25/06/2015 / Em: Clipping

 


Ativistas criticam reserva de 2% das vagas para negros e indígenas na USP   (UOL – Vestibular – 25/06/15)

Ativistas de movimentos negros criticaram nessa quarta-feira (24) a baixa quantidade de vagas que serão reservadas na Universidade de São Paulo (USP) para estudantes autodeclarados pretos, pardos ou indígenas que tenham estudado todo o ensino médio em escolas públicas. No total, serão destinadas ao grupo 225 ou 2% das 11.057 vagas que a universidade abrirá em 2016. “A USP é um espaço de privilégio e continua sendo uma ilha de exceção, uma ilha de manutenção de privilégios e uma ilha de manutenção de privilégio branco, sobretudo. E a prova concreta está no conteúdo da proposta deles, que estabelece o acesso para um percentual ínfimo”, disse Douglas Belchior, da União de Núcleos de Educação Popular para Negras, Negros e Classe Trabalhadora (Uneafro). O número de vagas que serão destinadas ao grupo PPI foi decidido independentemente por unidade da universidade e aprovada terça-feira (23) pelo Conselho Universitário da instituição. Assim, enquanto o curso de marketing da USP Leste vai reservar 10% de suas vagas para o grupo, outras unidades, como a Faculdade de Medicina, não farão nenhum tipo de reserva. “É uma resposta [da USP] que tenta amenizar as críticas e amenizar esse caráter racista que a universidade reafirma ao propor essa política. Para nós, ela é extremamente ineficaz e a história mostrará, assim como todas as demais iniciativas que não conseguiram alterar significativamente a presença de negros dentro da USP. Essa proposta também não alcançará esse objetivo”, acrescentou Belchior. Dos 151 cursos que serão oferecidos pela USP em 2016, em apenas 13 haverá reserva de vagas para pretos, pardos ou indígenas: bacharelado em sistemas da informação, licenciatura em ciências da natureza, educação física e saúde, gerontologia, obstetrícia, saúde pública, psicologia, bacharelado em têxtil e moda, bacharelado em lazer e turismo, bacharelado em gestão ambiental, gestão de políticas públicas, marketing e relações internacionais. As vagas serão preenchidas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), do Ministério da Educação, que leva em conta as notas obtidas pelos alunos no Exame Nacional de Ensino Médio (Enem).



Extensão do Enem para cursos da USP é ‘questão de tempo’   (Terra – Educação – 24/06/15)

O ministro da Educação, Renato Janine Ribeiro, comemorou nesta quarta-feira (24) a decisão da Universidade de São Paulo (USP) de adotar, em algumas unidades, o resultado do Exame Nacional de Ensino Médio (Enem) como alternativa ao vestibular para preenchimento das vagas na instituição. Para Janine, com o tempo, a USP poderá estender a medida aos demais cursos da universidade. “Fico contente que a minha universidade, a universidade que mais se destaca nas avaliações do Brasil tenha, finalmente, entrado no Enem e até mesmo no Sisu [Sistema de Seleção Unificada]. Ou seja, que ela esteja prestigiando uma iniciativa do MEC, do Brasil como um todo, que é um exame particularmente bom, bem qualificado, que é o Enem. Penso que é muito bom termos essa adesão da USP”, disse o ministro após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL).



USP usar Enem dá prestígio à prova, diz ministro da Educação   (Folha Online – Educação – 24/06/15)

O ministro da Educação, Renato Janine, comemorou nesta quarta-feira (24) a decisão da USP de adotar a nota do Enem como critério de ingresso para 13,4% de suas vagas.  “[A USP] está prestigiando uma iniciativa do MEC, que é um exame particularmente bom, bem qualificado”, disse ele após encontro com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), na manhã desta quarta-feira (24). Docente da instituição, Janine ponderou que “gradualmente”, a melhor universidade do país “poderá incluir mais cursos” –graduações tradicionais como medicina e engenharia ficaram de fora de medida. “O importante nisso, como em quase toda questão da educação, é persuadir, não é impor”, afirmou.



Enquanto estudantes elogiam USP no Enem, especialistas criticam baixa adesão  (Globo On Line – Educação – 25/06/15)

A adesão da Universidade de São Paulo ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) foi comemorada entre estudantes de várias partes do Brasil. No Rio, a aluna da turma de pré-vestibular do Pensi Milena Grisoli, de 16 anos, já cogita uma vaga em Medicina, na USP de Ribeirão Preto. — Como focamos no Enem, fazer uma prova com outro perfil, como a da Fuvest, é mais difícil. Essa nova possibilidade vai facilitar, apesar de que a concorrência será grande — diz. Em Porto Alegre, a aluna do terceiro ano Colégio Farroupilha Maria Augusta Fait, de 16 anos, vai tentar uma vaga em Bacharelado em Têxtil e Moda. — Estou pesquisando as melhores universidades, e a USP é uma delas. Agora estou mais empolgada. A prova da Fuvest ainda era um pouco conteudista, diferente do Enem, a que estamos mais acostumados. A adesão parcial da USP ao ao Sistema de Seleção Unificada (Sisu), no entanto, gerou críticas.