03/03/2010 / Em: Clipping

 


Atividades do trote da cidadania da Unicamp 2010 começam nesta terça  (UOL – Vestibular – 02/03/10)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) inicia nesta terça-feira (2) as atividades do trote da cidadania de 2010. O evento terá palestras e atividades para cerca de 1.500 novatos de 37 cursos. Cada faculdade reservou um dia da semana de calouros para atividades solidárias. A programação vai até esta sexta-feira (5). Durante os quatro dias, cerca de oito ônibus irão levar os calouros para atividades como plantio de árvores e hortas, construção de lixeiras com material reciclado e jogos interativos. A ação irá beneficiar sete entidades de Campinas.



Vestibulando pode aprender com reprovação e obter vaga   (Universia Brasil – Pré-Universitário  – 03/03/10)

Mais de vinte quatro meses dedicados aos livros e à missão de passar num dos vestibulares mais concorridos do Brasil. Uma rotina diária costurada pelo cursinho pré-vestibular, a carga horária de trabalho como auxiliar administrativa e as horas de estudos independentes. Esforço que tem aproximado cada vez mais Natália Araújo Ferreira, 21 anos, da almejada vaga no Ensino Superior. Mas que ainda não garantiu seu nome na lista de aprovados da USP (Universidade de São Paulo), instituição que ela sonha cursar. Pelo segundo ano consecutivo, a estudante se deparou com a decepção da reprovação e a angustia de prorrogar por mais alguns meses o seu ingresso na universidade.  “O desapontamento deixa muitas vezes a emoção falar mais alto do que a razão. E a primeira reação é pensar em desistir de tudo”, admite Natália. Ela, no entanto, reconhece que a reprovação também instiga a vontade de provar para si mesma sua capacidade de conquistar a vaga na graduação. “O meu desempenho na prova desse ano foi muito melhor do que no vestibular anterior. Portanto, se me esforçar um pouco mais, tenho sim chances de ser aprovada na próxima edição do concurso”, acredita a estudante. A história de Natália é similar a de muitos outros estudantes brasileiros, que sofrem na luta por uma vaga numa universidade pública ou instituição particular de qualidade. Os vestibulares, em sua maioria, são altamente competitivos e excludentes. Para se ter uma idéia, a última edição do vestibular da USP recebeu mais de 128 mil candidatos para apenas 10.622 vagas. Já a média de concorrência do processo seletivo da Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) é de 16 candidatos por vagas. “Há cursos em que esse número se multiplica por dois ou três”, relata Renato Pedrosa, coordenador da Comvest (Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp).  A alta concorrência dos concursos nas instituições públicas contribui inclusive com o histórico de reprovações dos próprios candidatos aprovados. “A maioria dos estudantes contemplados nos vestibulares já sofreram com a reprovação. Geralmente, a vaga no Ensino Superior público só é conquistada a partir da segunda tentativa”, afirma Pedrosa. A aprovação, porém, não é algo impossível. “A concorrência é real, mas a aprovação também é”, acrescenta o coordenador da Comvest.  Foi por acreditar nisso que Kátia Santana Gomes, 21 anos, resistiu a duas reprovações. Persistência que lhe garantiu não só a vaga no Ensino Superior público, mas também a oportunidade de escolha. Além da aprovação no curso de Nutrição da Unicamp, a estudante também viu seu nome na lista de convocados da Unesp (Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho) e da UFSCar (Universidade Federal de São Carlos). “A alegria de estar entre os aprovados compensa a decepção das tentativas frustradas e a intensa carga horária de três anos (de estudos)”, garante ela.



UnB quer mostrar “nova cara” da universidade ao STF (IG – Notícias – 03/03/10)

Há cinco anos a Universidade de Brasília apostava em um polêmico sistema de cotas para incluir estudantes negros na instituição. Nos argumentos do idealizador da proposta, José Jorge de Carvalho, professor do Departamento de Antropologia da UnB, números que impressionaram o Conselho de Ensino, Pesquisa e Extensão (Cepe) da UnB: à época, menos de 10% dos estudantes da instituição e apenas 1% dos professores representavam a população negra.  

Hoje, quando o Supremo Tribunal Federal inicia uma série de audiências públicas para embasar o julgamento que decidirá se o programa de reserva de vagas criado pela UnB em junho de 2003 é ou não constitucional, a realidade da instituição é diferente. Para os defensores do programa, a cara da universidade mudou. Atualmente, 3.058 estudantes aprovados pelo sistema de cotas frequentam as aulas na UnB. Outros 465 se formaram ao longo desses anos. Criado para durar dez anos, o programa ainda não atingiu a meta de ter 20% de estudantes negros do total de matriculados na UnB. Aualmente, eles representam 11% dos 26 mil universitários da instituição. Mas, para José Geraldo de Sousa Junior, reitor da UnB, os números são satisfatórios. Ele lembra que os cursos de Medicina e Direito, por exemplo, não tinham praticamente nenhum aluno negro nas turmas. Só na Medicina há 63 estudantes cotistas. “O programa adotado pela UnB é fundamental e exemplar. Não é possível vencer a distância da exclusão quase ancestral dos negros sem essas políticas”, afirma. O reitor acredita que os resultados esperados com o programa das cotas estão refletidos nos corredores e nas salas de aula da instituição. E é isso que a UnB pretende mostrar durante o tempo que terá para defender o programa nesta quarta-feira. José Geraldo conta que a universidade enviou à Advocacia Geral União (AGU) fotos das colações de grau da instituição antes e depois do programa de cotas.  Segundo ele, a UnB quer mostrar que a cor das turmas não é mais a mesma. “As fotografias antes pareciam de turmas de escandinavos.



Polêmica na pele  (Revista Isto É – Brasil – 03/10/10)

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Ricardo Lewandowski rejeitou ontem um pedido do DEM para que fossem revistos os critérios de convocação das entidades que discutirão em audiência pública na Corte a adoção de políticas de cotas raciais para ingresso em universidades públicas. A audiência, que começa hoje e prossegue até sexta, foi convocada por Lewandowski, relator de dois processos que contestam a política de cotas, um deles apresentado pelo DEM. O ministro discordou dos argumentos do partido de que não haveria isonomia na distribuição do tempo entre os favoráveis às cotas raciais e os contrários. Para o deputado federal Ronaldo Caiado (DEM-GO), que justificou o pedido de seu partido, Lewandowski convocou para a audiência um número maior de pessoas favoráveis às cotas do que as que se opõem. Porém, o ministro argumentou que representantes do governo e das universidades que falarão na audiência sejam incluídos no rol pessoas favoráveis às cotas raciais. Eles vão relatar experiências positivas e negativas da política de cotas, segundo Lewandowski. “Não há atentado à isonomia”, concluiu o ministro. Esse não é o único ponto de tensão em torno da audiência.

Cronograma da audiência pública sobre política de cotas já está na página do STF   (STF – Notícias – 08/02/10)

Já está disponível na página de Internet do Supremo Tribunal Federal (STF) o cronograma das audiência pública que vai discutir, nos dias 3, 4 e 5 de março, as políticas de ação afirmativa para reserva de vagas no ensino superior. A programação pode ser conferida na opção “audiências públicas”. O relator dessa matéria no STF é o ministro Ricardo Lewandowski, responsável pela Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 186 e pelo (RE) Recurso Extraordinário 597285, que questionam a constitucionalidade da reserva de vagas nas universidades públicas, a partir de critérios raciais. O ministro Lewandowski decidiu convocar a audiência porque considera importante do ponto de vista jurídico, “uma vez que a interpretação a ser firmada por esta Corte poderá autorizar, ou não, o uso de critérios raciais nos programas de admissão das universidades brasileiras”. Por isso, antes de levar os processos ao plenário para submeter seu voto ao colegiado, o relator decidiu ouvir o depoimento de pessoas com experiência e autoridade em matéria de políticas de ação afirmativa no ensino superior. De acordo com o cronograma, 38 especialistas vão se dividir nos três dias para defenderem seus pontos de vista sobre o tema. Nos dias 3 e 4 de março, a audiência ocorre das 8h30 às 12h e, no dia 5, a programação será durante todo o dia. Entre os inscritos, estão representantes de associações, fundações, movimentos e entidades.