25/05/2015 / Em: Clipping

 


Minorias raciais aumentam 45% em 5 anos no campus da USP Piracicaba   (Globo.Com – G1 Vestibular – 24/05/15)

O aumento em 94% no número de alunos vindos de escolas públicas em cursos da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz (Esalq), campus da Universidade de São Paulo (USP) em Piracicaba (SP), entre 2010 e 2015, teve como consequência o crescimento da porcentagem de estudantes de minorias raciais, como pretos, pardos e indígenas (PPI), em 45% em relação a total de alunos na unidade, de acordo com balanço divulgado pela instituição. O número de alunos negros ingressantes em 2015 foi de 2,1%, o de pardos foi  de 9,5%, amarelos 3,5%. Os estudantes brancos são maioria, com 84,9%. Em números absolutos, segundo levantamento divulgado pela Esalq, a quantidade de alunos de minorias raciais aumentou 89%. Eram 652 em 2008 e são 1.232 em 2015. Ao mesmo tempo, a inclusão de estudantes com renda familiar baixa também cresceu nos últimos sete anos. Em 2008, 41,5% dos ingressantes vinham de famílias com renda familiar até sete salários mínimos; essa proporção subiu para 56,7%. Já a proporção de estudantes de famílias com renda familiar mais elevada diminuiu.

Estudante que vendia bombons no ônibus se gradua em medicina   (Globo.Com – G1 Vestibular – 23/05/15)

“A senhora pode ficar tranquila, tome este remédio que o bebê está bem”, recomenda o médico Jessé Soares a uma paciente que procurou atendimento no hospital de Limoeiro do Ajuru, onde o jovem trabalha há cerca de um mês. “Ela está grávida e caiu, mas vai ficar tudo bem”, explica. Assim como sua paciente, a trajetória do médico também teve momentos em que foi preciso levantar para ver tudo ficar bem: o jovem que vendia bombons nos ônibus de Belém para pagar as despesas com material da faculdade de medicina da Universidade do Estado do Pará (UEPA) concluiu o curso e conseguiu seu registro profissional na última quarta-feira  (20). “Foram vários momentos em que batia uma angústia de querer estudar e não ter condições, mas sempre vinha um sentimento de que, quando eu terminasse, as coisas seriam melhores. E estão melhorando”, comemora. Casado e pai de duas meninas, Soares diz que espera receber o primeiro salário para poder comemorar a conquista com amigos e a família. “A cerimônia na universidade foi simples, agora aguardo o fim do mês para receber e fazer uma comemoração com os amigos”, disse. Segundo Soares, o próximo desafio é escolher uma área de especialização, que pode ser oncologia ou neurocirurgia. “Estou estabilizando minha vida para fazer residência. Eu quero oncologia ou neuro, que são áreas que exigem bastante dedicação e estudo. Ainda não decidi se vou fazer as provas no final do ano ou em 2016”, relata.

Brasil deve aprender com Coreia do Sul a valorizar professor, diz ministro   (Globo.Com – G1 Vestibular – 22/05/15)

Após uma semana na Coreia do Sul participando do Fórum Mundial de Educação, o ministro da Educação Renato Janine Ribeiro considera que a principal lição que o Brasil deve tirar da experiência coreana é a valorização do professor. O Fórum, realizado pela Unesco em Incheon, reuniu representantes de mais de cem países para discutir os próximos passos a serem seguidos pelos países para melhorar a educação mundial. “O grande ponto que nós temos que tirar da lição coreana é a valorização do professor. Esse é um grande ponto que a Unesco recomenda, que o Brasil quer pelo seu Plano Nacional de Educação e que a Coreia [do Sul] pratica”, disse o ministro em entrevista ao G1. “A valorização do professor e do diretor são outros pontos importantes do que o Fórum recomenda. Também estamos neste caminho e não é um caminho fácil, porque a carreira docente foi muito desprestigiada nas últimas décadas”, comentou.  Janine Ribeiro afirmou que as metas da Unesco e as do Plano Nacional de Educação são convergentes. Durante o Fórum, o Brasil foi apresentado como experiência exemplar de inclusão escolar. De acordo com o ministro, a imagem do Brasil nesse aspecto é muito boa. “Nós fomos apresentados como uma história exemplar, quer dizer, uma história que outros devem seguir de como promovemos a inclusão social por medidas de várias naturezas, inclusive a educação. Como fizemos que as escolas universalizassem mais e que a miséria, que no Brasil afetava mais de 10% das pessoas de 0 a 15 anos há 10 ou 12 anos atrás, a miséria despencasse para menos de 1% nesta faixa de idade.” O ministro afirmou que o país se colocou à disposição para explicar sua experiência a outros países. Ele reconheceu, no entanto, que apesar de estar no caminho certo o Brasil ainda precisa avançar. “Nós ainda temos grandes desigualdades em postos ocupados por mulheres, postos ocupados por homens. Ainda temos discriminação de vários tipos, inclusive aquela discriminação mesquinha do médico que reclama da mulher que está dando a luz que diz que não chorou quando fez o bebê, reclamação que ele não faz para o pai da criança.”



Ensino fraco faz estudante da rede pública buscar cursinho mais cedo  (Folha Online – Educação – 24/05/15)

Descrentes do ensino público, alunos da rede estadual não confiam no próprio currículo para começar a vida adulta e veem na greve dos professores um fator a mais para o desânimo diário.  É o que relatam jovens de ensino médio ouvidos pela Folha desde o início da paralisação dos docentes, que já completa 70 dias. Boa parte demonstra falta de perspectiva em relação ao ensino superior e afirma que não prestará vestibular.  Outra parcela, decidida a fazer faculdade, tem adiantado a entrada em cursinhos —que servem de reforço para alunos cada vez mais novos. “Mesmo se não tivesse perdido quatro anos da minha vida, não ia querer fazer faculdade. É o sonho da minha mãe, mas quero fazer alguma coisa que dê dinheiro”, diz João Vitor Zagati, 18, que repetiu duas vezes a oitava série, passou um ano sem estudar e, recentemente, entrou em um supletivo noturno.  Quando acabar o curso, ele quer abrir uma loja. Letícia Souza, 17, afirma que a falta de motivação com a escola piorou com a greve docente. “Acordar cedo para ter só duas aulas? Desanima.” Seu plano para depois que terminar o colégio é trabalhar como cabeleireira. Já a estudante Brenda Maria, 16, não pretende desistir de fazer faculdade. Mas ela acha que, para conseguir uma vaga no ensino superior, precisará começar o cursinho ainda no segundo ano. “Na minha sala tem muita gente que deveria voltar para o ensino fundamental”, diz. Matheus Lima, 17, concorda: “A gente só começa a estudar no cursinho”.



Estudando na UFSCar sem passar pelo Ensino Médio, aluno é premiado por Stanford   (EPTV – Virando Bixo – 22/05/15)

Fascinado por eletrônica desde a infância, Rogerio Ruivo, de 29 anos, conseguiu um feito: foi premiado pelo professor Donald Knuth, da Universidade de Stanford (EUA), por encontrar um erro no volume I da série de livros “The Art of Computer Programming”. Aluno do curso de Engenharia de Computação da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos), ele tem uma história pouco comum. Por detestar a escola, optou por se tornar autodidata e entrou na universidade sem ter feito o Ensino Médio. O prêmio que recebeu por sua descoberta é simbólico: um cheque de 0 x $ 1,00 do fictício Bank of San Serriffe. Simbólico sim, mas extremamente cobiçado. Afinal, a obra na qual ele encontrou o erro está entre as melhores do século, segundo a revista “American Scientist”. “Até Bill Gates reverencia esse livro”, exalta Ruivo. A falha foi descoberta pelo estudante em 2014, mesmo ano em que entrou na UFSCar. Vale lembrar que a 1ª edição da obra foi lançada em 1968 e, desde então, ninguém havia notado o erro – “Uma inconsistência na descrição das convenções da linguagem de programação conhecida como ‘MMIXAL’”, de acordo com Ruivo. Ele explica que essa linguagem é adotada para um computador teórico, que não existe fisicamente, mas que foi utilizado apenas como modelo no livro. Um ano depois da descoberta, o estudante recebeu pelos Correios o cheque de Knuth, de quem é fã.