27/07/2010 / Em: Clipping

 


Unicamp divulga em 18/08, lista de isentos da taxa do vestibular  (SejaBixo – Mural – 27/07/10)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) vai divulgar a lista dos contemplados com a Isenção da Taxa de Inscrição do Vestibular Unicamp 2011 no dia 18 de agosto, no site www.comvest.unicamp.br. Também a partir desta data, os contemplados começarão a receber – exclusivamente via correio eletrônico – um comunicado de que foram beneficiados. O valor da taxa será divulgado juntamente com o edital do vestibular, a partir de agosto. Importante: Os contemplados não são automaticamente inscritos no Vestibular Unicamp 2011. É preciso, posteriormente, que todos os beneficiados com a isenção façam a inscrição no Vestibular, usando o código de isento fornecido pela Comvest. As inscrições para o Vestibular Unicamp 2011 serão realizadas no período de 23 de agosto a 8 de outubro, exclusivamente nesta página. Para efetuar sua inscrição no Vestibular Unicamp, os candidatos isentos deverão utilizar um formulário específico. As isenções da Taxa de Inscrição do Vestibular da Unicamp são oferecidas em três modalidades: 1- para candidatos provenientes de família de baixa renda (renda líquida máxima de R$550,00 por morador do domicílio); 2- para funcionários da Unicamp/Funcamp; e 3- para aqueles que se candidatarem aos cursos de Licenciatura em período noturno (Ciências Biológicas, Física, Letras, Licenciatura Integrada Química/Física, Matemática e Pedagogia).



Fechando o fosso entre a pobreza e a universidade  (Revista Caros Amigos – Edição de Julho)

Imagine uma sala de cursinho pré-vestibular. Imagine o perfil dos alunos que estudam ali. Provavelmente, a maioria das pessoas pensaria em jovens brancos, de classe média. Esse seria o cenário dos cursos preparatórios para o ensino superior não fosse a existência de cursinhos pré-vestibular populares. Surgidos a partir da década de 1990 com o objetivo de auxiliar na democratização do acesso à universidade, tais cursinhos ajudam jovens (e não tão jovens) de baixa renda a conquistarem o sonho do diploma de uma universidade. De acordo com Henrique Nagao Hamada, coordenador do Cursinho da Psico, ligado à Faculdade de Psicologia da Universidade de São Paulo (USP), “os cursinhos populares realizam um trabalho de inserção de jovens e adultos de baixa renda em universidades públicas, partindo do princípio do direito à educação. Eles ajudam a diminuir o abismo existente entre essas pessoas e as universidades públicas. Também auxiliam na democratização do acesso à universidade como medida paliativa para uma transformação maior na educação brasileira”. Hamada explica que essas instituições foram criadas num contexto histórico marcado pelo “sucateamento do ensino público e mercantilização da educação privada”. O vestibular, por sua vez, “tem se tornado cada vez mais uma barreira de seletividade econômica, que desconsidera as condições sociais concretas de jovens populares”. Para ele, há uma suposta objetividade oferecida pelos exames de admissão, assumidos como um instrumento igual para todos aqueles aptos a prestá-los. “Como fruto desse processo, observamos a naturalização de desigualdades social e historicamente produzidas”.