28/01/2016 / Em: Clipping

 


Literatura portuguesa naufraga no Brasil   (Folha de S.Paulo –Opinião – 28/01/16)

A proposta beira o absurdo. O Ministério da Educação, por meio do documento intitulado Base Nacional Comum Curricular, elimina a obrigatoriedade do estudo da literatura portuguesa, como se, até hoje, ela tivesse sido desnecessária à educação dos jovens que conseguiram terminar o ensino médio. Desde a primeira proposta da reforma ortográfica agora vigente, o governo brasileiro argumentava a favor da padronização linguística, dadas as afinidades culturais e a unidade em torno da língua dos países de fala e escrita portuguesa. A lusofonia, afinal. Falamos o mesmo idioma? Então somos irmãos. Linguistas, literatos, gramáticos, historiadores, intelectuais em geral não foram convidados ao debate. E hoje ocorre o mesmo com a discussão da base curricular. Quem elaborou as atuais propostas? Ninguém sabe, ninguém viu.  O projeto do MEC para o ensino da literatura nesse segmento apresenta inovações, já adotadas por alguns colégios menos formalistas, como a inversão temporal da sequência da história literária: os alunos do primeiro ano leriam autores contemporâneos e, nas séries seguintes, mais maduros e preparados, teriam contato com obras de períodos anteriores. Também louvável é a ênfase ao estudo da contribuição dos países africanos de língua portuguesa e à cultura dos povos indígenas. Como, porém, apagar Europa e Portugal de nossas origens? Tirando do mapa? Surgiram artigos, nem todos contundentes, sobre a base curricular, mais focados, porém, na área de história –e um tantinho na linguagem, na norma dita padrão e na gramática. O resto é silêncio.



Cursos de medicina cresceram mais nas instituições privadas   (Gazeta do Povo – Educação – 28/01/16)

A expansão dos cursos de medicina no Brasil — assim como na maior parte do ensino superior — foi maior nas instituições particulares, a ponto de haver, hoje, mais alunos matriculados no ensino privado, invertendo o cenário que predominou até uma década atrás. A qualidade da rede particular, no entanto, ainda fica abaixo da rede pública. Além disso, há barreiras para que candidatos de baixa renda tenham acesso aos cursos, seja pela grande concorrência da rede pública, seja pela alta mensalidade das instituições privadas. As conclusões são de estudo dos professores Mário Scheffer, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP), e Mario Dal Poz, do Instituto de Medicina Social da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (Uerj), publicado em 17 de dezembro na revista científica Human Resources for Health. O estudo leva em conta dados de estudantes matriculados em 2012, e de vagas abertas (mas não necessariamente preenchidas) até 2014. Além disso, compara o desempenho dos estudantes da rede pública e da rede privada nas duas últimas edições do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade).


cid:image001.gif@01D158E7.9DF7AFC0
‘Decisão da Justiça se cumpre’, diz ministro sobre veto a bônus na UFF   (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/01/16)

O ministro da Educação, Aloizio Mercadante, disse nesta terça-feira (26) que a Universidade Federal Fluminense (UFF) deve cumprir a decisão da Justiça Federal que concedeu liminar contra o “bônus por CEP” para candidatos inscritos no Sistema de Seleção Unificada (Sisu ) 2016. A UFF deu bônificação de 10% na nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) para candidatos que declararam ter feito o ensino médio em escolas próximas da universidade.