23/01/2018 / Em: Clipping

 

Sisu cresce quatro vezes em sete anos e concentra quase metade das vagas públicas em universidades (G1 – Educação – 23/01/2018)

Levantamento do G1 mostra a expansão de vagas do sistema do MEC, que desde 2010 usa a nota do Enem para selecionar candidatos para cada vez mais vagas no ensino superior público.

Criado depois da reformulação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em 2009, o Sistema de Seleção Unificada (Sisu) ganhou, em menos de uma década, o status de maior aglutinador de vagas em graduação nas instituições públicas do país. Entre 2010 e 2016, o número de vagas que as universidades, institutos e faculdades federais e estaduais decidiram destinar ao sistema cresceu mais de quatro vezes, e a concentração do total de vagas ofertadas no ensino superior público do Brasil no Sisu saltou de 10,7% para 43%. Nesta terça, o Sisu 2018 do primeiro semestre abriu as inscrições para 239.601 vagas em 130 instituições. O levantamento foi feito pelo G1 a partir de dados divulgados ano a ano pelo Ministério da Educação e informações das edições do Censo da Educação Superior de 2010 e 2016, ano dos dados mais recentes disponíveis. Em 2010, as 47.913 vagas oferecidas por meio do Sisu representaram 10,7% do total de 445.337 vagas oferecidas por vestibular ou outros processos seletivos de todos os cursos presenciais em universidades públicas, segundo os dados do Censo da Educação Superior. Entre 2010 e 2016, as instituições públicas haviam expandido seu número total de vagas oferecidas para 529.239, um aumento de 18,8%. Mas, nesse mesmo período, a expansão de vagas do Sisu foi de 376%. Na edição do primeiro semestre de 2016, o Sisu reuniu 228.071 vagas, ou seja, 43,1% do total de novas vagas oferecidas no ensino superior público em todo o país.

Distribuição de vagas

Nesta edição, são 100 instituições federais participantes, e 30 estaduais. De acordo com o MEC, as instituições aumentaram o número de vagas oferecidas, mas reduziram o número de cursos com os quais aderiram ao sistema. O estado com o maior número de vagas oferecidas é Minas Gerais, que responde por 30.381 vagas, ou 12,7% do total do Sisu. Rondônia, com 328, e Roraima, com 886 vagas, são os estados com a menor oferta neste semestre. Atualmente, segundo dados do MEC, só duas universidades federais não participam do Sisu: a Universidade Federal de Rondônia (Unir) e a Universidade Federal do Oeste do Pará. “Ele é por adesão e não é obrigatório. Das nossas 63 universidades federais, por exemplo, atualmente 61 já ofertam vagas”, explicou Fernando Bueno, coordenador-geral de Programas de Ensino Superior do MEC, em dezembro, quando a nova edição foi anunciada.

Cotas raciais e sociais

Das 239 mil vagas oferecidas pelo Sisu 2018, 121.266 (ou 50,6%) estão reservadas para alguma modalidade de cota social ou racial. São 103.897 vagas que seguirão a Lei Federal de Cotas, obrigatória apenas para as instituições federais, e 17.369 vagas de outras políticas de ação afirmativa que tanto as instituições federais quanto as estaduais têm liberdade para criar. A USP, por exemplo, vai oferecer 2.745 vagas em 102 cursos pelo Sisu; dessas, 2.322 são destinadas a ações afirmativas, o que representa 84,5% do total. O estado com o maior número de vagas reservadas para algum tipo de cota é Santa Catarina, com 60,8% do total. O Piauí, com 41,9% das vagas destinadas às ações afirmativas, é o estado com a menor porcentagem. As instituições federais são obrigadas por lei a destinar pelo menos 50% de suas vagas a cotistas, somando todas as vagas oferecidas, incluindo as do Sisu e as do vestibular tradicional.

 


Mais de 140 planos de aula gratuitos da Olimpíada de História da Unicamp estão disponíveis (Brasil Escola – Notícias – 23/01/2018)

 

Professores e demais pessoas interessadas podem acessar gratuitamente 146 planos de aula no site da Olimpíada Nacional em História do Brasil, projeto desenvolvido pelo Departamento de História da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Para mais detalhes sobre todos os planos, basta acessar o site da Olimpíada, na parte dos cursos de formação. O material pode ser usado, de forma gratuita, para o trabalho com os ensinos fundamental e médio. Os temas abordados pelos planos de aula são “História dos Índios”, “História da África” e “Ditadura Civil-Militar”. Os planos de aula foram desenvolvidos por professores e estudantes de graduação que participaram de três edições do curso de formação da Olimpíada Nacional em História do Brasil. O material faz parte de uma seleção dos 50 melhores de cada edição.

OLIMPÍADA DE HISTÓRIA

Estão abertas as inscrições do 5º curso de Formação da Olimpíada de História. Os interessados têm até 18 de fevereiro para a realização do cadastro. O projeto é destinado aos professores de História ou de outras áreas, além de estudantes de graduação (mesmo que não tenham formado ainda). O curso tem um investimento de R$ 190, sendo que professores orientadores de equipes da 9ª Olimpíada Nacional em História, realizada em 2017, têm gratuidade na participação.  O curso de formação será realizado de 1º de março a 10 de maio. O projeto é online e tem o apoio de historiados e pesquisadores da Unicamp, além de outros convidados. Há a oferta de material inédito com textos e vídeos que auxiliam no trabalho em sala de aula. Mais informações no site da Olimpíada Nacional em História do Brasil.