26/05/2015 / Em: Clipping

 


Enem 2015: o que eu posso fazer com a nota do exame nacional?   (Globo. Com – G1 Vestibular – 25/05/15)

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2015 está com inscrições abertas até 5 de junho no site do Inep. Criado para avaliar os conhecimentos dos estudantes que concluíram o ensino médio, a prova agora também substitui vestibulares no acesso a instituições federais de ensino superior. No entanto, essa não é sua única função. As notas do Enem são usadas por quem tem mais de 18 anos para obter a diploma do ensino médio. Também são exigidas para o candidato que pretende uma bolsa de estudos pelo ProUni ou financiamento estudantil pelo Fies. O Ciência sem Fronteiras é outro programa federal que pede boas notas no exame nacional como critério de seleção.



Maior parte da USP decide usar Enem como alternativa à Fuvest   (UOL – Vestibular – 26/05/15)

Das 42 unidades da Universidade de São Paulo (USP), 28 aceitaram usar o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como alternativa à Fuvest. A proposta inicial da reitoria é usar o exame para disputa de 15% das vagas em 2015. Essas seriam reservadas por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), plataforma digital do Ministério da Educação que reúne vagas no ensino superior público. A adesão ao Sisu é feita por curso e não por instituição. A ideia de adotar esse porcentual foi revelada pelo Estado em abril. A definição de quantas vagas serão destinadas ao Enem em cada uma das graduações ainda será discutida internamente nas faculdades e nos conselhos superiores da USP. O uso do exame é uma das principais apostas da reitoria para elevar os índices de inclusão. Entre as unidades favoráveis estão Medicina, Direito, Economia, Administração e Contabilidade (FEA) e Filosofia, Letras e Ciências Humanas (FFLCH). Nos câmpus do interior, a maioria também aprovou a ideia.



UFSCar aprova mudanças nos processos seletivos para indígenas e refugiados   (EPTV – Virando Bixo – 25/05/15)

O Conselho de Gradua ção (CoG) da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos) aprovou mudanças importantes nos processos específicos de seleção de candidatos indígenas e refugiados para os cursos de graduação da universidade. O processo seletivo voltado aos indígenas para o ano de 2016 será realizado em quatro capitais – Cuiabá, Manaus, Recife e São Paulo –, e não mais no Campus São Carlos, como nos anos anteriores. O objetivo da mudança é facilitar o deslocamento de candidatos de regiões do país que têm grande concentração de aldeias indígenas. Para que a mudança possa ser viabilizada, o formato do processo seletivo será alterado, não compreendendo mais a avaliação oral realizada originalmente. Avaliou-se que a prova, concebida para valorizar a tradição oral dos povos indígenas, já não contribuía de forma significativa no resultado da seleção, e por isso optou-se por excluí-la em benefício da aplicação em diferentes capitais.



Quase 70% das unidades da USP querem aderir ao Enem   (Folha Online – Educação – 25/05/15)

Mais de 60% das unidades da USP no Estado pretende aderir ao Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), segundo o pró-reitor de graduação da instituição Antonio Carlos Hernandes. A ideia é separar 15% das vagas para entrada na universidade via Sisu —sistema de seleção unificada que distribui vagas utilizando a nota do Enem. Entre as 28 de 42 unidades —que reúnem 245 cursos— da instituição que aceitaram estão Medicina, FEA (Economia e Administração), Largo São Francisco (Direito) e FFLCH (Faculdade de Filosofia, Letras e Ciências Humanas ) na capital paulista, além de várias no interior: os institutos de Física, Informática Arquitetura e Urbanismo de São Carlos, todas as unidades do campus de Ribeirão Preto, a Esalq (Piracicaba), Bauru e Pirassununga. Entre as contra estão a ECA (Escola de Comunicação e Artes), que já se posicionou à pró-reitoria de Graduação e a Poli (que não respondeu formalmente, mas já vem afirmando extraoficialmente que não vai querer, segundo Hernandes).



Universidades ou fábricas?   (Carta Capital – Economia – 25/05/15)

Na edição de abril da revista científica Minerva, os pesquisadores Willem Halffman e Hans Radder publicaram texto contundente e provocativo. Sob o título “O Manifesto Acadêmico – Da universidade ocupada para a universidade pública”, os autores analisam criticamente a modernização do ensino superior holandês, frequentemente citado como exemplo de superação do anacrônico modelo torre de marfim. O tom é desinibido e panfletário, e conclama acadêmicos para uma ação transformadora. Segundo Halffman e Radder, as universidades holandesas foram invadidas e ocupadas. O ocupante, no caso, não é uma força fardada ou milícia religiosa. Afinal, trata-se dos Países Baixos. Os autores referem-se a um verdadeiro lobo mau, o Lobo do Management. Segundo eles, o management é um regime obcecado com medições, controles, competição, eficiência e a ideia tortuosa de salvação econômica. Para expulsar a invasora e devolver as universidades aos cidadãos, os autores propõem que os próprios acadêmicos assumam o controle de seu destino e construam uma nova universidade pública, alinhada com o bem comum e com uma proposta de geração de conhecimento socialmente engajado. Halffman e Radder advogam que o Lobo do Management invadiu a academia com um “exército mercenário de administradores profissionais, armados com planilhas, indicadores de desempenho e procedimentos de auditoria”.