25/06/2013 / Em: Clipping

 


Proposta de cotas de SP é segregacionista, diz presidente da UNE   (Terra – Vestibular – 24/06/13)

Desde o início de junho, a União Nacional dos Estudantes (UNE) tem uma nova presidente. Militante do movimento estudantil desde os 17 anos, a pernambucana Virgínia Barros foi eleita pela chapa “Bloco da unidade para o Brasil avançar”, com 2.607 votos (69%). Vic, como prefere ser chamada, já é formada em direito pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE) e atualmente cursa letras na Universidade de São Paulo (USP).  A jovem de 27 anos, natural de Guaranhuns, foi presidente da União dos Estudantes de Pernambuco e chegou a atuar na diretoria de comunicação da UNE depois de ir para São Paulo. Em entrevista ao Terra, Vic disse que a principal luta de sua gestão será a aprovação dos 10% do Produto Interno Bruto (PIB) para a educação e reforma universitária, que inclui maior fiscalização das instituições privadas pelo Ministério da Educação (MEC). Ela aponta ainda que o movimento está satisfeito com os resultados dos dez anos de cotas nas universidades federais e critica o programa de reserva de vagas estudado para as estaduais de São Paulo, que, segundo ela, segrega os estudantes de escolas públicas. Confira, abaixo, os detalhes da entrevista.



Universidades online: é hora de os professores aderirem à revolução   (Carta Capital – Educação – 23/06/13)

Os últimos séculos testemunharam revoluções em virtualmente todas as áreas: saúde, transporte, comunicações e genômica são apenas algumas delas. Mas não na educação. Isto é, até agora, com o advento do Moocs (“massive open online courses”, ou cursos em massa online abertos). Os Moocs estão transformando a educação em qualidade e em escala, igualmente. Como presidente da edX, único provedor de Moocs sem fins lucrativos, tenho o privilégio de fazer parte dessa revolução. É o momento mais excitante na educação em muitas décadas. Uma maneira como o ensino à distância mudou a educação foi na ampliação do acesso. O Moocs torna a educação sem fronteiras, cega para gênero, raça, classe e conta bancária. Até agora, a educação de qualidade — e em certos casos qualquer educação superior — foi privilégio de poucos. O Moocs mudou isso. Qualquer pessoa com uma conexão à Internet pode ter acesso. Ouvimos milhares de estudantes, muitos em países em desenvolvimento, dizerem como são gratos por essa educação. O ensino à distância também está melhorando a qualidade da educação.