23/10/2017 / Em: Clipping

 

Enem 2017: esquema para análise das redações terá 9 mil corretores (G1 – Educação – 22/10/2017)

Ao todo, cerca de 29 mil pessoas estão envolvidas no trabalho que começa após a aplicação das provas. 700 pessoas vão separar e digitalizar as provas.

Uma enorme operação logística foi montada pelo governo federal para garantir que não haja sobressaltos entre 5 de novembro, quando os 6,1 milhões de candidatos da edição 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) fizerem a prova de redação, e 19 de janeiro de 2018, quando está programada a divulgação das notas do exame. Isso porque cada redação terá que ser corrigida por pelo menos duas pessoas – três, caso haja discreprância entre as duas primeiras notas, e mais uma banca presencial com outros três professores, se a discrepância das notas persistir. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), que na quinta-feira (19) realizou uma simulação de segurança para testar a logística do processo, explicou o passo a passo de como cada prova de redação vai sair das mãos dos candidatos, chegar até as mãos dos corretores, voltar corrigida ao Inep e depois ser divulgada ao público, tudo isso em um período previsto de 75 dias:

1- Coleta, transporte e entrega das provas

Número de pessoas envolvidas: 19 mil funcionários dos Correios

Como funciona: Depois do fim das provas, os fiscais e coordenadores dos locais de provas guardam o cartão de resposta e a folha de redação de cada candidato de volta aos malotes, e os Correios se encarregam de fazer o transporte até o Rio de Janeiro. É a primeira fase do que o Inep chama de “operação reversa”, ou seja, o caminho de volta das provas preenchidas pelos candidatos até o governo federal.

2- Separação e digitalização das provas

Número de pessoas envolvidas: 700 funcionários do consórcio

Como funciona: No Rio de Janeiro, os malotes serão entregues para o consórcio. Segundo o Inep informou ao G1, a entrega ocorrerá em dois galpões, um da Cesgranrio e um da FGV. A partir daí, a segunda etapa é a separação e digitalização das provas. Para isso, a Cesgranrio vai contar com 500 funcionários, e a FGV, 200. A digitalização das provas objetivas é feita com um “sistema de reconhecimento”, que, segundo o Inep, extrai os dados das respostas das questões de múltipla escolha. Uma base de dados com as respostas dos candidatos é criada a partir desta extração e, depois, a correção é feita aplicando a metodologia da Teoria da Resposta ao Item. O Inep afirma que esse processo é feito duas vezes, uma pela Cesgranrio e outra pela própria autarquia do MEC, para conferência das respostas. Já a digitalização das folhas de redação inclui um procedimento no qual cada prova é “descaracterizada”, para que o corretor não consiga identificar a autoria do texto.

3- Correção das provas de redação

Número de pessoas envolvidas: 9 mil corretores coordenados pela Vunesp

Como funciona: Depois de digitalizar as provas de redação, a Cesgranrio e a FGV enviam as cópias digitais de cada prova à Fundação Vunesp, sediada em São Paulo, que tem a responsabilidade de realizar a correção. Para isso, 9 mil corretores serão mobilizados. Cada prova será avaliada por, pelo menos, dois avaliadores, de forma independente, sem que um conheça a nota atribuída pelo outro. Esses dois professores avaliam o desempenho do participante de acordo com as cinco competências. Cada avaliador atribuirá uma nota entre 0 e 200 pontos para cada uma das cinco competências, e a soma desses pontos comporá a nota total de cada avaliador, que pode chegar a 1.000 pontos. A nota final do participante será a média aritmética das notas totais atribuídas pelos dois avaliadores. Caso a nota final de cada avaliador tenha discrepância de mais de 100 pontos, ou caso a nota de cada avaliador em uma das competências tenha discrepância de mais de 80 pontos, a redação passará por um terceiro avaliador. Se a discrepância persistir, uma banca presencial com três professores avaliará a redação mais uma vez, para definir a nota final do candidato.

4- Processamento dos resultados

Depois de corrigidas, o consórcio devolve as notas das duas provas (objetivas e de redação) ao Inep, que fica incumbido de processar os resultados e gerar o Boletim de Desempenho. De acordo com o governo federal, a divulgação do boletim deve acontecer em 19 de janeiro de 2018.

 


Enem: temas da atualidade são tão importantes quanto conteúdo aprendido em aula (Agência Brasil – Educação – 22/10/2017)

A prova do Enem costuma abordar também assuntos do cotidiano, tanto em perguntas específicas como em textos que subsidiam as questões

Fórmulas, teorias e regras gramaticais não devem ser o único foco de quem está se preparando para fazer o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A prova costuma abordar também assuntos do cotidiano, tanto em perguntas específicas como em textos que subsidiam as questões. Por isso, a sugestão dos professores é que os alunos acompanhem de perto os principais acontecimentos no Brasil e no mundo. “Para a prova do Enem, saber do mundo é tão importante quanto o que vemos em sala de aula. Os acontecimentos na nossa história atual tem a capacidade de nos questionar constantemente sobre o que significa ser humano e viver em sociedade”, diz a professora de história Alba Cristina, da plataforma de ensino Me Salva! O coordenador de história do Grupo Etapa, Thomas Wisiak, lembra que em qualquer disciplina os assuntos de atualidades podem aparecer ou servir de motivos para algum exercício. “Os alunos devem estar a par dos grandes acontecimentos acompanhando um ou mais meios de comunicação confiáveis”, orienta o professor. Ele também recomenda que os alunos fiquem atentos aos grandes temas da atualidade no Brasil, que costumam ser mais abordados no Enem. O professor de Geografia e Atualidades do curso Anglo, Axé Silva, aconselha os alunos a fazerem uma auto-avaliação crítica sobre seus conhecimentos em atualidades e aperfeiçoar o que não estiver com segurança. “Diante desses temas, eles devem pensar um pouco na essência de cada um deles, e se ele se sente seguro sobre cada assunto. O que atrapalha muito os candidatos é ele não confiar nele mesmo, é ter algumas inseguranças sobre alguns assuntos”. Ele também alerta para o cuidado com as notícias falsas e orienta os alunos a procurar sempre as fontes primárias de informações, como órgãos oficiais.

Apostas

Entre os temas que podem ser abordados no Enem deste ano, a professora Alba aposta nas relações étnico-raciais, nas migrações, nas questões de gênero e na tensão entre a Coreia do Norte e os Estados Unidos. Ela também lembra que este ano se comemora o centenário da Revolução Russa e do início da Primeira Guerra Mundial. “Pode ser este o estímulo para que apareçam no Enem relacionados a geopolítica, a concepção de Estado e relações socioeconômicas”, diz. A Revolução Russa também é uma das apostas do professor Axé Silva. No cenário internacional ele ainda cita a questão do multilateralismo e unilateralismo. “Por um lado, vemos a China formando um grande complexo socioeconômico, estratégico e logístico, que mostra esse multilateralismo, e por outro lado vemos ideias e ações de desintegração, como as ideias de Donald Trump e outros países que olham cada vez mais para si. Estamos vivendo essa nova ordem internacional”, explica. No Brasil, questões ligadas à urbanização, saneamento básico, crise hídrica e violência urbana também podem ser abordadas. Axé lembra que os assuntos relacionados ao meio ambiente sempre têm destaque no Enem e podem ser abordados em várias disciplinas, como geografia, biologia e química. Um dos temas pode ser a busca de alternativas para a geração de energia limpa. A discussão sobre a demarcação de terras indígenas e o acesso às terras de descendentes de quilombolas também pode ser abordada, segundo o professor Wiziak. “Isso gera muita discussão e também remete a um histórico de disputa no Brasil em torno da terra”, diz, lembrando que na prova do Enem existe a preocupação de verificar se o aluno conhece o processo de formação da identidade brasileira. Outro tema que pode aparecer é a segurança pública, ou mais especificamente a crise no sistema carcerário brasileiro, assim como questões ligadas ao trabalho, que costumam aparecer bastante no Enem. “Isso pode remeter à discussão da reforma trabalhista ou a outros momentos da história em que houve mudanças na relação de trabalho, como a criação da CLT, no governo Getúlio Vargas, e mudanças na sociedade brasileira em função das questões de trabalho, como a escravidão”, diz Wisiak. Segundo ele, questões de política da atualidade podem ser abordados como motivo para se referir a outros momentos da história. O impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff pode ser relacionado, por exemplo, ao impeachment de Fernando Collor, em 1992, ou à crise política em 1955, durante o governo de Juscelino Kubitschek.

 


10 cidades com bons indicadores em Educação no país (Exame – Brasil – 22/10/2017)

No topo do ranking está Curitiba, capital do Paraná, que tem uma boa ideia para erradicar o analfabetismo entre adultos

Curitiba, no Paraná, ganhou neste ano o título da cidade brasileira com a melhor infraestrutura educacional do país, segundo o ranking Connected Smart Cities, feito pela consultoria Urban Cities. Segundo o estudo, 97,6% dos docentes do Ensino Médio da capital paranaense têm ensino superior completo (a média nacional é de 93,3%). Além disso, a média ponderada dos alunos curitibanos no ENEM foi de 568 pontos. A Urban Systems ainda cita o projeto do Centro Regional de Educação de Jovens e Adultos (Cereja) da secretaria municipal de Educação por ter recebido, em 2016, um prêmio do Ministério da Educação por sua iniciativa para reduzir o analfabetismo. O projeto tem o objetivo de ampliar a escolarização de pessoas com mais de 15 anos de idade que não concluíram seus estudos. Cinco escolas foram reestruturadas para o projeto que já atendeu mais de 2,9 mil pessoas da cidade desde 2013, segundo dados da própria prefeitura. Após um mapeamento da população analfabeta da cidade, o projeto percebeu que uma das principais dificuldades dos adultos que voltam a estudar é encontrar um local para deixar seus filhos durante as aulas. A solução foi simples: criar espaços de acolhimento para as crianças nas escolas. Assim, enquanto os pais estudam em salas próximas, elas são envolvidas em atividades de lazer por profissionais de educação. Para chegar ao ranking das cidades com os melhores serviços de educação do Brasil, a Urban Systems levou em conta seis critérios: matrícula escolar, vagas em universidades públicas, a nota média no Enem e nos anos finais do IDEB, o número de docentes com ensino superior e a hora-aula diária média.

 


ENEM: 5 dicas para um bom resultado na prova de inglês (Seja Bixo – Vestibular – 22/10/2017)

O inglês é uma das disciplinas que mais preocupa os estudantes

Quem está na reta final do Ensino Médio sabe que o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) está cada vez mais perto! A menos de um mês das provas, entre as disciplinas testadas, o inglês é uma das que mais preocupa os estudantes. Para os que escolheram o idioma como disciplina da prova de língua estrangeira, o coordenador pedagógico da Seven Idiomas unidade Vila Leopoldina, Luis Lima, listou cinco dicas fundamentais. Confira o caminho seguir para conquistar uma boa pontuação na avaliação:

  1. Mantenha-se atualizado

Foi-se o tempo em que as provas de inglês se baseavam em gramática e em interpretação de textos narrativos genéricos, sem referência ao mundo atual. Atualmente, a prova do Enem – a exemplo do que acontece em vestibulares – relaciona as disciplinas entre si e as contextualizam com acontecimentos do cotidiano. Sendo assim, as questões do idioma estão relacionadas com situações do meio ambiente (como o aquecimento global), economia (por exemplo, bitcoins), política (no contexto nacional ou internacional), fenômenos geográficos (como o recente furacão Irma), entre outras temáticas. Portanto, invista no seu repertório cultural de atualidades e conhecimentos gerais. Se você estiver familiarizado com os assuntos, o entendimento dos textos e enunciados torna-se mais fácil, o que confere uma dose extra de calma para responder as questões pedidas.

  1. Fique atento ao texto

Durante a preparação, tenha contato com diferentes gêneros literários e aprenda a diferenciá-los e relacioná-los com itens essenciais para seu entendimento total. Deles, os mais recorrentes na prova do Enem são charges, narrações retiradas de livros e entrevistas e outros textos jornalístico. Estudá-los previamente garantirá um poder maior de reconhecimento ao iniciar a leitura da prova e também maior segurança para responder questões referentes a cada um deles. Enquanto realiza a leitura, procure identificar a ideia central do conteúdo apresentado. Isso é: o que ele pretende argumentar, anunciar, entreter, protestar, entre outros. Essa técnica de leitura se chama “Skiming” e objetiva detectar o assunto geral, sem preocupação com os detalhes. Outro ponto importante também é encontrar a palavra-chave do texto. Ou seja, é o que chama-se de “Scanning”, nome dado a maneira de correr rapidamente os olhos pelo texto até localizar a informação específica desejada. Esses dois fatores juntos contribuem para um melhor entendimento do que é preciso fazer para encontrar a alternativa correta das perguntas. O treino é a melhor dica para a perfeição nesse sentido (e para evitar as tão temidas “pegadinhas”). Uma sugestão adicional é leia as entrelinhas. Fique atento aos elementos gráficos (imagens, tabelas, diagramas) que acompanham o texto, como também as legendas e principalmente aos títulos e subtítulos. Estes elementos que por vezes passam despercebidos ajudam muito no que diz respeito a compreensão do sentido geral do texto, pois complementam (elementos gráficos) e resumem (legendas títulos e subtítulos) a ideia central respectivamente.

  1. Cuidado com vocabulário e gramática

Esteja preparado para esbarrar com expressões novas e desconhecidas e não se apavorar com elas. Focar na tradução literal de todo o texto poderá te fazer perder bastante tempo. Se durante os estudos o candidato incluir na rotina a busca pela ideia central e pela palavra-chave dos textos e enunciados, isso facilitará a tarefa de lidar com contextos. As frases e palavras anteriores e posteriores as que você não conhece podem te ajudar no entendimento geral. E, dessa forma, facilita o entendimento global, sem que seja necessário saber exatamente o significado de todas as palavras ou combinações. Os falsos cognatos, também conhecidos como false friends (amigos falsos) podem também dificultar um pouco o entendimento do texto. Trata-se daquelas palavras ou expressões que parecem significar uma coisa, pela similaridade com o português, mas na verdade têm definição bem diferente. Veja exemplos:

  • sensible: sensato, e não “sensível”
  • actually: na verdade, e não “atualmente”
  • pretend: fingir, e não “pretender”
  • policy: política, e não “polícia”
  • library: biblioteca, e não “livraria”

Para evitar o desconhecimento nesse aspecto, a recomendação é elaborar uma espécie de dicionário de termos em que se tem mais dificuldade de assimilação com exemplos de uso em frases diversas. Dessa forma, com o estudo constante o entendimento se tornará natural, sem que haja “decoreba”.

  1. Utilize melhor o seu tempo

Leia a questão antes do texto. Ao ler o texto já sabendo de quais informações precisa, é possível selecionar as partes mais importantes para responder as questões, o que te ajudará também a economizar tempo ao ler partes menos importantes. E leia na velocidade certa. Nem sempre ler muito rápido é sinônimo de economia de tempo. Ler mais rápido do que se consegue entender poderá te fazer ter que ler novamente. É importante que você identifique o seu tempo de leitura e compreensão com antecedência e pratique para tentar melhorá-lo antes da prova e não sair atropelando tudo sem ter entendido nada no dia da avaliação.

  1. Insira o inglês nas atividades cotidianas

Para fugir dos livros e ampliar o período de estímulo ao cérebro, aplique o inglês o máximo possível nas tarefas do dia-a-dia. Mude o idioma de configuração dos aparelhos eletrônicos e das redes sociais. Tente assistir filmes em inglês sem legenda (ou com áudio já na língua inglesa). Ouça músicas internacionais e busque a tradução. Estimule a leitura de notícias, blogs de interesse e quadrinhos, até chegar a níveis mais avançados como os livros. Toda essa prática contribui para inserir palavras em contextos e para aproximar o aprendizado de situações reais. Dessa forma, trabalha-se o costume de ouvir, falar e pensar em inglês, afastando a apreensão normal que alguém pode sentir por saber que vai precisar ser testado em um idioma diferente do seu materno.

 


Jovens fora da escola (GaúchaZH – Opinião – 21/10/2017)

O país não pode se conformar com o fato de tantos adolescentes sem consciência sobre a importância do estudo como forma de ascensão social se encontrarem longe da sala de aula

As razões são conhecidas e diversificadas, mas o que mais impressiona em estudo de âmbito nacional recém divulgado pelo Instituto Ayrton Senna é o fato de o Brasil ter tantos jovens entre 15 e 17 anos de idade fora da escola _ cerca de 22% do total, com base nos últimos dados disponíveis. Incluí-los, universalizando o ensino nessa faixa etária, levaria uns dois séculos, se fosse mantido o ritmo dos últimos 15 anos. Por isso mesmo, é preciso que educação se transforme logo em prioridade imediata, a começar pelos candidatos que, no próximo ano, sairão novamente às ruas em busca de votos. O país não tem como alcançar o nível de desenvolvimento das demais economias globais se não garantir educação de qualidade para todos. Numa economia em crise, essa é uma situação que deve se agravar ainda mais, se nada for feito para enfrentá-la. Nos cálculos do economista Ricardo Paes de Barros, responsável pelo estudo, nada menos de 56% dos estudantes entre 15 e 17 anos hoje na escola estão atrasados, cursando ainda o ensino fundamental. Nada menos da metade dos que abandonaram a escola tomaram a decisão antes de chegar ao ensino médio. Num quadro dessas proporções, já não é suficiente pensar apenas em incluir. É preciso também manter o interesse dos alunos nas aulas, justamente o que não vem ocorrendo por diferentes razões. Algumas delas estão dentro da escola, como o despreparo dos professores e a falta de atração pelos conteúdos. Outras, fora, como razões financeiras, que levam muitos a procurar uma atividade remunerada antes de se tornarem adultos. No Brasil,  a obrigatoriedade de matrícula escolar nessa faixa etária tornou-se constitucional apenas em 2009, com prazo final até o ano passado. Como é comum ocorrer nessa área, o prazo, reafirmado em 2014 pelo Plano Nacional de Educação (PNE), não chegou a ser cumprido. A reforma do ensino médio, recém aprovada, procura tornar essa etapa mais flexível e aproximá-la dos interesses dos adolescentes. Ainda assim, precisa ser complementada pela base curricular comum para esse estágio, e os resultados tendem a demorar. Numa economia em crise, essa é uma situação que deve se agravar ainda mais, se nada for feito para enfrentá-la. O país não pode se conformar com o fato de tantos adolescentes sem consciência sobre a importância do estudo como forma de ascensão social se encontrarem longe da sala de aula. Um dos méritos do estudo é o de apontar saídas, como atendimento individualizado e melhoria do ambiente escolar. É preciso priorizá-las de fato, e já.

 


A maratona dos vestibulares (TodoDia – Conteúdo – 21/10/2017)

Os três últimos meses do ano são de uma verdadeira maratona para os estudantes que se preparam para prestar os vestibulares. Os nervos ficam à flor da pele, com tanta pressão para obter bons resultados. Mas algumas técnicas e truques ajudam nessa hora. “Nesta reta final, é normal que o rendimento caia, pois é um período de grande estresse. O importante é manter o foco e ir desacelerando gradualmente, para que o aluno não chegue cansado no dia da prova. Neste meio tempo, é muito importante que o aluno revise aqueles tópicos onde possui maior dificuldade”, orientou o coordenador pedagógico do Gênesis Cursos, Evandir Pereira da Silva Jr, 58. Segundo o coordenador, para cursos de maior demanda, como Engenharia e Medicina, por exemplo, o recomendado é estudar, no mínimo, oito horas diárias, inclusive nos finais de semana. Esta é a época para os alunos se prepararem para cada estilo de prova, do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) às de cada universidade onde disputarão vagas. “Conhecer o estilo da prova é tão importante quanto saber o conteúdo”, ressalta Silva Jr. “A maioria dos alunos se preparam somente para as primeiras fases dos vestibulares (que é múltipla-escolha). É muito importante fazer um preparo específico para as segundas fases, pois estas são dissertativas e a grande maioria dos alunos possui dificuldades de escrita. No Genesis, fazemos um intensivo entre os meses de janeiro e fevereiro focando apenas na parte escrita, para que os alunos saibam dar boas respostas”, informou Silva Jr.

Dicas para quem for prestar o Enem

O aluno que está em dia com os estudos pode reservar esses últimos meses para fazer simulados e priorizar revisões e resoluções de exercícios; Alunos que não estão em dia com o cronograma de estudos devem esquecer os conteúdos com os quais ainda não teve contato e focar nas disciplinas com mais potencial e afinidade; Controlar a ansiedade pode ser o diferencial que separa o aluno da aprovação; Cuide da saúde, da rotina de estudos, se planeje, durma na mesma hora e fique calmo e preste atenção na hora da prova.

 Como aliviar o estresse na véspera da prova

Sinta o que o que é melhor para você. Você poderá sentir que o melhor será estudar algum tópico ou fazer exercícios de revisão; Você poderá sentir-se muito nervoso e estressado e seu corpo pede um descanso. Então descanse, pois você merece descansar e isso poderá contribuir para que você esteja mais focado e atento durante o exame; Talvez você sinta vontade de sair com um amigo ou simplesmente conversar com alguém próximo. Faça isso, porque poderá contribuir significativamente para que se sinta mais tranquilo e com mais energia durante o exame.

 


Entenda por que não é uma boa ideia chutar na prova do Enem (Gazeta OnLine – Educação – 21/10/2017)

Método de correção faz questões mais difíceis valerem menos se o aluno errar as fáceis

Se você se acha sortudo é melhor não tentar a sorte na prova do Enem. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) nem adianta querer chutar, pois graças à Teoria de Resposta ao Item (TRI), é impossível contar com a sorte na prova. Por meio dessa técnica, se o aluno acerta as questões complexas e erra as simples, fica evidente que ele chutou. Assim, o acerto naquela questão difícil, mas chutada, acaba valendo menos. Isso acontece porque a matriz de referência do Enem engloba 30 competências e 120 habilidades, de níveis fácil, intermediário e complexo. Ao elaborar a questão o autor determina qual habilidade será testada nela. A técnica foi adotada em 2009, e a partir daí a nota do exame deixou de ser calculada pela quantidade de acertos, passando a ser pelo grau de dificuldade das questões. Em suma, a Teoria de Resposta ao Item (TRI) privilegia competências e habilidades em detrimento da “decoreba”. “O que prioritariamente o MEC quer avaliar no exame é se há no candidato coerência nas respostas. Se ele acerta as questões complexas e erra as simples é incoerente, porque ele só pode chegar em uma habilidade complexa se tiver passado antes pelo desenvolvimento das simples e das intermediárias. Por isso, essa é uma prova antichute”, analisa a pedagoga especialista em Educação à Distância e em Enem Elaine Bueno Silva. O professor de Química do SEB COC Guilherme Vargas exemplifica: “Se a questão pede para o aluno calcular a área de um quadrado, lado vezes lado, e ele erra, e lá na frente é pedido para que ele determine qual o tempo que vai gastar para encher um aquário com uma determinada vazão, se ele acerta, o sistema entende que ele chutou, pois se ele não sabe calcular a área de um quadrado, ele não tem como saber o volume de um aquário”, explica.

ATENÇÃO

Diante disso, atenção é a palavra de ordem na hora de fazer a prova. Se por um descuido o aluno errar uma questão fácil, e em seguida acertar uma difícil, por competência, a Teoria de Resposta ao Item entenderá, equivocadamente, que ele chutou. A questão chutada não é zerada, mas passa a valer menos, por isso, os professores aconselham que na dúvida, é melhor chutar a deixar em branco.

EFICIÊNCIA

O coordenador do 3° ano do Salesiano Leonardo Gama avalia o método como justo. “Valoriza a competência que o estudante adquiriu ao longo do ensino básico, e garante que quem foi bom aluno durante toda a vida escolar tenha boa pontuação. Ele inibe o fator sorte”. O diretor pedagógico do pré-vestibular do Darwin Mário Broetto tem a mesma avaliação. “O Enem não valoriza estudo de última hora, ele capta a vida estudantil. Não existe milagre: quem semeou mais colherá mais”.

Locais de prova já estão na internet

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), vinculado ao Ministério da Educação (MEC), liberou ontem a consulta ao local de realização das provas para os inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Os candidatos inscritos no Enem terão acesso ao cartão de confirmação, documento que informa o número de inscrição; a data, hora e local das provas; a opção de língua estrangeira escolhida e os atendimentos específicos e/ou especializados, caso tenham sido solicitados. Os candidatos poderão consultar o cartão na página do participante, no portal do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), ou pelo aplicativo do Enem. O acesso ao cartão se dá pelo número do CPF do estudante e a senha cadastrada no ato da inscrição. Antes de acessar as informações, os participantes deverão ler um aviso do Inep sobre a declaração de comparecimento.

DICAS DOS PROFESSORES

Questões

Sinalize

Leia a prova de forma geral, e coloque ao lado de cada questão um sinal que a identifique como fácil, intermediária e difícil.

Organize

Primeiro as fáceis

Comece a responder as questões mais fáceis, que você tem segurança. De acordo com especialistas para o MEC vale mais a coerência do que acertar questões complexas.

Descanso

Outra vantagem de começar a prova pelas questões mais fáceis é que isso deixa o cérebro menos cansado.

Tempo

Cuidado

Não perca tempo “queimando” a cabeça com as questões complexas, porque o que vai ser avaliado é se o candidato tem as habilidades básicas e se tem coerência nas respostas. Se ele acertar todas as questões básicas, um pouco de intermediárias e não acertar as difíceis terá uma boa pontuação.

Treinos

Cronometre

São apenas três minutos para a resolução de cada questão, por isso, para ter domínio do tempo os professores recomendam a resolução das questões das provas anteriores, sempre cronometrando o tempo.

Matriz

Acesse

Baixe o PDF da matriz de referência do Enem e leia com atenção cada habilidade que será cobrada.

Chute

Necessidade

A questão chutada não é zerada, mas passa a valer menos, por isso, os professores aconselham que na dúvida, é melhor chutar a deixar em branco. Mas só em último caso.

 


Bullying é aposta de professores para tema da redação do Enem (Campo Grande News – Cidades – 21/10/2017)

Exame será aplicado no dia 5 de novembro e, pelo histórico, aborda assuntos sociais em evidência.

O Brasil voltou a falar de bullying neste sábado, por um motivo trágico: o caso do aluno de 12 anos de uma escola em Goiás que atirou dentro da sala de aula, com a arma do pai policial militar, e matou dois colegas. Uma das versões que surgiu é de que ele era vítima dos colegas, que o chamariam de “fedorento”. O debate volta à tona às vésperas do Enem e, antes mesmo desse caso, o tema já era uma das apostas de professores em Campo Grande para a redação, prova que gera ansiedade entre os candidatos. Já é sabido que temas de grande abrangência e polêmica social no Brasil são os mais trabalhados na redação do Enem nos últimos anos. O Campo Grande News conversou com docentes do ensino médio de escolas públicas e privadas, e de cursinhos pré-vestibulares, para saber o que vem sendo especulado entre eles para o dia 5 do mês que vem, quando será aplicada a prova. A professora Raquel Raminini já acertou o tema da redação quatro vezes consecutivas – de 2013 a 2016. “São inúmeras possibilidades de temas para o Enem, mas minha principal aposta para 2017 é o bullying, tanto o físico, que é vivido por muitos jovens nas escolas e na comunidade, quanto o virtal, aquele que é feito pela internet, em redes sociais”, diz. Durante o ano todo, Raquel trabalha temas diferentes a cada mês com os alunos, para exercitar textos dissertativos-argumentativos. “Nessa metodologia, proponho abordagens que estão “inflamando” a sociedade brasileira na atualidade. Ano passado, por exemplo, me recordo que o tema do mês da prova foi intolerância religiosa, justamente o que caiu no Enem”, conta. Ela acertou também os temas sobre violência contra a mulher, em 2015, publicidade infantil, em 2014, e implantação da Lei Seca no País, em 2013. A professora Lorhaine Felipe do Amaral, 33 anos, também acredita que o bullying é um forte “candidato” a ser tema da redação da prova este ano. “Temos que considerar que a proposta do tema da redação é fazer com que o assunto ganhe destaque nacional, na mídia, e passe a ser discutido em todos os âmbitos, na comunidade escolar, junto à família. Sendo assim, o bullying, juntamente com o cyberbullying, violência escolar, crimes de ódio e tudo o que envolve o preconceito e intolerância, vem à cabeça quando se tenta acertar o tema deste ano”, palpita. O bullying também é uma das apostas do professor Ale Jamil Meres. “Diante do noticiário evidenciado, meus palpites para tema da redação são homofobia no Brasil, o alto índice de obesidade no Brasil, bullying na infância e adolescência, e crescimento economico e preservação ambiental. Para Ale, os temas do Enem, geralmente, trazem uma problemática que “pedem” uma solução ligada ao respeito a direitos humanos. Cláudia Regina da Silva, 52, também professora, todo ano elenca alguns assuntos que podem cair na redação do Enem, um deles sempre é o principal da lista. “A redação sempre traz temáticas, problemáticas, bastante atuais no cenário nacional. Mas um assunto que “chuto” há 8 anos é o descarte de resíduos. Acho muito importante porque vai ao encontro do que a própria prova pede, que é o aluno externar no texto os conhecimentos que ele adquiriu em outras áreas, outras disciplinas”, acredita, complementando que há muito tempo o exame não trata de temas ligados à sustentabilidade.

Confira os temas da redação do Enem:

2016 – Caminhos para combater a intolerância religiosa no Brasil

2015 – A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira

2014 – Publicidade infantil em questão no Brasil

2013 – Efeitos da implantação da Lei Seca no Brasil

2012 – Movimento imigratório para o Brasil no século 21

2011 – Viver em rede no século 21: os limites entre o público e o privado

2010 – O trabalho na construção da dignidade humana

2009 – O indivíduo frente à ética nacional

2008 – Como preservar a floresta Amazônica: suspender imediatamente o desmatamento; dar incentivo financeiros a proprietários que deixarem de desmatar; ou aumentar a fiscalização e aplicar multas a quem desmatar

2007 – O desafio de se conviver com as diferenças

2006 – O poder de transformação da leitura

2005 – O trabalho infantil na sociedade brasileira

2004 – Como garantir a liberdade de informação e evitar abusos nos meios de comunicação

2003 – A violência na sociedade brasileira: como mudar as regras desse jogo

2002 – O direito de votar: como fazer dessa conquista um meio para promover as transformações sociais que o Brasil necessita?

2001 – Desenvolvimento e preservação ambiental: como conciliar os interesses em conflito?

2000 – Direitos da criança e do adolescente: como enfrentar esse desafio nacional

1999 – Cidadania e participação social

1998 – Viver e aprender