04/12/2018 / Em: Clipping

 

Unicamp: gabarito do 1º vestibular indígena será divulgado nesta quinta-feira, diz Comvest (G1 – Campinas e Região – 04/12/2018)

Exame foi aplicado no domingo (2) e universidade estadual oferece 72 vagas em 27 cursos de graduação. Preconceito e modernização indígena estão entre temas abordados na prova.

 

O gabarito oficial do primeiro vestibular indígena da Unicamp será divulgado na manhã desta quinta-feira (6), segundo a comissão organizadora do exame (Comvest). No domingo, 354 candidatos participaram do processo seletivo para 72 vagas em 27 cursos de graduação. As repostas devem ser disponibilizadas a partir das 10h na página oficial da comissão, destacou o coordenador executivo dela, José Alves de Freitas Neto. O exame está entre as medidas implementadas a partir deste ano pela universidade estadual com objetivo de aumentar a inclusão social e a diversidade étnica e cultural. O processo em fase única foi aplicado em Campinas (SP), Dourados (MS), Manaus (AM), Recife (PE) e São Gabriel da Cachoeira (AM) – cidade esta para onde o G1 viajou junto com integrantes da Comvest para acompanhar o processo seletivo histórico e produzir uma série de reportagens em parceria com a EPTV, afiliada da TV Globo. Leia mais.

 

 

Na fronteira com a Colômbia, São Gabriel da Cachoeira recebe primeiro vestibular indígena da Unicamp (Instituto socioambiental 04/12/2018)

Universidade paulista viajou para o município mais indígena do Brasil para aplicar a prova, que teve 610 inscritos

 

Considerada a melhor universidade da América Latina pela revista britânica Times Higher Education, a Unicamp realizou no domingo (2/12) o primeiro vestibular indígena da instituição. São 72 vagas. O curso mais procurado é o de Enfermagem, com 96 candidatos por vaga. A prova foi aplicada no no município brasileiro com o maior percentual de população indígena no Brasil: São Gabriel da Cachoeira, no Amazonas, onde 90% dos habitantes pertencem às 23 etnias do Rio Negro. A realização da prova no município foi uma conquista do movimento indígena, através de reivindicações feitas pelos departamentos de Jovens e de Educação da Federação das Organizações Indígenas do Rio Negro (Foirn). Segundo a Unicamp, os alunos indigenas aprovados terão moradia, transporte e alimentação. “Sinto que existe necessidade de ter gente bem formada na área econômica na minha comunidade e por isso optei em fazer vestibular para Ciências Econômicas”, comenta João da Silva, do povo Baniwa, que prestou prova ontem no colégio São Gabriel, na sede do município. Os Baniwa estão envolvidos na produção de produtos da floresta, como a pimenta Baniwa e o artesanato. João quer ampliar seus conhecimentos com os números para aplicá-los na sustentabilidade da sua comunidade no Rio Içana, Terra Indígena Alto Rio Negro, na fronteira com a Colômbia. Leia mais.