26/06/2017 / Em: Clipping

 

Convocação de candidatos da lista de espera do Sisu começa hoje (Agência Brasil – Educação – 26/06/2017)

Os candidatos que estão na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) começam a ser convocados hoje (26) para matrícula. A chamada é feita pelas próprias instituições de ensino, então é importante que os estudantes acompanhem as convocações junto à instituição na qual tenha manifestado interesse. A lista de espera foi aberta aos candidatos que não foram selecionados na chamada regular ou que foram aprovados somente para a segunda opção de curso. A participação na lista é restrita à primeira opção de vaga. Nesta segunda edição de 2017 do Sisu, 935.550 mil pessoas se inscreveram. O total chegou a cerca de 1,8 milhão, já que cada participante pôde fazer até duas opções de curso. O Sisu oferece vagas no ensino superior público com base na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Nesta edição, foram ofertadas 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições de ensino, entre universidades federais e estaduais, institutos federais e instituições estaduais.

 


Convocação da lista de espera do Sisu do 2º semestre começa nesta segunda (G1 – Educação – 26/06/2017)

Neste processo seletivo foram oferecidas mais de 51 mil vagas em instituições públicas de ensino superior; não há informações de quantas foram preenchidas.

A partir desta segunda-feira (26) as instituições de ensino superior podem começar a convocar os alunos que estão na lista de espera do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) do segundo semestre de 2017. O processo não envolve mais o Ministério da Educação. Poderiam participar da lista de espera os candidatos que não foram convocados na chamada regular ou os que conseguiram aprovação na segunda opção de curso, matriculados ou não. São ofertadas neste processo seletivo 51.913 vagas em 1.462 cursos de 63 instituições, entre universidades federais, estaduais e institutos federais. Não há informações de quantas vagas foram preenchidas.Mais de 887.861 candidatos fizeram 1.703.657 inscrições nesta edição do Sisu. Cada participante pode fazer até duas opções de curso. O número de candidatos superou o do ano passado do mesmo período. Para participar da seleção, o candidato tinha de ter feito o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no ano passado e ter tirado nota maior que zero na redação.

Unicamp cancela UPA em 2017 e planeja reestruturar evento para orientar estudantes antes de vestibular (G1 – Campinas e Região – 23/06/2017)

Mostra no campus de Campinas será retomada no próximo ano, com mudança em data de realização. Universidade nega prejuízos e anuncia novas ações para segundo semestre.

A Unicamp deixará de realizar neste ano a UPA – Unicamp de Portas Abertas – evento que permite aos estudantes do ensino médio conhecer sobre os cursos de graduação oferecidos na instituição e as perspectivas do mercado de trabalho para as carreiras. Ele foi feito pela primeira vez em 2004. A universidade não menciona motivações econômica, mas garante reestruturação da mostra para o próximo ano. Uma das mudanças anunciadas pela instituição está na data em que será aberta ao público: a UPA será no primeiro semestre, para que os candidatos possam conhecer a universidade com antecedência, uma vez que as inscrições para o vestibular ocorrem no segundo semestre. “A mudança […] visa permitir que os estudantes do ensino médio tenham mais tempo para amadurecer a decisão sobre o curso que pretendem fazer. […] O evento, realizado apenas no campus de Campinas, envolve um investimento de aproximadamente R$ 250 mil”, diz nota da assessoria. A Unicamp informou, ainda, que a transferência de data não implica em prejuízos. Em texto divulgado pelo portal da Unicamp, o coordenador executivo da comissão responsável pela organização do vestibular, José José Alves de Freitas Neto, declarou que a realização do evento neste ano “seria um desperdício de energias e recursos, já que os estudantes poderiam se encantar pela Unicamp, mas não haveria tempo hábil para concorrer no vestibular do mesmo ano”.

Quando será?

A nova data para realização da UPA não está confirmada pela Unicamp. No ano passado, o evento, que é gratuito, foi feito em 10 de setembro e recebeu 40 mil visitantes de diversos estados; enquanto as inscrições para o processo seletivo ocorreram de 8 de agosto a 2 de setembro. As inscrições para o vestibular 2018 serão abertas de 31 de julho a 31 de agosto, somente pelo site da comissão responsável pela organização do exame na universidade (Comvest);

Novas ações

Sem a realização da UPA, a Unicamp destacou que promoverá outras ações ao público, entre elas, a criação de um portal com informações sobre os cursos, além de um evento destinado a docentes do ensino médio, em agosto, para que que possam levar dados sobre o vestibular aos alunos. As inscrições para o encontro, na página da Comvest, terminam dia 27 de junho.

 


 

Reprovar é dizer ao aluno que ele não precisa concluir o Ensino Médio (Nova Escola – Conteúdo – 24/06/2017)

Dados de transição escolar mostram como a evasão cresce na última etapa da Educação Básica

Nessa semana, o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) divulgou os indicadores de transição escolar, o que não ocorria desde que a forma de publicação do Censo Escolar mudou em 2007. Um golaço do Inep. Esses dados são importantes, pois apontam o que acontece com os alunos entre um ano letivo e outro. Eles apontam se um jovem que fez uma determinada série em um ano estudou em uma série adiante (promoção), na mesma série (repetência) ou se não se matriculou (evasão) no ano seguinte. Portanto, apontam onde “perdemos” os estudantes. Essas informações estão muito correlacionadas com os indicadores de rendimento, o que faz com que haja muita confusão entre eles. Os indicadores de rendimento apontam se em um ano letivo os alunos foram aprovados, reprovados ou se abandonaram ao longo do ano. Os indicadores de rendimento em um ano letivo, por consequência, afetam muito os indicadores de transição do ano seguinte. Mas isso não significa que sejam sinônimos! Reprovação não é repetência e abandono não é evasão. A reprovação é uma decisão da escola/sistema educacional, enquanto a repetência é uma decisão do aluno ou de sua família. O abandono reflete um aluno que desistiu naquele ano, enquanto a evasão reflete um aluno que sequer se matriculou na série. E quase 13% dos alunos que deveriam fazer o 1º ano do Ensino Médio não se matricularam em 2015. Mas como assim “os alunos não são matriculados”? Esse cenário – que deveria gerar incredulidade – não tem responsável, alguém que cuide para que ele não aconteça. O abandono tem um “dono”, já que há uma escola em que o aluno estava matriculado. Não é o caso da evasão. Afinal, quem corre atrás do aluno que não se matriculou? Para piorar, a lei só fala em obrigatoriedade de estudo dos 4 aos 17 anos de idade, sendo que muitos alunos que estão no Ensino Médio já têm pelo menos 18 anos. E por que têm mais de 17 anos? Culpa da reprovação. Veja bem: reprovação, não repetência. Pois queremos que os alunos reprovados façam a série novamente e não saiam da escola. É isso que acontece? Mais ou menos. A reprovação é muito mais comum que o abandono no Ensino Fundamental, assim como a repetência é muito mais alta do que a evasão. Isto aponta que, apesar das taxas de reprovação, os alunos normalmente persistem no Fundamental. O jogo muda no Ensino Médio. A repetência, que era muito mais forte do que a evasão, passa a ter índices mais baixos. O “tiro de misericórdia” é o 1º ano do Ensino Médio com a maior taxa de reprovação da Educação Básica, o que certamente influencia o fato de este ano ter também a maior taxa de abandono escolar. Enquanto isso, a evasão é recorde nos dois primeiros anos do Ensino Médio. Na prática a reprovação do primeiro ano do Ensino Médio se configura como a escola dizer que o aluno “não precisa ficar”. É duro afirmar isso, mas é esse o cenário. Muitos desses reprovados não têm nem sequer uma lei que os diga para ficar na escola, lembrando que a obrigatoriedade é de 4 a 17 anos. Mas que não se culpe só as reprovações do Ensino Médio, pois as reprovações, mesmo que no Ensino Fundamental, acabam por afetar que muitos alunos não concluam o Ensino Médio. Logo, faço a pergunta aos professores que reprovam muitos alunos: o que querem quando reprovam um aluno é que ele não conclua o Ensino Médio? Eu não acredito que querem isso, mas esse é o resultado que estamos conseguindo com as reprovações. Então, se queremos uma Educação Básica completa para todos, precisamos fazer um bom acompanhamento da aprendizagem e recuperação das defasagens de aprendizado ao longo do ano letivo, o que se passa obviamente por se garantir melhores condições de ensino para as escolas do país. Os dados do Ensino Médio são claros: os alunos, principalmente os mais velhos, não querem tentar de novo. Reprovando, estamos dando uma carta aos alunos dizendo que não precisam concluir a Educação Básica. Se queremos que fiquem, precisamos tentar de tudo ao longo do ano letivo. E, nessa luta, é covardia os professores estarem sozinhos! Os pais, a comunidade, os gestores escolares e os gestores de redes precisam dar todo o suporte possível, pois uma Educação só é de qualidade se é para todos.