01/02/2017 / Em: Clipping

 


Jornal fez pesquisa para investigar a qualidade do ensino (Estadão – Educação – 01/02/2017)

Em 34 colunas em 1926, ‘Estado’ analisou a educação no País e pontuou necessidade de criação da universidade

Estrutura de ensino desconexa, em que as poucas faculdades formavam apenas para o ofício, falta de preparação de docentes e inexistência da prática da ciência. Esse era o panorama da educação do Brasil em meados da década de 1920. O quadro inquietava o educador Fernando Azevedo e o jornalista Julio de Mesquita Filho, diretor do Estado. O encontro dos dois foi fundamental para a criação da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Filosofia, Ciências e Letras. Para eles, a mudança sociopolítica do País só viria pela educação. Para concretizar a mudança que idealizavam era preciso consultar professores, cientistas e escritores. Com esse espírito, o jornal O Estado de S. Paulo iniciou, em 1926, uma pesquisa sobre a situação da educação. Coube a Fernando de Azevedo, a pedido de Mesquita Filho, a coordenação de um questionário.



Retrato da crise: migração para escolas públicas dobra em 2017 (Jornal de Brasília – Cidades – 01/02/2017)

Mais que dobrou o número de alunos migrantes de escolas privadas para públicas no Distrito Federal. Neste ano, 12.769 estudantes abandonaram as instituições particulares e efetivaram matrícula no sistema gratuito. Segundo a Secretaria de Educação, o número é 104,15% maior que os 6.130 matriculados em 2016. Com um aumento médio de 12% nas mensalidades escolares e a crise econômica apertando os bolsos, pais não conseguem negociar e tiram os filhos dos colégios. O governo garante que está pronto para receber os novos discentes, mas encara a Lei de Responsabilidade Fiscal como um empecilho.

Em 2016, das 42 mil solicitações de novas matrículas recebidas pela Secretaria de Educação, 12 mil eram de alunos trocando as instituições particulares pelas públicas. O número já era 50% maior do que o registrado no ano anterior. A maioria, das classes C e D, teria sido impulsionada pela crise econômica, o que já provocava a perda de 12% das matrículas do mercado. Agora, a situação piorou. Os centros de ensino particulares alegam que, mesmo com o reajuste acima da inflação, há prejuízo, e três colégios tradicionais do Plano Piloto fecharam no ano passado.

Para Fábio Pereira de Sousa, subsecretário de Planejamento, Avaliação e Acompanhamento Educacional da Secretaria de Educação, o aumento crescente da migração se justifica não só pela crise econômica, mas pelos bons índices das escolas públicas. “As mais procuradas são justamente aquelas com melhor desempenho”, ressalta. Ele lembra que não é de graça, mas “paga-se muito, com impostos, por educação pública de qualidade”.



Quatro presos são aprovados no Enem para universidades do Ceará (G1 – Ceará – 31/01/2017)

Presos necessitam de autorização judicial para frequentar os cursos. Cursos são de engenharia, química e ciências sociais.

Quatro internos do sistema prisional cearense foram aprovados no Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) de 2016. Por meio do Sistema de Seleção Unificada (Sisu), os presos conseguiram vagas para os cursos de engenharia de aquicultura, engenharia de telecomunicações, química e ciências sociais.

Os detentos que passaram no Sisu estão recolhidos na Cadeia Pública de Aracati, Instituto Psiquiátrico Governador Stênio Gomes (IPGSG), Casa de Privação Provisória de Liberdade Professor José Jucá Neto (CPPL III) e Centro de Execução Penal e Integração Social Vasco Damasceno Weyne (Cepis).

Para Paulo Roberto, interno do Cepis, que passou para o curso de Química na Universidade Federal do Ceará (UFC), o curso superior traz novas possibilidades. “Já tinha iniciado um curso há uns dez anos atrás e não tinha terminado por falta de dinheiro. Agora eu posso começar de novo e tentar uma oportunidade lá fora. E fazendo faculdade facilita muito”, disse Paulo.