29/10/2013 / Em: Clipping

 


Unesp e Unicamp têm dificuldade de atrair alunos da rede pública em cursos concorridos   (O Estado de S.Paulo – Educação – 29/10/13)

Apesar das ações de bônus e reserva de vagas para alunos de escola pública, os cursos mais disputados da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp) nos últimos vestibulares ainda atraem poucos candidatos que não são da rede particular. Medicina – uma das carreiras mais disputadas – tem as menores participações da rede pública neste ano: 21,16% na Unicamp e 23,3% na Unesp Botucatu. A média geral é superior: 27% na Unicamp e 39,9% na Unesp, a maior entre as estaduais.  Nos cursos de Engenharia, a proporção de inscritos de escola pública na Unicamp segue a mesma tendência de Medicina: 17,76% em Engenharia de Produção (período integral) e 17,45% em Engenharia Química.

Vestibular nasceu no Brasil em 1911   (O Estado de S.Paulo – Educação – 29/10/13)

Instituído no Brasil em 1911, o vestibular foi transformado ao longo das décadas por dezenas de leis, decretos, portarias e resoluções. No início, o sistema era elitista e excludente: só entrava na universidade quem cursava um colégio tradicional.  As primeiras escolas superiores foram criadas em 1808, quando a família real portuguesa se estabeleceu no País. Para ingressar nessas instituições, o candidato precisava ter 16 anos, no mínimo, e passar pelos chamados exames de madureza. Quatro anos depois, preocupada com a má formação dos alunos, uma comissão apresentou na Câmara um projeto de reforma. “Há calouros de Direito que desconhecem completamente o latim e escrevem o portuguez como crianças de grupo escolar”, foi um dos argumentos da comissão descrito pelo Estado na época. No mesmo ano o governo federal criou o Concurso de Habilitação para Ingresso nas Faculdades, que selecionava para cursos públicos.

Cresce procura de brasileiros pelos processos seletivos no exterior   (O Estado de S.Paulo – Educação – 29/10/13)

Há um grupo cada vez mais expressivo de estudantes que, além de se preparar para os vestibulares das universidades brasileiras, também focam os processos seletivos de instituições estrangeiras, principalmente as dos EUA e Europa. A maioria é aluno de escolas bilíngues, que se dedicam desde o 9.º ano do ensino fundamental para ter boas notas no colégio – um dos critérios de seleção das universidades.  A preparação inclui ainda estudar para provas específicas exigidas pelas universidades, como conhecimentos gerais, além de certificação de língua estrangeira e voluntariado, que conta pontos no exterior. Nos EUA, além da prova de proficiência em inglês, o aluno faz uma avaliação denominada SAT (exame de aptidão escolar, na sigla em inglês). Segundo a coordenadora pedagógica do ensino médio da Escola Internacional de Alphaville, Gláucia Franco, os alunos que vão prestar vestibular para universidades americanas têm de se atentar a fatores que ultrapassam o estudo regular. “Essas instituições possuem uma visão mais abrangente do aluno.



Aluno da Unicamp pode ser novo Steve Jobs, diz Forbes   (Correio Popular – Cidades – 26/10/13)

Esta não é a primeira vez que o estudante de engenharia civil da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) Wildiner Esteiner Batista, de 21anos, tem seu nome citado na imprensa e sua trajetória de vida tornada pública. O ex ajudante de pedreiro, desta vez, se surpreendeu com a reportagem veiculada pela revista americana Forbes, edição de outubro, em que seu nome aparece entre os quatro brasileiros com consideráveis condições e características para ser um futuro Steve Jobs — norte-americano fundador da Apple e tido como um gênio inovador na área da tecnologia. A história de Wildiner se destaca de qualquer outra por seu passado humilde, adjetivo que é facilmente percebido no seu jeito. Ele, que passou em 18º lugar no curso de engenharia civil na Unicamp,aos 12 anos ajudava a família na colheita de café na cidade de Cordislândia, em Minas Gerais, com pouco mais de 3 mil habitantes. O trabalho braçal em horário oposto ao turno escolar era comum entre os meninos da sua cidade, segundo ele. Aos 15 anos, deixou sua casa para cursar Ensino Médio e Técnico  em Inconfidentes (MG).Tentou vestibular no Instituto de Tecnologia de Aeronáutica (ITA), mas não passou.Até que tentasse nova seleção,voltou para sua cidade e passou a trabalhar com seu pai, que é pedreiro.Wildiner é citado pela Forbes por ser bolsista da Fundação Estudar, instituição sem fins lucrativos criada por milionários brasileiros e que auxilia jovens talentos com potencial para realizar transformações no Brasil. Junto ao estudante da Unicamp, outros três bolsistas da Estudar são citados na reportagem da revista com qualidades para ser um futuro Jobs ou até Mark Zuckerberg, o fundador do Facebook. De acordo com a revista, “há poucas dúvidas de que alguns talentos, quando acelerados por essas fundações, se tornarão verdadeiras mudanças políticas”. Mas traz um alerta: “muito precisa ser mudado antes que alguém possa afirmar que o Brasil tem chances reais de se tornar o lar dos próximos Jobs ou Zuckerberg”.A grande crítica da revista é o excesso de burocracia que atrasa o País,mas que pode ser mudado com talentosos profissionais.Neste ano, a Fundação teve 12 mil  inscritos e apenas 27 bolsistas selecionados. Segundo o diretor Fábio Trán, entre os motivos que levaram Wildiner a ser selecionado está a sua origem humilde e as oportunidades que criou para si próprio. “É uma grande característica quando a pessoa tem controle da sua própria vida, caso dele, e tenta mudar sua realidade. Acho que, para gente, é um indício de que pode fazer a diferença”,disse.O jovem tem grandes pretensões:planeja, em longo prazo, ingressar na Universidade Stanford (EUA), e também embargar no projeto Ciência Sem Fronteiras, na China. Questionado sobre a sua citação na Forbes, o estudante disse que ficou feliz, mas que o mais importante é apresentar bons resultados do que aparecer em revista. Para ser um Steve Jobs, afirmou, é preciso trabalhar muito. Questionado sobre o que o levou a ser citado pela publicação,acredita que seja pela força de vontade e por sua trajetória de conquistas até aqui. “Eu acho que mais relevante é sonhar, conquistar esse sonho e ir renovando”, disse. “É buscar ter por perto gente boa.”Aluno da engenharia civil, Wildiner disse que, neste momento,não tem afinidades com a área de tecnologia para ser um futuro Steve Jobs, mas não nega a possibilidade. “Talvez dê para conciliar uma coisa ou outra. Quem sabe?”,afirmou o jovem. No entanto, até que tudo isso aconteça, Wildiner disse querer aproveitar ao máximo o que a universidade o oferece.



Enem reduz interpretação e fica com jeito de vestibular, dizem professores   (Globo.Com – G1 Vestibular – 28/10/13)

A edição deste ano do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) mostrou que o exame do Ministério da Educação vai mudando seu perfil “interpretativo” de edições anteriores e está com mais “cara de vestibular”, segundo professores ouvidos pelo G1. As provas aplicadas neste sábado (26) e domingo (27) foram mais focadas no conteúdo, tinham enunciados mais curtos e exigiam menos interpretação na avaliação dos especialistas. De acordo com eles, a edição deste ano exigiu conhecimentos específicos dos candidatos em quase todas as áreas avaliadas, aproximando-se do que é pedido nos vestibulares tradicionais pelo país. O gabarito oficial do Enem será divulgado até quarta-feira (30). Segundo o MEC, 5 milhões de candidatos fizeram as provas este ano. Esta edição foi teve o número recorde de 7.173.574 milhões de inscritos. A abstenção foi de 29%.



Avaliar, certificar e selecionar: tudo por conta do Enem   (Folha Online – Educação – 29/10/13)

Quando o governo do Fernando Henrique decidiu, lá atrás, que o ensino médio deveria ser reformulado, o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) foi criado. O exame começou a ser aplicado em 1998. A ideia inicial era mapear as falhas do ensino médio e começar uma espécie de “revolução” dessa fase da educação. Hoje, sabemos que o ensino médio é o grande gargalo. É o momento em que o brasileiro que terminou o fundamental desiste de estudar. O governo Lula chegou depois e decidiu universalizar o Enem e dar mais importância a ele. Também passou a usá-los como critério de seleção e de inclusão para o ensino superior. Em 2004, a nota do Enem começou a ser considerada no Prouni, programa que dá bolsas em instituições de ensino superior particulares. E então o número de inscritos aumentou exponencialmente e chegou a 7,8 milhões na última prova. No ano seguinte, em 2005, as notas das escolas de ensino médio com mais de 70% de alunos fazendo Enem começaram a ser divulgadas — o que causou um aumento de competitividade entre essas instituições. Agora, sair-se bem no Enem é crucial para atrair alunos (e pais de alunos).

Enem já muda práticas curriculares de colégios de SP   (Folha Online – Educação – 26/10/13)

As escolas não são mais como antigamente. Elas estão mais interdisciplinares e mais competitivas. O motivo disso tem um nome: Enem. A prova nacional começou a ser aplicada em 1998, mas o impacto da rotina escolar veio mais tarde, em 2004. Naquele ano, a nota do Enem passou a ser considerada no Prouni (programa que dá bolsas em universidades privadas) e as notas das escolas de ensino médio começaram a ser divulgada pelo Ministério da Educação. Com essa visibilidade, sair-se bem na avaliação federal virou um critério central para a escola ser considerada “boa” pelos pais. “Tudo mudou. O Enem acaba com a lógica de disciplinas rígidas como biologia, química e física. Agora, fala-se em competências e habilidades”, explica Silvio Freire, diretor de ensino médio do Santa Maria -12º melhor escola particular no Enem na cidade de São Paulo. Se antes a escola decidia ensinar idade média no ensino fundamental 2 (de 11 a 14 anos) e Grécia antiga no ensino médio (de 15 a 17 anos), agora a instituição precisa preparar o aluno para “comparar períodos históricos” -uma competência do Enem.