22/07/2013 / Em: Clipping

 


Análise: Universidades exerceram sua autonomia e mudaram plano   (Folha Online – Educação – 21/07/13)

O Pimesp (programa para inclusão social nas universidades paulistas, apresentado em dezembro) propõe atingir o mesmo objetivo da lei de cotas das instituições federais de ensino superior por meio de uma formação inicial em um colégio semipresencial e posterior transferência.  Na proposta, essas metas deveriam ser atingidas até 2016. Como as universidades estaduais paulistas gozam de autonomia, o projeto precisava ser aprovado nos Conselhos Universitários.  USP, Unicamp e Unesp recusaram a transferência automática dos alunos do curso semipresencial e também o prazo proposto para se chegar às metas (só a Unesp manteve o prazo). A Unicamp decidiu dobrar o bônus que já concedia no vestibular aos oriundos de escola pública. A USP também aumentou o seu bônus. As medidas permitem prever que a meta do Pimesp será atingida em qualquer prazo? Não. Ou pelo menos não foram fornecidos aos conselheiros dados que demonstrem isso claramente.

USP reconhece que terá de alterar bônus no seu vestibular  (Folha Online – Educação – 21/07/13)

Sem apresentar estudos que mostrem a base para a mudança em sua política de bônus no vestibular a alunos de escolas públicas, a USP reconhece que outras alterações serão necessárias.  Situação parecida vive a Unicamp, que também alterou recentemente sua política de benefício a estudantes das escolas públicas.  As instituições perseguem a meta posta pelo governo estadual de ter 50% dos calouros provenientes da rede pública, em cada curso. Na USP, a média hoje é de 28%, mas chega a 17% em medicina.  A universidade aprovou no início deste mês bônus de 5% para vestibulandos pretos, pardos e indígenas. Para os demais alunos de escolas públicas, o benefício subiu de 15% para 20%.

Principal era aprovar metas de inclusão nas universidades, diz governo   (Folha Online – Educação – 21/07/13)

Apesar de USP e Unicamp terem aumentado o prazo para se chegar às metas de inclusão propostas pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), a gestão estadual paulista diz estar satisfeita com as decisões.  “A aprovação das metas pelas universidades é a espinha dorsal da proposta”, diz Carlos Vogt, assessor especial do governo para assuntos de ensino superior.  De acordo com ele, cada universidade fará o que for preciso para atingir as metas.  “As universidades estão avaliando suas próprias estratégias”, afirma. Em privado, professores que participaram da elaboração da proposta inicial do governo –que teve o apoio dos reitores– afirmam que chegaram a temer que as metas nem fossem aprovadas pelos Conselhos Universitários. Um dos problemas, dizem, foi a proposta da criação do “college”, que enfrentou forte resistência nas faculdades. A ideia era que o aluno de escola pública se preparasse melhor no curso intermediário, de dois anos, antes de ingressar nas universidades.  Mas houve críticas em relação ao modelo semipresencial e à demora que haveria até o aluno entrar na USP, na Unesp ou na Unicamp.  Assim, o governo passou a defender que o importante eram as metas. As ações ficariam a cargo de cada escola.

Cai número de alunos que se formam no tempo ideal em engenharia  (Folha Online – Educação – 22/07/13)

Dois estudos finalizados recentemente mostram que caiu a proporção de estudantes que se formam em engenharia no tempo adequado -a área segue com carência de profissionais no país. Com metodologias diferentes, chegaram à mesma conclusão a Confederação Nacional da Indústria e a Universidade Federal de Juiz de Fora. Para a primeira entidade, a proporção caiu de 48% em 2009 para 43% dois anos depois, considerando o período de cinco anos como o ideal para o estudante se formar. Já para a federal de Minas, o recuo foi de 58% para 55%, no mesmo período, considerando seis anos como tempo esperado para a conclusão. As quedas ocorreram em cursos públicos e privados, mas a intensidade nos pagos foi maior. Os percentuais caem quando aumenta o número de evasão ou de reprovação -ou os dois juntos. O panorama mostra ser necessário discutir mudança nos currículos, melhorias no acompanhamento de alunos e até se é necessário abrir mais vagas, dizem analistas. A queda na taxa de conclusão não significa, porém, que haja menos concluintes. O problema é que o aumento no número de formandos não acompanha o de ingressantes. Conforme a Folha informou em abril, o número de calouros em engenharia cresceu tanto que já passou os de direito, pela primeira vez. Para o ex-reitor da USP Roberto Lobo, consultor da confederação das indústrias, justamente o crescimento dos ingressantes pode explicar o aumento da evasão e da reprovação em engenharia. “A tendência é que cheguem mais alunos sem base em matemática e física.” Para o diretor de inovação da confederação, Paulo Mól, pesam ainda os currículos (que não têm matérias práticas nos primeiros anos) e a dificuldade para se pagar os cursos (a maioria dos estudantes está em particulares). Aluna da PUC de Campinas, Carla Moyses Costa, 28, decidiu trancar o curso de engenharia civil devido à mensalidade (cerca de R$ 1.300). “Eu precisava estudar e trabalhar. Ficava cansada. E chegou uma hora que não deu mais para pagar.”

Análise: Estudos mostram que cerca de 80% da evasão ocorre no primeiro ano   (Folha Online – Educação – 22/07/13)

Os estudos mostram que a principal causa das altas taxas de evasão e de reprovação em engenharia é a condição dos estudantes no seu ingresso: tiveram que escolher o curso muito jovens; muitas vezes não possuem boa base para física, química e matemática; ganham liberdade que não tinham no ensino médio (e podem se perder).  Essas dificuldades fazem com que, de toda a evasão na área, 80% ocorra logo no primeiro ano do curso. E esse é um problema enfrentado em diversos países. Uma solução que tem sido adotada é a de dedicar o primeiro ano para atividades de nivelamento (não só de conteúdo mas também pedagógico e social) e adaptação do estudante à nova realidade.

Site brasileiro de educação on-line já tem três cursos com certificado   (Folha Online – Educação – 22/07/13)

Desde o mês passado, a USP oferece cursos de física e de estatística on-line no site Veduca, que terão prova presencial para emitir um certificado. No último dia 11, foi a vez da federal UnB (Universidade de Brasília) passar a oferecer o seu primeiro curso certificado no serviço, de bioenergética. Somados, os três cursos já atraíram 15 mil pessoas, segundo a empresa. As provas serão as mesmas que são aplicadas a alunos presenciais e terão a supervisão dos próprios professores responsáveis pela disciplina, conta o fundador do Veduca, Carlos Souza, 32. “Damos prioridade às áreas que carecem de mais profissionais no Brasil, como as tecnológicas e de engenharia”, diz. As próximas universidades que lançarão cursos pelo Veduca são a FGV, o ITA, a PUC-Rio e a UFPB –Unesp e Unicamp já oferecem algumas disciplinas. Atualmente, o serviço tem 110 mil usuários com cadastro –que não é obrigatório–, e acumulou 400 mil visitas no mês passado. Segundo Souza, a meta é levar esse número a 1 milhão até o fim do ano.

Universidade não basta para instrução superior no mundo, diz fundadora de site   (Folha Online – Educação – 22/07/13)

Nascida e formada em Israel, Daphne Koller, 45, professora de ciência da computação na Universidade Stanford (EUA), lançou no ano passado um site de educação a distância, o Coursera.org, que tem 83 instituições parceiras –entre as quais estão a Universidade Harvard e o MIT– e que anunciou no dia 10 ter recebido US$ 43 milhões em novos investimentos.  Em entrevista à Folha por telefone, Koller explica por que acha que a universidade nunca será substituída por completo (mas seguirá sendo um privilégio) e fala sobre o novo aporte, uma parceria com a USP e o “entusiasmo” dos brasileiros que usam a plataforma.

USP e Unicamp reiteram críticas ao projeto  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 21/07/13)

Em reunião realizada ontem, a congregação da Faculdade de Medicina da USP confirmou posição contrária à medida provisória que institui o programa Mais Médicos. Em nota no início da semana, a diretoria da instituição pediu a retirada imediata da proposta do Congresso. A faculdade quer criar uma comissão para enviar um projeto alternativo ao governo. Também ontem, a congregação da Faculdade de Ciências Médicas da Unicamp divulgou carta aberta criticando a forma “autoritária e precipitada” como o governo está conduzindo a medida. Entre outros pontos, o órgão afirma ser contra a ampliação do curso de medicina de 6 para 8 anos.



Unicamp critica ‘Mais Médicos’ e se opõe a curso de medicina com 8 anos   (Globo.com – G1 Vestibular – 21/07/13)

A Faculdade de Ciências Médicas (FCM) da Unicamp divulgou carta aberta na qual critica a “forma autoritária e precipitada” que o governo federal conduz o programa “Mais Médicos”, e informou se opor à elevação da carga horária dos cursos de medicina da rede pública e privada do país de 6 para 8 anos de duração. A mudança anunciada pelo ministro da Educação, Aloizio Mercadante, obriga o aluno a atuar dois anos no Sistema Único de Saúde (SUS). O programa “Mais Médicos” pretende de aumentar o número de médicos atuantes na rede pública de saúde em regiões com déficit de profissionais, e permite a vinda estrangeiros ou de brasileiros que se formaram no exterior sem a necessidade de revalidação do diploma. O governo prevê criar 10 mil postos de trabalho com a medida, além de 11.447 vagas em faculdades de medicina até 2017.



Diminuir deserção é o grande desafio para universidades latino-americanas   (Terra – Vestibular – 20/07/13)

As universidades da América Latina se encontram em “pleno replanejamento” e enfrentam o desafio de reduzir a alta deserção, avançar em matéria de educação em linha e melhorar a qualidade do ensino sem deixar de lado os mecanismos para o acesso em massa. A América Latina, com quase 600 milhões de habitantes, tem mais de “10 mil instituições de educação, 37% delas universidades que abrigam cerca de 19 milhões de estudantes”, disse à Agência Efe Pedro Henríquez-Guajardo, diretor do Instituto Internacional para a Educação Superior na América Latina e no Caribe (IESALC). Perante a “grande” proliferação de universidades que houve nos últimos anos, o que permitiu aumentar o acesso à educação superior na região, a IESALC pede “que as instituições tenham foco, vejam por onde têm que ir e possam se colocar à altura dos tempos”. “Enquanto não avançarmos no caráter de universidade do século XXI e no conceito da mesma nos âmbitos de formação, pesquisa e vinculação com o meio, vai ser muito difícil alcançarmos instituições de classe mundial”, alertou o diretor do IESALC, um órgão da ONU para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco). Entre os maiores desafios que o sistema enfrenta agora está o objetivo de conseguir que os estudantes terminem seus estudos, concordaram reitores e outras autoridades universitárias latino-americanas reunidos recentemente em um seminário no Panamá organizado pela IESALC. “Os dados são duros no âmbito da deserção e a principal causa é sócio-econômica”, afirmou Henríquez-Guajardo, que disse que na região a cobertura líquida em ensino superior alcança um máximo de 44%.



USP e Unicamp se posicionam contra curso de medicina de oito anos   (IG – Educação – 19/07/13)

As faculdades de medicina da USP e Unicamp emitiram comunicados oficiais criticando a Medida Provisória (MP) 621 que cria o Programa Mais Médicos , que tem entre suas determinações o aumento de seis para oito anos do curso no País. As universidades são contra as medidas propostas pelo governo federal para acabar com o déficit de médicos no Brasil e sugerem outras ações para atacar o problema. O posicionamento aprovado nesta sexta-feira (18) pela USP pede que a MP seja retirada do Congresso e que o Exame Nacional de Revalidação de Diplomas Médicos (Revalida) seja a única maneira de admissão de médicos estrangeiros no País. Uma das medidas do Mais Médicos é a contratação de profissionais estrangeiros para trabalhar na rede pública nas periferias das cidades e no interior. Para os diretores da faculdade, as medidas apresentadas pelo governo federal não ajudam a solucionar os problemas da saúde pública. “Se a questão é a falta de médicos, o adiamento de sua formação irá piorar o quadro atual.