24/10/2013 / Em: Clipping

 


‘O Enem deveria avaliar o ensino médio do País, mas se tornou um vestibular’   (IG – Educação – 20/10/13)

Há 15 anos, nascia o Exame Nacional do Ensino Médio, o Enem, com um objetivo específico: avaliar o aluno do ensino médio brasileiro. A partir dos resultados encontrados, a proposta era que fossem desenhados novos parâmetros de aprendizado e introduzidas novas políticas públicas com vistas a fazer da escola um local que causasse mais interesse no adolescente. O tempo passou, e vieram à tona duas situações antagônicas. Por um lado, o exame cresceu, ganhou notoriedade e coloca-se cada vez mais como um vestibular nacional. Neste ano, por exemplo, todas as 59 universidades federais usarão o Enem em seu processo seletivo. Por outro lado, no entanto, não se vê melhoria no ensino médio. O índice de evasão continua acima de 10% (porcentual três vezes maior do que o observado no ensino fundamental) e o rendimento dos alunos nas avaliações nacionais segue fraco. Os resultados do último Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) mostrou que a qualidade do médio havia piorado no Distrito Federal e em mais oito Estados. Será que o Enem tem falhado em seu objetivo ou mudou de foco? O iG fez esta e outras quatro questões sobre o exame para o professor da Faculdade de Educação da Unicamp, Luiz Carlos de Freitas.  



As cotas e o Enem: 56% dos inscritos em 2013 são negros ou indígenas   (Terra – Vestibular – 24/10/13)

As provas do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que serão aplicadas neste sábado e domingo para 7,1 milhões de pessoas, mostram que aumentou o perfil de estudantes que podem ser beneficiados pela Lei de Cotas. Em 2012, primeira edição do exame após a implementação da reserva de vagas nas universidades federais por critérios sociais e raciais, foram 3,13 milhões de candidatos que se autodeclararam pretos, pardos ou indígenas. Este ano, o número de negros e indígenas cresceu em quase 1 milhão, chegando à marca de 4,05 milhões de pessoas, o que corresponde a 56,4% do total de inscritos. O percentual é superior à média para a população brasileira, que é de 51%, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). De acordo com dados do Ministério da Educação (MEC), são 3,11 milhões de pardos, 891.887 pretos e pouco mais de 46 mil indígenas. O total de brancos chegou a 2,84 milhões e o número de pessoas que se autodeclararam amarelas (orientais) atingiu 159,6 mil. Outros 123,9 inscritos não informaram a cor no momento da inscrição. Ao apresentar os resultados após um ano da implementação da Lei de Cotas em agosto deste ano, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, classificou como “fantástica” a evolução do número de candidatos negros e indígenas no Enem. “Há uma demanda reprimida pela exclusão, mas eles estão chegando para mudar a história do ensino superior”, afirmou na ocasião. A Lei de Cotas, que entrou em vigor em agosto do ano passado, prevê que as universidades públicas federais e os institutos técnicos federais reservem, no mínimo, 50% das vagas para estudantes que tenham cursado todo o ensino médio em escolas públicas, com distribuição proporcional das vagas entre pretos, pardos e indígenas. A lei determina ainda que metade das vagas reservadas às cotas sociais – 25% do total da oferta – sejam preenchidas por alunos que venham de famílias com renda de até um salário mínimo e meio per capita. As instituições têm quatro anos para se adequar à norma.



Enem pode ser usado para entrar na universidade pelo sistema de cotas   (Agência Brasil – 24/10/13)

Em 2014, as 59 universidades federais e os 38 institutos federais de educação, ciência e tecnologia deverão reservar pelo menos 25% das vagas para alunos da rede pública, de cursos regulares ou da educação de jovens e adultos. A regra vale para quem quer entrar no ensino superior com a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Lei de Cotas (Lei 12.711/2012) começou a valer este ano, quando pelo menos 12,5% das vagas devem ser destinadas aos estudantes. Até 2016, metade das vagas será destinada aos estudantes das escolas públicas. Dos mais de 7,1 milhões de inscritos no Enem 2013, 1,6 milhão deles estão concluindo o ensino médio. Para concorrer às cotas, o candidato precisa ter cursado todo o ensino médio em escola pública, em cursos regulares ou na educação de jovens e adultos.