01/02/2016 / Em: Clipping

 


A reserva de vagas, em vestibulares, aos estudantes com deficiência   (UOL – Educação – 01/02/16)

Mãe de adolescente com transtorno do déficit de atenção com hiperatividade (TDAH) indaga sobre a obrigatoriedade de destinação de percentual de vagas aos estudantes com deficiência em processos seletivos de instituições de ensino. Questiona a inexistência de vagas assim reservadas na seleção de candidatos ao ensino médio técnico em Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia de seu Estado. O Estatuto da Pessoa com Deficiência (Lei nº 13.146/2015) não determina, expressamente, tal reserva. Havia, sim, uma previsão nesse sentido, no Artigo 29. Estabelecia que, no mínimo, 10% das vagas em processos seletivos fossem destinadas a estudantes com deficiência. Mas foi vetada pela Presidência da República. Não entrou em vigor. O principal argumento para o veto foi não ter sido considerada a proporção de pessoas com deficiência que vivem em cada unidade da Federação. Outros grupos historicamente discriminados têm percentual de vagas reservadas em instituições federais de ensino médio e superior.

Um adolescente de 14 anos tem maturidade para fazer faculdade?    (UOL – Educação – 23/01/16)

José Victor Menezes Teles foi aprovado em medicina na UFS (Universidade Federal de Sergipe) dois anos seguidos — na primeira aprovação, o sergipano tinha 14 anos e conseguiu na Justiça o direito de cursar a faculdade. Um jovem nessa idade tem maturidade suficiente para enfrentar o ambiente universitário? Na opinião de psicólogos ouvidos pelo UOL, varia de acordo com cada pessoa. Para Leo Fraiman, mestre em psicologia educacional e do desenvolvimento humano, maturidade não tem relação com idade. “Tem gente com 30 anos que não tem maturidade alguma”, afirma. “Agora, se eu cresço numa família que estimulou autonomia, que faz eu arrumar meu quarto sozinho, e fui desenvolvido pela minha escola a ter autodidatismo, posso ter 14 anos e ser uma pessoa plenamente capaz de acompanhar o ensino superior.”



O foco no ensino    (Carta Capital – Sociedade – 01/02/16)

A educação universitária é foco permanente de debate no mundo todo. As universidades são esteios da civilização e bastiões do humanismo, além de constituírem motores do desenvolvimento científico e econômico. Nos últimos anos, multiplicaram-se os rankings de universidades, criados por jornais, revistas, websites e instituições governamentais. O topo das listas costuma ser frequentado por instituições estadunidenses e inglesas, os suspeitos usuais: Harvard, Oxford, Stanford, Cambridge e MIT. Universidades de elite europeias, canadenses e japonesas seguem o pelotão de frente. Instituições sul-coreanas e chinesas estão em ascensão. As universidades paulistas USP e Unicamp frequentam alguns rankings, mas costumam ficar distantes do topo. Nos últimos anos, o Reino Unido foi palco de iniciativas pioneiras e polêmicas de mudanças no ensino superior. Em 2014, foi implementado o Research Excellence Framework, método amplo para avaliar as atividades de pesquisa das universidades da Inglaterra, Escócia, País de Gales e Irlanda do Norte.