30/01/2015 / Em: Clipping

 


Pátria Educadora: será mesmo?  (IG – Educação – 30/01/15)

O Brasil tem, atualmente, cerca de 24 milhões de jovens na idade universitária, que é a faixa etária compreendida entre 18 e 24 anos. Deste contingente, apenas 3,5 milhões, cerca de 15%, estão nas salas de aula das faculdades.  Se considerarmos o total de alunos de todas as faixas etárias matriculados no ensino superior, chegamos a 7,3 milhões, ou cerca de 30% da população relevante (segundo o Censo da Educação Superior, INEP). Como pode ser verificado pelo estudo Education at a Glance, da UNESCO, esses números colocam o Brasil com uma das taxas mais baixas de inclusão no ensino superior do mundo, muito inferior a países vizinhos como Chile, Bolívia, Argentina, Equador e México. Para mudar este estado de coisas, os últimos governos brasileiros têm procurado estimular o acesso à educação por meio de políticas públicas inclusivas, dentre as quais se destaca o Programa Universidade Para Todos (PROUNI), que oferece bolsas para estudantes de baixa renda, e o Programa de Financiamento Estudantil (FIES). Esses dois programas em conjunto já beneficiaram muitos jovens que, sem essas fontes de financiamento, não teriam como conseguir um diploma de ensino superior. Em geral, esses jovens são o primeiro membro da família a chegar tão longe nos estudos, o que lhes tem permitido abrir novos horizontes e perspectivas de ascensão profissional e social. O FIES, particularmente, tem sido muito fomentado pelo governo ao longo dos últimos anos, que o apresenta como uma política pública de Estado. Em 2010, o programa foi reformulado pelo governo, de forma a se tornar mais atrativo: a taxa de juros paga pelo aluno foi reduzida e o prazo de pagamento, ampliado. Foi criado um fundo para fazer frente à inadimplência (FGEDUC) e o agente financeiro passou a ser o Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). Os estímulos promovidos pelo governo e a resposta das instituições foram de tal magnitude, que o número de alunos no programa passou de apenas 74 mil em 2010 para quase 1,8 milhão no final de 2014.



Quero ajudar meu povo, diz índia aprovada em medicina em duas federais  (UOL – Vestibular – 29/01/15)

Moradora da aldeia Te’yi Kuê, nos arredores de Caarapó (a 274 quilômetros de Campo Grande), Dara Ramires Lemes, 19, tem motivos de sobra para comemorar: a guarani- kaiowá foi aprovada em medicina em duas universidades públicas, a UFScar (Universidade Federal de São Carlos) e a UFSM (Universidade Federal de Santa Maria). Nas duas instituições, Dara ficou em primeiro lugar entre os candidatos que disputavam uma vaga pelo sistema de cotas. Decidiu pela universidade gaúcha, onde eram 121 candidatos para apenas duas vagas. Desde os sete anos, ela sonha em ser médica para cuidar de seu povo. “Esse é um dos meus objetivos, ajudar minha comunidade, mas também pretendo trabalhar em outros lugares. Montar um consultório, quem sabe”, diz a estudante, que vai morar no alojamento da universidade.  Filha de uma professora e de um comerciante, a indígena foi alfabetizada aos 4 anos e estudou o ensino fundamental e o médio em escolas públicas na aldeia onde vivem cerca de 5.000 índios. A região, assim como outras reservas indígenas do sul de MS, enfrenta sérios problemas, como altas taxas de homicídio, suicídio e disputas de terra entre índios e fazendeiros.



Ministro anuncia consulta pública para a criação do ‘Enem online’   (Globo.Com – G1 Vestibular – 30/01/15)

O ministro da Educação, Cid Gomes, disse nesta sexta-feira (30) que pretende abrir uma consulta pública nos próximos dias para debater a construção de um formato de Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) online. No último dia 13, ele já havia anunciado que pretende reformatar o exame do MEC para que a prova não seja mais realizada em um único fim de semana por ano, mas “toda hora, todo dia”. De acordo com o ministro, a ideia é que o banco de dados que contém as questões usadas nas provas do Enem seja expandido ao ponto de ter um número de itens suficiente para que várias provas sejam criadas seguindo a mesma metodologia de avaliação do exame. “Imagina se o Ministério da Educação tiver, e isso sem nenhum cuidado com sigilo, oito mil quesitos de cada um dos temas, listados, colocados a julgamento público para que todos possam contestar. Se eu tiver esse banco de dados, ele pode ficar aberto ao público. Isso é fonte de estudo”, explicou Gomes, destacando que será necessário abranger todos os temas e suas subdivisões, graduados em perguntas fáceis, médias e mais complexas. Além disso, o conjunto de itens de cada prova terá que aferir o mesmo conhecimento dos alunos.