26/09/2012 / Em: Clipping

 


USP decide promover debate sobre inclusão social e cotas nas unidades   (Globo.Com – G1 Vestibular – 25/09/12)

O Conselho Universitário da USP se reuniu nesta terça-feira (25), na sede da reitoria da Universidade de São Paulo, para discutir, entre outras coisas, se adotaria ou não o sistema de cotas no vestibular da Fuvest. Após mais de três horas de reunião, ficou decidido que a universidade vai promover o debate sobre o tema em cada uma de suas unidades de ensino (faculdades e institutos). Por enquanto, nada muda. A USP vai seguir sem reserva de vagas para estudantes cotistas. Em nota divulgada no início desta noite, a reitoria da USP afirmou: “Como resultado da ampla discussão sobre o tema “Inclusão Social / Cotas”, que fez parte da pauta da sessão do Conselho Universitário,dentre as sugestões apresentadas pelos conselheiros e pelos convidados externos presentes à reunião, houve consenso quanto à promoção de amplo debate sobre inclusão social na USP nos Órgãos Centrais e nas Unidades de Ensino e Pesquisa, bem como a realização de um grande seminário, em que a questão da inclusão social será discutida com maior profundidade e detalhamento junto à comunidade universitária”. Ainda não há datas de quando os novos debates serão promovidos. A reuniãou levou um grupo de estudantes favoráveis à adoção das cotas a promover um manifesto na frente da sede da reitoria da USP.



Conselho Universitário da USP não decide sobre cotas, mas cria comissão para a discussão do tema  (O Estado de S.Paulo – Educação – 25/09/12)

O Conselho Universitário (CO) da USP decidiu na tarde desta terça-feira, 25, criar uma comissão responsável por organizar seminários sobre inclusão social nas unidades que compõem a instituição. Os eventos visam a discutir com a comunidade acadêmica a possível adoção de cotas no vestibular da Fuvest. O grupo será nomeado pelo reitor João Grandino Rodas. Ele contará com a participação de professores e ativistas do movimento negro, entre eles o advogado Silvio Luiz de Almeida, o jornalista Luiz Carlos dos Santos e a servidora da USP Jupiara Gonçalves de Castro. Os seminários devem culminar com a realização de um evento no qual poderão ser aprovadas propostas de modelos de reservas de vagas. Os encontros não têm data prevista para começar. “O assunto cotas não está encerrado na USP”, disse Rodas no CO. Para ele, a discussão está chegando a um “bom termo” e ocorrendo de forma “civilizada”. A última vez em que o tema foi debatido pelo conselho – a instância máxima de decisão da universidade – foi entre 2005 e 2006, ano da criação do Programa de Inclusão Social da USP (Inclusp). O modelo concede bônus para alunos de escola pública no vestibular. Cerca de 20 integrantes do CO se inscreveram para falar sobre cotas nesta terça. De acordo com representantes dos alunos, quem se pronunciou contra a reserva de vagas alegou que a inclusão de negros na USP já está garantida pelo Inclusp. O argumento foi rechaçado pelos pró-cotas, que citaram estudos sobre o desempenho de cotistas em outras instituições de ensino e mencionaram a decisão do Supremo Tribunal Federal pela constitucionalidade dos sistemas de reservas de vagas. O diretor da Faculdade de Direito do Largo São Francisco, Antônio Magalhães Gomes Filho, foi um dos que defenderam as cotas. “É uma coisa que vai ocorrer na USP em função do momento histórico em que vivemos”, disse, referindo-se à decisão do STF. “Não há motivos para prolongar a situação para esta questão.” Em junho deste ano, a Congregação da São Francisco aprovou por unanimidade uma recomendação para que a USP adote cotas raciais. Os representantes dos alunos e dos funcionários no conselho também são a favor da reserva de vagas para negros na Fuvest. “A USP continua elitista, branca e discriminatória”, afirmou Neli Wada, do Sindicato dos Trabalhadores da USP (Sintusp). Já a estudante de Jornalismo Mariana Queen saiu satisfeita com a disposição do reitor em debater o tema. “Os seminários serão importantes porque a maioria dos professores têm impressões muito pessoais sobre as cotas. São visões sem fundamento.”



Conselho da USP discute, mas não vota adoção de cotas  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 26/09/12)

O Conselho Universitário da USP (Universidade de São Paulo) debateu ontem a adoção de cotas raciais no próximo vestibular, mas decidiu apenas realizar “um grande seminário, em que a questão da inclusão social será discutida com maior profundidade e detalhamento com a comunidade universitária”. A data ainda não foi definida. Foi a primeira vez que o conselho -principal instância da USP- debateu o tema desde a criação do Inclusp (Programa de Inclusão Social da USP), em 2006. Estudantes ligados à Frente Pró-Cotas Raciais da USP fizeram manifestação pela aprovação durante a reunião.