27/01/2017 / Em: Clipping

 


Ensino filosófico adequado eleva o rendimento dos alunos (Carta Capital – Opinião – 27/01/2017)

Reforma de Temer minimiza Filosofia e Sociologia, mas escolas podem aproveitar e introduzir discussões filosóficas e sociológicas em todas as disciplinas

A Filosofia se tornou disciplina obrigatória no Ensino médio em 2006 no Brasil. Em 2016, a Medida Provisória de reforma do Ensino Médio apresentada pelo governo Temer pretendia tornar optativas no currículo a Filosofia e a Sociologia. Com uma emenda na Câmara dos Deputados, decidiu-se incluí-las novamente, porém a título de “estudos e práticas”, o que retira a necessidade de oferecer disciplinas específicas nas escolas.

Elas não são, de fato, imprescindíveis, mas, se fossem bem pensadas, poderiam ser ótimas ferramentas no crescimento cognitivo, reflexivo, argumentativo e moral dos alunos.

Essa discussão precisa tomar o seguinte caminho. É importante que alunos estudem Filosofia e Sociologia enquanto disciplinas singulares, para que possam sistematizar autores, entender a evolução dos pensamentos filosóficos e sociológicos etc. Se essas disciplinas forem, no entanto, ensinadas como comumente acontece no Brasil, acrescentarão muito pouco.



Nossa educação tem futuro? (JCNet – Opinião – 27/01/2017)

Sem dúvida, o futuro passa pela educação e se a educação pode mudar o destino deste país, os políticos e as universidades têm papel fundamental na valorização e na formação do professor. Hoje não há incentivos para a formação de professores em qualquer nível e a principal causa é a falta de uma política pública para o setor.

O ensino básico é uma necessidade social imediata para elevar o nível cultural da população, no entanto, as escolas padecem de infraestrutura e o magistério é muito mal remunerado, o que faz com que as licenciaturas sejam relegadas pelos alunos.

Só a expansão do ensino público com qualidade e sem a falácia da progressão automática, garante a disseminação do conhecimento e, portanto, o alargamento dos horizontes com igualdade de oportunidades. A análise da evolução dos índices de inadimplência mostra que a capacidade de expansão de vagas no ensino privado está no limite suportado pelo poder aquisitivo da população, portanto, somente a escola pública terá condições, doravante, de suportar o crescimento requerido pelo país. Sem um ensino público de qualidade baseado na meritocracia, deve-se perguntar aos gestores do Estado e do País, seriamente, quais serão as chances de milhões de brasileiros que, de algum modo, terão de competir nesse mercado internacionalizado e pragmático.



Alunos da rede pública superam os 900 pontos na Redação do Enem (Tribuna da Bahia – Educação – 26/01/2017)

O desempenho é de alunos de escolas estaduais, na Bahia

A estudante Thaylane Gleice Santos, 17, do Colégio Estadual 30 de Junho, em Serrinha, localizado no Nordeste Baiano (183 Km de Salvador), fez 940 pontos na redação do Enem.

Já João Vitor Cavalcante Aleixo, 17, morador do povoado Maceté, zona rural do município de Quijingue, na Região Sisaleira da Bahia (337 km da capital baiana) e estudante do Anexo do Colégio Estadual São Sebastião, fez 920.
A jovem Thaylane está realizada. “Posso garantir que 2016 foi o ano que mais me dediquei aos estudos. Além das aulas, assisti a diversos vídeos que contribuíram para aprimorar o meu conhecimento”, disse, ao avaliar o tema da redação sobre intolerância religiosa.