30/05/2011 / Em: Clipping

 


UNICAMP recebe últimos pedidos de isenção da taxa do Vestibular 2012  (SejaBixo – Mural – 30/05/11)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) recebe inscrições para o pedido de isenção da taxa de inscrição do Vestibular Unicamp 2012. As inscrições devem ser realizadas até dia 31 de maio, exclusivamente pela internet, na página da Comvest (www.comvest.unicamp.br). Para finalizar o pedido, o candidato deve enviar a documentação necessária (descrita no Edital), pelo correio, para a Comvest até o dia 31 de maio.



Eles não prestaram vestibular, mas entraram na Unicamp  (IG – Educação – 28/05/11)

Alex Tomás de Aquino, de 17 anos, não se inscreveu no vestibular para a Universidade de Campinas (Unicamp) no ano passado. Apesar de se destacar entre os alunos do 3º ano do ensino médio da escola estadual Álvaro Cotomacci, na mesma cidade, ele imaginava que não teria chance de conseguir uma vaga na instituição de nível superior que mais admira, concorrendo com estudantes de cursinhos e das melhores escolas do País. A história é muito parecida com a de Talita Nicacio, Josiane dos Santos, Yasmin Almeida, Anderson Pimentel e da maioria dos alunos da primeira turma do Programa de Formação Interdisciplinar (Profis) da Unicamp, que começou este ano. Todos foram selecionados por ter o melhor desempenho no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em comparação aos colegas que cursaram a mesma escola – e não a candidatos em geral. O formato gerou críticas por ser um programa de inclusão que restringia o público à cidade de Campinas. No ano passado, a Justiça vetou uma iniciativa da Universidade Federal do Rio de Janeiro que tentava destinar 20% das vagas apenas a estudantes de escolas públicas fluminenses.Na Unicamp, no entanto, o reitor Fernando Costa diz que o principal objetivo não é ajudar os alunos das escolas públicas a entrar na universidade, mas o contrário: garantir que a academia não perca os maiores talentos por eles não estudarem em boas escolas. No projeto piloto em andamento, com apenas 120 vagas, a abrangência territorial teria de ser pequena para que não voltasse a haver uma seleção entre escolas, em vez de alunos.



Para que serve o Enem?  (O Estado de S.Paulo – Educação/Rotina de Estudante – 27/05/11)

O universo do vestibulando é marcado por inúmeras incertezas. Além do estudo e da preparação física e psicológica para o vestibular, existem alguns fatores –  determinantes em nossa aprovação – que fogem à nossa esfera de poder. Pode-se citar como exemplo, os recentes debates envolvendo as possíveis mudanças no vestibular da Fuvest, que se de um lado promovem um melhor processo seletivo, de outro contribuem para a sensação de insegurança, tão presente na vida dos estudantes. Resta-me trabalhar, isso é notório, mas causa certa estranheza saber que dentre algumas semanas o Conselho de graduação da USP, o qual a maioria dos estudantes sequer conhece, irá se reunir e simplesmente definir – de forma um tanto quanto velada – novas “diretrizes” que influenciarão diretamente o nosso desempenho. Propor mudanças ao vestibular é uma atitude louvável, no entanto cabe ao Conselho divulga-las. Por ser um assunto de interesse público, a presença dos estudantes, enquanto cidadãos, é passiva em excesso. A USP, como qualquer outra universidade pública, recebe recursos públicos, emprega funcionários públicos, mas muitas vezes age como se fosse uma instituição privada. Outra dúvida freqüente é quanto à utilização, ou não, do Enem nos grandes vestibulares. Não fiquei surpreso ao saber que a Unicamp utilizaria a nota do Enem esse ano. Por mais que o MEC tenha falhado em 2010, devemos levar em consideração que o Exame Nacional está passando por um período de transição. Sabemos que é muito mais complexo planejar um exame de caráter classificatório do que aplicar uma prova que tenha apenas o objetivo de avaliar a educação nacional, como ocorria na década de 90. Infelizmente, cria-se mais uma dúvida na mente dos vestibulandos: será que vale a pena fazer o Enem?

Caio Godinho é aluno do Anglo



Unicamp recebe pedidos de isenção de taxa do Vestibular 2012 até terça  (EPTV – Virando Bixo – 27/05/11)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) encerra na terça-feira (31) o prazo para os pedidos de isenção da taxa de inscrição do Vestibular 2012. Os interessados devem solicitar o benefício exclusivamente pelo site www.comvest.unicamp.br. As isenções da taxa de inscrição do vestibular da Unicamp são oferecidas em três modalidades. Uma delas é para candidatos provenientes de família cuja renda líquida máxima seja de R$ 600 por morador do domicílio. A outra é destinada a funcionários da Unicamp/Funcamp. E a terceira contempla os candidatos às carreiras de Licenciatura em período noturno, nos cursos de Ciências Biológicas, Física, Letras, Licenciatura Integrada Química/Física, Matemática e Pedagogia. Os pré-requisitos para todas as modalidades são: ter cursado da 5ª a 8ª séries (ou 6º ao 9º anos) do Ensino Fundamental e todo o Ensino Médio em instituições da rede pública de educação, ser residente no Estado de São Paulo e já ter concluído ou concluir em 2011 o ensino médio. A Unicamp oferece 6.640 isenções na modalidade 1, 100 na modalidade 2 e um número ilimitado na modalidade 3. A lista dos estudantes contemplados com a isenção será divulgada no dia 17 de agosto. Também a partir dessa data, os candidatos começam a receber um comunicado de que foram beneficiados. Os isentos da taxa não são automaticamente inscritos no vestibular.



Educação como fator de desenvolvimento  (Folha de S.Paulo – Opinião – 29/05/11)

Em seu encontro com o primeiro-ministro da Suécia, Fredrik Reinfeldt, a presidente Dilma anunciou um acordo que vai disponibilizar 75 mil bolsas de estudo em universidades suecas, inicialmente nas áreas de exatas e médicas. Segundo a presidente, o desenvolvimento socioeconômico e tecnológico está ligado a uma política efetiva de formação educacional.
O Brasil vem demonstrando conquistas no setor educacional e a evidência de que se trata de uma área de extrema importância para o sucesso do país nos próximos anos. Segundo dados do Censo 2010, em sete anos o número de matrículas em cursos de graduação no Brasil aumentou de 3,5 milhões para 5,9 milhões. Os números são expressivos e, sem dúvida, mostram um caminho que já está sendo percorrido. Uma forma de otimizar esse caminho, no entanto, é observar exemplos de avanços na área. Em alguns meses, o ministro de Ciência e Tecnologia irá apresentar o plano para a nova política industrial do Brasil, com foco em ciência e inovação. Essa é uma área na qual a Suécia tem tido muito sucesso; a questão que o Brasil enfrenta agora é: como traduzir educação superior e pesquisa em produtos e benefícios para a economia? A Suécia, por exemplo, é um país em que o ensino gratuito sempre foi garantido a todos. O país tem forte tradição em educação pública, com 50% da sua população matriculada em algum tipo de curso educacional. Isso ajudou a criar gerações de indivíduos inovadores, o que é crucial para o conhecimento e para a economia de uma nação. Dentro desse quadro, a Suécia é um dos países que mais investem em educação, pesquisa e desenvolvimento, alicerces do crescimento econômico do país. Dois terços das pesquisas financiadas pelo governo sueco acontecem em universidades e faculdades, baseadas no modelo sueco de desenvolvimento de hélice tripla, envolvendo indústria, universidade e governo. Esse modelo tem contribuído para o desenvolvimento de um ambiente colaborativo entre diferentes âmbitos da sociedade: o governo desenvolve os parâmetros da economia, as universidades ampliam suas bases de conhecimento e as indústrias criam novos produtos, serviços ou mercados. As universidades suecas desempenham um novo papel na sociedade, não só treinando estudantes e conduzindo pesquisas, mas também verificando que o conhecimento e o capital humano são usados para o desenvolvimento econômico da sociedade. Tal modelo de hélice tripla pode servir de exemplo para o Brasil, que vive uma nova fase de desenvolvimento. Por isso, é importante ter objetivos claros para a qualificação da educação pública no país, de forma que o Brasil aumente ainda mais suas conquistas no setor.
Se o país estiver interessado em compreender, com maior detalhe, o exemplo da Suécia, nós ficaríamos felizes em compartilhar nossas práticas e experiências.

ANNIKA MARKOVIC é embaixadora da Suécia no Brasil. Foi também embaixadora na República das Filipinas e atuou como primeira-secretária na missão permanente sueca na ONU.