registram a proporção que o programa pretende impor.  

 

Universidades de SP querem mais verba para cotas   (O Estado de S.Paulo – Educação – 19/12/12)

As universidades estaduais de São Paulo – USP, Unesp e Unicamp – querem que o governo do Estado defina uma verba específica para financiar o programa de cotas dessas instituições. O governador Geraldo Alckmin (PSDB) vai anunciar nesta quinta-feira (20) a proposta final que será levada para os respectivos conselhos universitários. Na Universidade de São Paulo (USP), a maior do País, o projeto será encaminhado para todas as faculdades antes da apreciação do colegiado. De acordo com o reitor da USP, João Grandino Rodas, o único detalhe que falta para a definição da política de cotas é o orçamento. “Precisa de dinheiro, não é só trazer os alunos. Essa proposta (dos reitores) busca fazer com que todos possam ser acolhidos na universidade e tenham plena condição de seguir o curso”, disse Rodas. “Será um novo sistema de ingresso.” A verba seria necessária para financiar a permanência estudantil, por meio de bolsas de auxílio moradia e alimentação, por exemplo, além da estruturação do curso de reforço para alunos de escolas públicas. O projeto prevê que, até 2016, metade das vagas da universidade seja preenchida por alunos de escolas públicas, como revelou o jornal O Estado de S. Paulo em novembro.

 

Reforço de dois anos contará como crédito para cotista   (O Estado de S.Paulo _ Educação – 19/12/12)

O curso de reforço para alunos cotistas das universidades estaduais, ao estilo de um college, valerá créditos a serem contabilizados na formação. Dependendo do curso escolhido, o aluno também poderá eliminar disciplinas obrigatórias. A ideia contida na proposta do programa de cotas é de um curso de dois anos para deixar os estudantes beneficiados em condições parecidas às dos melhores alunos das particulares, que dominam a lista de aprovados no vestibular. Segundo o reitor da USP, João Grandino Rodas, o nivelamento é importante. “É preciso garantir que nem a universidade tenha prejuízo, com possível queda na qualidade dos alunos, nem o estudante que entra encontre dificuldades”, diz. Rodas ressaltou que já há problemas entre os atuais alunos, independentemente de onde estudaram. “As dificuldades para acompanhar as aulas não são só de alunos vindos da rede pública, mas da particular também.” O projeto pedagógico do college não foi definido, mas é certo que será semipresencial e gerido pela Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp).



Universidades estaduais também terão cotas raciais  (Folha Online – Educação – 20/12/12)

A proposta de cotas a ser apresentada hoje pelo governo paulista e pela USP, Unesp e Unicamp contará com reserva específica de vagas para pretos, pardos e indígenas. Segundo a Folha apurou, a ideia é que, até 2016, 50% das vagas nas três instituições passem a ser ocupadas por estudantes formados em escolas públicas. Na USP, por exemplo, hoje são 28%. Dentro dos 50%, cerca de 35% terão de ser destinados a pretos, pardos e indígenas (que é a participação desses grupos na população do Estado de São Paulo). Para entrar em vigor, a proposta terá de ser aprovada nos conselhos universitários (órgãos que reúnem representantes de professores, funcionários e e estudantes) das três instituições. A Folha conversou com dois professores, da USP e da Unicamp, que participaram das discussões do projeto. Eles afirmaram que a utilização do critério de cor da pele enfrentou resistências já na elaboração do projeto e que esse será um dos pontos mais atacados nas universidades. Alguns pesquisadores defendem que o uso de critérios sociais e econômicos podem ser efetivos e não levantam a polêmica da existência ou não de racismo no país. O benefício segundo a cor da pele, porém, é uma das principais reivindicações das organizações que pressionam o governo para adoção das cotas em São Paulo.

 

Análise: Conteúdo do ensino superior está amarrado à profissionalização  (Folha Online – Educação – 20/12/12)

Pela primeira vez o IBGE identificou que 11% dos universitários já tinham outro diploma de curso superior e buscaram um segundo diploma, talvez pela inadequação do sistema universitário brasileiro, em que o aluno tem que fazer escolhas prematuras sobre profissões, eventualmente, dissociadas do mercado de trabalho. A adequação desses profissionais ao mercado de trabalho, quase sempre, vem de cursos de pós-graduação lato ou stricto sensu. A relevância do conteúdo do ensino superior no Brasil está amarrada na decisão pregressa de que a educação superior existe para oferecer educação profissional, isto é, a profissionalização precoce. Logo, desde o ensino médio, com uma evasão superior a 50%, inicia-se um processo de restrição da visão do mundo das gerações futuras, tornando-se candidatos à profissão antes de serem candidatos ao saber. Ao ingressarem nas instituições de ensino superior, tendo vindo do ensino básico, em geral, de péssima qualidade, salvo as exceções de elite, os estudantes brasileiros orientam-se para uma matriz profissionalizante, deixando de lado uma formação mais abrangente, humanística, histórica, social, enfim, a educação verdadeira. E o que acontece com os que não chegam ao ensino superior? Lotam as cadeias, ficam subempregados ou dependentes da caridade dos governos. É um crime não cumprir a Constituição oferecendo educação de qualidade a todos os brasileiros. Quantos Joaquim Barbosa, Villa-Lobos, Oscar Niemeyer e tantos outros brasileiros, com igual potencial, são abandonados no meio do caminho?

 

11% dos universitários do país estão na 2ª graduação   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 20/12/12)

Concluir um curso de nível superior é para uma minoria no Brasil, mas um grupo ainda mais seleto (10,8% do total dos estudantes matriculados no país) voltou para as universidades, segundo dados inéditos do Censo de 2010 do IBGE. Os alunos que buscavam sua segunda graduação eram, em geral, mais velhos -o percentual chegava a 30,1% entre as pessoas com mais de 40 anos- e estudavam mais em instituições públicas, onde 13,2% dos estudantes já tinham frequentado curso de nível superior. Não havia, porém, diferença significativa entre homens e mulheres, apesar de elas estarem mais presentes em cursos universitários. O IBGE não indagou os motivos que levaram os alunos a voltar à faculdade, mas as hipóteses são o descontentamento com a carreira profissional escolhida, a exigência do trabalho atual ou mesmo novas oportunidades de emprego. “Como mais estudantes ocupados já tinham concluído o curso de graduação, isso sugere que o mercado de trabalho também proporciona o retorno à universidade”, diz Vandeli Guerra, técnica do IBGE. Apesar do avanço nos últimos anos, só 10,8% dos jovens com mais de 25 anos tinham completado o ensino superior até 2010 -eram 6,8% em 2000. No outro extremo, 49,3% não tinham o ensino fundamental completo -em 2000, esse percentual era de 64%. O IBGE pesquisou ainda os tipos de cursos procurados e o maior número de formados era das áreas de ciências sociais, negócios e direito (38,4%), seguidas pela área de educação (20,2%).

DESLOCAMENTO
Com a menor oferta de cursos superiores, sobretudo em municípios menores, mais pessoas saíam das cidades onde viviam para estudar. No caso dos cursos de graduação, o índice chegava a 29,2%. Já em cursos de pós-graduação, mestrado e doutorado, quase um terço (32,6%) vivia em outras cidades. Na média, dos 59,6 milhões de alunos do país (em todos os níveis da educação formal), 7,2% (ou 4,3 milhões de pessoas) faziam o curso fora do município onde moravam e se deslocavam para poder frequentar as aulas.