05/01/2009 / Em: Clipping

 


Unicamp libera amanhã (05/01), as notas dos candidatos na 1ª fase  (SejaBixo – Mural – 04/01/09)

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) divulga nesta segunda-feira, 05 de janeiro, no site www.comvest.unicamp.br, as notas obtidas pelos candidatos na primeira fase do Vestibular 2009. A lista dos candidatos aprovados na primeira fase do Vestibular 2009, juntamente com os locais de prova da segunda fase, já estão disponíveis no site www.comvest.unicamp.br. Os locais de prova são informados individualmente no momento da consulta à lista de aprovados, através do número de inscrição ou nome do candidato. Constam da lista 16.885 candidatos. Este ano, o Vestibular Unicamp recebeu 49.322 inscrições para 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto. A Comvest também está disponibilizou no site a relação candidatos-vaga para a segunda fase e as notas de corte para a correção da redação em cada curso.

A segunda fase acontece entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2009. A segunda fase é constituída de oito provas de natureza dissertativa:

* 11/01: Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas;

* 12/01: Química e História;

* 13/01: Física e Geografia;

* 14/01: Matemática e Inglês.

As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas de 12 questões.

Locais de prova – A Comvest ressalta que os candidatos devem ficar atentos aos locais das provas que estão sendo divulgados, já que eles não serão necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. Além dos locais, também há mudança de cidade em três casos: os candidatos que fizeram a primeira fase em Sumaré e Valinhos farão a segunda fase em Campinas; aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo farão a segunda em Santo André.Provas de Aptidão – Nos cadernos de prova da segunda fase, os candidatos aos cursos com provas de aptidão (que acontecem entre 19 e 22 de janeiro) vão receber as orientações para a realização dos exames. Antes disso, os candidatos aos cursos de Artes Cênicas e Dança precisam preencher um questionário que já está disponível na página eletrônica da Comvest: www.comvest.unicamp.br.

Próximas etapas do Vestibular Unicamp 2009:

* 11 a 14/01: Exames da 2ª fase;

* 19 a 22/01: Provas de aptidão;

* 05/02: (12h) Divulgação da 1ª chamada nesta página e no Ciclo Básico II;

* 10/02: Matrícula da 1ª chamada.



Unicamp libera notas da primeira fase  (EPTV – Virando Bixo – 05/01/09)

Segunda fase acontece entre 11 e 14 de janeiro

A Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest) liberou nesta segunda (5) o acesso dos candidatos ao desempenho obtido na primeira fase do Vestibular Unicamp 2009. A consulta deve ser feita no site www.comvest.unicamp.br.  Para ter acesso às notas, os candidatos precisam digitar o número de inscrição e a senha. A tabela com as notas de corte para a correção da Redação já esta disponível no site da Comvest. A partir do domingo (11), 16.885 candidatos devem realizar a segunda fase do vestibular em 22 cidades do país. A segunda fase acontece até 14 de janeiro. A Comvest ressalta que os candidatos devem ficar atentos aos locais das provas, já que eles não são necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. Além dos locais, também há mudança de cidade em três casos: os candidatos que fizeram a primeira fase em Sumaré e Valinhos farão a segunda fase em Campinas; aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo farão a segunda em Santo André.  Nos cadernos de prova da segunda fase, os candidatos aos cursos com provas de aptidão (que acontecem entre 19 e 22 de janeiro) vão receber as orientações para a realização dos exames.

A segunda fase é constituída de oito provas de natureza dissertativa:
– Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas no primeiro dia;
– Química e História no segundo dia;
– Física e Geografia no terceiro dia;
– Matemática e Inglês no quarto dia.

As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas de 12 questões.  Este ano, o Vestibular Unicamp recebeu 49.322 inscrições para 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).

Unicamp pedirá “leitura e raciocínio” na 2ª fase  (EPTV – Virando Bixo – 29/12/08)

Coordenador dá detalhes dos exames da segunda etapa, que acontecerão entre 11 e 14 de janeiro

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) realiza entre os dias 11 e 14 de janeiro a segunda fase de seu Vestibular 2009. Foram classificados para esta etapa 16.885 candidatos entre os 49.287 inscritos para disputar 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). O índice de abstenção na primeira fase foi de 4,57%.

A segunda fase da Unicamp será constituída de oito provas dissertativas (duas por dia), sendo Língua Portuguesa e Literaturas de Língua Portuguesa e Ciências Biológicas no primeiro dia; Química e História no segundo; Física e Geografia no terceiro; e Matemática e Inglês no último. As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são compostas de 12 questões.  Os locais de prova devem ser consultados individualmente através do número de inscrição ou nome do candidato. Os candidatos que fizeram a primeira fase em Sumaré e Valinhos devem ficar atentos, pois farão a segunda etapa em Campinas. Já aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo vão fazer a segunda etapa em Santo André. As provas de aptidão, para os cursos de Arquitetura e Urbanismo, Artes Cênicas, Artes Visuais, Dança e Música, acontecem em Campinas, entre os dias 19 a 22 de janeiro. A primeira chamada será divulgada dia 5 de fevereiro. A matrícula dos convocados em primeira chamada deve ser feita dia 10 de fevereiro.

Novidades

Neste ano, o vestibular da Unicamp tem novidades. Uma delas foi no formato gráfico da prova, que deixou de ter um caderno separado para as respostas, desta vez feitas no próprio Caderno de Questões. Outra mudança foi que, em vez de três, os candidatos puderam fazer até duas opções de cursos. Além disso, Odontologia não exige mais a prova de aptidão. Também houve alteração no tempo mínimo de permanência nas salas nos dias de provas, que passou de duas horas para duas horas e meia.

Novo campus

Neste vestibular, são oferecidas mais 480 vagas, abertas na Faculdade de Ciências Aplicadas, o novo campus da Unicamp em Limeira. Em 2009, começarão a funcionar os oito primeiros cursos de graduação da unidade. O projeto do novo campus prevê um total de mil vagas na graduação para os próximos anos. Com a implantação total do campus e a inclusão futura de outros cursos previstos, mas não incluídos nesta etapa do projeto, a Unicamp terá aumentado em um terço o número de vagas em seus cursos de graduação. Os cursos que entrarão em funcionamento no próximo ano são os seguintes: Engenharia de Produção, Engenharia de Manufatura, Nutrição, Ciência do Esporte, Gestão de Agronegócio, Gestão de Comércio Internacional, Gestão de Políticas Públicas e Gestão de Empresas. Os cursos não repetem as carreiras já oferecidas pela Unicamp e têm 60 vagas cada um. Alguns desses cursos, como Gestão de Agronegócio, Gestão de Comércio Internacional e Engenharia de Manufatura, são inéditos no país com a configuração acadêmica dada pela Unicamp. As 480 vagas iniciais serão distribuídas eqüitativamente nos períodos diurno e noturno. “Não faz mais sentido não usarmos interdisciplinaridade” Coordenador do vestibular da Unicamp, o professor Leandro Tessler deu a seguinte entrevista exclusiva ao Virando Bixo sobre a segunda fase do processo seletivo.

O que os candidatos devem esperar da segunda fase da Unicamp?
Provas equilibradas, com questões de diferentes níveis de dificuldade, muita leitura e muito raciocínio.

Em relação à primeira fase, quais as principais diferenças?

Na segunda fase, temos mais espaço para avaliar os candidatos, de forma que podemos obter um diagnóstico mais preciso da capacidade de cada um. As questões da segunda fase são sempre mais aprofundadas do que as da primeira, o que não significa que não haja questões fáceis.

O que as provas vão priorizar?
Como sempre no Vestibular Nacional, damos prioridade a leitura, compreensão, raciocínio e capacidade de expressão.

Os exames seguirão a tendência de questões interdisciplinares?
Hoje em dia, não faz mais sentido não usarmos interdisciplinaridade em algumas questões. Buscamos estudantes que saibam aplicar o que aprenderam a situações novas, o que em geral envolve interdisciplinaridade.

Qual a orientação ao vestibulando para este período entre as duas fases, em que precisa se dividir entre festas e estudo?
Ele não precisa se dividir entre festas e estudo agora. Ele passou os últimos anos se preparando e precisa relaxar e estar tranqüilo para a segunda fase. Estudar de forma obsessiva agora pode ter efeitos negativos.

O aumento de vagas com o novo campus de Limeira trouxe mudanças na forma de conduzir o vestibular?
O aumento no número de vagas pode vir a aumentar também o número de candidatos no futuro, mas no momento não foi necessário fazer qualquer modificação.

E as outras novidades, como maior tempo mínimo de permanência na sala e a diminuição de três para duas opções de cursos?

Até o ano passado, o candidato saía sem o caderno de questões em duas horas ou com a prova em três horas e meia. Mudou a forma de apresentar a resposta, que agora é feita na própria prova. Portanto o candidato não pode mais sair com o caderno de questões. Adotamos um tempo mínimo intermediário, de duas horas e meia. Ninguém consegue resolver uma prova em menos tempo que isso. Quanto às opções de curso, agora o sistema está muito mais simples e permite mais clareza na estratégia de escolha adotada pelo candidato.

Qual o perfil de estudante que a Unicamp espera selecionar?

A Unicamp espera ter estudantes que saibam ler textos, elaborar hipóteses, articular idéias e se expressar com clareza. Por isso, fazemos provas na forma como elas são, com muita ênfase em leitura e raciocínio. Assim esperamos identificar entre todos os candidatos os que melhor aproveitarão seus anos de Unicamp.




Unicamp cobra conteúdo específico na segunda fase (Correio Popular – Cidades – 23/12/08)

Na 1ª etapa, a interpretação já basta para responder à boa parte das questões

As festas deste fim de ano para o aprovado à segunda fase do vestibular da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) vão carregar a ansiedade de quem já venceu uma etapa importante na luta por uma vaga, mas ainda tem uma briga grande pela frente. Ao todo, 16.885 candidatos foram classificados — as provas ocorrem no período de 11 a 14 de janeiro. Para quem vai aproveitar a folga dos próximos dias para retomar pontos importantes do conteúdo, é importante lembrar que a próxima etapa cobra conhecimentos mais específicos das matérias, diferentemente da primeira, em que a interpretação já basta para responder à boa parte das questões. A lista dos convocados para a segunda fase foi divulgada na última quarta-feira e está disponível no site www.comvest.unicamp.br, onde o candidato também pode consultar o local em que vai realizar as provas. É importante lembrar que os locais não necessariamente são os mesmos da primeira fase. Quem fez a prova em Valinhos e em Sumaré, por exemplo, desta vez terá exames em Campinas. “Apesar de a prova da segunda fase continuar com a mesma abordagem da primeira, pretendendo selecionar um aluno que saiba fazer análises, agora é a vez de demonstrar domínio específico do conteúdo. O candidato precisa, por exemplo, interpretar um fato histórico, mas só conseguirá fazer isso se conhecer bem o assunto”, explica a coordenadora geral do cursinho Oficina do Estudante, Daniela Migliorini. De acordo com ela, além de a segunda fase reunir somente os vestibulandos que já passaram por uma seleção apertada, a estrutura da prova também dificulta. “A prova não tem mais um tema geral que norteia todas as questões. O aluno também não tem mais uma coletânea de textos que possa dar pistas sobre as respostas ou facilitar a discussão de um tema”, explica. Na primeira fase deste ano, por exemplo, todas as questões tinham como tema a relação entre os homens e os animais. Em alguns casos, bastava ler com atenção toda a prova para se chegar a uma resposta. Pensando nessas características, a vestibulanda de educação física Yleana Moraes e Souza, de 19 anos, vai aproveitar os próximos dias para retomar alguns pontos das disciplinas mais específicas de sua área. Como na segunda fase também será realizado o exame de língua portuguesa e literatura, ela quer rever alguns resumos e análises dos livros obrigatórios, cuja leitura integral ela terminou no começo do semestre. “Agora, não dá tempo de estudar coisas novas. Quero ficar tranqüila, mas não posso deixar de estudar um pouco nesses dias”, diz. Da mesma forma, Anderson Krawulski Olmedo, que tenta uma vaga em ciências econômicas, usará o tempo para reforçar disciplinas como física e química, em que tem mais dificuldade. “As questões são mais específicas. Vai se destacar quem está mais preparado e tranqüilo”, afirma.

Critério

A Unicamp utiliza como critério para aprovação na primeira fase um rendimento igual ou superior a 50% do valor total da prova, que vale 96 pontos. A nota de corte, no entanto, é maior em alguns cursos, pois há também um critério que estipula a aprovação de uma quantidade de alunos que represente, no mínimo, três vezes e, no máximo, oito vezes o total de vagas do curso. Com isso, os candidatos de medicina, por exemplo, tiveram de acertar 70% das questões para irem à segunda etapa. Os resultados do vestibular da Unicamp serão conhecidos no dia 5 de fevereiro.

ANOTE NA AGENDA

11/1 — Provas de língua portuguesa, literatura e biologia.
12/1 — Provas de química e história
13/1 — Provas de física e geografia
14/1 — Provas de matemática e inglês
19/1 a 22/1 — Provas de aptidão para os cursos de arquitetura, artes cênicas, artes visuais, dança e música
5/2 — Divulgação dos resultados
10/2 — Matrícula e divulgação da 2ª chamada

É preciso criar uma rotina de descanso

Nem só de estudos deve ser a vida de um vestibulando, principalmente neste período do ano em que todo mundo está envolvido com as festas. O psicólogo Eduardo Begini explica que, apesar de não se desligar completamente dos estudos nos últimos dias do ano, o vestibulando deve aproveitar para descansar por alguns dias. “Vale a pena participar das festas de família, sem exageros. O vestibulando deve balancear estudo e lazer. Se não fizer isso, corre o risco de ir para a prova cansado e todo o esforço terá sido jogado fora”, explica. Além disso, mesmo para absorver conhecimento, é preciso criar uma rotina de descanso. “É nos momentos de ócio que o cérebro armazena as informações colhidas nas horas de estudo, por isso é tão importante ter um cotidiano equilibrado”, afirma o psicólogo. (FO/AAN)

PONTO DE VISTA

Marcia Aparecida Antônio
Coordenadora do curso de Farmácia da Universidade São Francisco

Farmacêutico amplia atuação

A farmacêutica é uma das mais antigas e fascinantes profissões e a atuação, em sua essência, busca a promoção, proteção e recuperação da saúde, tanto individual quanto coletiva, visando à melhoria da qualidade de vida da população. Entretanto, com os avanços da ciência e tecnologia, as práticas do farmacêutico ampliaram-se drasticamente nos últimos tempos e atualmente os profissionais desenvolvem atividades privativas (exclusivas) articuladas com o setor produtivo de medicamentos, junto às farmácias, drogarias e distribuidoras, assim como atividades não privativas (compartilhadas com outros profissionais), relacionadas à produção de domissanitários, cosméticos e alimentos, assim como junto ao setor de análises clínicas, saúde pública, vigilância sanitária, educação e pesquisa. Assim, o farmacêutico é um profissional graduado, que tem sua prática permeada pela ética e apresenta habilidades e competências para implantação e execução da assistência farmacêutica, além de gerenciar, administrar, exercer funções especializadas e responder tecnicamente por estabelecimentos hospitalares, unidades básicas de saúde, indústrias, laboratórios de análises clínicas e toxicológicas, farmácia de manipulação e drogarias. O farmacêutico é um profissional da saúde e sua atuação é pautada no processo saúde-doença do cidadão, da família e da comunidade, integrado à realidade epidemiológica e profissional.



Cota não altera número de negros na universidade  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 26/12/08)

Participação de pretos e pardos no ensino superior público variou 1,8 ponto percentual -passou de 36,4% dos alunos para 38,2%

Número de estudantes negros nas universidades particulares passou de 26,2% para 29,5% de 2004 a 2007; Prouni dá bolsas desde 2005

As políticas de ações afirmativas adotadas até agora por universidades públicas e pelo governo federal, por meio do Prouni, tiveram pouco impacto sobre a participação dos pretos e pardos no ensino superior.  Dados da Pnad (Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílio) mostram que, de 2002, quando as universidades começaram a instituir programas de cotas, a 2007, a participação de pretos e pardos no ensino superior público variou 1,8 ponto percentual –passou de 36,4% dos estudantes de graduação do setor para 38,2%. De 2001 a 2002, a variação foi de 2,8 pontos  percentuais.  Pretos e pardos são nomenclaturas usadas pelo IBGE para a classificação de raça/cor, a partir da autodeclaração dos entrevistados. Na rede particular, a presença do grupo passa de 26,2% para 29,5% de 2004 a 2007. A principal ação afirmativa no setor é o Prouni, que desde 2005 concede bolsas a estudantes carentes de escola pública na proporção igual à de pretos, pardos e indígenas de cada Estado. O baixo impacto das políticas de ação afirmativa adotadas até agora pode ser explicado pelo fato de que a maior parte dos alunos não é afetada por elas. No Prouni, os 197 mil pretos e pardos que entraram pelo programa desde sua criação correspondem a 45% dos bolsistas. Considerando os que entraram em 2006, porém, o ingresso representou apenas 1% do total de matrículas no ensino superior. O impacto de cotas em universidades públicas também é restrito considerando-se que três quartos dos estudantes estão em instituições privadas. Desde 2002, segundo estudo do Ipea (Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada), 33 universidades públicas, de ao menos 250, passaram a adotar algum tipo de cota racial. O projeto de lei que o governo quer aprovar no Congresso prevê que 50% das vagas nas federais sejam reservadas a alunos de escolas públicas, e que esse percentual seja dividido de acordo com a proporção de pretos, pardos e indígenas de cada Estado. Mesmo se aprovada, porém, a lei terá reflexo pequeno sobre o quadro geral, embora de fato aumentem a presença de pretos e pardos nas instituições federais em que as cotas forem instituídas. Segundo o mais recente censo do ensino superior produzido pelo Inep, com dados de 2006, as federais respondiam naquele ano por 12,4% das matrículas em todos os cursos de graduação do país. Caso as vagas para pretos e pardos correspondessem à sua representação na população brasileira -ou seja, 49,8%-, haveria uma reserva correspondente a 3,1% das matrículas no ensino superior. “Há todo um engodo em torno desse assunto [lei que cria cotas]”, diz José Luiz Petrucelli, pesquisador do IBGE, favorável às cotas. “Mesmo se essa lei tivesse sido aprovada e estivesse sendo cumprida, ela não tem um efeito prático muito importante. Tem um efeito simbólico muito importante, por isso tanta polêmica.”  Os números acendem no movimento negro uma reivindicação de cotas em todas as universidades, públicas e privadas.  Segundo frei David, da ONG Educafro, essa reivindicação é planejada para daqui a cerca de três anos, já que, na atual lista de prioridades, vêm antes a aprovação do projeto de lei pelo Senado, a criação de bolsas para os alunos cotistas conseguirem se manter nos cursos e o monitoramento do desempenho acadêmico deles, para, segundo afirma, divulgar os benefícios da política para a população como um todo. A idéia não deve encontrar apoio no Ministério da Educação.

Crescimento

Mesmo com baixo impacto de ações afirmativas, a presença dos pretos e pardos no ensino superior, contando tanto o público como o particular, tem uma trajetória crescente na última década. Em 1998, pretos e pardos eram 18% dos estudantes de graduação. Em 2007, o número já era de 31,5%. Para Simon Schwartzman, do Iets (Instituto de Estudos do Trabalho e Sociedade), a principal razão para o crescimento é o aumento de matrículas, que foi de 187% na última década. Isso aconteceu no ensino médio. A participação dos pretos e pardos nessa etapa passou de 42% para 50,5%, aumentando o número de pessoas aptas a cursar o ensino superior. A qualidade da educação é um fator apontado para melhorar o acesso à universidade pela população mais pobre –e, conseqüentemente, de mais pretos e pardos, geralmente associados a essa faixa econômica. Jorge Abrahão, do Ipea, diz que, aliadas à expansão das vagas nas universidades federais que vem ocorrendo sob o governo Lula, as ações afirmativas poderão produzir um impacto maior do que o de hoje.

Para gêmeos da UnB, sistema é uma “furada”  (Folha de S.Paulo – Cotidiano – 26/12/08)

René de Souza, 32, negro, tentou entrar na UnB por quatro anos. “Por ter feito o ensino médio em escola pública, eu tenho o direito de fazer escola pública”, diz, ao justificar o fato de somente no ano passado ter se candidatado a ingressar em uma universidade particular por meio do Prouni.  Mas também pelo programa do governo federal ele não conseguiu passar, porque, para entrar nas universidades privadas que escolheu -instituições prestigiadas de Brasília-, precisaria ter tido uma nota maior do que a que obteve no Enem. René defende o sistema de cotas, diferentemente dos irmãos gêmeos Alan e Alex Teixeira da Cunha, 19. No ano passado, eles protagonizaram uma polêmica quando apenas um deles foi considerado negro pela UnB, que depois reviu sua decisão. Alan, que, como seu irmão, fez escola particular, hoje estuda educação física na universidade. Diz que tirou a melhor nota entre os cotistas do curso e que seria aprovado de qualquer maneira. “Essa história mostrou que é uma furada.”

Governo diz que projeto de cotas para as federais pode ajudar a mudar o quadro  (Folha De S.Paulo – Cotidiano – 26/12/08)

O governo reconhece o fosso entre negros e brancos no ensino superior, mas está cumprindo a sua parte com o Prouni e com o envio, ao Congresso, de projeto de lei que institui reserva de vagas para negros e estudantes de escola pública nas universidades federais, diz André Lázaro, secretário de Educação Continuada, Alfabetização e Diversidade do MEC. “O governo encaminhou o projeto de lei em 2004. Se ele tivesse sido aprovado, o cenário seria mais favorável”, diz. Sobre o Prouni, afirma que o programa “não reduziu brutalmente a distância [entre brancos e negros], mas brecou”. O projeto sobre cotas nas federais foi aprovado na Câmara e agora deve ser apreciado no Senado antes da sanção presidencial. Lázaro defende que, para melhorar o quadro, é preciso aumentar a qualidade do ensino público, mas diz ser essencial a existência das cotas. “Em todas as faixas etárias, a diferença entre brancos e negros no ensino superior vem caindo de modo bem expressivo, mas essa queda será insuficiente se a gente não conseguir estimulá-la, por exemplo, com a reserva de vagas”, diz. Lázaro também ressalta que as ações afirmativas podem não ter tido impacto estatístico sobre o quadro geral, mas foram importantes para os indivíduos que, de outra maneira, não teriam acesso ao ensino superior. Desde 2005, 197 mil negros entraram no ensino superior pelo Prouni. E, segundo estudo do Ipea, cerca de 58 mil entraram por cotas nas universidades públicas que adotaram o sistema, considerando que todas as vagas tenham sido ocupadas. Em relação à reivindicação de cotas em todas as universidades, inclusive as particulares, defendida por frei David, da ONG Educafro, o secretário se mostra reticente. “O ministério vê com muito respeito a luta do frei David, mas não tenho clareza se esse instrumento é o melhor. O modo como o MEC se relaciona com o setor privado é regulatório, mas tem que ser construído em parceria.” Para o ministro Edson Santos, da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial da Presidência da República, o problema também está na ausência de uma lei que determine a adoção da reserva de vagas em todas as universidades públicas. Ao criticar os que atacam as cotas por considerar que não se aplicam a uma sociedade miscigenada, ele aponta que as cotas em universidades irão aumentar a presença de negros nos cursos mais elitizados. “Quero desafiá-los [os críticos] a mostrar essa miscigenação em medicina, engenharia, odontologia, cursos que exigem formação integral. Se eles provarem isso, ganham esse debate.”

Vestibulando deve equilibrar tempo de estudo e de lazer (Folha de S.Paulo – Fovest – 23/12/08)

Festas de fim de ano antecedem Fuvest e Unicamp

As festas de final de ano são um bom momento para descansar e passar tempo com a família, mesmo que sua resolução para 2009 seja conseguir uma vaga na faculdade. Apesar de os psicólogos, coordenadores de cursinho pré-vestibular e alunos afirmarem que não é hora de parar de estudar, a dica é equilibrar tempo com família e amigos com horas de estudo. “O aluno deve ficar com a família no Natal e Ano-Novo”, aconselha a coordenadora do curso Objetivo, professora Vera Lúcia da Costa Antunes, 60. É o que pretende fazer Henrique Muniz de Souza, 17. Ele encara seu primeiro vestibular -para engenharia mecatrônica na USP- com bastante tranqüilidade e segurança. “O que tinha que estudar já foi estudado. Agora vou viajar com a minha família e só vou voltar no dia 3”, diz. A segunda fase da Fuvest acontece entre os dias 4 e 8 de janeiro. A da Unicamp é entre os dias 11 e 14. Henrique está confiante -fez 76 pontos e a nota de corte é de 65- e na semana passada sua única preocupação era a festa de formatura do colégio.

Revisão
Mas o descanso não será a escolha de todos. Muitos vestibulandos aproveitam esses últimos dias para revisar as matérias e reforçar conteúdos em que ainda têm dificuldade. Para Isabela Dantas Norberto, 18, que disputa uma vaga em letras na USP, estes últimos dias são fundamentais para revisar o conteúdo estudado.
“Não vou parar de estudar nem nesses dias [Natal e Ré- veillon]”, afirma. “Se quero alcançar meu ideal, tenho que abrir mão de algumas regalias.”
“É importante continuar estudando, fazer simulados, praticar para a segunda fase”, recomenda Alessandra Venturi, 38, coordenadora pedagógica do Cursinho da Poli. Para não sofrer do famoso -e malfadado- branco na hora da prova, Ana Carolina Desimone, 18, vai manter o ritmo de estudo de, em média, quatro horas por dia. “Estou relendo livros e estudando história, pois me esqueço de alguns assuntos”, diz a convocada para a segunda fase da Fuvest no curso de moda.
Outra dica dos professores de cursinho para as provas de vestibular é organizar o tempo de resolução das questões: iniciar o exame pelas questões mais fáceis e responder às questões de forma concisa e bem elaborada. Nas questões de exatas, eles recomendam mostrar como se chegou ao resultado e, na redação, demonstrar capacidade de compilar diferentes temas em um só texto. “É importante que cada aluno valorize o que sabe e que vá com garra e confiança para a prova”, diz Alberto Francisco do Nascimento, 68, coordenador de vestibulares do Anglo. “Também é importante não se abster do mundo, o aluno pode espairecer, sim.”

Candidatos em ação

Fazem a prova da segunda fase da Fuvest 38.606 candidatos -desses, 36.145 têm o ensino médio completo, o restante é formado pelos treineiros.
Já para a segunda fase da Unicamp foram convocados 16.885 concorrentes.Esses alunos devem conferir possíveis mudanças nos locais da prova, pois não são necessariamente os mesmos da primeira fase. “E também devem caprichar na letra, pois as provas são dissertativas”, reforça Nascimento. Outras instituições que aplicam provas em janeiro são UnB (Universidade de Brasília), Universidade Federal de Pelotas e Federal de Itajubá, além de diversas particulares.



Prova da segunda fase da Unicamp será em 11 de janeiro  (Tribuna de Santos – Educação – 29/12/08)

A Unicamp aplica as provas da segunda fase do vestibular de 11 a 14 de janeiro a 16.885 candidatos. São oito provas dissertativas – português, literatura, ciências, química, história, física, geografia, matemática e inglês. Os exames de cada disciplina têm 12 questões e valem 48 pontos. A lista dos aprovados está disponível no site da Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp(Comvest). A universidade oferece 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp – Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto.  Nos cadernos de prova da segunda fase, os candidatos aos cursos com provas de aptidão (que acontecem entre 19 e 22 de janeiro) vão receber as orientações para a realização dos exames. Antes disso, os candidatos aos cursos de Artes Cênicas e Dança precisam preencher um questionário que já está disponível na página eletrônica da Comvest.


Os candidatos a uma vaga na Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) já podem consultar as notas obtidas na 1ª fase do Vestibular 2009 no site www.comvest.unicamp.br. Para tanto, deverão informar o número de inscrição e a senha. Na próxima semana, entre os dias 11 e 14, será aplicada a segunda fase do Vestibular em 22 cidades do país. Os 16.885 candidatos aprovados para a próxima fase, de um total de 49.322 inscritos, deverão consultar o local de realização das provas no site acima ou no campus Campinas da instituição. Vale lembrar que os locais não serão necessariamente os mesmos daqueles da primeira fase. Aqueles que fizeram as primeiras provas em Valinhos e Sumaré, por exemplo, deverão se locomover até Campinas para a fase seguinte. Aqueles que a fizeram em São Bernardo do Campo, agora deverão se apresentar em Santo André. Nesta segunda-feira, dia 5, os vestibulandos já terão à disposição, no site mencionado acima, as notas obtidas na prova anterior. Estão em disputa 3.434 vagas em 68 cursos superiores: 66 da Unicamp e dois da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto). A prova da primeira fase se realizou em 16 de novembro. Os candidatos a cursos que exigem provas de aptidão as realizarão entre 19 e 22 deste mês. O resultado final do vestibular está previsto para 5 de fevereiro, com matrículas a serem realizadas no dia 10 subseqüente.



Unicamp divulga notas da primeira fase do vestibular 2009  (UOL – Vestibular –  05/01/09)

A Unicamp (Universidade Estadual de Campinas) divulgou nesta segunda-feira (5), o desempenho dos candidatos na primeira fase do vestibular 2009. Para ter acesso às notas, os candidatos precisam digitar o número de inscrição e a senha; consulte:

·  Notas da primeira fase da Unicamp 2009

Foi divulgada também a tabela com as notas de corte para a correção da redação. A partir do próximo domingo, 11 de janeiro, 16.885 candidatos devem realizar a segunda fase do vestibular em 22 cidades do país. Os candidatos que fizeram a primeira fase em Sumaré e Valinhos devem ficar atentos, pois farão a segunda etapa em Campinas. Já aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo, vão fazer a segunda etapa em Santo André. Este ano, o vestibular da Unicamp recebeu 49.322 inscrições para 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Famerp (Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto).

Segunda fase

A segunda fase do vestibular Unicamp 2009 ocorre entre os dias 11 e 14 de janeiro de 2009. Ela é constituída de oito provas dissertativas: língua portuguesa e literatura e biologia no primeiro dia; química e história no segundo dia; física e geografia no terceiro dia; matemática e inglês no quarto dia. As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas de 12 questões. Segundo a Comvest, os candidatos aos cursos com provas de aptidão (que acontecem entre 19 e 22 de janeiro) vão receber as orientações para a realização dos exames nos cadernos de prova da segunda fase. Antes disso, os candidatos aos cursos de artes cênicas e dança precisam preencher um questionário que já está disponível na página eletrônica da Comvest. O resultado final do vestibular 2009 da Unicamp será divulgado em 5 de fevereiro de 2009.



Unicamp libera consulta ao desempenho na primeira fase do vestibular  (Globo.Com – G1 Vestibular – 05/01/09)

Provas da segunda fase começam no domingo (11).
16.885 candidatos foram convocados para a última etapa.

A consulta ao desempenho na primeira fase do vestibular da Unicamp 2009 foi liberada nesta segunda-feira (5) pela Comissão Permanente para os Vestibulares da Unicamp (Comvest). Os candidatos devem acessar o site da instituição www.comvest.unicamp.br. Para ter acesso às notas, os candidatos precisam digitar o número de inscrição e a senha. A tabela com as notas de corte para a correção da redação também está disponível no site da Comvest.

Segunda fase

A partir do próximo domingo (11), 16.885 candidatos devem realizar a segunda fase do vestibular em 22 cidades do país. As provas são realizadas até o dia 14 de janeiro. A Comvest ressalta que os candidatos devem ficar atentos aos locais das provas, porque não são necessariamente os mesmos onde o candidato realizou a primeira fase. Há mudança de cidade em três casos: os candidatos que fizeram a primeira fase em Sumaré e Valinhos farão a segunda fase em Campinas; aqueles que fizeram a primeira fase em São Bernardo do Campo farão a segunda em Santo André.

Provas de aptidão

Nos cadernos de prova da segunda fase, os candidatos aos cursos com provas de aptidão (que acontecem entre 19 e 22 de janeiro) vão receber as orientações para a realização dos exames. 

Confira o calendário das provas da segunda fase
São oito provas de natureza dissertativa:
11/1 – Língua portuguesa e literaturas de língua portuguesa e ciências biológicas
12/1 – Química e história

13/11 – Física e geografia

14/11 – Matemática e inglês

As provas de cada disciplina valem 48 pontos e são constituídas de 12 questões. Neste ano, houve 49.322 inscrições para 3.434 vagas em 66 cursos da Unicamp e dois cursos da Faculdade de Medicina de São José do Rio Preto (Famerp).