22/03/2010 / Em: Clipping

 


UFSCar, Unifesp e Unicamp ainda mantêm esperança para não aprovados  (EPTV – Virando Bixo – 19/03/10)

Duas universidades federais de São Paulo – a UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) e a Unifesp (Universidade Federal de São Paulo) – e a Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) mantêm vivas as esperanças dos candidatos que ainda não foram aprovados em seus últimos vestibulares. Isso porque as três instituições preveem novas chamadas nos próximos dias e podem garantir a realização do sonho da convocação para a matrícula. A UFSCar já realizou até o momento cinco chamadas do Vestibular 2010. A sexta lista sairá na terça-feira (23), juntamente com uma relação de candidatos que permanecem em lista de espera para ocupar eventuais vagas remanescentes. Continuam concorrendo apenas os candidatos que manifestaram interesse por vagas. A matrícula dos convocados será no dia 25 de março.



Problemas a resolver (Folha de S.Paulo – Editorial – 20/03/10)

O MODELO ainda preponderante de seleção de alunos para as universidades brasileiras é ineficiente. Datas de exames coincidentes e dificuldades de deslocamento limitam o universo de vagas à disposição dos candidatos. Daí que se afigurasse promissora a ideia de unificar, pouco a pouco, a seleção para as universidades públicas. Quase tudo deu errado, no entanto, no novo Exame Nacional do Ensino Médio, criado para cumprir essa missão. A prova foi furtada e sua realização teve que ser adiada. Estudantes e universidades abandonaram o novo modelo. E problemas surgiram na etapa final do processo, no sistema de seleção. Nesta fase, os estudantes faziam suas escolhas de curso e, caso não alcançassem a nota de corte na faculdade de sua preferência, podiam escolher nova opção, num total de três etapas. A ideia era distribuir com mais racionalidade e eficiência um estoque de 48 mil vagas em instituições de todo o país. O modelo estimula a mobilidade dos estudantes. Moradores de pequenas cidades, por exemplo, podem concorrer com mais facilidade a vagas em grandes centros. Ocorre que o mecanismo apresentou falhas. Terminada a terceira e última rodada de escolha, ainda não foram ocupadas 7.124 vagas nas 51 instituições federais que selecionam alunos pelo Enem. O número equivale a 15% do total em disputa. O Ministério da Educação (MEC) reluta em admitir o problema, ao mesmo tempo em que levanta hipóteses para tentar explicá-lo. Uma delas é a de que muitos estudantes pleitearam vagas fora de seus Estados sem a intenção de se matricular nos cursos. A pasta estuda que medidas adotar. É de esperar que não se repita, neste caso, algo semelhante à decisão de cancelamento da prova de meio de ano do Enem. Ao voltar atrás no que havia prometido a muitas universidades, o ministério contribuiu para abalar a credibilidade do novo modelo. A ideia de unificar o processo seletivo é boa e deve ser mantida. O que precisa melhorar é a capacidade de gestão do MEC.