02/11/2010 / Em: Clipping

 


Educação básica só terá nível adequado em 2050, diz ONG (Folha de S. Paulo – Cotidiano – 02/12/2010)

Estudo, divulgado ontem em SP, é do movimento Todos pela Educação

Meta do movimento é que 70% dos alunos tenham nível adequado de conhecimentos para suas séries até 2022

FÁBIO TAKAHASHI
DE SÃO PAULO

Mantido o atual ritmo de melhora, a educação básica brasileira- do primeiro ano do ensino fundamental ao terceiro do ensino médio- atingirá um nível de qualidade considerado adequado apenas daqui a 40 anos.
A projeção é apontada por estudo divulgado ontem pela ONG Todos pela Educação.
O movimento (formado por empresários, educadores e gestores) fixou como meta para 2022 que 70% dos estudantes tenham conhecimento adequado para a sua série, segundo avaliações federais (Prova Brasil e Saeb).
Pelas projeções dos técnicos, o patamar será atingido apenas em 2050, caso a velocidade de melhoria não aumente. Atualmente, o melhor desempenho aparece no quinto ano do ensino fundamental, em português, no qual 34,2% dos alunos alcançaram a nota esperada.
O movimento defende cinco ações para que os objetivos sejam alcançados no tempo esperado.
São elas: 1) implementação de currículo nacional (hoje há só diretrizes gerais); 2) valorização do professor (com melhores salários e formação); 3) penalização de gestores que não cumprirem normas ou metas da área; 4) avaliações de aprendizagem com mais informações às escolas; 5) melhores condições dentro da sala de aula.
De positivo, o movimento aponta o aumento do investimento na educação básica e a expansão de matrículas de crianças de baixa renda.



Inscrições para o Profis terminam nesta sexta-feira (EPCampinas – Educação – 01/12/2010)

Programa disponibiliza 120 vagas na universidade para alunos da rede pública

Da redação

Terminam nesta sexta-feira (3) as inscrições para o Programa de Formação Interdisciplinar Superior (Profis), que a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vai oferecer a alunos de ensino médio da rede pública da cidade a partir de 2011.



Governos se comprometem a investir mais em educação (Portal Terra – Notícias – 01/12/2010)

Sob o lema “Educação pela inclusão social”, a XX Cúpula Ibero-Americana selará o compromisso de desembolsar cerca de US$ 100 bilhões, o maior investimento de sua história em educação, no desenvolvimento de um projeto para universalizar a escolarização de crianças e adolescentes.

“Metas educativas 2021: A educação que queremos para a geração dos bicentenários” é um plano que os ministros da área começaram a elaborar em 2008 e que será apresentado aos chefes de Estado e de Governo que participarão do encontro nos dias 3 e 4 de dezembro na cidade argentina de Mar del Plata.

O projeto visa garantir que as crianças estudem entre 11 e 13 anos, ampliar a participação da sociedade na ação educadora, eliminar a discriminação, fortalecer a docência e favorecer a conexão entre educação e emprego, entre outras pautas.

Segundo a Organização de Estados Ibero-americanos (OEI), coordenadora da iniciativa, bastaria que os países da região aumentassem seus orçamentos em educação na mesma porcentagem que seu PIB para que se conseguisse 80% dos US$ 100 bilhões necessários para a execução do projeto.



TJ: ‘Aluno cotista preenche requisitos para ingresso em universidade’ (Portal Gazetaweb.com – Justiça – 26/11/2010)

Marieta argumentou ter estudado em escola pública para ingressar na Uneal por meio do sistema de cotas

A Universidade Estadual de Alagoas (Uneal) deverá matricular Marieta Siqueira da Silva no curso noturno de Letras/Português da instituição, no campus de Palmeira dos Índios. Marieta ingressou na Uneal por meio da política de cotas, mas sua matrícula foi questionada pelo fato de ela ter cursado uma série do ensino fundamental em instituição dita particular. A decisão do desembargador Pedro Augusto Mendonça de Araújo, da Segunda Câmara Cível do Tribunal de Justiça de Alagoas (TJ/AL), foi publicada no Diário de Justiça Eletrônico desta quinta-feira (25).

A Uneal defendeu que a Lei Estadual 6.542/2004, que estabelece a política de cotas nas universidades estaduais alagoanas, é clara ao afirmar que, para usufruir dessa medida, é preciso ter cursado o ensino fundamental e médio em escolas públicas.



Jovens negros têm novas perspectivas de futuro (Diário de Pernambuco – Notícias – 20/11/2010)

Com o aumento do número de políticas afirmativas, como a criação de cotas para afrodescendentes nas universidades públicas e o Estatuto da Igualdade Racial, a população negra e jovem tem uma nova perspectiva de futuro. Diferentemente de seus pais, eles agora ingressam no ensino superior e pretendem seguir estudando.

A estudante da Universidade de Brasília (UnB), Deuzilene de Oliveira Barros, 21 anos, passou no vestibular de 2007 para o curso de Artes Cênicas por meio das cotas. Desde 2004, UnB reserva 20% de suas vagas para afrodescendentes. “Fui a primeira da minha família a passar numa universidade pública. Meu pai tem 57 anos, é motorista de ônibus e ainda não se aposentou. Minha mãe não trabalha, fica em casa para cuidar dos filhos, ela não terminou o ensino médio”.



Proporção de pretos com curso superior é um terço dos brancos (Correio da Bahia – Notícias – 20/11/2010)

Segundo a Pnad 2009, apenas 4,7% das pessoas autodeclaradas pretas com mais de 25 anos têm curso superior

Redação CORREIO

Alvo de ações contrárias no Supremo Tribunal Federal (STF) as políticas afirmativas de cotas para acesso às universidades públicas e privadas podem ter justificativa nos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Segundo a última Pesquisa Nacional de Amostra Domiciliar (Pnad 2009), apenas 4,7% das pessoas autodeclaradas pretas com mais de 25 anos têm curso superior. O percentual dos ditos pardos é de 5,3% enquanto dos brancos é de 15% – mais que o triplo da porcentagem dos pretos.

Entre os atuais estudantes de 18 a 24 anos, o desequilíbrio é menor. O percentual de pretos e pardos universitários sobe, mas as estatísticas mostram que ainda é grande a diferença no acesso ao nível superior.

Movimento negro precisa ter unidade por cotas e contra a discriminação, afirma Abdias Nascimento (Correio da Bahia – Notícias – 20/11/2010)

Ex-senador alertou para a necessidade de se garantir a aplicação do sistema de cotas nas universidades

Redação CORREIO

O movimento negro brasileiro precisa de maior unidade para garantir conquistas históricas importantes como o sistema de cotas nas universidades e para combater o preconceito racial no trabalho. A análise é do ex-senador Abdias Nascimento, um dos precursores da luta pela igualdade racial no país e que aos 96 anos de idade continua atento aos acontecimentos.

“Uma das coisas que faz falta – e que realmente é uma ausência importante e muito necessária – é a unidade dos negros. É difícil fazer isso, mas as lideranças negras têm feito o possível”.

Abdias alertou para a necessidade de se garantir a aplicação do sistema de cotas nas universidades, conquista recente, mas ainda não universalizada pelo ensino superior.