03/02/2017 / Em: Clipping

 


Quantas gerações serão perdidas? (O Globo – opinião – 03/02/2017)

Apenas 7% dos estudantes do fim do ensino médio tinham aprendido o mínimo adequado em Matemática em 2015. O pior que pode acontecer é nos acostumarmos a isso

Os jovens que concluíram o ensino médio no fim do ano passado e estão entrando agora no mercado de trabalho vão trabalhar até mais ou menos 2065. Até lá, quantas inovações tecnológicas, sociais e institucionais eles vão enfrentar? Não há como antecipar. Há 50 anos, não era possível imaginar que 80% dos brasileiros teriam em mãos um aparelho pelo qual poderiam trocar mensagens, tirar fotos, jogar, acessar uma rede mundial de informações, telefonar e muito mais. Mas o que dá para antecipar é que, sem educação de qualidade que assegure as aprendizagens básicas a esses jovens, eles não terão as ferramentas necessárias para navegar nesse século XXI.
Infelizmente, não estamos cumprindo essa missão. O monitoramento da Meta 3 do movimento Todos Pela Educação mostra que apenas 7% dos estudantes do fim do Ensino Médio tinham aprendido o mínimo adequado em Matemática em 2015. Apenas 7%!

O pior que pode acontecer é nos acostumarmos com esses resultados. É engolir tão facilmente que a maioria dos alunos — principalmente os mais pobres, os que mais precisam — tem acesso à escola, mas não a uma educação de qualidade.



As universidades e os municípios (JC Net – Opinião – 03/02/2017)

Ao longo dos meus cinco mandatos como parlamentar, eu sempre defendi uma parceria efetiva entre as universidades, especialmente as públicas, com a sociedade. E hoje, diante da grave crise financeira enfrentada pelos municípios, a chamada “extensão universitária” é fundamental para ajudar no processo permanente de melhorar a qualidade de vida da população em praticamente todas as áreas sociais.

Lembro que a extensão universitária é uma obrigatoriedade constitucional, conforme o artigo 207 que diz: “As universidades gozam de autonomia didático-científica, administrativa e de gestão financeira e patrimonial e obedecerão ao princípio da indissociabilidade entre e ensino, pesquisa e extensão”. Portanto, são três funções básicas da Universidade, as quais devem ser equivalentes e merecer igualdade em tratamento por parte das instituições de ensino superior, especialmente as públicas que são mantidas pela população por meio do pagamento de impostos, como o ICMS.

Muito mais do que um preceito constitucional, acredito que a extensão seja importante para a universidade levar, até a comunidade, os conhecimentos de que é detentora. Na verdade, é uma forma da universidade retribuir os investimentos nela aplicados, socializando e democratizando o conhecimento humano. Assim, o conhecimento não se traduz em privilégio apenas da minoria que é aprovada no vestibular, mas difundido pela comunidade.



A importância do ensino para um “pensar bem” na vida do ser humano (Campo Grande News – Artigo – 03/02/2017)

Encontra-se em trâmite uma Medida Provisória (MP) 746/2016 de 22 de setembro, que, dentre outras normas, defende o fim da obrigatoriedade da filosofia, além de disciplinas no ensino médio como artes, educação física e sociologia, deixando assim questionamentos, pois de um lado há famílias em situações de vulnerabilidade social e econômica acatando a ideia do curso técnico profissionalizante, como sendo um caminho para o mercado de trabalho, mas por outro lado há os intelectuais preocupados com o progresso cultural do ser humano.

É certo que a situação do ensino público no Brasil está precária, mas isso não é de hoje, então as mudanças não poderiam ser arbitrárias, impostas por uma MP, mas deveriam ser discutidas com a comunidade interessada no assunto, pois quem garante que simplesmente ir alterando a estrutura do ensino médio de 800 para 1400 horas, com regime de ênfases, curso técnico e deixando para segundo plano algumas disciplinas de humanas, trará uma educação de qualidade.

Será que a crise educacional não deveria ser encarada como um problema desde as séries iniciais do ensino fundamental? As matérias de Filosofia e Sociologia por exemplo, deixam o aluno antenado aos acontecimentos sociais, históricos e no que diz respeito à sua vida, então tirar essas e outras disciplinas da área de humanas, seria tirar o direito à reflexão.



Consulta sobre mudanças no Enem teve 255 mil respostas; prazo vai até dia 10 (G1 – Educação – 02/02/2017)

Governo avalia se Exame Nacional passará a ter apenas um dia, entre outras alterações. Prazo para responder questionário vai até dia 10 de fevereiro.

A consulta pública que avalia mudanças no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) teve 225 mil respostas desde quarta-feira (18), segundo o Ministério da Educação (MEC). O documento está no site www.inep.gov.br e fica disponível até o dia 10 de fevereiro.
Ainda em fevereiro, o governo pretende publicar o edital do exame 2017. Para ter acesso é necessário preencher o formulário com nome completo, e-mail e CPF.

Rede estadual de SP tem queda na média em matemática no exame do Saresp (G1 – São Paulo – 02/02/2017)

Média caiu em quatro das cinco séries que fizeram as provas ano passado. Em português, houve melhora em três das cinco séries.

A rede estadual de São Paulo apresentou piora nas médias de matemática no Sistema de Avaliação de Rendimento Escolar de São Paulo (Saresp). Em língua portuguesa, a média subiu em três séries e caiu em outras duas. O resultado foi divulgado nesta quinta-feira (2).

As provas do Saresp foram realizadas no final de novembro do ano passado para 1,2 milhão de alunos do 3º, 5º, 7º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio. A proposta é que, com os resultados, as escolas identifiquem os pontos mais críticos e crie planos de ação. As médias em matemática caíram no 3º, 5º, 9º anos do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio em relação a 2015. Somente no 7º ano a média foi melhor que no ano anterior. As médias em língua portuguesa aumentaram no 5º e 7º ano do ensino fundamental e no 3º ano do ensino médio e caíram no 3º e 9º ano do ensino fundamental. Veja o resultado do Saresp 2016:



Rede estadual de SP tem piora geral em avaliação de matemática (Isto é – Geral – 02/02/2017)

O desempenho da rede estadual de São Paulo em Matemática caiu no ensino fundamental e médio em 2016. Em Português, houve melhora no aprendizado no 5º ano do fundamental e no 3º ano do médio, mas uma queda no 9º ano.

Os dados são da última edição do Sistema de Avaliação do Rendimento Escolar do Estado de São Paulo (Saresp), avaliação feita pelo governo Geraldo Alckmin (PSDB) e aplicada anualmente.

Já o Idesp – indicador que combina as notas do Saresp com as taxas de aprovação, reprovação e abandono escolar -, teve queda no 9º ano do fundamental. Com escala de 0 a 10, o índice para o 9º ano, após dois anos consecutivos de aumento, foi de 2,93 – no ano anterior havia sido de 3,06.



Ensino Médio da rede estadual avança no Idesp pelo 4º ano consecutivo (Secretária da Educação SP – Notícias – 02/02/2017)

Boletins com resultados do Saresp por série avaliada já estão disponíveis para as escolas

Pelo quarto ano consecutivo, o Ensino Médio da rede estadual avançou no Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo). Os resultados foram divulgados nesta quarta-feira, 1º, e são referentes a 2016. De acordo com o índice, o ciclo alcançou na última medição 2,30, contra os 2,25 registrados em 2015. A pontuação é também a mais alta desde 2008, quando a Secretaria adotou o indicador de qualidade da educação paulista.

Assim como o Ensino Médio, o desempenho dos Anos Iniciais do Fundamental (1º ao 5º ano) superou a marca anterior. Em 2016, o ciclo atingiu 5,40 (uma diferença de 0,15 ponto em relação aos 5,25 de 2015). A pontuação conquistada também é a melhor dos últimos nove anos. Os Anos Finais (6º ao 9º ano), por sua vez, tiveram queda: as notas foram de 3,06 para 2,93.

Os resultados indicam ainda que a rede estadual continua avançando para atingir as metas estabelecidas pela Secretaria para 2030. O ciclo 1 do Fundamental já atingiu 77,1% da meta 7 (em 2016: 5,40). O ciclo 2, 48,8% da meta 6 (em 2016: 2,93). No Ensino Médio, 46% da meta 5 (em 2016: 2,30) Para o cálculo do Idesp são utilizadas as notas do Saresp (Sistema de Avaliação e Rendimento Escolar do Estado de São Paulo) nas disciplinas de Língua Portuguesa e Matemática, além das taxas de aprovação, reprovação e abandono.


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Sob Alckmin, ensino de SP tem queda geral em avaliação de matemática (Folha de S. Paulo – Educação – 02/02/2017)

O desempenho em matemática dos estudantes da rede estadual de São Paulo caiu no ensino fundamental e médio em 2016. Em português, houve melhora no aprendizado no 5º ano do fundamental e no 3º do médio, mas uma leve queda no 9º ano.

Os dados são do Saresp, a avaliação oficial do governo Geraldo Alckmin (PSDB) feita pelos alunos todos os anos. Já o Idesp, indicador que reúne as notas do Saresp com informações de aprovação escolar, cresceu no 5º ano e também no ensino médio, mas apresentou queda no 9º ano do fundamental.

A nota de matemática do 5º ano passou de 223,6, em 2015, para 222,4, em 2016. O adequado é 225. A maior queda na disciplina foi no 9º ano. O indicador passou de 255,2 para 251. A nota considerada adequada para esta série é de 300. Já no ensino médio, a nota de matemática passou de 280,9 para 278,1. O desempenho esperado é 350.



Rodrigo Janot pede inconstitucionalidade de leis do sistema de cotas do AM (Diário do Amazonas – Notícias – 02/02/2017)

Procurador-geral da República entra com ação no Supremo contra leis do Amazonas que excluíram até indígenas do sistema de reserva de vagas

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, propôs ao Supremo Tribunal Federal Ação Direta de Inconstitucionalidade (ADI) 5650 contra normas do Amazonas que tratam da reserva de vagas para ingresso no ensino público superior. Para Janot, dispositivos da Lei 2.894/2004 e da Lei 3.972/2013, ambas do Amazonas, ao definirem beneficiários do sistema de cotas, ‘restringiram indevidamente’ o alcance do sistema e limitaram o acesso a alunos de instituições e indígenas de etnias do Estado.

As informações foram divulgadas pela Assessoria de Comunicação Estratégica da Procuradoria-Geral da República no jornal Folha de São Paulo.



Quais dificuldades jovens de cursinhos populares enfrentam para entrar no ensino superior (Nexo – Acadêmico – 02/02/2017)

Esta pesquisa qualitativa busca compreender as características dos processos de socialização e de escolarização de estudantes de um cursinho popular na cidade de São Paulo, particularidades que os fazem contrariar a tendência geral de sua camada social e passar do ensino médio para o ensino superior. Segundo o autor, o estudo evidencia como mesmo esses jovens encontram barreiras e dificuldades – educacionais, materiais e culturais – para fazer essa transição e mostra as estratégias desenvolvidas por eles para tentar superá-las.

A qual pergunta a pesquisa responde?

De um lado, a pesquisa busca apreender e compreender as especificidades e singularidades de processos de socialização e de escolarização de estudantes do cursinho popular investigado que os impelem a transgredir a tendência modular – entre os jovens de camadas populares na cidade de São Paulo e, de modo geral, na sociedade brasileira – à auto eliminação escolar operada, justamente, no momento próprio à transição mais elevada do sistema de ensino nacional, ou seja, a passagem do ensino médio ao ensino superior. Por outro lado, o estudo evidencia como mesmo esses jovens – que escapam ao destino modular de seus pares de classe – vêm a encontrar barreiras e dificuldades objetivas em suas tentativas de realizar a referida transição educacional. Nesse momento do estudo, portanto, evidencio quais fatores e condições, presentes nas trajetórias de socialização e de escolarização desses jovens, são responsáveis por tais dificuldades objetivas. Ademais, o estudo tematiza, igualmente, os modos a partir dos quais esses garotos e garotas experienciam subjetivamente tais dificuldades, buscando constituir estratégias e tentativas de superá-los.