22/11/2017 / Em: Clipping

 

Unicamp aprova cotas raciais e cria vestibular indígena (O Globo – Educação – 22/11/2017)

Mudanças entram em vigor em 2019; prova para índios se torna obrigatória em 2021

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou a adoção de um sistema de cotas étnico-raciais que reserva 25% das vagas disponíveis para candidatos autodeclarados pretos e pardos e a criação do vestibular indígena. A aprovação veio na tarde desta terça-feira, e as mudanças serão adotadas a partir de 2019 nos 70 cursos de graduação. Com a reformulação, haverá duas formas de entrar na universidade: prestar o vestibular tradicional ou usar a nota do Enem. No vestibular, 15% das 3,3 mil vagas serão preenchidas por quem optar pelas cotas no momento da inscrição. Entre os 10% que optarem pelo Enem, 5% serão estudantes autodeclarados pretos e pardos e que tenham estudado na rede pública de ensino, e 5% exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos. O vestibular indígena será facultativo em 2019 e 2020, mas as unidades da universidade serão obrigadas a aderir a partir de 2021. A seleção poderá ser realizada com a criação de “cadeiras extras” ou com o preenchimento de vagas não ocupadas na primeira chamada. Num primeiro momento, a ideia é oferecer duas vagas em cada um dos primeiros 16 cursos ofertados. Serão, portanto, 32 vagas nas graduações de medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, comunicação social, e engenharia agrícola. O reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, disse que a iniciativa é mais um passo em direção a novas formas de ingresso nos cursos da universidade, combinando princípios como mérito, justiça social, equidade e diversidade. Agora, daremos início a uma nova etapa, que incluirá a criação da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, instância que cuidará de questões como acompanhamento e permanência estudantil, e a elaboração dos respectivos editais — afirmou. Além das cotas étnico-raciais e do vestibular indígena, o Conselho Universitário (Consu) também aprovou mudanças como a concessão de bônus de 20 pontos na duas fases do vestibular aos candidatos que cursaram o ensino fundamental II em escola pública. Hoje, a pontuação adicional é destinada apenas aos candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública. Outra novidade será a oferta parcial de vagas (20%) por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e não pelo Sistema de Seleção Unificado (SISU), pelo qual instituições públicas de ensino superior oferecem vagas a candidatos participantes do Enem. A destinação de vagas para os melhores colocados em olimpíadas e competições de conhecimento foi mais um ponto aprovado na reforma do modelo de seleção. Na avaliação da pró-reitora de Graduação da Unicamp, Eliana Amaral, as medidas aprovadas pelo Consu ajudarão a qualificar as atividades de ensino, pesquisa e extensão. A diversidade é um substrato fundamental para a Universidade. Olhares e experiências diferentes ajudam a ciência a formular soluções criativas e inovadoras para os problemas que ela investiga — afirmou. Para o presidente do Grupo de Trabalho (GT Ingresso) e coordenador-executivo da Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), professor José Alves de Freitas Neto, a decisão transmite uma mensagem importante à sociedade. A Universidade sinaliza que reconhece a existência de múltiplas experiências educacionais que merecem ser consideradas na busca pelos melhores estudantes. Sem dúvida, foi uma decisão madura, tomada depois de uma profunda reflexão por parte do conjunto da comunidade universitária — concluiu.

 


Unicamp regulamenta cotas e aprova vagas pelo Enem a partir de 2019 (Folha de S. Paulo – Educação – 21/11/2017)

A Unicamp regulamentou nesta terça-feira (21) uma proposta de mudança no vestibular que abre mais quatro formas de acesso à universidade: cotas, Enem, vestibular indígena e medalhistas de competições científicas. O Consu (Conselho Universitário da Unicamp), acatou a maior parte das sugestões encaminhadas por um grupo de trabalho designado para repensar as vias de ingresso na universidade. As medidas valerão para os estudantes que entrarem na instituição a partir de 2019. É o caso da oferta de vagas pelo Enem e das cotas étnico-raciais. Agora, 80% das vagas serão oferecidas pelo vestibular, das quais 15% vão ser destinadas a quem se autodeclarar preto ou pardo. As 20% restantes serão preenchidas pela prova do Enem –10% oferecidas a todos os alunos de escolas públicas e as outras 10% vinculadas a critérios raciais: 5% para estudantes pretos ou pardos da rede pública e 5% apenas para estudantes pretos ou pardos. A proposta enviada para avaliação do Consu previa que as vagas extra-vestibular fossem promovidas via Sisu (Sistema de Seleção Unificada), do Ministério da Educação, mas optou-se por um sistema próprio com base no desempenho do candidato no Enem –a ser regulamentado por edital. “Foi um dia muito importante para Unicamp. A ideia foi diversificar as formas de ingresso na universidade para atrair estudantes mais diversos e, naturalmente, os melhores estudantes. Um aspecto fundamental da universidade é ter a sociedade refletida dentro da sua população”, afirmou o reitor da instituição, Marcelo Knobel.

VESTIBULAR INDÍGENA

O Consu também votou a favor da criação de um vestibular específico para indígenas. A medida será facultativa em 2019 e 2020, mas todos os cursos da universidade deverão adotar o sistema a partir de 2021. A ideia inicial é reservar a esse público até duas vagas em 16 cursos: medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, comunicação social/midialogia e engenharia agrícola. Também serão criadas vagas extras para destaques em olimpíadas nacionais de conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática e a Olimpíadas Brasileira de Física. Além disso, o programa de bônus da universidade, o Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva), também será remodelado. A pontuação extra, adicionada à nota final da primeira e da segunda fase do vestibular, passa a ser de 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública e de 20 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino fundamental 2 na rede pública. Com as mudanças previstas, o sistema deixa de abranger os autodeclarados pretos, pardos e indígenas.

 


Unicamp aprova uso do Enem e cotas no vestibular (Estadão – Edu – 21/11/2017)

Mudanças serão adotadas no processo seletivo para 2019; reserva de vagas valerá para pretos, pardos e alunos da escola pública

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai reservar 20% das vagas de graduação para disputa pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). As outras vagas continuarão a ser oferecidas por vestibular próprio. A instituição também vai adotar, pela primeira vez, cotas para pretos, pardos e indígenas (PPI). As mudanças, aprovadas nesta terça-feira, 20, pelo Conselho Universitário da instituição valem a partir do próximo vestibular, que seleciona alunos para entrar em 2019. Outra medida aprovada é criar de até 10% de vagas extras para estudantes vencedores de olimpíada de conhecimento, como as de Química e Matemática. “É um avanço significativo. Abrimos o leque de possibilidade de acesso e na inclusão social. A ideia é ter representação mais fidedigna da sociedade, que é quem nos financia, sem perder a oportunidade de procurar os melhores estudantes”, disse o reitor, Marcelo Knobel. Segundo a proposta aprovada nesta terça, 20% das 3,3 mil vagas nos 70 cursos de graduação serão preenchidas por estudantes que prestaram o Enem. Diferentemente de outras instituições, as vagas da Unicamp não serão oferecidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), mas por um edital próprio. “Como vamos oferecer só 20% das vagas de cada curso e turno, em alguns casos o número absoluto será pequeno, o que poderia fazer com que a Unicamp fosse menos competitiva diante de outras instituições, como as federais”, afirmou Knobel. Das vagas ofertadas pelo Enem, 10% serão para alunos que cursaram todo o ensino médio em escola pública, 5% para alunos da rede pública e autodeclarados pretos, pardos e indígenas e 5% para os demais PPIs. Cada curso deve fixar pesos diferenciados para as áreas de conhecimento avaliadas pelo Enem e definir a nota mínima. Isso será decidido até abril. O vestibular próprio da Unicamp continuará sendo usado para 80% das vagas, sendo 15% delas reservadas para autodeclarados pretos ou pardos. Assim, a universidade reservará no total 25% de suas vagas para cotas étnico-raciais. Outra mudança é a criação de vagas extras para vencedores de olimpíada de conhecimento de abrangência nacional. Cada curso e turno poderá aumentar em até 10% o número de vagas para ingresso – a definição ficará a cargo de cada faculdade. A partir de 2021, a Unicamp também vai ter um processo seletivo exclusivo para indígenas. Com as mudanças, foi reduzida a bonificação a alunos da rede pública e a pretos e pardos.

Diversificação

Especialista em ensino superior, Elizabeth Balbachevsky diz que adotar novas formas de ingresso, além da prova própria, é uma boa decisão. “Essas estratégias flexibilizam o acesso, valorizam diferentes habilidades. O vestibular é um mecanismo interessante e importante de seleção, mas não garante que quem teve maior pontuação vai ser bem-sucedido no ensino superior ou na vida profissional.”

Entenda

Enem

Nota do exame poderá ser usada pelos candidatos para 20% das vagas de cada curso.

Reserva

Vagas disputadas pelo Enem e vestibular próprio terão cota para alunos de escola pública e pretos, pardos e indígenas. No total, 25% das vagas terão reserva para esses estudantes.

Bônus

Com cotas, Unicamp reduziu bonificação no Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social.

Novas formas

O acesso à Unicamp também poderá ser feito por vencedores de olimpíada de conhecimento e, a partir de 2021, por um vestibular específico para indígenas.

 


Unicamp aprova vagas pelo Enem, mudanças em bônus e prevê até 170 vagas extras para destaques em olimpíadas (G1 – Campinas e Região – 21/11/2017)

Propostas que visam elevar inclusão social na universidade foram aprovadas pelo Consu, nesta terça-feira. Grupo ainda votará implementação de cotas étnico-raciais e criação de vestibular indígena.

O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, nesta terça-feira (21), a oferta de vagas pelo Enem no vestibular 2019, e a criação de oportunidades extras para os candidatos que se destacarem em olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional. A reunião no campus de Campinas (SP) teve início por volta das 9h e o grupo ainda discutirá nesta tarde a implementação das cotas étnico-raciais, reserva de vagas aos indígenas e estudo sobre bônus para deficientes. Segundo José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão organizadora do vestibular (Comvest), 20% das 3,3 mil oportunidades em 70 cursos de graduação serão preenchidas de acordo com o desempenho obtido pelo candidato na prova do Enem. A Unicamp, explica, regulamentará um sistema próprio em edital, onde serão consideradas avaliações das unidades de ensino. “O Consu considerou que é um mecanismo mais democrático e permitirá mais oportunidades”, ressaltou Freitas Neto ao mencionar sobre a escolha desta modalidade e, com isso, rejeição à oferta de vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), organizado pelo Ministério da Educação. A distribuição, explica o coordenador, será feito da seguinte maneira: 10% aos oriundos de escolas públicas; 5% aos candidatos autodeclarados pretos e pardos procedentes de unidades da rede; e outros 5% reservados exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos.

Vagas extras

Outra proposta já aprovada pelos conselheiros é a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas com pelo menos abrangência nacional. Segundo Alves, o número de oportunidades aumentará em até 10% por curso, e a competição será restrita aos inscritos neste grupo.

“Ele deve ser no mínimo bronze [3º lugar]. A expectativa é que tenhamos 170 vagas disponíveis”, falou ao ponderar que há hipótese de preencher vagas não ocupadas na primeira chamada. Ele mencionou que a proposta não implicará em alta de gastos para a universidade. “Há uma compensação por causa da evasão registrada ao longo do curso”, explicou o coordenador.

Paais

O Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005 na universidade, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas. Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, portanto, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

A universidade

De acordo com site da Unicamp, atualmente há 34,6 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós oferecidos nos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba. Desde 2009, a universidade não registra aumento significativo de vagas, de acordo com a Comvest. No domingo, a universidade aplicou a 1ª fase do vestibular 2018 para 76,5 mil candidatos e a abstenção foi de 9,02%. Veja detalhes sobre a cobertura do exame aplicado em Campinas.

 

Unicamp decide sobre cotas e vagas pelo Enem no vestibular 2019 (G1 – Campinas e Região – 21/11/2017)

Propostas serão votadas pelo Conselho Universitário a partir das 9h, nesta terça (21). Grupo também avaliará reserva de oportunidades para indígenas e estudo sobre bônus para candidatos portadores de deficiências.

O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) votará, na manhã desta terça-feira (21), as propostas para implementação das cotas étnico-raciais e a oferta de vagas pelo Enem no vestibular 2019. A reunião começa às 9h e também serão avaliadas as hipóteses de um exame para indígenas e a concessão de bônus aos candidatos portadores de deficiência. O órgão é a instância máxima de deliberação. As sugestões apresentadas para elevar a inclusão social na Unicamp foram elaboradas por um grupo presidido pelo coordenador executivo da Comvest, José Alves de Freitas Neto, e unidades de ensino. A expectativa é de que 15% das 3,3 mil oportunidades sejam garantidas para quem optar pelas cotas (autodeclarados pretos e pardos), conforme prevê proposta inicial divulgada em agosto. Entre os itens ainda indefinidos e que serão debatidos pelos 75 conselheiros está a modalidade de acesso à universidade com uso da nota do Enem. O plano prevê reserva de 20% das vagas nos 70 cursos de graduação e a Unicamp avalia se irá aderir ao Sistema de Seleção Unificado (Sisu) ou regulamentar um sistema próprio que considere o desempenho do estudante durante o Enem. No primeiro caso, o percentual seria dividido da seguinte forma: 10% para estudantes oriundos de escolas públicas; 5% aos candidatos autodeclarados pretos e pardos procedentes de unidades da rede; e outros 5% reservados exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos. Na semana passada, a Comissão Central de Graduação (CCG) se posicionou contrária à oferta pelo Sisu. Antes disso, Alves também falou ao G1 que a segunda possibilidade é a mais vantajosa. “Isso facilita para os estudante, porque ele teria a chance de ter o Sisu para disputar o curso que ele quiser [outras universidades] e ele terá, para a Unicamp, a possibilidade de disputar internamente.”  Outro tema previsto na pauta é a criação de um vestibular indígena. A proposta do grupo de trabalho é para que sejam destinadas 32 vagas para este grupo, a partir de oportunidades não preenchidas entre as duas primeiras chamadas. Entre os cursos disponíveis estariam medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, midialogia e engenharia agrícola. A CCG, contudo, defende a necessidade de estudos mais aprofundados sobre a proposta.

Paais

De acordo com a proposta inicial, o Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas. Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

Bônus para pessoas com deficiência

Em relação às pessoas com deficiência que planejam estudar na Unicamp, o grupo de trabalho solicitará ao Consu análises para verificar como pode ser feita a concessão de bônus. Entre os 83,7 mil inscritos no vestibular 2018, que teve a primeira fase realizada no domingo (19), houve 358 pedidos de provas em “condições especiais” – as demandas incluem, por exemplo, avaliação ampliada, leitor/escrevedor, acesso fácil e uso de aparelho auditivo. Neste ano, quatro pessoas com deficiência foram aprovadas e ingressaram na Unicamp, segundo a universidade.  Atualmente, a Unicamp tem 3,3 mil vagas distribuídas entre 70 cursos de graduação. A meta do grupo de trabalho é preservar, com as propostas, a meta de 50% dos estudantes oriundos da rede pública – por curso e turno – e buscar índice de 37,5% de autodeclarados pretos, pardos e indígenas, segundo parâmetro do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estado de São Paulo.

 


Unicamp aprovou a adoção de 25% de cotas étnico-raciais a partir de 2019 (Carta Campinas – Manchete, saber e saúde – 21/11/2017)

O Conselho Universitário (Consu) da Unicamp aprovou nesta terça-feira (21) a adoção de um sistema de cotas étnico-raciais que reserva 25% das vagas disponíveis para candidatos autodeclarados pretos e pardos e a criação do Vestibular Indígena. Para o reitor Marcelo Knobel, a medida visa fazer com que  a sociedade se veja representada na instituição. “Agora, daremos início a uma nova etapa, que incluirá a criação da Secretaria de Ações Afirmativas, Diversidade e Equidade, instância que cuidará de questões como acompanhamento e permanência estudantil, e a elaboração dos respectivos editais”, disse o reitor.Além das cotas étnico-raciais e do Vestibular Indígena, o Consu também aprovou mudanças no Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS), criado em 2004. Uma das novidades é a concessão de bonificação [20 pontos na primeira e segunda fase do Vestibular] também aos candidatos que cursaram o Ensino Fundamental II em escola pública. No modelo atual, o PAAIS confere pontuação adicional somente aos candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública.

 


Unicamp aprova cotas raciais pela primeira vez e oferecerá vagas no Enem (Portal O Dia – Educação – 21/11/2017)

Propostas que visam elevar inclusão social na universidade receberam aval do Consu nesta terça-feira. Universidade também terá vagas pelo Enem e ‘cadeiras extras’ para destaques em olimpíadas.

O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, na tarde desta terça-feira (21), a proposta para implementação das cotas étnico-raciais no vestibular 2019. Além disso, o grupo também deu aval para a criação de um vestibular indígena que será obrigatório a partir de 2021. No período da manhã, a votação já havia sido favorável para a oferta de vagas pelo Enem e abertura de “cadeiras extras” para os candidatos que se destacarem em olimpíadas que tenham abrangência nacional. De acordo com José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão organizadora do vestibular (Comvest), 15% das 3,3 mil oportunidades em 70 cursos de graduação serão preenchidas por quem optar pelas cotas (autodeclarados pretos e pardos) no momento da inscrição. Além disso, outros 10% atrelados às vagas pelo Enem também devem elevar a inclusão social na universidade: 5% serão de candidatos autodeclarados pretos e pardos procedentes de unidades da rede, e outros 5% reservados exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos. “Considero que a universidade dá um passo importante para aprimorar o sistema de ingresso. Acho que foi um processo bem amadurecido, debatido, as discussões foram sobre ajustes pontuais, não mérito, o que demonstra clareza da comunidade da Unicamp sobre os termos”, ressalta o coordenador responsável por presidir o grupo que fez as propostas iniciais. Já outros 10% de oportunidades ligadas ao desempenho do candidato no Enem, explica Alves, serão destinadas aos aos oriundos de escolas públicas. Na reunião, os conselheiros rejeitaram a oferta pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), organizado pelo Ministério da Educação. Com isso, a Unicamp regulamentará um sistema próprio em edital, com as avaliações das unidades de ensino. “O Consu considerou que é um mecanismo mais democrático e permitirá mais oportunidades”, diz. Para o reitor, Marcelo Knobel, a medida resultará em avanços para a Unicamp e a expectativa é de que o processo seletivo seja mais atrativo nas próximas edições. Neste ano, houve recorde inscritos. “Trabalhamos com muito cuidado e isso demonstra a força da universidade pública […] A mudança de perfil é um desafio, a universidade tem a ganhar com isso e queremos os melhores estudantes.”

Vestibular indígena

O órgão máximo de deliberação da universidade também aprovou a criação de um vestibular indígena. Em 2019 e 2020 ele será facultativo, porém, a adesão das unidades de ensino será obrigatória a partir de 2021 e o sistema de ingresso poderá ser feito por meio da criação de “cadeiras extras” ou direcionamento de oportunidades não preenchidas na primeira chamada. “A ideia é que tenhamos duas vagas em cada um dos primeiros 16 cursos”, afirma Alves sobre o modelo a ser adotado no primeiro ano da medida. Entre os cursos que devem estar disponíveis estão medicina medicina, ciências biológicas, farmácia, enfermagem, educação física, nutrição, ciências sociais, letras, linguística, pedagogia, geografia, história, filosofia, administração, comunicação social – midialogia e engenharia agrícola. “A tendência majoritária é ser vaga extra”, ressalta o coordenador da Comvest.

Destaques em olimpíadas e Paais

Outra proposta já aprovada pelos conselheiros é a criação de vagas extras para destaques em olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional. Segundo Alves, o número de oportunidades aumentará em até 10% por curso, e a competição será restrita aos inscritos neste grupo. “Ele deve ser no mínimo bronze [3º lugar]. A expectativa é que tenhamos 170 vagas”, falou ao ponderar que há hipótese para preenchimento de vagas não ocupadas na primeira chamada. Ele mencionou que a proposta não implicará em alta de gastos para a universidade. “Há uma compensação por causa da evasão registrada ao longo do curso”, falou o coordenador. O Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005 na universidade, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas. Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, portanto, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

A universidade

De acordo com site da Unicamp, atualmente há 34,6 mil alunos matriculados nos cursos de graduação e pós oferecidos nos campi de Campinas, Limeira e Piracicaba. Desde 2009, a universidade não registra aumento significativo de vagas, de acordo com a Comvest. No domingo, a universidade aplicou a 1ª fase do vestibular 2018 para 76,5 mil candidatos e a abstenção foi de 9,02%. Veja detalhes sobre a cobertura do exame aplicado em Campinas. Nesta edição, a Unicamp utiliza a nota obtida pelo candidato no Enem – parte de conhecimentos gerais – somente para compor a nota final da primeira fase, desde que ele tenha autorizado no formulário de inscrição. A atribuição ocorre por meio de padronização. A universidade concede aos participantes do Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (Paais), após o vestibular, 60 pontos à nota final da primeira fase. Quem for convocado para a segunda etapa terá acréscimo de 90 pontos à nota da redação e 90 pontos à nota de cada prova que compõe a nota final da segunda fase, segundo manual disponível no site da Comvest. Além disso, candidatos inscritos no grupo e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas (segundo classificação do IBGE) receberão outros 20 pontos à nota final da primeira fase; enquanto que os convocados para a etapa seguinte terão mais 30 pontos à nota da redação e mais 30 na nota final da segunda fase. Só será contemplado quem fez a indicação durante o período de inscrição.Segundo a Comvest, são beneficiários do Paais candidatos que fizeram todo ensino médio regular ou ensino médio supletivo (presencial, semipresencial ou a distância) na rede pública nacional; ou quem terminou o ensino médio por meio de exames nacionais como Enem – até 2016 – ou Encceja.

 


Unicamp aprova oportunidade extras para ingresso universitário (Correio do Estado – Educação Superior – 21/11/2017)

O Conselho Universitário da Unicamp (Consu) aprovou, nesta terça-feira (21), a oferta de vagas pelo Enem no vestibular 2019, e a criação de oportunidades extras para os candidatos que se destacarem em olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional. A reunião no campus de Campinas (SP) teve início por volta das 9h e o grupo ainda discutirá nesta tarde a implementação das cotas étnico-raciais, reserva de vagas aos indígenas e estudo sobre bônus para deficientes. Segundo José Alves de Freitas Neto, coordenador executivo da comissão organizadora do vestibular (Comvest), 20% das 3,3 mil oportunidades em 70 cursos de graduação serão preenchidas de acordo com o desempenho obtido pelo candidato na prova do Enem. A Unicamp, explica, regulamentará um sistema próprio em edital, onde serão consideradas avaliações das unidades de ensino. “O Consu considerou que é um mecanismo mais democrático e permitirá mais oportunidades”, ressaltou Freitas Neto ao mencionar sobre a escolha desta modalidade e, com isso, rejeição à oferta de vagas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), organizado pelo Ministério da Educação. A distribuição, explica o coordenador, será feito da seguinte maneira: 10% aos oriundos de escolas públicas; 5% aos candidatos autodeclarados pretos e pardos procedentes de unidades da rede; e outros 5% reservados exclusivamente para os estudantes autodeclarados pretos e pardos.

Vagas extras

Outra proposta já aprovada pelos conselheiros é a criação de vagas extras para vencedores de olimpíadas que tenham pelo menos abrangência nacional. Segundo Alves, o número de oportunidades aumentará em até 10% por curso, e a competição será restrita aos inscritos neste grupo. “Ele deve ser no mínimo bronze. A expectativa é que tenhamos 170 vagas disponíveis.” Ele mencionou que a proposta não implicará em alta de gastos para a universidade. “Há uma compensação por causa da evasão registrada ao longo do curso”, falou o coordenador.

 Paais

O Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva (Paais), aplicado desde 2005 na universidade, também será reformulado e o bônus deve ser somado à nota final de cada fase do exame da seguinte maneira: 40 pontos para estudantes que cursaram todo o ensino médio na rede pública, e 20 pontos para os que fizeram todo o ensino fundamental II em unidades públicas. Para os estudantes que realizaram ensino fundamental II e ensino médio na rede pública, portanto, serão incorporados 60 pontos às notas das provas. Por outro lado, autodeclarados pretos, pardos e indígenas deixam de ser contemplados no Paais, diante da inclusão de novas formas de acesso.

 


Unicamp aprova cotas étnico-raciais e vagas via Enem (Super Vestibular – Notícias – 22/11/2017)

Decisão da Universidade é histórica e será válida já para o Vestibular 2019.

A Universidade de Campinas (Unicamp) divulgou ontem, 21 de novembro, que aprovou por meio do Conselho Universitário (Consu) a decisão histórica da adoção do sistema de cotas étnico-raciais, com a reserva de 25% de vagas para candidatos autodeclarados pretos e pardos, além da criação do Vestibular Indígena. De acordo com a instituição, o objetivo é fazer com que a sociedade se veja representada na instituição. As medidas serão aplicadas de forma gradual, a partir do Vestibular 2019. Além das cotas étnico-raciais e do Vestibular Indígena, também foi aprovada mudanças no que diz respeito ao Programa de Ação Afirmativa e Inclusão Social (PAAIS). Dentre as mudanças, está a concessão de bonificação de 20 pontos na primeira e segunda fase do Vestibular também aos candidatos que cursaram o Ensino Fundamental II em escola pública. Atualmente, o Programa oferece a pontuação adicional somente aos candidatos que fizeram o Ensino Médio em escola pública.

Enem

Também foi confirmada a indicação da Comissão Central de Graduação (CCG), que sugeriu a oferta parcial de vagas por meio do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) e não pelo Sistema de Seleção Unificado (SiSU), como constava originalmente na proposta. A designação de vagas para os melhores colocados em olimpíadas e competições de conhecimento foi outro ponto aprovado. De acordo com os dados fornecidos pela Unicamp, baseado em simulações, o índice geral de candidatos aprovados oriundos de escolas públicas na Universidade passaria dos atuais 38,1% para 45,9%. A expectativa é que, com a oferta de novas formas de acesso à graduação, aumente a procura por parte dos candidatos de escolas públicas. O mesmo também é esperado em relação aos candidatos autodeclarados pretos e pardos. Atualmente, a presença desse segmento no conjunto dos estudantes de graduação é de 29,5%. Com a utilização das cotas, a expectativa é que essa taxa passe num primeiro momento para 33,6%. A meta que a Unicamp pretende atingir é de 37,2%, que corresponde à participação de pretos e pardos na população do Estado de São Paulo. Separados por cursos, a participação dos estudantes negros também apresentaria aumento. Cerca de 20 cursos passariam a contar com um contingente de pretos e pardos equivalente ou superior ao da representação desse grupo étnico na população paulista. Como o Vestibular Indígena ainda está para ser criado, não há números possíveis para a realização de comparativos.

Política de cotas na Unicamp

O processo para elaboração de uma política de adoção de cotas nos cursos de graduação na Unicamp teve início em 2016. Até ser aprovada, a proposta de adoção de cotas étnico-raciais e demais mudanças nas formas de ingresso nos cursos de graduação da Unicamp percorreu um longo caminho. O trabalho envolveu audiências públicas, criação de grupos específicos para estudo e elaboração de um modelo. As provas da 1a fase do Vestibular 2018 da Unicamp foram aplicadas no último domingo, 19 de novembro. A expectativa é que os gabaritos oficiais sejam liberados amanhã, dia 23. Enquanto isso, você conferir a correção comentada disponibilizada pelo Super Vestibular. O resultado da 1a etapa e os locais de prova da segunda serão anunciados no dia 11 de dezembro. Os candidatos poderão consultar as notas da primeira fase no dia 21 de dezembro. O Vestibular 2018 da Unicamp recebeu 83.782 inscrições para as 3.340 vagas distribuídas em 70 cursos em Campinas, Limeira, Paulínia e Piracicaba. Para mais informações, acesse o Manual do Candidato ou o site da Comvest.

 


Unicamp amplia formas de acesso (TodoDia – Cidades – 21/11/2017)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) regulamentou ontem uma proposta de mudança no vestibular que abre mais quatro formas de acesso à universidade: cotas, Enem (Ensino Nacional do Ensino Médio), vestibular indígena e medalhistas de competições científicas. O Consu (Conselho Universitário da Unicamp) acatou a maior parte das sugestões encaminhadas por um grupo de trabalho designado para repensar as vias de ingresso na universidade. Parte das medidas valerá para os estudantes que entrarem na instituição a partir de 2019. É o caso da oferta de vagas pelo Enem e das cotas étnico-raciais. Agora, 80% das vagas serão oferecidas pelo vestibular, das quais 15% vão ser destinadas a quem se autodeclarar preto ou pardo. As 20% restantes serão preenchidas pela prova do Enem – 10% oferecidas a todos os alunos de escolas públicas e as outras 10% vinculadas a critérios sociais e raciais: 5% para estudantes pretos ou pardos da rede pública e 5% apenas para estudantes pretos ou pardos. A proposta enviada para avaliação do Consu previa que as vagas extravestibular fossem promovidas via Sisu (Sistema de Seleção Unificada), do Ministério da Educação, mas optou-se por um sistema próprio com base no desempenho do candidato no Enem – a ser regulamentado por edital. “Foi um dia muito importante para Unicamp. A ideia foi diversificar as formas de ingresso na universidade para atrair estudantes mais diversos e, naturalmente, os melhores estudantes. Um aspecto fundamental da universidade é ter a sociedade refletida dentro da sua população”, afirmou o reitor da instituição, Marcelo Knobel.

VESTIBULAR INDÍGENA

O Consu também votou a favor da criação de um vestibular específico para indígenas. A medida será facultativa em 2019 e 2020, mas todos os cursos da universidade deverão adotar o sistema a partir de 2021. A ideia inicial é reservar a esse público até duas vagas em 16 cursos: Medicina, Ciências Biológicas, Farmácia, Enfermagem, Educação Física, Nutrição, Ciências Sociais, Letras, Linguística, Pedagogia, Geografia, História, Filosofia, Administração, Comunicação Social/Midialogia e Engenharia Agrícola. Também serão criadas vagas extras para destaques em olimpíadas nacionais de conhecimento, como a Olimpíada Brasileira de Matemática e a Olimpíadas Brasileira de Física. Além disso, o programa de bônus da universidade, o Paais (Programa de Ação Afirmativa e Inclusiva), também será remodelado. A pontuação extra, adicionada à nota final da primeira e da segunda fase do vestibular, passa a ser de 40 pontos para estudantes que cursaram todo o Ensino Médio na rede pública e de 20 pontos para estudantes que cursaram todo o Ensino Fundamental 2 na rede pública. Com as mudanças previstas, o sistema deixa de abranger os autodeclarados pretos, pardos e indígenas.