24/10/2008 / Em: Clipping

 


Unicamp aceitará respostas a lápis no vestibular 2009

Gabriela Agustini
Em Campinas

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), no interior de São Paulo, passa a aceitar respostas a lápis no vestibular 2009. A medida flexibiliza uma tradicional norma da instituição: corrigir apenas provas respondidas à caneta.

“A obrigatoriedade da tinta fica agora restrita apenas à prova de redação”, explica o coordenador de vestibulares da instituição, Leandro Tessler.

A alteração se deve à mudança no formato do exame. Ele deixa de ter um caderno separado para as respostas – a partir deste ano, o vestibulando recebe apenas uma encadernação e responde as perguntas no próprio caderno de questões. Há, portanto, menos espaço para rascunhos. “Os espaços destinados aos rascunhos diminuem, limitando a possibilidade de erros”, explica Tessler.

Na prova de matemática da Unicamp, “provar que uma resposta está certa não é resolver exercício”

Gabriela Agustini
Em Campinas

O mais importante na prova de matemática do vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é o raciocínio. Chegar a um resultado correto sem mostrar a estratégia adotada não é levado em consideração.

A dica foi dada no “Encontro com os Professores do Ensino Médio”, promovido pela universidade no início no mês. O evento reuniu cerca de 500 professores, no campus da Unicamp, em Campinas (SP), com o objetivo de entender as provas do vestibular da universidade.

Oficinas sobre as matérias foram ministradas por pessoas ligadas ao vestibular, que participam ou participaram de bancas de correção ou elaboração de provas. A pedido da universidade, os nomes não foram divulgados nesta matéria.



Unicamp Limeira abre as portas

Com novo câmpus, universidade amplia opções na graduação e aumenta em 17% o número de vagas

Niza Souza

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) inaugura, em 2009, mais um câmpus, a Faculdade de Ciências Aplicadas, em Limeira (SP). A princípio serão oferecidas 480 vagas, em 8 cursos inéditos na universidade, 3 deles inéditos no País. Mas, quando estiver funcionando totalmente, em 2012, o câmpus oferecerá mil vagas, em 15 cursos.

Esta é a maior expansão em toda a história da universidade, diz o reitor José Tadeu Jorge. “Aumentar 480 vagas significa crescer 17%. É o maior aumento no número de vagas, de uma só vez, na história da universidade.” Com os novos cursos, o número de vagas da Unicamp passa de 2.830 para 3.310 em 2009.

Nesta primeira etapa foram abertas vagas para os cursos de gestão de Empresas, de Políticas Públicas, de Comércio Internacional, de Agronegócio, Engenharia de Produção e de Manufatura, Nutrição e Ciências do Esporte. Os cursos de Gestão de Agronegócio, Gestão de Comércio Internacional e Engenharia de Manufatura, com a configuração acadêmica dada pela Unicamp, são inéditos no País.

Conforme o reitor, além destes, o Conselho Universitário já aprovou outros quatro cursos para o novo câmpus: Fisioterapia, Terapia Ocupacional, Produção Cultural e Restauro e Conservação. “Alguns provavelmente devem entrar no vestibular 2010”, prevê Tadeu Jorge. E ainda há outros quatro cursos em tramitação: Informática Biomédica, Licenciatura em Ciências da Natureza, Design Industrial e Psicologia. Mas um deles deve ficar de fora, já que o projeto do câmpus prevê apenas 15 cursos.

A nova Unicamp ocupa área de 500 mil metros quadrados. Já foram, até agora, realizados 10 mil metros quadrados de obras físicas. Além das salas de aulas, já em 2009 os alunos terão à disposição anfiteatro, biblioteca, salas de informática e laboratórios.

Pesquisa comprova: tecnólogo consegue emprego mais rápido

Levantamento da Fatec mostra que 93% dos formandos começam a[br]trabalhar até um após a conclusão do curso

Niza Souza

Mais rápidos e específicos, os cursos de tecnologia registram alto índice de empregabilidade. Conforme pesquisa da Fatec, 93% dos alunos começam a trabalhar durante ou até um ano após a conclusão do curso. Destes, 70% trabalham na área em que se graduaram. O salário médio dos recém-formados é de quatro salários mínimos. Após um ano de formado, a média sobe para 5,5 salários mínimos. “É um índice excelente. A empregabilidade entre os bacharelados é de 50%”, diz o professor Cortelazzo.

Apesar do nível de empregabilidade, menos de 20% das matrículas – cerca de 1 milhão de alunos – nas universidades brasileiras são representadas por cursos de tecnologia.

Conhecimento profundo

Para o diretor de Graduação do Centro Universitário do Senac, Eduardo Ehlers, o aluno se forma no curso de tecnologia com um conhecimento profundo em sua área e “isso vem sendo cada vez mais reconhecido pelo mercado”. Além disso, acredita, a formação de tecnólogos vem se mostrando como uma forma de inclusão universitária. “Estes cursos mais rápidos tendem a absorver pessoas que já estão no mercado e não tiveram chance de fazer um curso superior e agora querem ascender profissionalmente”, diz. No Senac, 75% dos formandos já saem empregados na mesma área que cursaram.

As universidades brasileiras, incluindo as instituições privadas, já perceberam o potencial dessa demanda. Na Unicamp os cursos de tecnologia foram criados em meados da década de 70, para atender a uma demanda da região, que buscava profissionais nas áreas de construção civil e sanitária. Atualmente, a universidade, por meio do Centro Superior de Educação Tecnológica (Ceset), oferece seis cursos. “O modelo dos cursos de tecnologia é uma tendência na Europa”, diz a professora Regina Lúcia de Oliveira Moraes, diretora-superintendente do Ceset.

O Mackenzie também oferece, desde 1970, o curso de tecnologia elétrica, com duração de três anos e criado para atender à demanda do mercado por profissionais de nível superior.

Nível superior em até três anos

Cursos tecnológicos despertam interesse de alunos que já têm certeza em que área da profissão querem trabalhar

Niza Souza

O vestibulando John Wilder tem apenas 20 anos, mas já sabe muito bem o caminho que quer seguir profissionalmente. Ele cursou o ensino médio técnico em informática e agora, além de se inscrever para o vestibular da USP e da Universidade Federal do ABC, optou por faculdades de tecnologia. “Para mim não tem diferença entre tecnológico e bacharelado. Ambos são cursos superiores. A nomenclatura só diferencia o tipo de graduação”, diz ele, que se inscreveu ainda na Faculdade de Tecnologia de São Paulo (Fatec) e no Centro Federal de Educação Tecnológica (Cefet), em São Paulo.

Para Wilder, a vantagem da graduação em tecnologia é que o curso é mais focado. “O tecnólogo estuda uma área específica e sai da faculdade mais preparado para o mercado de trabalho”, acredita. “Para quem tem certeza da área que quer seguir, vale a pena.”

Pronto para trabalhar

O universitário Denis Luna Borges da Silva, de 20 anos, está no quarto semestre do curso de Tecnologia da Informação na Fatec. Quando prestou vestibular, também foi aprovado em Ciências da Computação, no Mackenzie. “Optei pela Fatec porque acho que o curso de tecnólogo prepara melhor para o mercado de trabalho”, diz. Ainda faltam dois semestres para se formar e ele já trabalha na área.

É este o perfil dos alunos que optam por um curso superior em tecnologia. “Estes vestibulandos têm em comum o fato de saberem exatamente a área que querem trabalhar”, diz o responsável pela Assessoria para Assunto de Educação Superior da Fatec, professor Ângelo Luiz Cortelazzo.

No mercado de trabalho ainda há uma certa confusão com relação aos cursos tecnológicos, principalmente porque são cursos de curta duração, normalmente de dois a três anos. Cortelazzo explica: “Técnico é um profissional de nível médio e tecnólogo, de nível superior.” A diferença do tecnólogo para o bacharel é o conteúdo. “Os cursos de tecnologia são mais focados em uma área específica de uma profissão e por isso têm carga horária menor. Já os de bacharelado são mais generalistas. A desvantagem é se, no futuro, o tecnólogo decidir mudar de área.”