29/04/2013 / Em: Clipping

 


Unesp aprova programa que reserva vagas para alunos de escola pública   (Globo.Com – G1 Vestibular – 26/04/13)

O conselho universitário da Universidade Estadual Paulista (Unesp) aprovou na quinta-feira (25) o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), proposto pelo governo do estado de São Paulo, que prevê reservar 50% das vagas para estudantes de escola pública nas universidades estaduais (Unesp, USP e Unicamp). A Unesp ainda pretende discutir a criação do college, curso em que parte dos cotistas faria antes de ingressar, de fato, na universidade. O Pimesp prevê que dentro da reserva de 50% das vagas, o percentual de negros, pardos e indígenas deverá ser, também no mínimo, 35%, valor verificado para a população do Estado de São Paulo no Censo Demográfico de 2010 realizado pelo IBGE.



Unesp aprova ‘cotas’, mas pede mais detalhes do projeto    (UOL – Vestibular – 26/04/13)

A Unesp (Universidade Estadual Paulista) aprovou na quinta-feira, 25, o plano de inclusão lançado pelo governo e reitores das estaduais paulista, o Pimesp (Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista). O Conselho  Universitário da instituição aprovou as metas de inclusão do programa, que estabelece 50% das matrículas de alunos de escola pública até 2016, mas pediu mais informações sobre o college, curso semipresencial de dois anos por onde parte dos cotistas passariam. Esse sistema, cujo ingresso se dará pela nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) ou do Saresp (sistema de avaliação paulista), responderá por 40% da meta de inclusão. Dentro da meta, o porcentual de negros, pardos e indígenas deverá ser, também no mínimo, 35%, valor verificado para a população do Estado de São Paulo no Censo Demográfico de 2010 realizado pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística), de acordo com o projeto. As metas deverão ser atendidas ao longo de três anos a partir de 2014.



Unicamp lança portal com conteúdo aberto    (O Estado de S.Paulo – Educação – 29/04/13)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) lança hoje um portal com 50 vídeos, 300 animações e mais de mil imagens de acesso gratuito. O material, preparado por professores e técnicos da instituição, cobre as Ciências Exatas, Humanas e Biológicas. O conteúdo está disponível no endereço www.ggte.unicamp.br/e-unicamp. Segundo Vera Solferini, responsável pelo projeto, o objetivo é divulgar a produção da universidade para um público mais amplo.

Unesp aprova ‘cotas’, mas pede mais detalhes de projeto do governo  (O Estado de S.Paulo – Educação – 26/04/13)

A Unesp é a primeira universidade estadual paulista a estabelecer metas de inclusão de alunos de escolas públicas e de minorias étnicas. A instituição aprovou linhas gerais do projeto lançado pelo governo paulista, que prevê atingir 35% de matrículas de estudantes da rede pública no próximo vestibular em cada curso, chegando a 50% até 2016. Nesse grupo, deverá ser respeitada a proporção censitária de pretos, pardos e indígenas do Estado, que é de 35%.  Historicamente, as universidades de São Paulo sempre rejeitaram qualquer ideia próxima à reserva de vagas. Em 2012, lei federal instituiu as cotas nas instituições federais. Depois disso, o governador Geraldo Alckmin (PSDB) exigiu que os reitores criassem uma proposta, que veio a ser o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp). O plano, apresentado por Alckmin ao lado dos reitores, não fala em cotas, mas em metas. O governador, no entanto, garantiu que o objetivo é reservar as vagas para cotistas. As outras universidades estaduais – USP e Unicamp – ainda não deliberaram sobre o programa, que também está em debate nas Faculdades de Tecnologia (Fatecs) e de Medicina de Marília (Famema) e Ribeirão Preto (Famerp).  A Unesp é a universidade do Estado com mais estudantes de escola pública. Em 2012, por exemplo, 37,7% dos calouros cursaram o ensino médio nas redes municipais, estadual ou federal (os números deste ano ainda não foram divulgados). Mas a distribuição por curso não segue a mesma lógica. Das 90 vagas de Medicina, só duas foram ocupadas por alunos de escola pública. Em 2011, não havia nenhum estudante com esse perfil. O reitor da universidade não atendeu ao pedido de entrevista do Estado. No último vestibular da USP, 28,5% dos candidatos da rede pública passaram. Já na Unicamp, essa taxa foi de 33,3%.

Adoção de ‘cotas’ na Unesp é recebida com ressalva por alunos   (O Estado de S.Paulo – Educação – 26/04/13)

O Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp), aprovado pela Unesp na noite da última quinta-feira, 25, foi recebido com ressalvas por alguns dos estudantes da universidade.   “As cotas amenizam o problema a curto prazo, pois hoje é realmente desigual a participação de alunos da rede pública no ensino superior. Mas a longo prazo é preciso investir em educação de base para que as cotas sejam extintas”, afirma Paulo Henrique Ortega, de 23 anos, que estudou em escola pública e começa agora o mestrado em Física na Unesp. “Além disso, é difícil retirar um benefício depois que ele é concedido.

DEBATE: Decisão da Unesp influenciará o debate sobre cota na USP e Unicamp?

SIM

“O quadro geral desse debate foi dado pela Lei de Cotas nas instituições federais de ensino e o governo paulista foi forçado a tomar uma iniciativa. Nas universidades paulistas, a inclusão é muito baixa, ainda mais em cursos concorridos. Assim, as universidades foram instadas não mais a discutir um sistema de cotas, mas como elas serão implementadas. Há dois anos, cota era tabu na USP e agora é preciso debatê-la. A decisão da Unesp é acertada, pois esse college, como foi proposto, é uma aberração. É um curso, criado por pressão da Univesp, que o candidato pobre faz para disputar uma vaga sem garantia de que vai entrar.”

Decisão da estadual reforça a dúvida: é cota ou meta? (O Estado de S.Paulo – Educação – 27/04/13)

A Unesp aprovou metas de inclusão do programa do governo, mas manteve a dúvida: a universidade vai ter ou não a reserva de vagas para alunos de escola pública? A indefinição explícita sobre o termo – ao contrário da lei federal, que determina a inclusão – é criticada, sob o argumento de que as instituições poderiam não preencher as vagas. Assim, o retrato social, sobretudo em cursos concorridos, não mudaria.



Cotistas têm desempenho inferior entre universitários   (Folha Online – Educação – 28/04/13)

Alunos de graduação beneficiários de políticas de ações afirmativas, como cotas e bônus, têm apresentado desempenho acadêmico pior que os demais estudantes nas universidades públicas do país, mostram estudos recentes. As pesquisas também concluem que a diferença de notas perdura até o fim dos cursos e costuma ser maior em carreiras de ciências exatas. Universitários que ingressaram em instituições públicas federais por meio de ação afirmativa tiraram, em média, nota 9,3% menor que a dos demais na prova de conhecimentos específicos do Enade (Exame Nacional de Desempenho de Estudantes), que avalia cursos superiores no país. No caso das universidades estaduais, cotistas e beneficiários de bônus tiveram nota, em média, 10% menor. Os dados fazem parte de estudo recente dos pesquisadores Fábio Waltenberg e Márcia de Carvalho, da UFF (Universidade Federal Fluminense), com base no Enade de 2008, que pela primeira vez identificou alunos que ingressaram por políticas de ação afirmativa. Foram analisados os desempenhos de 167.704 alunos que estavam concluindo a graduação nos 13 cursos avaliados em 2008, como ciências sociais, engenharia, filosofia, história e matemática. “Encontramos diferenças razoáveis. Não são catastróficas como previam alguns críticos das ações afirmativas, mas é importante registrar que existe uma diferença para não tapar o sol com a peneira”, diz Waltenberg. Para ele, o desnível atual é um preço baixo a se pagar pela maior inclusão. Mas ele ressalta que, com a ampliação da política de cotas (que atingirão 50% das vagas das federais até 2016), é possível que o hiato entre as notas se amplie.

Rendimento de cotistas em universidades caiu com o passar do tempo   (Folha Online – Educação – 28/04/13)

Pesquisa dos acadêmicos Delcele Queiroz e Jocélio Teles dos Santos sobre desempenho dos cotistas em 2005, ano de adoção da política na UFBA (Universidade Federal da Bahia), indicava “resultados bastante animadores”. Os autores ressaltavam que em alguns cursos como engenharia civil e comunicação social, a fatia de cotistas com coeficiente de rendimento entre 7,6 e 10 era maior do que entre os demais alunos. Segundo Delcele, que é pedagoga e professora da Uneb (Universidade do Estado da Bahia), dados para anos subsequentes mostram um retrato menos favorável em termos da diferença de rendimento entre não cotistas e cotistas, embora confirmem o aumento da diversidade social e racial na universidade.Estudo recente de Delceles e de Santos mostra que, entre os que ingressaram na UFBA em 2006 e cursavam o sétimo semestre, a fatia de cotistas com notas médias entre 7 e 10 era menor que a dos demais alunos em 12 cursos muito concorridos, incluindo engenharia civil e comunicação. Delcele acredita que, quando foram adotadas, as cotas absorveram um estoque de alunos de escolas públicas com bom rendimento que não tentavam o vestibular ou ficavam muito próximos de serem aprovados. “Passado esse efeito, a situação em termos de desempenho que temos visto é mais próxima da realidade”, diz. O desempenho acadêmico de cotistas ainda é pouco estudado no Brasil. A adoção de ações afirmativas pelas universidades começou a ganhar fôlego a partir de meados da década passada. Estudos de casos isolados costumavam indicar desempenho próximo entre beneficiários de ações afirmativas e demais alunos. Algumas pesquisas mais recentes têm revelado um quadro diferente, de rendimento pior de cotistas. O desempenho mais fraco é explicado por especialistas pela fragilidade na formação dos alunos de escolas públicas estaduais e municipais.

Aluno de escola federal tem rendimento melhor em universidades   (Folha Online – Educação – 28/04/13)

Alunos egressos de escolas públicas federais têm desempenho igual ao dos formados em instituições particulares nos cursos de graduação da UFJF (Universidade Federal de Juiz de Fora). Já os estudantes saídos de escolas públicas estaduais e municipais ficam atrás em termos de rendimento. É o que revelam dados sobre 14 mil alunos que ingressaram na UFJF entre 2006 –ano de implementação das cotas– e 2011. Nesse período, os alunos das escolas públicas federais, consideradas de melhor qualidade, ficaram com 25% das vagas destinadas a cotistas, embora representem menos de 2% dos concluintes do ensino médio em Minas Gerais.

Unesp fixa meta para que metade dos calouros seja de escola pública   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 27/04/13)

O Conselho Universitário da Unesp aprovou anteontem a meta de ter 50% de alunos de escolas públicas entre os seus ingressantes, até 2016. Deles, 35% deverão ser pretos, pardos e indígenas. A ideia é que os percentuais sejam alcançados em todos os cursos, mas não haverá sanção caso os objetivos não sejam atingidos. Também não está definido como se tentará chegar às metas. A participação da rede pública hoje na universidade já é de 40%, mas há grande variação entre as áreas. Em medicina, por exemplo, é de 2%. O objetivo foi apresentado em dezembro pelos reitores de USP, Unesp e Unicamp e pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB), mas precisa ser aprovado pelos Conselhos Universitários das instituições. Na USP e na Unicamp, as discussões seguem. Apesar de aprovar as metas sugeridas, o conselho da Unesp decidiu postergar a aprovação do curso intermediário, presente na proposta. Informalmente chamado de “college” (por ser inspirado em modelo americano), o curso prevê atividades semipresenciais, com duração de dois anos, aos melhores alunos das escolas públicas. Ao final do período, os que fossem aprovados entrariam nas universidades sem a necessidade do vestibular e já teriam diploma superior. O curso seria uma das possibilidades para se atingir as metas propostas. A Unesp decidiu solicitar mais informações sobre o “college”. Segundo a Folha apurou, o modelo aprovado na Unesp (apreciação das metas e adiamento do “college”) poderá ser também colocado em votação na USP e Unicamp. Segundo um dos idealizadores do programa, a resistência que o “college” enfrenta nas universidades pode barrar as próprias metas. Na USP, a proposta tem sofrido críticas diversas. A FFLCH (área de humanas) entende que ela é tímida e que há espaço para adoção de cotas. A direção da Faculdade de Medicina defende que o programa, ao buscar mudar rapidamente o perfil dos ingressantes, pode prejudicar a qualidade dos cursos. Com o “fatiamento” da votação, pode-se aprovar ao menos as metas, e as universidades definiram as estratégias. Nesta semana, a USP sinalizou que deve aumentar o bônus concedido no vestibular a alunos de escolas públicas. O governo já trabalha com a possibilidade de fazer o “college” desvinculado de vagas das universidades.



Unesp aprova programa de cotas, mas quer detalhes de curso semipresencial   (Veja – Educação – 26/04/13)

A Universidade Estadual Paulista (Unesp) anunciou nesta sexta-feira ser favorável ao programa de cotas lançado em dezembro de 2012 pelo governo de São Paulo, o Programa de Inclusão com Mérito no Ensino Superior Público Paulista (Pimesp). Com o Pimesp, o governo pretende elevar a 50% o porcentual de alunos oriundos da rede pública na USP, Unesp e Unicamp, em todos os cursos e turnos, até 2016. Dentro dessa meta, o porcentual de negros, pardos e indígenas deverá ser de no mínimo 35%. O Conselho Universitário da Unesp afirmou aprovar as metas de inclusão social do programa, mas informou que vai solicitar informações adicionais sobre o curso semipresencial que os cotistas terão de realizar antes de ingressar nas instituições. Por meio de nota, a Unesp informa que o Conselho Universitário pedirá ao Conselho de Reitores das Universidades Estaduais de São Paulo (Cruesp) – responsável pela elaboração do projeto – detalhes sobre a criação do Instituto Comunitário de Ensino Superior (ICES). Em parceria com a Universidade Virtual do Estado de São Paulo (Univesp), o Ices ofereceria cursos superiores sequenciais de dois anos exclusivos a alunos da rede pública. Eles seriam uma alternativa ao vestibular tradicional.