30/11/2010 / Em: Clipping

 


Unicamp testará sistema de avaliação norte-americano (Portal Terra – Educação – 26/11/2010)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) testará um novo sistema de avaliação utilizado por universidades públicas do Estados Unidos, chamado Student Experience in the Research University (SERU). As informações são da Agência Fapesp.



Total de alunos de classe D já é o dobro da A nas universidades (Portal IG – Educação – 29/11/2010)

Cerca de 100 mil estudantes com renda familiar de até três salários mínimos ingressam por ano no ensino superior

A classe D já passou a classe A no número total de estudantes nas universidades brasileiras públicas e privadas. Em 2002, havia 180 mil alunos da classe D no ensino superior. Sete anos depois, em 2009, eles eram quase cinco vezes mais e somavam 887,4 mil. Em contrapartida, o total de estudantes do estrato mais rico caiu pela metade no período, de 885,6 mil para 423, 4 mil. Os dados fazem parte de um estudo do instituto Data Popular.

“Cerca de 100 mil estudantes da classe D ingressaram a cada ano nas faculdades brasileiras entre 2002 e 2009, e hoje temos a primeira geração de universitários desse estrato social”, observa Renato Meirelles, sócio diretor do instituto e responsável pelo estudo. Essa mudança de perfil deve, segundo ele, ter impactos no mercado de consumo em médio prazo. Com maior nível de escolaridade, essa população, que é a grande massa consumidora do País, deve se tornar mais exigente na hora de ir às compras.



Metade dos estudantes termina o ensino médio na idade errada (Portal R7 – Vestibular e Concursos – 30/11/2010)

Pesquisa da FGV aponta que, de cem alunos na 8ª série, só 47 terminam o colegial

Letícia Casado, do R7

Uma pesquisa inédita da FGV (Fundação Getulio Vargas) divulgada na semana passada mostra que apenas 4,7 em cada dez jovens concluem o ensino médio com a idade correta. Os dados fazem parte de um estudo do Instituto Unibanco sobre educação.

Os pesquisadores analisaram a faixa etária de alguns grupos de estudantes durante cinco anos, considerando somente aqueles que tinham a idade adequada para o ano escolar.

Em março de 2006, eles coletaram informações dos alunos que estavam no último ano do ensino fundamental (8ª série, na época); em março de 2007, foi a vez dos estudantes do primeiro ano do ensino médio (o antigo colegial); e, em março de 2008, foram as informações do segundo ano do médio. Por fim, em 2009, no mesmo mês, foram analisados os dados do último ano do mesmo nível de ensino.

Os resultados chamaram a atenção dos pesquisadores em alguns pontos. Cem estudantes tinham a idade correta na 8ª série – por volta dos 14 anos -, e passaram a ser 83 no primeiro ano do ensino médio. Ou seja: 17 alunos, por algum motivo, não chegaram à etapa seguinte da escola.



‘MEC e reitores devem criar debates sobre o tema’ (O Estado de S. Paulo – Educação – 29/11/2010)

Para especialista, é ‘ingenuidade’ achar que não há preconceito

Mariana Lenharo – JORNAL DA TARDE

Frei Davi R. Dos Santos, fundador da ONG Educafro, rede de pré-vestibulares comunitários, fala sobre os preconceitos que os bolsistas do Prouni sofrem,

O senhor recebe relatos de bolsistas que sofrem preconceito?

Sim, eles têm dado retorno. Os casos de racismo não são maiores do que aqueles que já ocorriam antes e os negros tinham a tendência de não gritar por seus direitos. O fato novo é este: a população negra está entrando nas universidades via ProUni, via cotas e outros métodos de inclusão. Entraram mais negros nos últimos cinco anos do que nos 100 anos anteriores. Com isso, os casos de racismo vão ter tratamento mais profissional por parte das vítimas. O comum era ficar envergonhado e chorar num canto. Agora, todo mundo que sofre tende a buscar os direitos. Quem ganha é a sociedade.