27/08/2014 / Em: Clipping

 


Unicamp cobra de Alckmin repasse de verba prometida   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 27/08/14)

Em meio à crise financeira nas universidades públicas paulistas, a Unicamp cobra o governo estadual a cumprir um acordo de 2005 que prevê aumento de recursos para a instituição. O acordo determinou que o repasse do Estado para a universidade cresceria se fosse aberto um campus em Limeira (interior de SP), que aumentou em 17% as vagas de graduação da instituição. O campus foi inaugurado em 2008, mas a mudança no Orçamento não ocorreu.  O acordo foi assinado pelo secretário de Ciência e Tecnologia do então primeiro governo Geraldo Alckmin (PSDB), João Carlos Meirelles. Previa aumento de repasses a partir de 2006.  Cálculo da reportagem aponta que a escola deveria ter recebido cerca de R$ 300 milhões adicionais desde então, em valores corrigidos. O montante seria suficiente para sustentar por mais de seis meses o sistema hospitalar universitário da Unicamp, que faz 22 mil internações.  Questionada pela Folha sobre o acordo assinado com o governo estadual, a universidade afirmou que “mantém a expectativa de que o termo assinado em 2005 seja efetivamente cumprido”.  A escola disse também que o campus –que possui 2.200 alunos em cursos como engenharia, administração e nutrição– representa “o maior crescimento já realizado de uma só vez na Unicamp”.  Pelo acordo, o crescimento de receita se daria por meio do aumento no repasse do ICMS (principal imposto paulista), maior fonte de financiamento das universidades públicas de São Paulo. O incremento representaria acréscimo de 2% do que a Unicamp recebe hoje. Como a USP, a Unicamp afirma estar em dificuldades financeiras e não apresentou proposta de reajuste salarial para seus servidores para este ano, o que tradicionalmente ocorre em maio.

Parte dos servidores das duas universidades, além dos da Unesp, está em greve.

USP EM LORENA

Também em 2005, o então secretário Meirelles assinou ofício em que se comprometia a aumentar o repasse para a USP caso ela incorporasse uma faculdade estadual de engenharia, em Lorena. A unidade foi incorporada, mas não foi implementado o crescimento de cerca de 5% na fatia do ICMS transferida para a universidade. A assessoria de imprensa da USP diz que a instituição não cobra o governo porque boa parte dos gastos da faculdade ainda são custeados pelo Estado (a maior parte da folha de pagamento). A unidade representa 0,3% de todo o gasto da USP, mais do que a Faculdade de Direito de Ribeirão Preto. A reitoria diz também que a faculdade de Lorena não tem grande impacto na crise financeira da universidade, que gasta 106% do Orçamento com folha de pagamento. Setores da universidade, porém, entendem que a reitoria deveria negociar com o governo aumento de verbas, considerando a expansão de vagas, em vez da adoção de medidas de corte, como o plano de demissão voluntária de funcionários, proposto pelo reitor Marco Antonio Zago.



20% dos brasileiros entre 18 e 25 anos de idade nem trabalha e nem estuda   (Tribuna da Bahia – Brasil/Economia – 27/08/14)

Jovens que não estudam e nem trabalham passaram a ser intitulados como “Geração Nem Nem”. O tema, debatido na novela da Rede Globo, “Geração Brasil, é discutido há anos pelos governos estaduais de todo o país, que tentam reduzir o número de jovens que se encaixam nesse perfil. Na chamada “Geração Nem Nem”, aqueles que deveriam ser o “futuro” do país, seguem suas vidas como um barco sem direção sem nenhuma perspectiva, ou seja, nada de trabalhar nem estudar. No Nordeste 25% dos jovens estão neste perfil. A média nordestina ultrapassa a média geral do país, que é de 19%, segundo dados da Secretaria do Trabalho Emprego e Renda do Estado da Bahia (SETRE). A região do Sul o índice é 13% e o Sudeste 17%. A secretaria, no entanto, dispõe de dados referentes a 2009, e são contabilizadas pessoas na faixa etária de 14 a 29 anos. Conforme a última pesquisa divulgada da Universidade Estadual do Rio de Janeiro, um em cada cinco brasileiros entre 18 e 25 anos não trabalha nem estuda. Na parcela da população com renda per capita de até R$ 77,75, a geração “Nem Nem” chega a 46,2%. Conforme o secretário de Trabalho, Emprego, Renda e Esporte da Bahia (SETRE), Nilton Vasconcelos, há uma constante preocupação do estado em adotar políticas para reduzir os índices. “O governo investe na formação de profissionais, foram 74 mil vagas de ensino profissionalizante, mais de 18 unidades novas de cursos preparatórios. Além disso, temos os programas voltados aos jovens, como o Pronatec, Trilha, Pro-Jovem Trabalhador”, explica. Ele ressalta ainda que os estudos apontam que os jovens devem se qualificar antes de entrar no mercado de trabalho, no entanto, isso depende da renda familiar e da situação financeira do indivíduo.