23/03/2009 / Em: Clipping

 


Veja listas de livros cobrados nos principais vestibulares do país  (UOL – Vestibular – 23-03-09)

Confira as listas de livros obrigatórios já divulgadas para as seleções de candidatos com ingresso no ensino superior no ano de 2010.

USP (Universidade de São Paulo) e Unicamp (Universidade Estadual de Campinas)

·  “O Cortiço”, de Aluísio Azevedo

·  “Capitães da Areia”, de Jorge Amado

·  “Antologia Poética” (com base na 2ª edição aumentada), de Vinícius de Moraes

·  “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente;

·  “Memórias de um Sargento de Milícias”, de Manuel Antônio de Almeida;

·  “Iracema”, de José de Alencar;

·  “Dom Casmurro”, de Machado de Assis;

·  “A Cidade e as Serras”, de Eça de Queirós;

·  “Vidas Secas”, de Graciliano Ramos.

Saiba como se planejar para enfrentar os livros obrigatórios dos vestibulares  (UOL – Vestibular – 23/03/09)

A leitura dos livros obrigatórios nos vestibulares pode se tornar um problemão, caso seja deixada para a última hora. Por isso, os especialistas ouvidos pelo UOL Educação dão dicas de como se planejar e do que priorizar enquanto é tempo. Aproveitar os oito meses anteriores aos processos seletivos de final de ano pode render pontos extras e aumentar a confiança na hora da prova.  “Vale a pena iniciar a leitura no começo do ano. Assim, no final do ano, o candidato só vai precisar de uma muleta, que é o resumo da obra para relembrá-la. Ele pode também assistir a aulas de cursinho ou a palestras para deixar o conteúdo fresco na memória, na reta final”, afirma a coordenadora de português do curso Etapa, Célia Passoni.  Mas qual livro escolher para iniciar a lista com o pé direito? “Cada pessoa tem seu ritmo e seu conhecimento. Alguns, já podem até ter lido parte das obras da lista, durante o ensino médio. Então, a primeira recomendação é separar os livros que já leu e as obras de poesia”, afirma Célia. Por que separar as poesias? “O livro de poemas pode ser levado no bolso. É uma leitura que pode ser feita diariamente, aos poucos. Outras obras, mais complexas exigem um pouco de perseverança”, explica a docente. Segundo Célia, uma sugestão é começar pelas obras que você considera mais fáceis. Exemplos de livros desse tipo seriam “Vida Secas”, de Graciliano Ramos, ou o “Auto da Barca do Inferno”, de Gil Vicente – com textos relativamente curtos.  Obras consideradas mais complexas pela professora são, por exemplo, “Grande Sertão Veredas”, de Guimarães Rosa, ou “A Cidade e as Serras”, do português Eça de Queirós. “Os livros mais difíceis, em geral, são os que estão mais afastados do público brasileiro”, justifica.



70% dos candidatos aprovados nas Fatecs vêm de escolas públicas  (Globo.Com – G1 – Vestibular – 20/03/09)

Nas Etecs, 77% dos aprovados no vestibulinho são da rede pública.
Neste ano, houve a concessão de bônus para esses alunos.

Dos mais 7,5 mil aprovados para as Faculdades de Tecnologia de São Paulo (Fatecs), 70% fizeram o ensino médio em escolas da rede pública, segundo levantamento realizado pela Fundação de Apoio à Tecnologia (FAT), responsável pela organização e realização do processo seletivo. A faixa etária da maioria dos alunos se concentra entre 18 e 23 anos (63%).
A meta do governo do Estado é dobrar o número de Fatecs até 2010, chegando a 52 unidades (eram 26 em 2006). Atualmente, são 46 Fatecs em funcionamento. 

Etecs

Nas Etecs, 77% dos mais de 53 mil aprovados no Vestibulinho para o 1º semestre de 2009 fizeram o ensino fundamental em escolas da rede pública. O índice é ainda maior nas Etecs do setor agropecuário: 89%. A faixa etária da maioria dos alunos é de até 17 anos (52%) e entre 18 e 23 anos (27%).  No caso das Etecs, o plano é chegar a 200 Etecs e 177 mil alunos (em cursos regulares, convênios com Secretaria de Educação, CEUs e curso a distância). Eram 126 unidades em 2006, hoje são 157. O Estado de São Paulo vai entregar, ao todo, 100 mil novas matrículas no ensino técnico. Para garantir esse crescimento, deverão ser criadas 33,5 mil novas vagas até o final de 2010. Neste ano, houve a implantação do Sistema de Pontuação Acrescida, que concede bônus de 3% a estudantes afrodescendentes e de 10% a oriundos da rede pública. Caso o estudante esteja nas duas situações, recebe 13% de bônus.
No último processo seletivo, foram cerca de 200 mil inscritos no vestibulinho e aproximadamente 38 mil no vestibular.



Boa notícia: o vestibular pode mudar (Folha de S.Paulo – Brasil – 22/03/09)

NOSSO GUIA poderá livrar os jovens da praga do vestibular. O ministro da Educação, Fernando Haddad, está concluindo uma negociação com os reitores das universidades federais e é possível que já em 2010 a primeira fase seletiva seja substituída pela nota do Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem. Apesar de haver ideias adicionais, a mudança tende a começar pelo mais simples. A cada ano, as 55 federais recebem em torno de 1,2 milhão de candidatos para 150 mil vagas. Numa primeira fase, 70% deles são massacrados numa prova mais preocupada em eliminar do que em julgar. Adotando-se as notas do Enem para a demarcação das linhas de corte, leva-se para dentro das escolas a responsabilidade pelo desempenho dos alunos. Atualmente, a irracionalidade do decoreba e das pegadinhas serve de álibi para quem ensina mal. A segunda fase, que cobraria taxas de inscrição, continuaria no âmbito das universidades. Devem existir argumentos razoáveis contrários à mudança, mas desde já seria bom separá-los da defesa de interesses estabelecidos. Algumas escolas não gostam do Enem porque ele expõe a má qualidade do ensino que entregam. As burocracias da organização dos vestibulares não gostam de mudanças porque elas secariam uma fonte de arrecadação e de distribuição de gratificações. Afinal, quem paga o Enem é a Viúva.

ELIO GASPARI

Vestibular nacional (Folha de S.Paulo – Opinião – 23/03/09)

O MINISTRO da Educação, Fernando Haddad, pôs na praça uma ideia sobre vestibulares federais -sua unificação- que poderá conduzir a mudança profunda nos processos seletivos para ingresso nas universidades nacionais. O vestibular representa uma típica anomalia acadêmica brasileira, que muito tem contribuído para deformar o ensino médio. Escolas secundárias sucumbem ao imperativo de treinar alunos para passar no exame, com ênfase em técnicas de memorização. Descuidam, assim, de transmitir-lhes o conhecimento necessário para viver e sobreviver no mundo contemporâneo, da esfera da cultura à do trabalho. Qualquer iniciativa para subverter esse estado de coisas deve ser saudada e escrutinada com lupa, mesmo no estado embrionário em que foi apresentada a reitores das federais. Candidatos às 227 mil vagas oferecidas anualmente pelas universidades do MEC, hoje, não têm como concorrer em mais de uma federal, pois os exames se realizam na mesma época. O conceito posto em discussão é que passem a concorrer simultaneamente em todas as unidades, sem sair de sua região. O novo exame teria duas fases, como já praticam muitas instituições de ensino superior. Em lugar dos habituais testes de múltipla escolha, porém, a primeira seleção seria baseada de maneira exclusiva no Enem. O que está deflagrando debate entre reitores e educadores é a segunda fase. Não há sombra de consenso ainda quanto a fazer uma só prova, com as mesmas questões dissertativas. Alguns dirigentes das federais prefeririam manter controle direto sobre a etapa final da seleção, em nome da autonomia universitária, um princípio que não deveria ser atropelado. Há quem advogue usar só o Enem e parar por aí. Um terceiro grupo aceita a prova nacional, mas sem adesão obrigatória por todas as universidades federais.
Segundo o Ministério da Educação, há, contudo, concordância geral com o princípio da competição nacional pelas vagas de cada unidade. Se implantada, aumentaria de forma substancial a mobilidade de estudantes pelo país, contribuindo para que cada universidade federal tenha a chance de preencher suas vagas com os melhores candidatos.



Cota para elite da escola pública cria polêmica  (Globo On Line – Educação – 21/03/09)

Elite do ensino brasileiro, os estudantes das escolas técnicas federais e dos colégios militares e de aplicação também terão direito a cotas, caso o Senado aprove projeto de lei em análise na Comissão de Constituição e Justiça. Diferentemente do que ocorre nas redes estaduais e municipais, as escolas federais tiram notas mais altas que as particulares nas avaliações do Ministério da Educação (MEC).  O projeto de cotas, que já passou pela Câmara, reserva 50% das vagas das universidades federais a alunos da rede pública, sem distinção. Assim, se a proposta virar lei, um estudante que tenha cursado o ensino médio no Colégio de Aplicação da Universidade Federal do Rio de Janeiro (CAp UFRJ) poderá fazer vestibular para medicina pelo sistema de cotas, isto é, concorrerá apenas com egressos da rede pública. O CAp UFRJ está entre as escolas com nota mais alta no Exame Nacional de Desempenho do Ensino Médio (Enem) de 2007, atrás apenas de seis colégios particulares. Na média, as federais também tiveram melhor desempenho em português e matemática na última prova do Sistema de Avaliação da Educação Básica (Saeb) do MEC.  O mesmo ocorre no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb), principal indicador do governo para medir a qualidade do ensino. O Ideb das federais, no ensino médio, é 5,7, numa escala até 10, contra 5,6 das privadas. Nas redes estaduais e municipais, é de 3,2.

– Mais de 90% de nossos alunos entram na universidade pública – diz o diretor-adjunto de Ensino do CAp UFRJ, Rowilson Silva.

O ministro da Educação, Fernando Haddad, diz que a Câmara tentou corrigir o problema, acrescentando um critério socioeconômico: metade dos cotistas deverá ter renda familiar inferior a um salário mínimo e meio por pessoa. Ainda assim, alunos das escolas federais com renda superior poderiam disputar parte das vagas. Para Haddad, a redação ficou confusa e o projeto deve voltar à Câmara. Senadores petistas querem aprovar a proposta do jeito que está, o que inclui reserva de vagas para alunos pretos, pardos e índios:

– É quase inevitável que volte à Câmara – diz o ministro da Educação.



Cotas em universidades volta a criar polêmica entre os parlamentares   (JB Online – País – 22/03/09)

Nas últimas semanas, a Comissão de Constituição, Justiça e Cidadania (CCJ) do Senado se transformou em palco de batalha em torno da aprovação uma legislação unificada de reserva de vagas nas universidades e escolas técnicas federais obedecendo a critérios sociais, para alunos que cursaram o ensino médio integralmente na rede pública, e raciais, para alunos negros, pardos e indígenas. Enquanto a questão disputa com os escândalos envolvendo o número abusivo de diretores as atenções da Casa e divide opiniões apaixonadas de parlamentares, intelectuais e do próprio movimento negro, nas universidades brasileiras as ações afirmativas já são uma realidade. Levantamento realizado pela reportagem do JB junto a 11 das principais instituições públicas de ensino superior revelou que, em dez delas – exceção feita à Universidade Federal do Rio de Janeiro – algum mecanismo de ação afirmativa já está em vigor (confira quadro). Ao todo, hoje são 39 universidades públicas, 20 federais, que trabalham com políticas afirmativas, sejam elas sociais, raciais, por meio de reserva direta de vagas ou de bonificação na pontuação em exames vestibulares. A polêmica responde pela nomenclatura de Projeto de Lei da Câmara 180/2008, ou simplesmente PLC 180/08. Originalmente proposta pela deputada Nice Lobão (DEM-MA), passou por incontáveis alterações e substitutivos em sua trajetória de mais de dez anos de tramitação no Congresso Nacional. Em sua versão atual, o projeto prevê a reserva de 50% das vagas das universidades federais. São 25% para alunos que cursaram o ensino médio integralmente na rede pública e membros de famílias com renda mensal igual ou inferior a um salário mínimo e meio per capita, e 25% para negros, pardos e indígenas em proporção no mínimo igual a que se encontram na população em geral de determinada região, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).  A Câmara aprovou a iniciativa em novembro do ano passado, e desde que o PLC 180/08 chegou ao Senado a temperatura da CCJ subiu. Já se foram duas audiências públicas para debater o projeto, ambas marcadas pela presença maciça de estudantes e militantes ligados a entidades do movimento negro e educacional e pelos debates acalorados entre especialistas, intelectuais e representantes das entidades e do governo. De um lado, os que se opõem às cotas argumentam que o mecanismo é uma afronta gritante ao mérito individual, uma violação da Constituição, na qual está prevista a igualdade de todos os indivíduos perante à lei, um estímulo injustificável à segregação e ao conflito racial num país marcado pela miscigenação entre as raças e etnias, além da institucionalização da discriminação e uma potencial ameaça ao desempenho acadêmico das universidades federais brasileiras.  Do outro, os defensores do projeto entendem que o racismo opera de maneira complexa, contínua, prolongada e mascarada na formação de um indivíduo de tal maneira que não se pode resumir o mérito de um aluno ao momento do vestibular, que a Constituição prevê o tratamento desigual para desiguais, que a segregação racial já existe, tendo em vista o baixo percentual de alunos negros nas instituições públicas de ensino superior do país e que na verdade as cotas podem atuar como instrumento de integração, além da tese que a diversidade de alunos com diferentes experiências de vida leva, na realidade, a uma construção do conhecimento mais plural e, portanto, mais rica.



Regras para vestibular podem mudar ano que vem (O Dia Online – Educação – 23/03/09)

Ministro da Educação quer usar o resultado do Enem na primeira etapa da seleção para universidades federais. Projeto do governo unifica provas de instituições de todo o País

Estudantes que vão disputar vagas em universidades federais do País podem ser submetidos a um novo processo seletivo a partir do ano que vem. O ministro da Educação, Fernando Haddad, quer adotar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) na primeira etapa do vestibular das instituições federais. A ideia está sendo discutida com reitores das 55 instituições de ensino superior. Segundo Haddad, a segunda fase seria mais voltada para áreas específicas, mas com perguntas que julguem a capacidade analítica dos estudantes. Além de criar novas regras, o ministro da Educação pretende criar um vestibular unificado nacional. Com isso, os estudantes poderiam se candidatar a todas as universidades que aderirem à proposta. Atualmente, o Enem é utilizado como parte da seleção por algumas universidades públicas, entre elas a Universidade Federal do Estado do Rio de Janeiro (UniRio). O ministro afirmou que os processos seletivos atuais não se preocupam com a capacidade análise crítica dos estudantes, mas somente com a memorização de conteúdos e fórmulas. Haddad disse que o problema é o aluno decorar mas desconhecer o fenômeno que está por trás das questões. Segundo ele, se a mudança não for feita, escolas de Ensino Médio vão continuar reproduzindo esses métodos de ensino. O estudante de JornalismoLucas de Tomaso Gomes Carvalho, 17 anos, participou do Enem no ano passado para tentar bolsa integral na Pontifícia Universidade Católica (PUC). “Eles dão bolsas para os melhores no Enem. Mas como passei no vestibular da UFRJ, acabei desistindo de usar a nota do Enem”, conta. Lucas achou o Exame Nacional fácil. “Vai nivelar os candidatos por baixo”.