25/09/2012 / Em: Clipping

 


Alunos fora da curva  (O Estado de S.Paulo – Educação – 25/09/12)


Evanilson de Moraes, de 19 anos, prestou o Enem em 2010. Filho de uma agricultora de Colinas, cidade de 2,5 mil habitantes no Vale do Taquari (RS), não tinha acesso à internet em casa. Sua pontuação no exame foi de 828,58, superior à média do Colégio São Bento, no Rio, o número 1 do ranking nacional daquele ano, e muito acima dos 525,43 de média da Escola Estadual de Ensino Médio de Colinas, onde estudava. Entrou em 2011 em Direito da Universidade Federal do Rio Grande (Furg). Deixou o curso um mês depois e voltou a trabalhar em uma olaria de sua cidade porque pretende mudar de carreira – mas também por outro motivo. “Como venho de família de baixa renda não tive como me manter”, diz Evanilson, que pagava diárias de R$ 40 em um hotel de Rio Grande, 430 quilômetros ao sul de Colinas.

Conselho da USP discutirá adoção de cotas no vestibular da Fuvest nesta 3ª  (O Estado de S.Paulo – Educação – 24/09/12)

O Conselho Universitário (CO) da USP se reúne nesta terça-feira, 25, para discutir a adoção de cotas no vestibular da instituição. O encontro começará às 14h no prédio da reitoria, no câmpus do Butantã, zona oeste. Do lado de fora, estudantes e ativistas do movimento negro farão um ato para pressionar os conselheiros a aprovarem a medida.  O CO é a instância máxima de decisão da universidade. As cotas entram novamente em pauta após 20% dos conselheiros subscreverem um abaixo-assinado que defendia a discussão do assunto. A sessão desta terça será deliberativa, ou seja, poderá decidir pela adoção ou não da reserva de vagas. A USP não tem sistema de cotas ou mesmo de bonificação para negros no vestibular. Ela mantém um programa de inclusão para estudantes da rede pública, o Inclusp, e o considera satisfatório. No processo seletivo de 2012, a universidade matriculou 28% de alunos vindos de escolas públicas. No ano anterior, esse índice foi de 26% – o que refletiu na inclusão de 2,8% de pretos e 10,6% de pardos, totalizando 1.409 alunos com esse perfil. Desde que o Inclusp foi criado, em 2006, Medicina, Direito e Engenharia – cursos de ponta – matricularam 87 alunos pretos até o vestibular de 2011. O número refere-se a 0,8% dos matriculados nessas carreiras. Preto é a terminologia usada pelo IBGE e pela USP para definir a cor da pele.



USP vai discutir se adota sistema de cotas no vestibular da Fuvest   (Globo.Com – G1 Vestibular – 24/09/12)

O Conselho Universitário da USP vai se reunir nesta terça-feira (25), na sede da reitoria da Universidade de São Paulo, para discutir, entre outras coisas, se vai adotar ou não o sistema de cotas no vestibular da Fuvest. A universidade não tem sistema de cotas raciais ou sociais que garantiria uma porcentagem das vagas para estudantes cotistas. A USP, por sua vez, dá bônus para candidatos vindos da rede pública pelo Programa de Inclusão Social (Inclusp). Neste ano, 28% dos novos alunos vieram de escolas públicas.



Após pressão, USP vai discutir adoção de cotas raciais nesta 3ª  (Folha Online – Educação – 24/09/12)

O Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) vai seu reunir nesta terça-feira (25) para discutir a adoção de cotas no próximo vestibular da instituição. Esta será a primeira vez que o Conselho –principal instância da USP– vai debater o tema desde a criação do Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP), em 2006. A reunião será no prédio da reitoria da universidade, no Butantã, zona oeste de São Paulo, às 14h. Na semana passada, a Frente Pró-Cotas Raciais da USP conseguiu aprovar que o tema entrasse na pauta da reunião após a coleta de assinaturas de mais de 20% dos membros do Conselho, como prevê o regimento interno do órgão. Em maio, a Faculdade de Direito aprovou uma menção de apoio à adoção de cotas raciais, sociais e para deficientes físicos. Diferentemente da maioria dos dirigentes da USP, a unidade já havia se mostrado aberta à modalidade. Em 2005, criou um mestrado com cotas.