31/05/2017 / Em: Clipping

 

 

 

 

 

Unicamp deve adotar políticas de cotas a partir do Vestibular 2019 (Super Vestibular – Notícias – 31/05/2017)

Atualmente a universidade conta com ações afirmativas que garantem bônus na nota do vestibular.

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), no interior de São Paulo, aprovou na última terça-feira, dia 30 de maio, a implementação de cotas étnico-raciais a partir do Vestibular 2019. Um grupo de trabalho será constituído para elaborar uma proposta com base nas informações do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), podendo ser complementada por outros critérios adicionais. No projeto consta que, a exemplo da Lei 12.711 de 2012, deve ser feita a reserva de metade das oportunidades para estudantes oriundos da rede pública de educação. Além disso, destinar parte das vagas para estudantes autodeclarados pretos, pardos e indígenas. As mudanças serão gradativas e devem começar no Vestibular de 2019, para isso será necessário que o grupo de trabalho constituído elabore um relatório de implementação que deve ser debatido em colegiados específicos na universidade. Em novembro, o Conselho Universitário (Consu), órgão máximo deliberativo da Unicamp, deve tomar a decisão final.

SiSU

Outra proposta que será avaliada é a possibilidade de oferta de vagas nos cursos de graduação da Unicamp pelo Sistema de Seleção Unificada (SiSU). Neste sistema, organizado pelo Ministério da Educação (MEC), o critério é a nota obtida pelo candidato no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Caso o projeto seja aprovado, a oferta de oportunidades pelo SiSU será parcial. As demais vagas devem ser preenchidas pelo processo seletivo organizado pela Comissão Permanente paras os Vestibulares (Comvest).

Ações Afirmativas na Unicamp

Atualmente a universidade conta com duas ações afirmativas que devem ser mantidas e aprimoradas dentro deste novo processo. O Programa de Ação Afirmativa (PAAIS) concede bônus nas notas das duas fases para estudantes de escolas públicas e autodeclarados pretos, pardos ou indígenas. Além disso, o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (ProFIS), garante uma vaga por escola de Campinas e utiliza o desempenho do candidato no Enem.

 


 

 

 

 

 

Cotas étnico-raciais aprovadas na Unicamp mostram avanço no Ensino Superior (Carta Educação – Reportagens – 31/05/2017)

Grupo de trabalho tem até novembro para apresentar proposta de implementação do modelo de cotas étnico-raciais

A Unicamp aprovou na última terça-feira 30 a adoção de cotas cotas étnico-raciais para ingresso nos cursos de graduação. A decisão foi comemorada por movimentos sociais e estudantis. Além da meta de 50% para autodeclarados pretos, pardos ou indígenas, o modelo da Unicamp será complementado por outros critérios. A universidade já possui um sistema de ações afirmativas, criado em 2004, o Paais – Programa de Ação Afirmativa para Inclusão Social, que estimula o ingresso de estudantes da rede pública na Universidade e o Programa de Formação interdisciplinar Superior (ProFIS), instituído em 2011, que permite o ingresso à universidade ao aluno que obtiver a melhor classificação no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). Em 2017, a Unicamp teve 50,3% dos matriculados eram oriundos de escolas da rede pública. O sistema de cotas da universidade será elaborado por um grupo de trabalho que tem até novembro deste ano para entregar um relatório final.

Qual o cenário atual das cotas no Brasil?

Em 2000, a Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ) reservou 50% das vagas dos cursos de graduação para alunos de escolas públicas. Apenas 12 anos depois, a questão chegou ao Supremo Tribunal Federal e foi votada por unanimidade como constitucional. Naquele momento, o movimento negro já reivindicava políticas públicas em torno do direito universal de acesso ao ensino. Em 2004, a Universidade de Brasília (UnB) constituiu políticas afirmativas para negros nos vestibulares, sendo a primeira universidade a adotar tal sistema. A partir de então diversas outras universidades adotaram sistemas de ações afirmativas nesse sentido. Hoje, todas as universidades federais e 30 das 38 estaduais aderem à adoção das cotas raciais. Apesar da adoção do sistema de cotas raciais do Sisu pela Faculdade de Direito da USP, as demais faculdades da instituição não adotaram o mesmo programa e permanecem com uma ação de inclusão social diferenciada por meio de sistema de bonificação, o INCLUSP (Programa de Inclusão Social da USP). Nos últimos anos, porém tem implantado a reserva de vagas sob critério de raça via Sisu.

 


 

 

 

 

 

UNICAMP DEVERÁ ADERIR ÀS COTAS A PARTIR DO VESTIBULAR 2019 (Brasil Escola – Notícias – 31/05/2017)

Proposta de implementação das ações afirmativas étnicos-raciais foi aprovada ontem (30)

 

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) aprovou na tarde de ontem, 30 de maio, a proposta de implementação de cotas étnico-raciais já no Vestibular 2019. A reserva de vagas será estudada e, em novembro, sairá o resultado que informará se haverá adoção ou não desta ação afirmativa. A proposta aprovada pelo Conselho Universitário (Consu) prevê que 50% das vagas oferecidas na Unicamp sejam para estudantes de escolas públicas. Dentro deste percentual, haverá uma quantidade reservada aos negros, pardos e indígenas, levando em consideração os dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) no estado de São Paulo. De acordo com o Consu, a adoção das cotas será gradativa, contando com critérios adicionais. O Conselho pretende aprimorar o Programa de Ação Afirmativa (PAAIS), que concede bônus aos estudantes de escolas públicas, além do Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), iniciativa que garante vaga na Unicamp para um estudante de cada escola pública de Campinas, usando o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). A Unicamp estuda maneiras, ainda, de garantir a permanência do estudante de baixa renda na universidade, dando o apoio necessário para evitar a evasão destes cotistas.

Enem e SiSU

A reunião do Consu da Unicamp também levantou a possibilidade de adoção parcial ao Sistema de Seleção Unificada (SiSU), possibilitando o uso do Enem para ingresso em parte das vagas oferecidas pela instituição. As demais continuarão sendo preenchidas pelo Vestibular Tradicional.

O Enem já é utilizado atualmente, mas a sua finalidade é compor parte da prova objetiva do Vestibular. Com a adoção ao SiSU, ele ganha dimensão e vira porta de entrada definitiva para seus participantes.

PAAIS

O Programa de Ação Afirmativa para Inclusão Social (PAAIS) é um programa de bonificação do Vestibular para candidatos de escolas públicas. Na primeira fase, o acréscimo do PAAIS é de 60 pontos para oriundos da rede pública, sendo que negros, pardos e indígenas contam com um aumento extra de 20 na nota. O participante que optou pelo uso do PAAIS e for classificado para a segunda fase do Vestibular, ganhará um bônus de 90 pontos na redação e 90 nas perguntas discursivas. Autodeclarados negros, pardos ou indígenas têm um acréscimo de mais 30.

Unicamp 2018

O Vestibular da Unicamp 2018 permanece no mesmo modelo dos anteriores, contando apenas com o PAAIS e Profis como ações afirmativas. As inscrições para o Vestibular 2018 serão recebidas de 31 de julho até 31 de agosto. As provas da primeira fase serão aplicadas em 19 de novembro, enquanto a segunda etapa é esperada para o período entre 14 e 16 de janeiro de 2018.

 


 

 

 

 

 

Unicamp aprova cotas raciais que passam a valer em 2019 (Catraca Livre – Educação – 31/05/2017)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) aprovou na terça-feira, dia 30, a implantação do sistema de cotas para pretos, pardos e indígenas, incluindo também estudantes vindos de escolas públicas. A proposta, que foi aprovada em reunião do Consu (Conselho Universitário), será discutida por um grupo de trabalho até novembro e passará a valer no vestibular de 2019. A decisão da universidade foi comemorada por movimentos pró-cotas. De acordo com o reitor da Unicamp, Marcelo Knobel, “está é uma das maneiras de aproximar a universidade da sociedade”. O grupo de trabalho ficará responsável pela elaboração de critérios adicionais e definição do modelo do sistema de cotas a ser iniciado na instituição.

 


 

 

 

 

 

Candidatos têm novo prazo para pedir isenção da taxa de inscrição do Enem (A Tribuna – Cidades – 31/05/2017)

Possibilidade é garantida apenas aos participantes aptos a receber o benefício e que já o tenham solicitado na inscrição

Candidatos ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2017 que tiveram negado o pedido de isenção da taxa de inscrição têm nova chance para requerer a gratuidade. Está aberto até o dia 25 de junho o prazo para enviar a documentação que ateste o direito. A possibilidade é exclusiva aos participantes aptos a receber o benefício e que já o tenham solicitado, mas, ao preencherem os dados, se equivocaram na escolha do ato legal que diz respeito à situação econômica em que se enquadram – se pela Lei nº 12.799/2013 ou pelo Decreto nº 6.135/2007 – e, como consequência, tiveram a Guia de Recolhimento da União (GRU) gerada. Só podem fazer a nova tentativa os candidatos que não chegaram a pagar a taxa, já que o edital não permite devolução de valores.

O número total de inscrições confirmadas no Enem 2017 é de 6.135.418 até agora. No entanto, essa quantidade pode subir, já que há 1.467.872 candidatos com a inscrição não confirmada, por desistência, por exemplo, ou que ainda seja passível de alteração, como o caso dos que não conseguiram comprovar a condição de isenção e que, agora, têm mais prazo para fazê-lo. Dos 7.603.290 de inscritos, um total de 2.649.373 (34,8%) conseguiram a isenção de pagamento e 1.486.449 (19,6%) tiveram direito à gratuidade automática.

Os documentos e solicitações de revisão devem ser enviados para o e-mail isencaoenem@inep.gov.br, até as 12h do dia 25 de junho, com o assunto Recurso Administrativo – Isenção da Taxa de Inscrição do Enem 2017. É preciso constar no início do corpo do e-mail o nome completo, CPF e número da inscrição do participante, além de nome completo e CPF da mãe. É necessário, também, anexar o comprovante de situação socioeconômica e escolaridade do requerente. Toda a documentação precisa estar legível e em formatos PDF ou JPG. A falta de qualquer dessas informações inviabilizará todo o recurso.

Vale ressaltar que não foi registrado pelo Inep qualquer erro no sistema de inscrição do Enem 2017 em relação à concessão de isenções de pagamento ou alterações nas regras de isenções. De acordo com a diretora de Gestão e Planejamento da autarquia, Eunice Santos, o que houve este ano foi uma melhor conferência das informações e documentos enviados pelos candidatos. “As pessoas tinham o hábito de pedir [a isenção] apenas, mas, este ano, houve a escolha por decreto ou lei e o Inep fez o cruzamento de dados”, disse.

 


 

 

 

 

 

Enem 2016 teve R$ 226 milhões de prejuízo com faltas; abstenção entre isentos foi de 42% (G1 – Educação – 31/05/2017)

Inep diz que ao menos 6,1 milhões de inscrições estão confirmadas. Quem não conseguiu isenção pode entrar com recurso até dia 25.

 

A edição 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) terá o menor número de inscrições confirmadas desde 2013 em meio a polêmicas sobre a mudanças na forma de conceder isenção da taxa de R$ 82. Após críticas, os organizadores do exame e o Ministério Público Federal fecharam acordo para permitir recurso para os candidatos que tinham direito a isenção, solicitaram o benefício, mas se equivocaram ao escolher o modo. O Ministério da Educação (MEC) argumenta que as alterações na forma de comprovar carência com a iseção têm como foco a “aplicação consciente do recurso público”. A pasta diz que, em 2016, o Enem teve um prejuízo de R$ 226 milhões com abstenções: 29% dos inscritos não compareceram às provas. Quando se considera apenas os participantes que conseguiram a isenção por autodeclaração esse percentual chegou a 42%, apontou Maria Inês Fini, presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Neste ano, o Enem teve 7.603.290 milhões de inscritos. O balanço do Inep, divulgado nesta terça-feira (30), apontou que 1.467.872 estudantes se inscreveram e não fizeram o pagamento dos boletos.

Recurso

Os participantes que não conseguiram confirmar a inscrição terão até 25 de junho para enviar a documentação comprobatória para o e-mail isencaoenem@inep.gov.br. “O sistema está habilitado para receber a confirmação de todos os que desejam fazer o Enem 2017, cumprindo a legislação que garante gratuidade tanto em relação ao decreto como em relação à legislação ordinária”, apontou o ministro da educação, Mendonça Filho. Neste ano, o Inep introduziu o cruzamento de dados com a base do Ministério do Desenvolvimento Social e Agrário e do Censo Escolar. Assim, a concessão da gratuidade por meio da autodeclaração, que ocorria até 2016, foi banida. O objetivo, segundo o Inep, é possibilitar uma aplicação consciente do recurso público, garantindo a isenção aos participantes que “realmente necessitam”. Os estudantes que não conseguiram comprovar o recurso não têm mais a possibilidade de pagar a inscrição do certamente e, por isso, não poderão fazer a prova, que será aplicada em 5 e 12 de novembro. Além disso, o benefício de corrigir a opção de isenção não é extensivo àqueles que chegaram a pagar a taxa e, conforme apontou o Inep, o dinheiro não será devolvido.

 


 

 

 

 

59,3% dos inscritos no Enem já concluíram o Ensino Médio (Universia – Notícias – 30/05/2017)

59,3% dos inscritos no Enem já concluíram o Ensino Médio; mais de 6 milhões de inscrições foram confirmadas

A maioria dos inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 já concluíram o Ensino Médio. A informação foi dada pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira durante entrevista coletiva sobre balanço das inscrições do Enem. Mais de 6 milhões de inscrições foram confirmadas. De acordo com o balanço, 59,3% do total de cadastrados já concluiu o ensino Médio. O exame, que teve o menor número de registros desde 2013, quando registrou 7.173.574 inscrições confirmadas, totalizou 7.603.290 inscrições, no entanto, até o momento, 6.141.089 estão confirmadas. Desse total, 58,6% são mulheres.

PEDIDOS DE ISENÇÃO

Das inscrições confirmadas, 15% tiveram isenção por meio do Decreto, 28% conseguiram pela Lei e 24% tiveram gratuidade automática. Vale lembrar que podiam solicitar a isenção de taxa todos os estudantes da rede pública, para participantes que declararem ser membros de famílias de baixa renda ou estar em situação de vulnerabilidade socioeconômica e também para os cadastrados no Cadastro Único para Programas Sociais do Governo Federal. O órgão havia anunciado que todos os estudantes que haviam pedido a isenção e sido negados teriam direito a recorrer. No entanto, em nova nota, o Inep informou que somente aqueles que não efetuaram o pagamento da taxa – que este ano custou R$ 82 – poderão entrar com o recurso. O prazo para pagar o valor terminou no dia 24 de maio. Segundo o Inep, não houve erro no sistema de inscrição e os critérios de concessão foram alterados a fim de evitar fraudes. Agora, a plataforma cruza os dados com o Ministério do Desenvolvimento (MD) para extinguir a auto declaração. Só serão avaliados os recursos de quem enviar documentação que comprove condições socioeconômicas que impedem o pagamento da taxa. Com isso, o órgão espera que o número de inscrições aumente. O Inep solicita que os estudantes liguem para o 0800 616161 para obter informações sobre o endereço para onde os documentos devem ser enviados.

AUMENTO DA TAXA

A taxa deste ano é 20% mais cara do que a de 2016. Segundo o Inep, entre 2000 e 2014, a taxa manteve-se em R$ 35. Em entrevista coletiva para apresentação do edital, a presidente do instituto, Maria Inês Fini afirmou que o governo arca com um terço do valor do exame. “Esse valor ainda não é o suficiente para cobrir todas as despesas do Enem”, afirmou. Em 2016, a prova teve um custo de R$ 91,49 por participante, um valor R$ 23,49 acima do cobrado na inscrição.

 


 

 

 

 

 

Enem 2017 tem mais candidatos pagantes; veja números (Guia do Estudante – Enem – 30/05/2017)

Cerca de 1,46 milhão de estudantes não confirmaram a inscrição; número é 44,2% maior do que o ano passado

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 recebeu 7.603.290 inscrições, das quais 6.141.089, cerca de 80%, foram confirmadas. Do total, 32,6% dos candidatos são pagantes, ante 23,2% do ano passado. Cerca de 24% obtiveram gratuidade automática por serem alunos do terceiro ano do ensino médio em escola pública (ante 18,1% do ano passado), e outros 43,2% obtiveram isenção pela lei ou pelo decreto (ante 58,7% do ano passado). Os números foram divulgados nesta terça-feira (30) em coletiva de imprensa concedida pelo ministro da Educação, Mendonça Filho, e pela presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini.

Recurso para isenção negada

Este ano, 1.467.872 estudantes não confirmaram a inscrição – número 44,2% maior do que o ano passado, que foi de 648 mil. O Inep permitirá que os candidatos que tiveram a isenção negada no ato da inscrição, mas têm o direito ao benefício, possam recorrer, encaminhando a documentação que comprove sua situação socioeconômica e educacional até o dia 25 de junho. Os candidatos que pagaram a taxa não terão seu dinheiro de volta. Os documentos comprobatórios devem ser encaminhados pelo e-mail isencaoenem@inep.gov.br, até as 12h do dia 25 de junho. O assunto do e-mail deve ser “Recurso Administrativo – Isenção da Taxa de Inscrição do Enem 2017”. O corpo do e-mail deve conter, logo no início, o nome completo, o CPF e o número de inscrição do participante; bem como o nome completo e o CPF da mãe.

Perfil dos candidatos

A maioria dos candidatos, 59,3%, é composta por pessoas que já concluíram o ensino médio. Outros 31,9% vão concluir este ano. Dos participantes, quase metade são autodeclarados pardos: 46,5%. Em seguida, brancos (35,9%), pretos (12,8%), amarelos (2,3%), indígenas (0,6%). Os não declarados são 1,9%. As mulheres são maioria, compondo 58,6% do total de inscritos. A região que mais recebeu inscritos foi o Sudeste, com 36,5%, ou 2,2 milhões; em seguida, o Nordeste, com 32,8%, ou 2 milhões. Mais 11,6% são do Norte (708 mil), 10,9% do Sul (667 mil) e 8,3% do Centro-Oeste (510 mil).

Atendimento especial

O Inep recebeu 52.270 solicitações de atendimento especializado, destinados aos candidatos que possuem algum diagnóstico que exija algum tipo de acessibilidade na prova e/ou a presença de profissional especializado durante a realização. Das 52 mil, a maior parte vem de participantes com deficiência física (13 mil solicitações). Também foram recebidas 8.716 pedidos de atendimento específico, destinado a lactantes, gestantes e idosos – respectivamente, 72%, 24% e 4% dos solicitantes.

 


 

 

 

 

Enem tem 6,1 milhões de inscritos, o menor número desde 2013 (O Globo – Educação – 30/05/2017)

Inep informou que 67% dos candidatos tiveram isenção de taxa ou gratuidade automática

O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) deste ano teve 6.141.089 inscrições confirmadas, menor número desde 2013, segundo balanço divulgado ontem pelo Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). Cerca de 1,467 milhão de inscrições ainda estão passíveis de confirmação, após a finalização de recursos. Este ano, o total de candidatos só não é menor que o de 2012, que teve 6.495.446 inscritos. Mesmo contando com as inscrições não confirmadas, o número ainda é inferior ao total de inscritos desde 2014. Período de inscrição do Enem 2017 terminou dia 19 de maio, e as provas estão marcadas para novembro. Do total de inscrições confirmadas, 67,34% dos candidatos tiveram isenção de taxa ou gratuidade automática. O grande número de inscrições não confirmadas se deve aos candidatos que solicitaram a isenção mas tiveram o pedido negado, por causa da incompatibilidade das condições necessárias, encontradas com o cruzamento de dados com o Ministério da Fazenda. Até 25 de junho, os inscritos com a isenção negada poderão entrar com recurso. O processo de escolha da banca organizadora do exame ainda está sendo finalizado, mas sabe-se que um consórcio será responsável pela aplicação das provas.

SISU JÁ FOI RESOLVIDO

Segundo o ministro da Educação, Mendonça Filho, o problema de algoritmo que a plataforma do Enem teve ao transmitir informações para o site do Sistema de Seleção Unificada (Sisu) já foi totalmente resolvido. — Foi identificado sim um problema no algoritmo, que não conseguiu transmitir as informações do Ministério da Educação para o Sisu, mas ele já foi resolvido. É importante reconhecer que houve uma falha, mas que foi feito o necessário para a resolução e caso alguns candidatos ainda encontrem problemas, estaremos dispostos a ajudar — afirmou Mendonça Filho. Entre os candidatos inscritos no Enem deste ano, 57,8% são mulheres e 58,6% já concluíram o ensino médio. A maioria (46,5%) é de raça parda, seguido de 35,9% de candidatos de raça branca; 12,8%, preta; 2,3% amarela; 0,6% indígena; 1,9% não declarado. A região com mais inscritos foi o Sudeste com 36,5% — no Rio de Janeiro foram 407.221 inscrições. Em segundo lugar ficou o Nordeste, com 32,8%; seguido por Norte com 11,6%; Sul, com 10,9%; e Centro-oeste, com 8,3% dos candidatos. Houve 52.270 solicitações de atendimento especializado, das quais 5.605 foram indeferidas. Além disso, foram registradas 8.716 solicitações de atendimento específico, sendo 72% lactantes e 24% gestantes. Cerca 1,9 mil candidatos também solicitaram prova em vídeo-libras.

 


 

 

 

 

 

Enem tem o menor número de inscritos desde 2013 (Rede TV – Notícias – 30/05/2017)

A edição 2017 do Exame Nacional do Ensino Médio terá ao menos 6.141.089 candidatos – é o menor número desde 2013. No ano passado, o MEC confirmou 8,6 milhões de candidatos. O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira afirmou que outras 1.467.872 inscrições ainda podem ou não ser confirmadas após análise de recursos. No total, foram 7.603.290 inscrições. O governo previa um número de cerca de 7 milhões de inscritos. O Inep incluiu pela primeira vez um cruzamento de dados entre a declaração de carência e os dados do governo federal sobre famílias carentes. Por essa razão houve um aumento no número de pedidos de isenção recusados no Enem.

 


 

 

 

 

Cai número de pedidos de atendimento especializado (Terra – Notícias – 30/05/2017)

O número de pedidos de atendimento especializado e específico para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) 2017 foi menor que o registrado em 2016. Neste ano foram feitos 52.270 pedidos de atendimento especializado e 8.716 de atendimento específico, segundo balanço divulgado hoje (30) pelo Ministério da Educação (MEC). No ano passado, foram registrados 72 mil pedidos de atendimento especializado e 107,4 mil atendimentos específicos. Grande parte da redução dos atendimentos específicos se deve aos sabatistas. No ano passado, 78,8 mil candidatos pediram para começar a prova mais tarde no sábado, após o sol se pôr, por motivos religiosos. Neste ano, o exame será aplicado em dois domingos consecutivos, nos dias 5 e 12 de novembro. O atendimento especializado é concedido àqueles com condições de autismo, baixa visão, cegueira, deficiência física, deficiência intelectual/mental, déficit de atenção, discalculia, dislexia, surdez, deficiência auditiva, surdocegueira e visão monocular. Já o atendimento específico é garantido a gestantes, lactantes, idosos, estudantes em classe hospitalar e, a partir de 2017, a outras condições específicas, como diabéticos que usem bomba de insulina. Neste ano, os estudantes que solicitaram esse tipo de atendimento tinham de inserir no sistema de inscrição documentos que comprovassem a necessidade, como o laudo médico com o código de Classificação Internacional de Doenças (CID). Cerca de 5,6 mil pedidos foram negados. “Neste ano pedimos que, no ato da inscrição, o estudante anexasse o laudo médico, a medida reduziu o número de solicitações”, disse a presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini. Neste ano, o exame terá 2,1 mil gestantes, 6,3 mil lactantes e 308 idosos. Além disso, 13 mil candidatos com alguma deficiência física; cerca de 2,2 mil surdos e 4,9 mil com deficiência auditiva; 964 cegos, 2 mil com visão monocular e 8,2 mil com baixa visão; 2,6 mil com deficiência intelectual, além de outros candidatos que solicitaram atendimento especializado. Novidade em 2017, a prova de vídeo-libras – prova em vídeo traduzida em Língua Brasileira de Sinais (Libras) – foi o recurso mais pedido pelos participantes com deficiência auditiva, com 1.894 solicitações. As opções tradutor intérprete de Libras e leitura labial receberam, respectivamente, 1.489 e 1 mil pedidos. O Enem recebeu 7,6 milhões de inscrições este ano, sendo que 6,1 milhões foram confirmadas. O resultado pode ser usado para concorrer a vagas em instituições públicas pelo Sistema de Seleção Unificada (Sisu), a bolsas de estudo em instituições privadas pelo Programa Universidade para Todos (ProUni) e a financiamento pelo Fundo de Financiamento Estudantil (Fies).