31/03/2017 / Em: Clipping

 


Direito da USP decide reservar vagas para cotistas raciais pelo Enem 2017 (G1 – Educação – 31/03/2017)

Faculdade do Largo de São Francisco vai oferecer 30% das vagas pelo Sisu. 10% serão para alunos de escola pública e 20% para pretos, pardos e indígenas.

A Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP) decidiu reservar 30% de suas vagas para novos alunos em 2018 por meio do SISU e, pela primeira vez, vai seguir uma política de cotas. Das vagas para alunos que farão o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), 10% serão para alunos de escola pública e 20% reservadas para auto declarados pretos, pardos e índígenas.

A possibilidade de usar as notas do Enem para ingressar na USP foi adotada em 2015. A decisão de aderir ou não ao Sisu é feita em cada unidade. No primeiro ano, o total de vagas via Sisu representou 13,5% do total de vagas nos cursos de graduação.



“Essa reforma que está acontecendo é o fim da escola” (Carta Educação – Reportagens – 30/03/2017)

Em vídeo, professores de universidades estrangeiras criticam reforma curricular brasileira e comentam seus desdobramentos para Artes

Antes citada como obrigatória pela Lei de Diretrizes e Bases (LDB) para os três anos do Ensino Médio, a disciplina de Artes tem futuro incerto após a aprovação da reforma curricular da etapa. Com a obrigatoriedade eliminada, seu ensino ficou sujeito ao previsto na futura Base Nacional Comum Curricular (BNCC), sendo que as escolas precisarão apenas adotar “estudos e práticas” da disciplina. Amplamente criticada no Brasil, a decisão também causa espanto mundo afora, como mostra o vídeo Manifesto pelo Ensino das Artes no Brasil. Nele, pesquisadores e professores de diferentes universidades estrangeiras comentam a reforma e seus prejuízos para uma educação mais crítica. “Ouvir que esta habilidade de alguém se relacionar com seus próprios afetos através de práticas artísticas, que é profundamente necessária na educação, vai ser cortada é impressionante para mim, pois era algo que eu sempre pensei que nós, na Finlândia, poderíamos aprender”, diz Nora Sternfeld, professora da Universidade de Aalto, de Helsinki.