10/06/2019 / Em: Clipping

 

Unicamp apura denúncia de irregularidades no ingresso de 140 alunos por cotas étnico-raciais (G1 – Campinas e Região – 10/06/2019)

Comissão formada pela Universidade Estadual de Campinas analisa o caso e tem prazo de 90 dias para apresentar relatório. Denúncia foi feita por ONG.

 

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) investiga uma denúncia de ingresso irregular de 140 alunos pelo sistema de cotas étnico-raciais. A relação com os nomes suspeitos foi enviada pela ONG Educafro, em abril, e uma comissão foi formada, em maio, para analisar o caso. O prazo para a apresentação de um relatório é de 90 dias. De acordo com Neri de Barros Almeida, diretora executiva de Direitos Humanos da Unicamp, a comissão que investiga a denúncia está na primeira fase, “que consiste na discussão de modelos de apuração em vigor em outras universidades a fim de que seja definido o modelo mais adequado às especificidades na Unicamp”. No começo de maio, a Unicamp informou que dois alunos beneficiários do sistema de cotas étnico-raciais, denunciados por suposta fraude no vestibular 2019, não cometeram irregularidades. Na época, a universidade admitiu que havia uma nova denúncia sob apuração do grupo, sem dar detalhes do conteúdo.

Beneficiados por cotas

Total: 1.007 (29,4%)

Vestibular (tradicional): 711 (26%)

Vagas via Enem: 296 (49,3%)

Segundo Neri, “a Unicamp recebeu com tranquilidade” a denúncia envolvendo 140 nomes de alunos. “Temos todo o interesse em preservar o sistema de cotas. A resposta rápida de positiva à ONG Educafro, mostra essa disposição. Como denúncia, seja de um único ou diversos casos, esta demanda apuração. É o que estamos fazendo.” A implementação das cotas étnico-raciais se refletiu no perfil econômico dos ingressantes da Unicamp, segundo a Comvest. Na edição 2019, os grupos de autodeclarados pretos e pardos representam 35% dos ingressantes, percentual próximo ao de 37,5% estabelecido como meta pelo Conselho Universitário (Consu), e supera índice anterior de 23,9%. Já o índice de estudantes oriundos da rede pública chegou a 47,9%, enquanto que no vestibular anterior ele alcançou 49,2%, informou a comissão organizadora.

 


 

Unicamp investiga acusações de fraude no sistema de cotas (O Globo – Sociedade – 10/06/2019)

ONG Educafro analisou perfis de aprovados e identificou 140 casos suspeitos

 

Após adotar, pela primeira vez, cotas étnico-raciais em seu vestibular, no ano passado, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), uma das maiores do Brasil, se vê diante da suspeita de que 140 estudantes teriam fraudado seu sistema de ações afirmativas. A denúncia é da ONG Educafro, que criou uma ouvidoria para receber as suspeitas e encaminhá-las à universidade. Segundo Frei David, diretor-presidente da ONG, as suspeitas de irregularidades no sistema de cotas raciais foram denunciadas por alunos da própria Unicamp e lideranças da Educafro após a universidade liberar uma lista com os nomes de quem se valeu das ações afirmativas. No mês passado, o religioso e lideranças do movimento negro se encontraram com o reitor da universidade para discutir a situação. Clique aqui para ler detalhes da denúncia e saber mais sobre os próximos passos na Unicamp.