26/10/2015 / Em: Clipping

 


Polêmica sobre Enem mostra necessidade de debater violência contra mulher   (Folha Online – Educação/Blog da Sabine – 25/10/15)

O Enem 2015 acertou ao eleger a persistência da violência contra a mulher no Brasil como tema da redação –e a maior prova disso é o barulho que está causando. O assunto ganhou as redes sociais neste domingo (25) com elogios e críticas acaloradas. Também fez com que políticos (feministas e machistas de plantão) se posicionassem em redes sociais e por meio de notas oficiais. Na rede social Twitter, meninas comemoram o tema eleito para redação com mensagens do tipo “deixe aqui a sua risada para todos os machistas que precisaram engolir seu próprio veneno ao fazer a redação do enem”. Outros usuários da rede, no entanto, recomendavam que, no lugar de discutir o assunto, as meninas “fossem lavar a louça”. Algumas dessas críticas foram reunidas no Tumbrl “Machistinhas do Enem“, que descreve que a coletânea de comentários traz “os melhores pensadores da contemporaneidade: ozomi brasileiro.” Apesar do furdúncio, o tema sobre a situação da mulher no país já era previsto por educadores e chegou a ser antecipado pela Folha há dez dias. Era uma das apostas para redação, ao lado de assuntos como “limites do humor” e “PEC das domésticas”. No ano passado, a redação tratou de “publicidade infantil”.  A prova do Enem tem dois dias de duração. A espuma sobre o suposto feminismo no exame começou já no sábado (24), com uma questão que trazia um trecho de uma obra da filósofa francesa feminista Simone de Beauvoir: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquido, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” Em nota, o deputado federal pastor Marco Feliciano (PSC-SP) exigiu explicações ao Ministro da Educação, Aloizio Mercadante (PT-SP), “sobre a abordagem do assunto, teoria de gênero, que já deveria estar sepultado e seus assessores teimam em desenterrar esse fétido cadáver.” 

Questão e redação do Enem recebem críticas e elogios nas redes sociais (Folha Online – Educação – 25/10/15)

A prova do Enem, aplicada neste final de semana em todo o país, provocou uma série de manifestações nas redes sociais. A polêmica ficou em torno de uma questão que citou a filósofa francesa feminista Simone de Beauvoir e do tema da redação : “A persistência da violência contra a mulher na sociedade brasileira”. A citação de Beauvoir estava na prova de sábado (24), que dizia: “Ninguém nasce mulher: torna-se mulher. Nenhum destino biológico, psíquico, econômico define a forma que a fêmea humana assume no seio da sociedade; é o conjunto da civilização que elabora esse produto intermediário entre o macho e o castrado que qualificam o feminino.” O trecho provocou críticas do deputado federal Jair Bolsonaro (PP-RJ) em sua página no Facebook. “Mais ou tão grave quanto a corrupção é a doutrinação imposta pelo PT junto a nossa juventude. O João não nasceu homem e a Maria não nasceu mulher. O sonho petista em querer nos transformar em idiotas materializa-se em várias questões do Enem (Exame Nacional do Ensino MARXISTA)”, afirmou. O deputado federal Marco Feliciano (PSC-SP) também criticou a questão nas redes sociais. “Infelizmente o que é pra ser um momento de jubilo entre toda sociedade, estudantes, seus familiares e os mestres responsáveis pelo futuro de uma geração, mais uma vez se torna instrumento para que alguns infiltrados mostrem suas garras fétidas e invistam sobre a formação intelectual de nossos jovens, tentando incutir em suas puras mente culturas estranhas aos nossos costumes e tradições”.  Feliciano falou ainda em questionar o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, “sobre a abordagem do assunto, teoria de gênero, que já deveria estar sepultado e seus assessores teimam em desenterrar esse fétido cadáver”. Neste domingo (25), Mercadante respondeu às críticas e afirmou que “na educação tem que estar aberto a conhecer e refletir”. “Simone de Beauvoir é uma intelectual internacionalmente reconhecida. A grande contribuição literária dela se dá nos anos 1950 e 1960 onde a questão central era a condição da mulher na sociedade e a luta pelo direito de participação das mulheres. É bom lembrar que até 1962 no Brasil a mulher juridicamente era considerada num casamento como relativamente incapaz, sem direitos, e até os anos 1930 era impedida de votar”, afirmou.

Para professor, prova de matemática no Enem exigiu mais conteúdo  (Folha Online – Educação – 25/10/15)

A prova de matemática neste último dia do Enem 2015 exigiu um pouco mais de conhecimentos de conteúdos do que a edição do ano passado. A avaliação é do professor Robby Cardoso, que leciona a matéria no Anglo. Segundo ele, essa é uma tendência que aparece desde que a prova foi reformulada, em 2009, e passou a selecionar calouros para o ensino superior. Até então, o Enem exigia mais raciocínio e interpretação de textos. Cardoso avalia como positivo o formato do Enem, pois as questões, apesar de cobrarem conteúdo de matemática, apontam coisas na vida do real o aluno que mostram a importância desses conteúdos.


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Tema de redação do Enem provoca polêmica  (UOL – Educação – 26/10/15)

No ano em que a menção ao combate à desigualdade entre homens e mulheres foi retirada de vários planos municipais e estaduais de educação, a persistência da violência contra a mulher no País foi o tema da redação do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), realizado neste domingo, 25. A proposta, para especialistas, sinaliza a importância de tratar o assunto, tanto na educação básica quanto na universidade. Para escrever o texto, os candidatos contaram com uma coletânea de dados que evidenciava a violência de gênero no País. “Esse tema (violência contra a mulher) precisa ser debatido na escola. Queremos que os jovens melhorem a sociedade e que exista uma superação geracional do machismo. Para isso, eles precisam debater o assunto”, defende Daniel Cara, coordenador da Campanha Nacional pelo Direito à Educação. Em vários planos de educação, como o da cidade de São Paulo, metas sobre o combate à desigualdade de gênero e a discussão sobre sexualidade nas escolas foram excluídas após pressão de grupos conservadores e lideranças religiosas. Já a proposta de currículo nacional para a educação básica, apresentada pelo Ministério da Educação (MEC) e ainda em consulta pública, tem referências ao tema. “O debate sobre igualdade de gênero deve ser uma política de Estado, independente de partidos”, diz Cara. Anteontem, a prova de Ciências Humanas já havia causado polêmica com uma questão sobre feminismo. A pergunta vinha acompanhada de um texto da filósofa francesa Simone de Beauvoir. Entre os críticos, estavam os deputados federais Jair Bolsonaro (PP-RJ) e Pastor Marco Feliciano (PSC-SP). Feliciano afirmou, em uma rede social, que essa era uma tentativa de “impingir a teoria de gênero goela abaixo”, o que foi rebatido por internautas. O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, defendeu a abordagem do tema na prova. “As pessoas podem divergir, mas na Educação é preciso estar aberto a refletir, discutir.”

No Enem, questões de matemática desagradaram  (UOL – Educação – 25/10/15)

Os portões da Uninove Barra Funda, na zona oeste de São Paulo, abriram às 15h35. Alessandro Marques dos Santos, de 17 anos, foi o primeiro a sair. “Fiz a redação primeiro e chutei várias de Matemática. Só resolvi as que davam para fazer por lógica”, contou. De acordo com o ele, o tema da redação – violência contra a mulher – era esperado. “Falei sobre a importância do feminismo e acho que fui bem”, disse. No mesmo local, na saída da prova, Ana Gonçalves, de 20 anos, também achou Matemática difícil. “Não entendi muito bem os enunciados”, disse. Já a Redação foi tranquila. “Defendi que as mulheres precisam denunciar as agressões, não ficarem quietas”, diz ela. Na Unip da Avenida Paulista, Luan balestrero, de 19 anos, foi o primeiro a deixar o prédio, na região central. O tema da redação, para ele, desagradou. “Fiquei um pouco em cima do muro, porque poderia parecer o discurso de uma feminista. Achei mal pensado esse tema.”


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“Enem 2015 está tão exigente quanto a Fuvest”   (IG – Educação – 24/10/15)

Uma prova abrangente, conteudista e com questões profundas. Para os professores do Objetivo, essas característas fazem do Enem 2015 uma prova que exige dos alunos tanto quanto exigem os vestibulares tradicionais, como os da Fuvest e da Unesp. “Aquele Enem em que você lia o enunciado, extraía alguns dados e marcava a resposta correta foi definitivamente enterrado neste ano”, afirma o professor Ronaldo Fogo. Docente de física, ele explica que as questões da disciplina envolviam de física do cotidiano à aplicaçãoes tecnológicas. “Para resolver uma das questões, que trazia um enunciado sobre estilingue, o aluno precisava ter muita bagagem, muito conteúdo”, afirma. As questões de Biologia foram consideradas extremamente conceituais e as de ciências humanas exigiram que o candidato dominasse todas as implicações do assunto cobrado. Sem chance para quem investiu em “decoreba”. “Certeza que os alunos que leram resumo e apenas fizeram revisão de véspera não foram bem”, afirma Fogo, que exemplifica citando uma questão da prova de Geografia que perguntava sobre o desestruturação do Estado Islâmico. “Só acertou quem acompanhou e continua acompanhando com profundidade o que acontece naquela região do mundo.”Uma prova abrangente, conteudista e com questões profundas. Para os professores do Objetivo, essas característas fazem do Enem 2015 uma prova que exige dos alunos tanto quanto exigem os vestibulares tradicionais, como os da Fuvest e da Unesp.