23/05/2017 / Em: Clipping

 

 

 

 

 

 

 

ÚLTIMO DIA PARA SOLICITAR ISENÇÃO NO VESTIBULAR 2018 DA UNICAMP (Brasil Escola – Notícias – 23/05/2017)

A previsão é de que o resultado, com a lista de isentos, seja publicada no dia 28 de julho.

Termina nesta terça-feira, dia 23 de maio, o prazo para solicitar isenção da taxa de inscrição do Vestibular 2018 da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Além de preencher o formulário de requerimento que estará disponível até as 23h59, os interessados devem enviar a documentação listada no Edital para a Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) até 24 de maio, via correios. O benefício é facultado a estudantes de baixa renda, funcionários da Unicamp e candidatos aos cursos de Licenciatura em período noturno. Além disso, é necessário ser residentes e domiciliados no Estado de São Paulo e que já concluíram ou concluirão em 2017 o ensino médio. O Programa de Isenção do Vestibular Unicamp é parte do Programa de Ação Afirmativa para Inclusão Social (PAAIS), que prevê que estudantes que tenham cursado todo o ensino médio na rede pública de ensino brasileira recebam pontos a mais nas notas obtidas no Vestibular Unicamp.

Resultado

A divulgação do resultado da isenção está prevista para 28 de julho. Mesmo com o benefício garantido, os contemplados deverão efetivar inscrição no Vestibular 2018 da Unicamp utilizando o código de isento fornecido pela Comvest. O prazo de inscrições estará aberto entre os dias 31 de julho e 31 de agosto, mas a instituição ainda não divulgou o valor da taxa que será cobrada. Outras informações sobre isenção podem ser obtidas no Edital ou neste link.

Vestibular

As provas da primeira fase serão aplicadas em 19 de novembro, enquanto a segunda é esperada para o período entre 14 e 16 de janeiro de 2018. O curso de Música contará com as provas de habilidades específicas de forma antecipada. Esta etapa será realizada de 4 a 11 de setembro (parte I) e 15 e 16 de outubro (etapa II). Já os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais e Dança terão as provas de habilidades específicas de 22 a 25 de janeiro de 2018. Nesta edição, a Unicamp oferece 3.330 vagas em cursos superiores das cidades de Campinas, Limeira e Piracicaba. Veja mais detalhes do Vestibular 2018 da Unicamp.

 


 

 

 

 

 

 

‘Passei fome, mas tracei meta de conseguir vencer’, diz mulher que enfrentou preconceitos e se tornou cientista (G1 – Ribeirão e Franca – 23/05/2017)

Joana D’Arc Félix de Souza superou infância pobre e chegou a uma das universidades mais prestigiadas do mundo. Ela atua na ETEC em Franca, SP, em pesquisas para preservar meio ambiente.

Aos 4 anos, a pequena Joana D’Arc começou a trilhar um caminho incentivado pelos conselhos do pai. Filha de uma empregada doméstica e de um profissional de curtume, ela encontrou nos estudos a chave para transformar uma vida de grandes dificuldades. Hoje, aos 53 anos, a cientista PhD em química e professora Joana D’Arc Félix de Souza conquistou status visionário por sua atuação em pesquisas com o objetivo de poupar o meio ambiente de agressões e melhorar a qualidade de vida das pessoas. “Já dormi com fome, já passei fome, mas eu coloquei uma meta no meu caminho: a de conseguir vencer”, diz.

Simplicidade que transforma

Joana nasceu em Franca (SP) no seio de uma família com poucos recursos financeiros. Sem condições de mantê-la em uma creche, a mãe optou por levar a caçula para o trabalho todos os dias. A patroa, diretora do Sesi, descobriu uma habilidade precoce na menina, que aprendeu a ler aos 4 anos. “Para eu ficar quietinha minha mãe me ensinou a ler os jornais que tinham na casa. Teve certo dia que a diretora me viu vendo os jornais e disse ‘Você está vendo as figurinhas?’, e eu disse ‘Não, eu estou lendo’. E ela me deu a primeira oportunidade para estudar.” A menina foi matriculada na primeira série de uma das turmas do Sesi e conseguiu acompanhar os colegas. O antigo colegial foi concluído quando ela tinha 14 anos, na Escola Estadual Torquato Caleiro, e com isso, surgiu o desejo de ingressar em uma universidade. “Os meninos começaram a falar de vestibular para poder fazer a faculdade e começou a me despertar aquele ‘eu também quero fazer alguma coisa’ e eu fui conversando com a professora sobre como eu fazia para passar no vestibular. Ela me arrumou todas as apostilas do filho que fez cursinho para eu estudar”, lembra. Mesmo sem dinheiro e sem ideia de como seria a vida longe da família, já que precisaria estudar em uma universidade pública fora de Franca, Joana ouviu os conselhos do pai e dedicou-se a longas jornadas de estudo com o material emprestado do filho da professora. “Meu pai estudou só até a 8ª série e a minha mãe foi até a 4ª série. Então, o meu pai sempre incentivou bastante. Ele falava ‘mesmo a gente não tendo condições, a gente vai fazer o máximo, o possível e o impossível para você estudar”, diz. O trabalho do pai no curtume, local onde o couro cru é quimicamente tratado para ser utilizado na produção de artigos como sapatos, também foi responsável pela escolha da graduação de Joana. “Eu queria fazer química porque eu via os químicos trabalhando nos curtumes e achava bonito. A gente era tão mal informada que eu achava que químicos só trabalhavam em curtume. Então, o meu objetivo era fazer química para trabalhar no curtume.” Ela foi em frente no sonho de conquistar uma vaga nas disputadas Unicamp, USP e UNESP. Foi aprovada em todas e escolheu com segurança a universidade em Campinas (SP), distante 330 quilômetros de casa.

Os desafios

Ainda adolescente, se mudou sozinha na década de 1980 para a cidade grande e passou a viver em um pensionato com pessoas diferentes e de todos os lugares do país. O patrão do pai de Joana também ajudou com algumas despesas, mas não tardou até que as primeiras dificuldades começassem a aparecer. “Aos finais de semana e em muitas outras noites eu dormi com fome. Eu via aquelas meninas com bolsas, com sorvetes e era muito difícil ver tudo aquilo e não ter condições de comprar. Mas, eu via que a minha mãe não parava de trabalhar, era uma vida sofrida, e criei esse objetivo: eu vou em frente para conseguir.” No segundo semestre do primeiro ano de graduação, Joana começou a fazer a iniciação científica e passou a receber uma bolsa da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP). Os R$ 300 mensais foram um alívio para a jovem estudante até o fim do curso. Com o primeiro pagamento em mãos, ela correu direto para a padaria e comprou R$ 20 em doces. “Comi tudo sozinha”, lembra. Parte do dinheiro, cerca de R$ 100, ainda eram enviados para ajudar os pais em Franca. Na Unicamp, Joana ampliou o currículo e tornou-se doutora em química industrial, em 1994. Os artigos publicados sobre a síntese de fármacos renderam a ela um convite para fazer o pós-doutorado em uma das instituições mais prestigiadas do mundo, a Universidade Harvard, nos EUA. A pesquisadora rumou então para Cambridge para avançar em mais uma etapa promissora da carreira. O assunto de sua tese acabou surpreendendo os orientadores. “Quando eu fui fazer o pós-doc a sugestão era trabalhar com reaproveitamento de resíduos e meu orientador me falou ‘você quer trazer um problema brasileiro?’. Meu pai já tinha sugerido para eu levar os resíduos do curtume aqui para ver o que eu podia fazer.” Mas, Joana viu seus planos mudarem de rumo inesperadamente em outubro de 2002, com duas perdas avassaladoras. Primeiro, a irmã. Um mês e três dias depois, o pai. As mudanças a fizeram repensar a vida. “Meu pai sentiu muito a morte da minha irmã e, depois de um mês e três dias, ele faleceu. O meu objetivo era ficar nos Estados Unidos, mas, minha mãe ficou muito doente e o marido da minha irmã foi morar com ela, com as crianças. Eu resolvi voltar para ajudar a minha mãe na criação dos meus sobrinhos.”

Escola da mudança

A decisão, por mais difícil que tenha sido, foi a melhor a ser tomada, considera a pesquisadora. O ponto final à vida nos EUA acabou revelando à Joana uma nova oportunidade. Ao invés da carteira de aluno, ela passou a ocupar um lugar superior na sala de aula, o do professor. Há 12 anos, ela passou a atuar na Escola Técnica Estadual (ETEC) em Franca e começou a desenvolver projetos de pesquisa, conquistando discípulos e prêmios – 56 no total. “Desenvolvi uma cultura muito interessante aqui na escola, porque os alunos achavam que o curso técnico era o máximo que eles iriam chegar. Eles começaram a ver que existia uma universidade e que eles poderiam fazer uma pós-graduação, ter uma vida acadêmica ou trabalhar em uma indústria.” Ao lado dos alunos, Joana desenvolveu o trabalho que rendeu-lhe o prêmio Kurt Politizer de Tecnologia 2014, concedido pela Associação Brasileira da Indústria Química (Abquim), um reconhecimento aos projetos de inovação tecnológica na área. A pesquisa diz respeito à utilização da pele suína em transplantes realizados em seres humanos. A ideia de pesquisar o assunto surgiu quando um trabalhador em Franca sofreu graves lesões ao derrubar um galão de ácido sulfúrico sobre o corpo por acidente. A vítima era parente de um aluno de Joana. “Ele me contou a história e começou a falar sobre transplantes de pele. Comecei a pesquisar quais tipos de peles animais eram compatíveis com a humana e a que mais se aproximava era a suína, com 78% de compatibilidade. Eu quis descobrir o que faria chegar aos 100% e fomos purificando até alcançar o objetivo.” Segundo a pesquisadora, o Brasil possui apenas quatro bancos de pele e eles trabalham com restos de peles de cirurgias plásticas, já que as pessoas desconhecem o processo de doação. De acordo com Joana, uma indústria farmacêutica do Rio de Janeiro está interessada em uma transferência de tecnologia. Por causa do conhecimento sobre as atividades nos curtumes em Franca, a pesquisadora também atua em soluções para que os resíduos do couro não afetem o meio ambiente. Atualmente, ela trabalha no desenvolvimento do chamado cimento ósseo, que usa o colágeno do couro e a hidroxiapatita extraída da escama de peixes. “Se em um acidente a pessoa perde parte do osso, o médico vai remover a parte perdida, fechar a cirurgia e esse cimento ósseo vai favorecer o crescimento do osso novo. Enquanto ele cresce, o cimento vai ser absorvido sem rejeição.” Segundo a pesquisadora, países como Holanda e Estados Unidos estão interessados na tecnologia desenvolvida na ETEC.

Preconceito a fez mais forte

Aos 53 anos, Joana se recorda do preconceito vivido tanto na juventude quanto nos dias de hoje, mas acredita que os episódios a fizeram mais forte e a ajudaram a chegar ao lugar que tanto sonhava. “Me lembro de uma passagem que me chateou muito na escola. Na hora do intervalo alguns alunos da minha sala danificaram alguns bancos, quebraram algumas coisas. Quando voltamos para a sala, a diretora falou ‘pessoas do nível de vocês nunca vão conseguir nada. Pessoas que os pais vêm trazer de bicicleta na escola nunca vão conseguir ser nada’. As palavras más daquela diretora me ajudaram a vencer na vida.” Joana tem quatro sobrinhos e eles decidiram seguir os passos da tia na carreira. A professora acredita que o estímulo ao estudo seja seu maior legado aos jovens da família e aos alunos. Ela replica deste modo o que recebeu de herança do pai. “Eu me sinto realizada por não ter sido impedida por nenhum obstáculo, não ter desistido. Vejo a contribuição que eu estou dando ao meio ambiente e me sinto lisonjeada. Também me sinto bem por poder passar um pouco do meu conhecimento a um aluno e sentir o reconhecimento que eles têm. Sempre procurei incentivar porque é o estudo que vai colocá-lo onde você almeja chegar. É a única coisa que ninguém te rouba. Me sinto gratificada por meus sobrinhos poderem estudar sem preocupação com o que vão jantar ou almoçar, por poder dar a eles uma vida mais tranquila.”

 


 

 

 

 

A crise e as reformas educacionais (O Globo – Política – 23/05/2017)

Ao longo das últimas décadas, as nações vêm passando por notáveis transformações, decorrentes de novos cenários, construídos a partir da passagem da sociedade industrial para a sociedade do conhecimento, da crescente globalização, dos tratados de livre comércio e dos acelerados avanços da ciência e da técnica. A atual conjuntura global impõe uma relação diferenciada entre países, gera uma nova concepção da indústria, preocupação efetiva com o meio ambiente, e compromissos com a eliminação da pobreza e das disparidades regionais e espaciais. Dessa forma, o crescimento sustentável das nações passou a ser uma das prioridades da agenda do século XXI. A agenda da sustentabilidade não se preocupa apenas com a preservação do meio ambiente, no sentido estrito, e passa a tratar também da geração do emprego e renda, com a qualidade de vida e, consequentemente, da necessidade urgente de oferecermos nova educação, capaz de formar cidadãos para esta sociedade do conhecimento. Nela, as culturas do empreendedorismo e da educação continuada serão determinantes para a ocupação dos postos de trabalho que vêm sendo oferecidos pelas profissões que surgem, em consequência dos avanços da ciência e da técnica, e para o incremento da competitividade das nações. No caso brasileiro, o inegável progresso verificado na última década do século XX e na primeira deste século possibilitou que nos tornássemos a sexta economia do mundo (hoje somos a nona), com uma indústria mais pujante, a diminuição crescente das desigualdades sociais e com um notável incremento da oferta de novos postos de trabalho. Entretanto, nos últimos anos, atingidos pela grave crise econômica, aumentaram perigosamente os índices de desemprego e, consequentemente, o endividamento dos cidadãos, o crescimento da violência urbana e a frustação e pessimismo acerca do futuro do país. Os índices de evasão no ensino médio e nas carreiras técnicas são elevadíssimos, com profundos reflexos sobre uma geração inteira, que passa ao largo das novas oportunidades surgidas pelo progresso. Os grandes projetos de energia, infraestrutura e agricultura foram paralisados e agora surgiu a esperança de serem retomados. Também, aparentemente, melhoraram os índices de empregabilidade e a economia pareceu “começar a respirar”. De repente, sobreveio uma nova crise política, arrastando a economia e complicando as reformas em andamento. Os acontecimentos dos últimos dias não devem e não podem ameaçar a continuidade das reformas educacionais que o país necessita. A possibilidade de reforma do ensino médio e o encaminhamento da base nacional comum curricular foram notícias alvissareiras e determinantes para a retomada do processo de crescimento. É imprescindível que a educação básica tenha objetivos mais realistas, uma vez que até agora está descolada de uma formação profissional mais adequada e voltada quase que exclusivamente à preparação para a universidade, que a maioria não vai cursar. É ainda indispensável adequar o ensino profissionalizante às novas demandas das empresas; e, no caso da educação superior, oferecer novas modalidades de diplomas e ampliar a aproximação entre universidades e setor produtivo, para que as primeiras possam agregar valor aos produtos do último, sempre respeitando os paradigmas da sustentabilidade. Se não soubermos responder aos desafios, incentivar uma educação moderna e compatível com a sociedade do conhecimento, articulada com ciência e a tecnologia efetivamente priorizadas pelo governo e comprometidas com o desenvolvimento, correremos o risco de, mais uma vez, jogar por terra os esforços e sacrifícios impostos pelo ajuste fiscal, necessário e urgente, exigência para o incremento dos índices de empregabilidade dos nossos jovens, para a recuperação de nossas empresas,  e para  a maior competitividade do país.

 


 

 

 

 

Documentário investiga a realidade do ensino médio em escolas públicas (Folha de S. Paulo – Educação – 22/05/2017)

Uma investigação sobre a juventude, um estudo sobre o ensino médio, uma reflexão sobre a desigualdade social do País. Também uma ode ao poder transformador da escola, ao valor da educação. É disso que trata o documentário “Nunca me Sonharam”, do diretor Cacau Rhoden, que estreia nos cinemas de São Paulo e do Rio no dia 8 de junho. A primeira exibição pública ocorre na quinta-feira (25), no festival Ciranda de Filmes, que acontece de 25 a 28 de maio no Espaço Itaú de Cinema Augusta, na capital paulista. Além de estrear nos cinemas, a obra estará disponível na plataforma Videocamp, o que possibilita exibições gratuitas pelo país. Na tela, relatos, opiniões e histórias desenham um retrato da educação pública e, em especial, do ensino médio. A etapa é um dos grandes gargalos da educação brasileira. O país registra 1,6 milhão de jovens entre 15 e 17 anos fora da escola. Quase 10% deles não estudam nem trabalham. E, como apontam estudos, quem está na escola não vê muito sentido no que faz por lá. Foram quase dois anos de produção, com mais de 70 entrevistas em oito Estados de todas as regiões do país. É dos jovens a maioria das vozes diante das câmeras. O questionamento a uma visão restrita da juventude – de que ela seria só uma “fase” ou uma “transição”– é o ponto de partida do filme. “Eu quero participar da mudança, não quero aplaudir a mudança”, diz uma jovem. “Quando vai chegar a nossa vez? Será que vai sobrar pra nós?”, pergunta outra. “O filme fala sobre a juventude num país que não escuta os jovens, e sobre a importância e a magia do conhecimento”, diz o diretor. Mesmo partindo de uma realidade até angustiante, o filme guarda poesia, sonhos, otimismo e esperança. Nisso, a figura do professor também aparece com força. Temas como a escola “chata”, a má formação dos docentes para lidar com os jovens e a dificuldade de replicar boas experiências educacionais se relacionam com os conflitos éticos da sociedade. Assim, racismo, machismo, gravidez precoce, a pobreza e a violência, por exemplo, surgem como causas e consequências do fracasso escolar e social do Brasil. Ao expor o descaso e a desigualdade, o filme dialoga com uma perturbadora constatação: a normalidade que a sociedade aceita um sistema que não da oportunidades para parte da juventude e limita o potencial do país. “Como meus pais não foram bem sucedidos na vida, eles também não me influenciavam”, diz no filme o estudante Felipe Lima, no emocionante relato que inspira o título. “Eles nunca me sonharam sendo um psicólogo, nunca me sonharam sendo professor, nunca me sonharam sendo um médico, não me sonharam. Eles não sonhavam e nunca me ensinaram a sonhar. Tô aprendendo a sonhar sozinho”, diz. “Ao abrir mão de uma educação como direito de todos, a sociedade estabeleceu um teto para ela mesma. E é um teto muito baixo”, diz ele. Segundo Henriques, o que mais mobilizou o filme é a urgência de “colocar a discussão sobre educação na mesa de jantar de todos os brasileiros”. Resta saber se os brasileiros, sobretudo a elite econômica, estão preparados para encarar tudo isso.