02/10/2009 / Em: Clipping

 


USP, Unesp e Unicamp podem descartar uso da nota do Enem 2009 devido ao adiamento do exame  (UOL – Vestibular – 01/10/09)

A USP (Universidade de São Paulo) comunicou, na tarde desta quinta-feira (1º), que vai avaliar a viabilidade de utilizar a nota do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) 2009 no vestibular 2010, de acordo com as novas datas fornecidas pelo MEC (Ministério da Educação). O MEC (Ministério da Educação) cancelou na madrugada desta quinta-feira (1º) a prova do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio), que seria aplicada neste final de semana em todo o país. Houve quebra de sigilo da prova.



Unesp e Unicamp aguardam data do Enem para decidir vestibulares  (Terra – Educação – 01/10/09)

A Fundação Vunesp, responsável pelo vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), e a Comvest, responsável pelo vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), divulgaram na tarde desta quinta-feira notas nas quais afirmam que as instituições aguardarão a marcação da nova data de prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e o cronograma de divulgação do resultado para se manifestarem sobre uma eventual mudança nos seus respectivos calendários do Vestibular 2010. Caso seja necessário remarcar a data do vestibular 2010, a Unesp 2010 se comprometeu a informar os candidatos da mudança com a devida antecedência. A Convest afirma que, caso seja constatado que não haverá tempo hábil para a utilização das notas do Enem para a composição da nota de primeira fase do Vestibular 2010, aplicará o que está previsto no Art. 11, Parág. 2º do edital do Vestibular 2010, que determina que as notas não sejam utilizadas para a composição da nota da primeira fase do Vestibular Unicamp 2010. Os candidatos que ainda pretendem se inscrever no Vestibular Nacional Unicamp 2010, cujo prazo é até 6 de outubro, deverão incluir o seu número de inscrição para o Enem no formulário, caso desejem que a nota venha a ser utilizada segundo as regras vigentes. Os que já se inscreveram não precisam fazer nenhuma alteração.

SP: universidades não devem alterar cronograma de vestibulares  (Terra – Educação – 01/10/09)

As universidades federais e estaduais de São Paulo informaram nesta terça que não deverão, em princípio, fazer alterações no cronograma de seus processos seletivos apesar do adiamento da prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que seria realizado este final de semana em todo o país. A Fundação Vunesp, que organiza o vestibular da Universidade Estadual Paulista “Júlio de Mesquita Filho” (Unesp) informou, por meio de nota, que vai aguardar pela definição da nova data da prova do Enem para se manifestar sobre possíveis mudanças no calendário do vestibular deste ano. Segundo a Vunesp, os candidatos a vagas nos cursos oferecidos pela Unesp serão informados com antecedência caso ocorra alguma alteração. As provas da Unesp são divididas em duas fases: a primeira delas, que envolve uma prova de conhecimentos gerais, está marcada para o dia 8 de novembro. A segunda fase, composta de provas discursivas, será aplicada nos dias 20 e 21 de dezembro. Segundo a assessoria de imprensa da Vunesp, a nota do Enem tem o peso de 10% na nota final do processo seletivo, mas só em cursos em que não há prova de habilidade.Também por meio de nota à imprensa, a Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest), responsável pelo vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), também informou que vai esperar pelo anúncio das novas datas de provas e da disponibilização das notas do Enem. Na Unicamp, a nota do Enem tem peso de 20% na primeira fase do processo seletivo. “Caso seja constatado que não haverá tempo hábil para a utilização destas notas para a composição da nota de primeira fase do vestibular 2010, a Comvest aplicará o que está previsto no edital do vestibular 2010, que determina que, se não estiverem disponíveis para a Comvest até 30 de novembro de 2009, as notas do Enem 2009 não serão utilizadas para a composição da nota da primeira fase do Vestibular Unicamp 2010”, diz a nota. Já a Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) informou que vai manter o calendário previsto para o vestibular e que o adiamento do Enem não vai afetar o processo seletivo em nenhum dos dois modelos aplicados pela instituição: o unificado (que é o vestibular em fase única com a nota do Enem e que é aplicado em 19 cursos ministrados na instituição) e no misto (que computa a nota do Enem mais o resultado de uma prova e mais uma segunda fase de seleção e que é aplicado em sete cursos). Segundo a Unifesp, as provas da segunda fase serão realizadas nos dias 17 e 18 de dezembro deste ano e vão contar com questões de língua portuguesa, língua estrangeira, redação e conhecimentos específicos. Na Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), a assessoria de imprensa informou que, em princípio, não haverá alteração na programação do processo seletivo. A nota do Enem vale 50% da nota final do vestibular da instituição. Os outros 50% correspondem às provas que são aplicadas pela UFSCar.



Prova do Enem fica para novembro  (Correio Popular – Cidades – 02/10/09)

A prova do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), que aconteceria neste fim de semana, foi remarcada para a primeira quinzena de novembro. O exame foi cancelado na madrugada de ontem depois que a reportagem do jornal O Estado de S.Paulo alertou o Ministério da Educação (MEC) para o vazamento das provas já impressas, e os técnicos do Instituto Nacional de Pesquisas e Estudos Educacionais (Inep) comprovaram que havia mesmo quebra de sigilo. A pedido do ministro da Educação, Fernando Haddad, que conversou com o colega da Justiça, Tarso Genro, a Polícia Federal (PF) abriu uma investigação para saber quem são os responsáveis pelo vazamento das provas e onde foi que, ao longo de todo o processo de confecção das perguntas do exame, de produção gráfica, impressão e logística de distribuição, aconteceu a violação do sigilo. Haddad ordenou ao Inep “prioridade máxima” à preparação da nova prova. A meta é tentar antecipar ao máximo a realização do exame e, segundo um assessor do ministro, “realizar a prova nos dias 7 e 8 de novembro”, logo depois do feriado de Finados, no dia 2 de novembro. Desse jeito, o MEC tenta garantir que o Enem seja usado como exame seletivo para ingresso nas universidades. Em sua 12ª edição, a prova do Enem deste ano terá um novo formato. Agora, ela vai funcionar como vestibular unificado nacional — 24 universidades federais aboliram os processos seletivos para adotar o exame, que será feito em 1.828 municípios. O maior número de candidatos está concentrado em São Paulo, onde estão inscritos 234.173 estudantes.

O vazamento

O Estado foi procurado na tarde de quarta-feira por um homem que, pelo telefone, disse ter cópias das duas provas do Enem que seriam aplicadas neste fim de semana. O homem propôs vender a prova por R$ 500 mil — o jornal rejeitou a proposta, mas, depois de um encontro, que aconteceu na zona Oeste de São Paulo, viu trechos suficientes do exame para, em contato com o MEC, poder confirmar a autenticidade do documento. No exame a que a equipe de reportagem teve acesso, a prova de linguagens e códigos, que seria aplicada no domingo, tinha na primeira questão uma tira da personagem de história em quadrinhos Mafalda. Outros conteúdos identificados foram: uma bandeira do Brasil com a área verde parcialmente suprimida, simbolizando o desmatamento; o poema Canção do Exílio, de Gonçalves Dias; o trecho de um verso de Carlos Drummond de Andrade (“No meio do caminho tinha uma pedra/tinha uma pedra no meio do caminho”); um texto da revista Veja sobre o filme Touro Indomável, de Martin Scorsese; e a imagem do gato Garfield. O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, disse que a nova versão da prova deverá ser envolvida por um sistema de segurança mais rígido do que a prova cancelada. “Não há como esperarmos o fim das investigações para iniciar preparativos para novo exame. Temos que fazer a prova e vamos colocar todos os elementos de segurança disponíveis em alerta máximo”, disse. O Inep dispõe de um banco com cerca de 2 mil questões que podem ser usadas em novas versões da prova. Mas, mesmo com esse banco, é preciso um tempo para a seleção, montagem e impressão da nova versão de prova. Haddad estima que, mesmo com um mês de atraso na realização do Enem, será possível divulgar os resultados em uma data bem próxima da que havia sido estabelecida antes do vazamento. O ministro afirmou que o Inep deverá fazer uma avaliação preliminar para identificar as lacunas de segurança. Para ele, tal medida pode afastar eventuais questionamentos sobre a inviolabilidade da versão da prova que agora começa a ser preparada. Haddad lembrou que procedimentos semelhantes são adotados em casos de concursos cancelados por vazamento de informações. Ainda não está definido quem vai arcar com os custos da nova impressão, estimados em R$ 30 milhões. O assunto agora está sendo analisado pela assessoria jurídica do ministério. Ontem à noite, o MEC divulgou as provas dos dois dias e os gabaritos. (Da Agência Estado)

Fuvest e Unicamp vão avaliar se pontuação será considerada

A Comissão Permanente para os Vestibulares (Comvest), que organiza o vestibular Unicamp, informou por meio de nota oficial que só usará a pontuação do Enem no vestibular 2010 se estiver disponibilizada até 30 de novembro. Caso contrário, a nota será descartada. O peso do Enem no vestibular da Unicamp é de 20% na nota da primeira fase. A Fuvest, responsável pelo vestibular da USP, também pretende avaliar se o resultado da prova do Enem será considerada e usada no processo seletivo que visa preencher vagas para os cursos que são oferecidos pela instituição em 2010. Por meio de nota, a reitoria da USP informou que, por causa do adiamento do Enem, a pró-reitoria de graduação e a Fuvest vão entrar em contato com o Inep para verificar a possibilidade de compatibilizar os calendários e avaliar se a nota do Enem será viável no vestibular 2010. Segundo a USP, os candidatos vão ser informados antecipadamente caso ocorra alguma alteração. A nota obtida no Enem pode ser usada na primeira fase da Fuvest e pode também valer um bônus de 6% para o candidato que cursou todo o Ensino Médio em escolas públicas do Brasil. A Fundação Vunesp, que organiza o vestibular da Universidade Estadual Paulista (Unesp), informou, por meio de nota, que vai aguardar pela definição da nova data da prova do Enem para se manifestar sobre possíveis mudanças no calendário do vestibular. Segundo a Vunesp, os candidatos a vagas nos cursos oferecidos pela Unesp serão informados com antecedência caso haja mudança. (Agência Brasil)

Decisão causa alvoroço em Campinas

Estudantes estão cheios de dúvidas; na cidade há cerca de 26 mil inscritos

O cancelamento do Enem abalou os estudantes e causou alvoroço nas escolas e cursinhos. Em Campinas, há cerca de 26 mil inscritos. Na região metropolitana, são 66 mil no total. Todos estão cheios de dúvidas. A maior preocupação de alunos e professores do Colégio Progresso é que o adiamento vai gerar “congestionamento” de vestibulares, porque o prazo de 45 dias previsto para aplicação fica próximo das primeiras fases das provas da Universidade de São Paulo (USP), aplicada pela Fuvest, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e da Universidade Estadual Paulista (Unesp). “Os alunos estavam se preparando física e psicologicamente para a maratona de provas”, disse Cristina Tempesta, coordenadora do Ensino Médio e diretora pedagógica do Colégio Progresso. No Colégio Rio Branco, o calendário também é a principal preocupação. “Já tínhamos refeito tudo por causa da gripe A. Agora, teremos de fazer um novo planejamento”, afirmou o professor de história e sociologia Gustavo Ricciardi. Mesmo assim, os educadores fazem questão de afirmar que o Enem não perde a credibilidade. “Quero confiar que desta vez será corretamente distribuída (a prova)”, disse Ricciardi. Para o coordenador pedagógico do pré-vestibular da Oficina do Estudante, Célio Ricardo Tasinafo, é bem provável que a nova data do Enem caia no mesmo final de semana que algum vestibular de faculdade particular. “Os alunos estão preocupados e ansiosos. Dissemos a eles que continuem a preparação para os vestibulares que vão prestar e que não percam o foco”, disse Tasinafo. A diretora pedagógica do Anglo, Alice Campo Dall’Orto, disse não se lembrar de caso parecido. “Nunca aconteceu. Estamos apostando no atendimento psicológico dos alunos. Explicamos que eles têm de ter jogo de cintura e continuar estudando”, afirmou Alice. O estudante Felipe da Costa Mello, de 19 anos, que vai prestar jornalismo na USP e na Unesp, está indignado. “Você se prepara. Deixa tudo preparado e a prova é cancelado por causa de um fato lamentável como esse”, disse. Para Bruno Buso Adani, de 17 anos, que faz o terceiro ano do Ensino Médio no Colégio Rio Branco e participou de quatro simulados do Enem, a notícia do cancelamento é difícil de aceitar. “Estava me sentindo preparado para fazer a prova neste final de semana”, afirmou. Esse é o mesmo sentimento de Bárbara Souza Costa, de 17 anos, que vai prestar Direito. “Estou cheia de dúvidas. Como vai ser? Os vestibulares começam daqui a duas semanas”, disse. (Fernanda Nogueira de Souza/Da Agência Anhanguera)

PF fará rastreamento em cada etapa do processo

Imagens de vídeo podem ajudar a identificar primeiras pistas no Inep

A primeira hipótese a ser investigada pela Polícia Federal (PF) com base nos elementos preliminares levantados pelo MEC é que o vazamento tenha ocorrido entre a etapa de impressão das provas, na gráfica Plural, em São Paulo, e a distribuição dos kits por todo o País. A PF não descarta nenhuma pista e vai começar a investigação pelo rastreamento de cada etapa do Enem, desde a confecção das provas, o que inclui tomar depoimento de servidores em Brasília ligados ao programa, até a distribuição dos exames, aplicados em mais de 10 mil pontos espalhados por 1.828 municípios. Segundo o ministro da Educação, Fernando Haddad, os primeiros elementos de prova podem estar nas fitas de vídeo que monitoram 24 horas tanto a gráfica, em São Paulo, como a sala de segurança do Inep, em Brasília, onde está guardado o material digitalizado com os exames do Enem. O diretor-geral da PF, Luiz Fernando Corrêa, disse ontem ao ministro Fernando Haddad que o superintendente da PF em São Paulo, Leandro Coimbra, vai indicar o delegado responsável pelo inquérito o mais rápido possível. Mas já está definido que a investigação ficará a cargo da Polícia Fazendária. Ao todo, existem 40 funcionários da Diretoria de Logística do Enem, vinculados ao Inep, que em tese tiveram algum tipo de contato com a confecção das provas. Eles serão ouvidos nos próximos dias. Mas a chave da solução mais rápida do caso está no depoimento dos dois personagens que tentaram vender a prova vazada ao jornal O Estado de S.Paulo. Haddad fez um apelo para que o jornal e a população ajude as autoridades a localizar os suspeitos. Na gráfica Plural, pelo menos 20 funcionários tiveram algum tipo de contato direto com o material e também devem ser intimados a depor. O problema maior, porém, está na ponta de distribuição, porque são milhares de motoristas e operários que participam do processo, o que inclui embalagem do material, carregamento nos caminhões de entrega e a distribuição propriamente dita. A estimativa é de que cerca de 400 mil pessoas estejam envolvidas em todo o processo.

Lote dos presídios

O presidente do Inep, Reynaldo Fernandes, acredita que, no momento do vazamento da prova, mais de 90% dos kits de provas já haviam sido entregues nos locais ou estavam a caminho do destino final. O último lote que faltava ser despachado era destinado às penitenciárias, para os detentos inscritos no exame. Para Fernandes, o vazamento é ruim para a imagem do exame, mas não resta alternativa a não ser corrigir as falhas. “Não existe um processo totalmente seguro, infalível”, afirmou. “O que a gente faz é olhar, ficar atento o tempo inteiro para reduzir os pontos vulneráveis.” Segundo o dirigente do Inep, o pior caminho seria aguardar o fim da investigação para aplicar a nova prova. “O Inep e o MEC têm que tomar as decisões já e marcar a nova prova o mais rápido possível, pois são 4 milhões de alunos esperando em várias universidades por esse exame”, afirmou Reynaldo Fernandes. Na avaliação dele, são remotas as possibilidades de alguém do MEC estar envolvido no vazamento. “Ninguém aqui viu a prova, até porque no Inep não existe a versão impressa, e o exemplar que vazou certamente passou por uma gráfica.”



Maioria das universidades vai manter datas de seleção   (O Estado de S.Paulo – Vida&/Educação – 02/10/09)

Consultadas pela reportagem do Estado, a maior parte das universidades que aderiram ao Enem como forma de seleção para o vestibular informou ontem que o cancelamento da prova, a princípio, não altera o calendário de exames. As instituições aguardam posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre a nova edição do exame nacional. As principais universidades públicas paulistas, USP, Unicamp, Unesp e Unifesp não preveem alterações até agora e prometem avisar aos alunos com antecedência sobre eventuais mudanças no cronograma. No entanto, a Fundação Getúlio Vargas pretende alterar o calendário do vestibular na próxima semana. No Rio, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) suspendeu temporariamente as inscrições de seu processo seletivo ontem de manhã. A reitoria não quis se manifestar sobre o assunto. Segundo o ministério, 24 universidades federais aderiram à prova como forma única de seleção. De um total de 21 universidades que responderam questionamentos da reportagem ontem, apenas 5, a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Tecnológica do Paraná, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal de Rio Grande e a UFRJ já confirmaram ontem alterações nos calendários. A Universidade Federal de Goiás anunciou que pretende cancelar o uso do exame. Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informou que os processos seletivos das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) serão realizados “com a qualidade e segurança tradicionais.” “A Andifes advoga também a completa apuração dos fatos, visando a segurança e idoneidade dos processos seletivos”, ressaltou a nota.



Enem adiado – Nota Oficial  (Inep – 01/10/09)

O Ministério da Educação informa que as provas do Enem marcadas para este final de semana foram adiadas por motivos de segurança. O Inep já possui uma segunda prova e deve anunciar a nova data nos próximos dias, depois de reorganizar a logística. O Ministério da Educação já tomou providências junto ao Ministério da Justiça e a Polícia Federal no sentido de apurar eventuais responsabilidades criminais relativas ao vazamento. Os estudantes inscritos serão comunicados oportunamente pelos meios habituais da confirmação da nova data e do local das provas. Em razão do adiamento, o resultado final das provas, inicialmente previsto para o dia 8 de janeiro, deve atrasar em cerca de um mês. O Ministério da Educação trabalha para minimizar os efeitos do atraso.



Unesp, Unicamp e USP não sabem se usarão exame   (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 02/10/09)

O adiamento do Enem deixou em compasso de espera o vestibular de algumas das universidades mais importantes do país. A Unicamp, por exemplo, precisa que as notas do exame sejam entregues até 30 de novembro para que contem para a primeira fase do vestibular. “Me parece um pouco difícil que esses dados estejam na nossa mão a tempo”, diz Renato Pedrosa, coordenador-executivo da Comvest (organizadora da prova da Unicamp). Na USP, onde o Enem também é usado na primeira fase, o resultado precisa chegar à Fuvest em tempo hábil para não comprometer a convocação para segunda fase, em 14 de dezembro. Mas a instituição não diz qual seria a data limite. A Unesp também espera uma posição oficial do MEC para dizer se a utilização da prova ainda é viável. A instituição, cuja primeira fase está marcada para 8 de novembro, é a única das três que cogita reagendar o vestibular caso o Enem seja remarcado para o mesmo dia.

Federais
A Folha procurou as 45 federais que pretendem utilizar parcial ou integralmente o Enem no processo seletivo -32 disseram que não devem alterar seus calendários. Apenas a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) resolveu adiar a seleção. A UFRJ (Universidade Federal do Rio) decidiu suspender temporariamente as inscrições, que começariam ontem. O restante ainda não sabe o que ficará definido e responsáveis por quatro instituições não foram encontrados. Pela manhã, a secretária nacional de Educação Superior, Maria Paula Dallari Bucci, ligou para os reitores das federais para dizer que o MEC tem condições de preparar outra prova rapidamente. Para o presidente do Semesp (sindicato das faculdades particulares), Hermes Figueiredo, o adiamento causa preocupação porque as universidades poderão ficar com vagas ociosas.



Unicamp não vai usar nota do Enem no vestibular se nota chegar após 30/11  (Globo.Com – G1 Vestibular – 01/10/09)

A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) divulgou uma nota oficial nesta quinta-feira (1º) confirmando que usará o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) em seu vestibular somente se as notas chegarem até o dia 30 de novembro. A previsão inicial do Ministério da Educação era divulgar as notas da parte objetiva, que são as usadas pela Unicamp, no dia 4 de dezembro. No entanto, havia um compromisso de enviá-las até o dia 30. A decisão irá respeitar uma cláusual do edital do vestibular, conforme o G1 havia adiantado na época da divulgação, que estabelece que o Enem será desconsiderado se o prazo não for seguido. Por via das dúvidas, os candidatos que ainda não se inscreveram no vestibular, cujo prazo acaba em 6 de outubro, deverão incluir o seu número de inscrição para o Enem se quiserem que a nota seja usada. Os que já se inscreveram não precisam fazer nenhuma alteração. 


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USP, Unicamp e Unesp ainda não sabem se vão usar o exame  (Jornal Agora – S.Paulo – 02/10/09)

O adiamento do Enem deixou em compasso de espera o vestibular de algumas das universidades mais importantes do país. A Unicamp, por exemplo, precisa que as notas sejam entregues até 30 de novembro para que contem para a primeira fase. “Parece-me um pouco difícil que os dados estejam na nossa mão a tempo”, diz Renato Pedrosa, coordenador-executivo da Comvest (que organiza o vestibular da universidade). Caso as notas não cheguem até essa data, apenas a prova da instituição será considerada. Na USP, onde o Enem também é usado na primeira fase, o resultado deve chegar à Fuvest em tempo hábil para a convocação da segunda fase, em 14 de dezembro. A universidade, porém, não informou qual seria a data limite. A Unesp também espera uma posição do MEC para dizer se a utilização ainda é viável. A instituição, cuja primeira fase está marcada para 8 de novembro, é a única das três que cogita reagendar o vestibular caso o Enem seja remarcado para o mesmo dia. A reportagem procurou ainda as 45 universidades federais que pretendem usar o Enem na nota do processo seletivo, e 32 disseram que não devem alterar o calendário. Só a UFRB (Universidade Federal do Recôncavo da Bahia) resolveu adiar a seleção –o restante não sabe ou os responsáveis não foram localizados. A UFRJ (Universidade Federal do Rio) decidiu suspender temporariamente as inscrições, que começariam ontem.

Reitores
Em maio, o ministro Fernando Haddad (Educação) foi alertado por reitores sobre o risco de a prova vazar e garantiu a segurança do exame. Os reitores demonstravam receio pelo falto de o exame ser feito em 1.829 cidades.



Universidades ameaçam ignorar notas do Enem  (Correio Braziliense – Brasil – 02/10/09)

Parte das mais de 40 universidades federais inscritas para usar a nota do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) no processo de seleção de alunos ameaça deixar de aproveitar as provas devido ao atraso da realização. Marcado para este fim de semana, o exame foi adiado pelo Ministério da Educação após comprovação de que o material impresso teria vazado. Em reportagem publicada ontem, o jornal Estado de S. Paulo afirma ter sido procurado por um homem que queria vender os exemplares por R$ 500 mil. O cancelamento das mais de 4,5 milhões de provas representa um prejuízo que ultrapassa os R$ 30 milhões, somente no que diz respeito às impressões.
O ministro da Educação, Fernando Haddad, reuniu a imprensa ontem e disse que não acredita em uma onda de desistências das universidades no que diz respeito à adesão ao Enem. %u201CTínhamos uma pequena folga no calendário. Então, é muito cedo para dizer se haverá ou não (desistências). Mas, nos contatos que fizemos com reitores, explicamos que o adiamento dos exames se deu por questões de segurança e todos parecem ter compreendido. Apesar disso, a Universidade Federal de Goiás (UFG) já adiantou que pode deixar de usar o Enem como 40% na nota da primeira fase do vestibular. A decisão será tomada em reunião do conselho da instituição na semana que vem, mas o indicativo é de que as datas do processo seletivo continuem as mesmas, já que o atraso levaria a um efeito cascata no calendário acadêmico de 2010. As inscrições para o vestibular da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), marcadas para começar ontem, foram provisoriamente suspensas. A medida será mantida até que a instituição chegue a uma conclusão sobre como proceder com as notas do Enem, que seriam utilizadas como primeira fase do processo seletivo. Em princípio, as universidades federais e estaduais de São Paulo não devem alterar os cronogramas de provas. Assim ocorrerá com a Universidade Federal de São Carlos (UFSCar), onde a nota do Enem vale 50% da nota final do vestibular da instituição. A Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), que usaria o exame como 20% da nota da primeira etapa, destacou em nota oficial que vai aguardar o novo calendário do MEC. Porém, se o tempo hábil for extrapolado, o exame deixará de ser contabilizado, conforme previsto no edital. Responsável pelo vestibular da Universidade de São Paulo e da Faculdade de Ciências Médicas da Santa Casa, ambas com adoção do Enem como 20% da primeira fase, a Fundação Universitária para o Vestibular (Fuvest) manterá as datas já programadas desde que os resultados do Enem sejam fornecidos a tempo.

Entidades da sociedade civil fazem manifestação a favor das cotas  (Correio Braziliense – Brasil – 01/10/09)

Entidades do movimento social, entre elas, o Coletivo em Defesa das Cotas e o Educafro, organizaram nesta quinta-feira (1°/10) um ato simbólico em frente ao Supremo Tribunal Federal (STF) para protestar contra o questionamento feito pelo partido Democratas (DEM) com relação à constitucionalidade da política de cotas raciais adotada pela Universidade de Brasília (UnB) . O processo será julgado em 2010, pelo STF, após a realização de audiências públicas. De acordo com o estudante Artur Alves, o objetivo do ato é dar visibilidade à pauta sobre cotas raciais nas universidades. Entre os manifestantes estavam alunos cotistas da UnB, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) e de outras instituições de ensino superior que adotam o sistema. Os manifestantes protestaram levando o “Bolo da Diversidade” para comemorar tanto os 120 anos da Lei Áurea, comemorado em 2008. Os manifestantes acreditam que o STF rejeitará o argumento do DEM e manterá o sistema de cotas nas universidades. “O povo está abrindo esta integração. Nós acreditamos que os ministros terão senso de justiça e votarão a favor do sistema de cotas”, afirmou o frei. Eles encerraram o protesto oferecendo o “Bolo da Diversidade” à estatua da Justiça.


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Unicamp diz que pode esperar por nota do Enem até 30/11  (EPTV – Virando Bixo – 02/10/09)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgou nota esclarecendo que, se as notas do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio) não estiverem disponíveis até 30 de novembro, não poderão ser utilizadas no resultado do Vestibular 2010. A previsão da universidade é de que o Enem componha as notas da 1ª fase do vestibular. Marcado para estes sábado (3) e domingo (4), o Enem foi adiado devido ao vazamento da prova. O MEC prevê que o exame seja aplicado dentro de aproximadamente 45 dias. A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) afirmou que vai aguardar o anúncio das novas datas de realização das provas e da previsão da disponibilização das notas do Enem 2009 para decidir se cancelará a utilização da nota do exame no vestibular. A universidade orienta os candidatos que ainda não se inscreveram para o Vestibular 2010 que incluam o seu número de inscrição no Enem no formulário, caso desejem que a nota venha a ser utilizada segundo as regras vigentes. Os que já se inscreveram não precisam fazer nenhuma alteração. O Artigo 11 do edital do Vestibular 2010 determina como é calculada a nota da primeira fase, para fins de classificação para a segunda fase. Estabelece a possibilidade de que essa nota inclua a nota do Enem 2009 com peso de 20% e, em seu Parágrafo 2º, o prazo para que o MEC informe à Unicamp as notas dos candidatos. Determina, ainda, como a nota seria calculada caso o prazo não seja cumprido. Ou seja, seria utilizada apenas a nota da prova de primeira fase aplicada pela Unicamp, em 15 de novembro.



(Record – Vestibular e Concursos – 01/10/09)

Por conta do cancelamento do Enem, a Comissão de Vestibular da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) cogita não usar as notas do exame em seu vestibular. A decisão, no entanto, será tomada quando as datas da nova prova forem anunciadas pelo MEC (Ministério da Educação). A Unicamp usa o Enem para compor 20% do vestibular, que encerra as inscrições no próximo dia 06. Se o tempo de realização e disponibilização dos resultados atrapalharem o cronograma da Unicamp, a nota do Enem não será considerada na primeira fase da instituição. A decisão está prevista em edital: o artigo 11, do parágrafo 2º do texto, determina que, se não estiverem disponíveis à Comvest até 30 de novembro de 2009, as notas do Enem 2009 não serão usadas. O MEC anunciou o cancelamento do Enem nesta quinta-feira (1º), após denúncias de vazamento das questões. De acordo com o ministro , Fernando Haddad, o exame é usado diretamente para selecionar 50 mil estudantes para universidades federais, e mais 150 mil para bolsas do Prouni (Programa Universidade para Todos).



Apesar do adiamento do Enem, maioria das universidades vai manter datas de vestibular  (IG – Último Segundo – 02/10/09)

As instituições aguardam posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre a nova edição do exame nacional.  As principais universidades públicas paulistas, USP, Unicamp, Unesp e Unifesp não preveem alterações até agora e prometem avisar aos alunos com antecedência sobre eventuais mudanças no cronograma. No entanto, a Fundação Getúlio Vargas pretende alterar o calendário do vestibular na próxima semana. No Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) suspendeu temporariamente as inscrições de seu processo seletivo ontem de manhã. A reitoria não quis se manifestar sobre o assunto. Segundo o ministério, 24 universidades federais aderiram à prova como forma única de seleção. De um total de 21 universidades que responderam questionamentos da reportagem ontem, apenas 5, a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Tecnológica do Paraná, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal de Rio Grande e a UFRJ já confirmaram ontem alterações nos calendários. A Universidade Federal de Goiás anunciou que pretende cancelar o uso do exame.



Maioria das universidades vai manter datas de seleção  (Veja.Com – Últimas Notícias – 02/10/09)

Consultadas pela reportagem do Estado, a maior parte das universidades que aderiram ao Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) como forma de seleção para o vestibular informou ontem que o cancelamento da prova, a princípio, não altera o calendário de exames. As instituições aguardam posicionamento do Ministério da Educação (MEC) sobre a nova edição do exame nacional. As principais universidades públicas paulistas, USP, Unicamp, Unesp e Unifesp não preveem alterações até agora e prometem avisar aos alunos com antecedência sobre eventuais mudanças no cronograma. No entanto, a Fundação Getúlio Vargas pretende alterar o calendário do vestibular na próxima semana. No Rio de Janeiro, a Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) suspendeu temporariamente as inscrições de seu processo seletivo ontem de manhã. A reitoria não quis se manifestar sobre o assunto. Segundo o ministério, 24 universidades federais aderiram à prova como forma única de seleção. De um total de 21 universidades que responderam questionamentos da reportagem ontem, apenas 5, a Universidade Federal do Amazonas, a Universidade Tecnológica do Paraná, a Universidade Federal de Pernambuco, a Universidade Federal de Rio Grande e a UFRJ já confirmaram ontem alterações nos calendários. A Universidade Federal de Goiás anunciou que pretende cancelar o uso do exame. Em nota, a Associação Nacional dos Dirigentes de Instituições Federais de Ensino Superior (Andifes) informou que os processos seletivos das Instituições Federais de Ensino Superior (Ifes) serão realizados “com a qualidade e segurança tradicionais.”