27/02/2012 / Em: Clipping

 


Unicamp encerra prazo para declaração de interesse por vagas  (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/02/12)

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest) da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) encerra nesta segunda-feira (27), às 17h, o prazo para a declaração de interesse por vagas no Vestibular Unicamp 2012. Podem declarar interesse por vagas os candidatos que fizeram a segunda fase, que não foram eliminados por nota zero e que não tenham sido convocados para alguma de suas opções, até e inclusive a terceira chamada. O formulário está disponível no site da Comvest e serve para todos os cursos, havendo ou não vagas em aberto. Não declarar interesse acarretará em eliminação do processo de convocação para as demais chamadas. A quarta chamada será divulgada no dia 1º de março, após o período de declaração de interesse por vagas abertas e de confirmação de matrícula. Estão previstas onze chamadas no total.



Declaração de interesse por vagas da Unicamp termina às 17h desta segunda   (UOL – Vestibular – 27/02/12)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) recebe até as 17h desta segunda-feira (27) as declarações de interesse por vagas do vestibular 2012. A declaração deve ser realizada no site da Comvest (Comissão Permanente dos Vestibulares). Segundo a organização do vestibular, “podem declarar interesse por vagas os candidatos que fizeram a segunda fase, não foram eliminados por nota zero e que não tenham sido convocados para alguma de suas opções, até e inclusive a terceira chamada.



A falta de engenheiros  (O Estado de S.Paulo – Notas e Informações – 27/02/12)

Enquanto o Brasil forma cerca de40 mil engenheiros por ano, a Rússia, a India e a China formam190 mil, 220 mil e 650 mil, respectivamente. Entidades empresariais, como a Confederação Nacional da Indústria, têm feito estudos sobre o impacto da falta de engenheiros no desenvolvimento econômico brasileiro. E órgãos governamentais, como a Financiadora de Projetos (Finep), patrocinam desde 2006 programas de estímulo à formação de mais engenheiros no País. Segundo estimativas do Conselho Federal de Engenharia, Arquitetura e Agronomia (Confea), o Brasil tem um déficit de 20 mil engenheiros por ano – problema que está sendo agravado pela demanda por esses profissionais decorrente das obras do PAC, do Programa Minha Casa, Minha Vida, do pré sal,da Copa de Mundo de 2014 e dos Jogos Olímpicos de 2016.No País há 600 mil engenheiros,o equivalente a 6 profissionais para cada mil trabalhadores.Nos Estados Unidos e no Japão, a proporção é de 25 engenheiros por mil trabalhadores, segundo publicações da Finep. Elas também informam que, dos 40 mil engenheiros que se diplomam anualmente no Brasil, mais da metade opta pela engenharia civil – a área que menos emprega tecnologia. Assim, setores como os de petróleo, gás e bio combustível são os que mais sofrem com a escassez desses profissionais. Para atenuar o problema, o governo federal lançou no ano passado o Pró-Engenharia –projeto elaborado com o objetivo de duplicar o número de engenheiros formados anualmente no País, a partir de 2016, e de reduzir a altíssima taxa de evasão nos cursos de engenharia, que em algumas escolas chega a 55%. Das 302 mil vagas oferecidas pelas escolas brasileiras de engenharia, apenas 120 mil estão preenchidas. O problema da evasão é agravado pela falta de interesse dos jovens pela profissão, que decorre, em parte, da falta de preparo dos vestibulandos, principalmente nas disciplinas de matemática, física e química. Elaborado por uma comissão de especialistas nomeada pela Coordenação de Aperfeiçoamento de Pessoal de Nível Superior (Capes), o projeto prevê investimentos de R$ 1,3 bilhão. Mas, apesar de sua importância para a remoção de um dos gargalos do desenvolvimento econômico do País, o Pró-Engenharia ainda não saiu do papel. O projeto está à espera do aval dos novos ministros da Educação, Aloizio Mercadante, e da Ciência e Tecnologia, Marco Antônio Raupp. “O Pró-Engenharia poderia ter deslanchado, mas tomamos duas bolas nas costas”, diz o presidente da Capes, Jorge Guimarães. Segundo ele, o maior problema que o Pró-Engenharia vem enfrentando, para ser implementado, é o que ele chama de “fogo amigo” no âmbito do governo.“Primeiramente, foi um documento do Ipea dizendo que o País não precisa de engenheiro, que já tem muitos deles nos bancos. Mas isso ocorreu numa época em que a engenharia não tinha demanda.Em segundo lugar, foram os reitores de universidades federais que soltaram um documento mostrando um aumento de cerca de 12% nas matrículas dos cursos de engenharia.Se não se atacar a evasão, o número de matrículas poderá ser aumentado em 300%, mas o problema da falta de engenheiros não será resolvido”, afirma Guimarães. Ele também lembra que, para reduzir a taxa de evasão dos cursos de engenharia, a Capes, além do Pró-Engenharia, vem reformulando os currículos, para torná-los mais próximos do mercado de trabalho. Em vez de estimular a especialização precoce, como ocorre hoje, a idéia é valorizar uma formação básica e interdisciplinar, na qual as disciplinas de engenharia são complementadas por matérias como economia, planejamento estratégico, gestão e empreendedorismo. “No 4.º e no 5.º ano o aluno vai se especializar no que quiser e ganhar visão de mercado”,diz o presidente da Capes. Desde sua posse, a presidente Dilma Rousseff tem falado muito em crescimento econômico. Mas,para que ele ocorra, é preciso que seus ministros sejam mais eficientes na implementação dos projetos anunciados.



Barreira da qualidade   (Folha de S.Paulo – Opinião – 25/02/12)

Hélio Schwartsman

Em artigo publicado na quinta-feira, o diretor científico da Fapesp, Carlos Henrique de Brito Cruz, revela que o ensino superior no Brasil está parando de crescer. Utilizando-se de dados do Inep, Brito mostra que, de 1995 a 2005, o setor vivia uma expansão acelerada: o número de alunos aumentava 13% ao ano nas instituições privadas e 11% nas públicas. De 2005 a 2010, porém, houve uma significativa redução nesse ritmo: as particulares cresceram 4,5% ao ano, e as oficiais, 0,2%. A situação fica pior se tomarmos como medida os que se graduam. Aí houve uma inflexão: o número de estudantes que concluíram o curso em 2010 foi menor do que o de 2007. Para Brito, um dos fatores a explicar esse quadro é o fraco desempenho do ensino médio. A virtual universalização da escola fundamental ao longo dos anos 90 fez muitos especialistas prognosticarem uma explosão de matrículas no ensino médio, mas ela não ocorreu. Na verdade, o total de alunos que pegaram seu diploma de ensino médio em 2010 foi menor do que o de 2003. A minha hipótese para o fenômeno é que o sistema de ensino se chocou contra a barreira da qualidade. Para o aluno avançar numa faculdade, ele precisa estar minimamente preparado. Se não está e sabe disso, nem se matricula. Se não sabe, começa o curso, mas acaba desistindo. Caso o Brasil queira progredir mais, precisará resolver o problema da qualidade, que, apesar de uma lenta evolução, ainda é muito baixa. No último Pisa (2009), o exame internacional de desempenho de estudantes, ficamos em 53º lugar entre as 65 nações avaliadas. E não há dúvida de que o país precisa, com urgência, aumentar sua população com diploma universitário. Por aqui, a taxa bruta de escolarização no nível superior é de 36%, contra 59% do Chile e 63% do Uruguai. Isso, é claro, para não mencionar países mais desenvolvidos, como EUA (89%) e Finlândia (92%).