22/08/2012 / Em: Clipping

 


Após o ‘boom’ de novas entidades, privadas apostam em expansão   (Terra – Vestibular – 22/08/12)

Nos últimos 10 anos, o número de instituições privadas de ensino superior mais do que dobrou. Em 2010, quando foi feito o último levantamento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), elas somavam 2,1 mil, enquanto a rede pública contava com 278. Depois do “boom” de novas entidades abertas no início dos anos 2000, os grandes grupos universitários apostam na expansão dos seus negócios.  Originalmente carioca, a Universidade Estácio de Sá hoje está presente em 17 Estados brasileiros. Sua primeira aquisição foi feita em 2007. Em 2012, já foram feitos cinco anúncios de novas compras: duas em São Paulo, uma em Macapá, São Luis e Porto Alegre. O modelo de expansão também vem sendo aplicado pela Anhanguera. Entre 2007 e setembro de 2011, a companhia fechou 29 contratos com instituições voltadas para o ensino superior, algumas mantenedoras de mais de uma faculdade. A União Bandeirante de Educação (Uniban) foi a última compra feita pela companhia. Em meio aos contratos assinados, surge o questionamento sobre a qualidade e a autonomia das pequenas instituições incorporadas a redes maiores. O presidente do Grupo Estácio, Rogério Melzi, explica que a compra de faculdades menores tem entre seus objetivos preencher as vagas que estes centros têm a oferecer. Melzi cita o exemplo da aquisição mais recente da Estádio de Sá, as Faculdades Rio-Grandenses (Fargs), em Porto Alegre. “Ela tem potencial para 6 mil alunos, mas hoje tem cerca de mil. Com o conhecimento local das pessoas da Fargs, com um bom reforço de capital e da estrutura de marketing, nós acreditamos que estes mil podem virar 6 mil”, afirma.  Para a coordenadora do curso de Pedagogia da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Maria Márcia Malavasi, não se pode ignorar que são princípios empresarias que movem tais negociações. Segundo ela, o acesso a faculdades privadas se torna mais fácil devido à necessidade do preenchimento de vagas. “Como o vestibular é um processo seletivo ranqueador, quanto mais vagas se tem, mais pessoas conseguem ingressar na faculdade”, explica. Ela acredita, porém, que a qualidade de ensino vai depender mais do projeto político da universidade do que do acesso.



Estudantes dizem em debate do iG que cotas geram preconceito   (IG – Educação – 21/08/12)

A divulgação dos resultados do Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) de 2011 mais uma vez chamou a atenção para problemas do ensino médio brasileiro. Com a nota de 3,7 no País (em 2005, era 3,5), o Ministério da Educação reagiu e anunciou que vai sugerir mudanças para a etapa escolar. Para entender as dificuldades nas escolas, o iG realizou um debate ao vivo com os principais interessados na questão: os estudantes. Com mediação do colunista do iG e especialista em Enem Mateus Prado, 10 alunos do ensino médio de São Paulo debateram por uma hora a etapa da educação e outros temas, o resultado do Ideb, as propostas de mudanças no currículo e de substituição da Prova Brasil pelo Enem como exame de avaliação do ensino médio e o projeto que institui cotas sociais em todas as universidades federais do Brasil. Os estudantes concordaram que as cotas sociais e raciais causam preconceito, mas divergem sobre a sua adoção. “As cotas impõem uma exclusão dentro da própria faculdade”, avaliou Melinda Rodrigues, estudante do ensino médio da ETEC Raposo Tavares.